Endometriose

Em janeiro de 2000 fui diagnosticada com endometriose. Na época estava casada com meu primeiro marido (que eu amorosamente apelidei de “falecido”, tá gentem?) já há 6 anos e resolvi que estava na hora de programar o crescimento da família. Logo de cara comecei a ter hemorragias intensas, às vezes 5 vezes ao dia… foi uma loucura. Andei de médico em médico, a maioria dizendo “é, acho que vamos ter que operar…”

Ah, gente, fala sério? Que tipo de médico fala “eu ACHO que vamos ter que operar” como quem diz “vamos ali na esquina tomar uma cervejinha?”… acreditem, ninguém merece. Por fim, com a ma-ga-vi-lha da Internet, eu achei o médico que daria fim às minhas dúvidas: Dr. Francesco Viscomi, que Deus o tenha. Sim, gentem, faleceu sim. O que é uma pena porque além de médico e cirurgião conceituadíssimo, era uma pessoa delicadíssima, daqueles que explicam tudo timtim por timtim e deixam a gente super confiante de que tudo dará certo. Realmente uma alma iluminada.

Bom, mas voltando à vaca fria, os focos de endometriose se encontravam em posição retro-vaginal, uma das mais complexas de se operar, fiquei sabendo mais tarde. Fiz duas vídeo-laparoscopias utilizando bisturi ultrassônico para não afetar as áreas adjacentes, uma em Janeiro e outra em Maio de 2000. Mesmo assim, segundo Dr. Viscomi, eu ainda tinha 10% de chances de continuar desenvolvendo a doença, a não ser que engravidasse o mais cedo possível. Ainda segundo ele, a gravidez poderia tanto ocorrer sem nenhum problema, como também poderia demandar tratamentos específicos — só realmente tentando pra saber.

Vai daí que, no final de 2000, ele diagnosticou que os focos de endometriose haviam retornado. Para quem não sabe, endometriose é uma doença que acomete 1 em cada 4 mulheres em idade reprodutiva. A doença acomete principalmente mulheres com maior escolaridade, que engravidam mais tarde (e portanto passam por mais ciclos menstruais antes da primeira gravidez), e que são normalmente mais estressadas por conta da vida que levam. A endometriose caracteriza-se por células do endométrio (parede interna do útero) que, durante o ciclo menstrual, acabam “escapando” para fora de seu local de origem e acabam por instalar-se e desenvolver-se em outras estruturas internas do organismo. O mais comum é que estes focos se formem próximos ao intestino, bexiga, reto. Mas podem também “viajar” e acabar se instalando nos pulmões, ou até mesmo no umbigo. Quando a paciente menstrua, as células de endométrio espalhadas pelo corpo “menstruam” junto, ou seja, sangram e multiplicam-se, causando grande desconforto e terríveis dores. Ou seja, é o inferno né gentem? Ninguém merece!

Bom, eu deveria ter feito nova cirurgia, mas optei por tentar tratamentos alternativos. Busquei a cromoterapia, à qual me submeti por um ano e adorei! As dores diminuiram, eu me divorciei (aos 29 anos), e nada de engravidar. Depois, em 2003, apaixonei-me loucamente por um colega de trabalho… e aí as coisas começaram a mudar drasticamente. Como esse relacionamento foi tumultuadíssimo, em meados de 2005, já não suportando mais aquela situação, decidi tentar a terapia. Procurei um médico que aplicasse TVP (terapia de vidas passadas), porque algo me dizia que aquilo tudo tinha raízes mais profundas. Dr. Osvaldo Shimoda foi meu terapeuta. Educadíssimo, muito bom profissional, explicou-me tudinho na primeira consulta, conversamos bastante. Em quatro sessões de regressão eu já sabia como e porque me sentia tão atraída pelo rapaz em questão… e também descobri o porquê da endometriose.

Num processo intenso de catarse, após o tratamento com TVP, eu passei a analisar meus sentimentos, e acabei por conseguir desvincular-me daquele relacionamento que tão mal me fazia. Parei de tomar as pílulas e as dores de endometriose sumiram como que por encanto!

Não digo com isso que o tratamento de doenças deve necessariamente passar por terapias alternativas e tal, mas resolvi contar a vocês este relato para que saibam que existe sempre uma luzinha no fim do túnel. Eu morria de dor, tinha cólicas horríveis, enxaquecas homéricas. Nunca achei que conseguiria ficar grávida. Hoje, minha filha está com nove meses já, e eu nem me lembro mais daquelas dores incessantes. Acreditei sempre que haveria uma explicação para tudo aquilo, e encontrei. Espero que a minha experiência sirva de base para muitas outras bem sucedidas.

See’ya!

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8 pensamentos sobre “Endometriose

  1. Ei amiga, adoro seu blog. Passo sempre por aqui para ver as “novidades” e me divirto muito. As histórias com a Belah são ótimas. Escolhi esse tópico para comentar porque eu estava lá (rs). Vi como foi e fico feliz por tudo ter dado certo. Um enorme beijo. Saudade.

