O novo cinema chinês

Quem convive há mais tempo comigo sabe que eu gosto do novo cinema chinês. Comecei com O Tigre e o Dragão, e não parei mais.  Adoro principalmente a fotografia – são verdadeiras obras de arte em movimento. As coreografias das danças e seqüências de artes marciais também são um capítulo à parte. Sim, muita coisa é exagero, e é por isso mesmo muito legal. Ninguém se move daquela maneira, mas só o fato dos caras filmarem seqüências magníficas como aquelas já vale. As locações são normalmente suntuosíssimas, tanto dentro de cenários quanto ao ar livre. Nem me importo de ter que ler as legendas – o show na tela é o que mais me importa.

Para apreciar os filmes é necessário que se tenha em mente que, da mesma maneira que todo filme brasileiro parece remontar a futebol, mulher pelada, samba e morro (sim, há exceções, graças a Deus!), no cinema chinês sempre há o amor romântico e alguém querendo lavar a honra com sangue. Faz parte da cultura milenar chinesa. A suntuosidade dos vermelhos e dourados, utilizados somente pela realeza, também fica bem evidente.

Separei algumas seqüências que, para mim, são inesquecíveis. Aos principantes na “arte” de admirar tais produções, eu sugiro o filme A Maldição da Flor Dourada. A trama é bem ocidentalizada, e o figurino, bem como as locações, são de tirar o fôlego. Separei a primeira seqüência do filme, que dá uma boa ideia do que vem pela frente. A legenda está em espanhol… rs…

Outra seqüência que eu gosto muito, é o jogo do eco (echo game), dançado pela menina cega no filme O Clã das Adagas Voadoras. O local da dança é o salão das peônias, todo decorado com pinturas dessas flores, e de borboletas. Simplesmente magnífico.

E por fim quero deixar a dica do filme mais, digamos, “denso”. Hero (Herói em português) é um filme meio que nonsense à primeira vista, mas depois a gente percebe que a mesma história está sendo contada a partir do ponto de vista de cada uma das personagens principais. A cada mudança de “narrador”, o diretor muda todo o esquema de cores das roupas e do cenário. Assim temos uma seqüência toda branca, outra toda azul, e por aí vai. A seqüência que eu separei é de uma luta, toda em vermelho, com as folhas do outono voando em todas as direções – uma fotografia surreal.

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