    • Nem diga né, Dani? Quanto tempo a gente não se vê! Se vier pra Sampa já sabe — liga aqui pra mim! Um beijão!

  2. Então, minha maratona começou a 16 anos, sempre a procura de remédio para minha dor. genecologista, ortopedista,reumátologista.neuro,gastro,urologísta,proquitologista . ETC exames! Os mais variádos possíveis,REMÈDIOS !analjesicos,antiflamtórios,antibiótico, eos controládos, até que uma amiga me falou ,acho que seu problema e o mesmo que o meu , endometriose . Fizeram em mim a vidiolaparoscopia, tomo remédio, mudei de médico e ele me propôs,o uso de mirena, se tiver um especiálista que possa me responder com urgencia, se é mais uma opção, ou melhor das opções,.Por favor me escreva.um grande abraço.

    • Oi Elvira, como vai? Importante procurar um especialista. A clínica do finado Dr. Francesco Viscomi talvez seja uma boa opção para começar:
      Rua General Mena Barreto, 748, Jd Paulista – São Paulo, SP – CEP 01433-010
      Fones: (11) 3051-2304 / (11) 3051-6139 / (11) 3051-6139 – http://www.institutoviscomi.com.br
      Dr. Viscomi foi um dos especialistas brasileiros pioneiros no tratamento da endometriose de forma não invasiva, e eu tive o prazer de tê-lo como meu médico. Infelizmente, ele faleceu há alguns anos já. Sua clínica continua sendo referência no tratamento da doença e tem profissionais treinados por ele próprio.
      Além disso, averiguar as causas espirituais e energéticas da doença também ajuda. Para tanto, sugiro tratamento com a TRE (Terapia Regressiva Evolucionista), aplicada pelo Dr. Osvaldo Shimoda (http://www.terapiaregressivaevolutiva.com/).
      Ambos os endereços são em São Paulo. E foram estes os tratamentos que funcionaram para mim.
      Espero que ajude.
      Namastê!

  3. Olá Sarah Siqueira!
    Hoje relembrando da minha linda história com Dr. Francesco Viscomi tive vontade de pesquisar sobre ele e aqui no seu blog soube do falecimento dele o que me deixou muito triste…Ele foi para mim um pai no meu tratamento de endometriose. Sei que ele está em paz com o criador por ter feito tanto bem às pessoas e em especial às mulheres com endometriose. Rezarei por ele sempre em agradecimento ao bem que ele me fez e a alegria que me proporcionou ajudando a vinda de meus 2 filhos que são a razão da minha vida! Espero poder conversar com você! Um abraço! Mônica.

    • Oi Mônica! Pois é, eu também entrei em choque quando fiquei sabendo…
      O Dr. Viscomi era uma dessas pessoas especiais, desses médicos que se importam com a PESSOA de verdade, mais do que simplesmente com o tratamento ou a doença. Desses que CUIDAM mesmo. Minha filha fará 5 anos no final de Outubro, e eu tenho certeza que foi graças ao trabalho dele, e aos conselhos que ele me deu na época, que hoje eu tenho a minha pequena.
      Um grande abraço,
      Sarah

  4. Olá Mônica, também tive/tenho endometriose, apesar de eu acreditar que estou livre da doença, o médico que com o qual me trato diz que a doença é incurável. Já perdi um ovário e morro de medo de perder o outro sem conseguir ter filhos. Um dia eu estava muito triste (mais um dia) por causa dessa situação e pesquisando na internet meio que intuição, encontrei o site do dr. Osvaldo Shimoda e casos de relato de cura da endometriose, encontrei também o seu site e isso me trouxe uma alegria, a primeira depois de todo o turbilhão que se passou pela minha vida. Também acredito que minha doença teve iniciou com um relacionamento horrível, o qual só me adoeceu, o meu medo de engravidar desse homem, acho que fizeram com que eu desenvolvesse essa doença horrorosa. Quero muito ir no Dr. Osvaldo SHimoda, mas não tenho dinheiro agora. Só queria saber se os focos que vc tinha diminuíram e se, após vc ter optado por não fazer a 2ª cirurgia, melhorou com os tratamentos da terapia? e se vc acha que está realmente curada. Agradeço imensamente se puder me responder.

    • Carla, olá. Espero que esteja bem. A doenças no corpo são, invariavelmente, doenças da alma. Um problema emocional pode sim ocasionar doenças seríssimas no corpo.
      Portanto, qualquer terapia complementar que você escolher será muito boa para auxiliar no problema.
      EU nunca me curei da endometriose. São raros os relatos de cura total. No entanto, no meu caso, eu hoje sinto muito poucas dores, e convivo pacificamente com a doença, que não atrapalha em nada a minha vida.
      O Dr. Shimoda foi crucial neste processo, bem como os quase 2 anos de cromoterapia que eu fiz.
      Espero que você também encontre o seu caminho de melhora e de saúde.
      Axé!

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