Pense, Sinta, Saiba

Li uma frase interessante ontem. Ela dizia mais ou menos assim:

“Para aquele que deseja compreender, nenhuma explicação é necessária. Para aquele que não deseja compreender, nenhuma explicação satisfaz.”

Quantas vezes explicamos milhares de vezes nossos pontos de vista para alguém que se nega a processar a informação? E quantas vezes ouvimos os outros sem necessariamente querer compreendê-los?

Isso me remete a uma apresentação interessante que eu assisti há uma semana mais ou menos. Era sobre comunicação efetiva. E a frase de entrada dizia, em inglês:

A loving heart, good intentions, and a high degree of spiritual awareness do not necessarily make you a good communicator.” – Peter Fenner, Ph.D, autor do livro Radiant Mind.

(“Um coração amoroso, boas intenções, e um alto grau de consciência espiritual não fazem de você, necessariamente, um bom comunicador”, em tradução livre)

E daí o tema desenvolvia-se explicando aos participantes as 3 regras de ouro da boa comunicação:

  1. Shhhhhhh! Ou seja, fique quieto, ouça. “Nós estaríamos vivendo num mundo muito melhor se as pessoas , conscientemente, parassem e respirassem”, dizia a professora de yoga da apresentadora.
  2. Cuidado com as siglas. Ou seja, se você se comunica usando um monte de palavras que seu interlocutor desconhece, não é possível haver comunicação efetiva.
  3. Aceite que existirão mal-entendidos. E sobre isso, o Dr. Peter Fenner explica: “É impossível comunicar-se, trabalhar e relacionar-se com outras pessoas sem que haja mal-entendidos, porque ninguém está tão interessado em suas necessidades quanto você mesmo. (…) Quando um mal-entendido acontece, isso não significa que algo está errado. De muitas maneiras, a comunicação é a contínua correção de mal-entendidos (…).”

Pense, Sinta, Saiba

A apresentadora então explicava que as pessoas dividem-se em três grupos distintos no tocante à comunicação. Conhecer e saber interagir com esses vários grupos é que torna a comunicação efetiva possível.

  • O grupo do Pense. É aquele grupinho de pessoas que, quando escrevem um email, fornecem listas enormes cheias de detalhes, pois são lineares em pensamento, e portanto demorados nas explicações. Fornecem números para melhor ilustrar seus pontos de vista, planilhas complicadíssimas e elaboradas. Verbalmente gostam de dar instruçães detalhadas, fazem muitas perguntas, e gostam de trocar dados continuamente. No comportamento corporal geralmente olham para cima, têm a testa franzida, e tocam a face constantemente. Os homents tendem a sentar-se recostadamente, enquanto que mulheres deste perfil tendem a sentar-se sem recostar.
  • O grupo do Sinta. É o grupo das pessoas mais sensíveis que, quando escrevem demonstram suas emoções, incluem vários adjetivos dando “colorido” ao texto, são descritivos e gostam de contar histórias. Não conseguem pensar linearmente, e adoram gráficos e diagramas quando dão explicações. Verbalmente variam muito o tom de voz, usam muitas analogias e falam sempre em primeira pessoa. Quando se expressam, usam as mãos e o corpo, tocam seus interlocutores insistentemente, e geralmente preferem roupas mais coloridas.
  • O grupo do Saiba. É o grupo de pessoas que gostam de ir logo ao ponto. Quando escrevem, usam listas com frases curtas, subtítulos, fazem resumos ou mesmo utilizam uma única palavra para descrever a situação. São incapazes de produzir detalhes, e seus escritos normalmente são tão resumidos que sobra muito espaço em branco. Verbalmente são diretos e não dão muitos detalhes. No comportamento transpiram uma atmosfera de tranquilidade, paz e confiança. Têm geralmente uma postura corporal ereta e estão sempre focados naquilo que fazem no momento.

Mas isso é apenas a ponta do iceberg. Segundo a apresentadora, nós todos usamos todos os três tipos de comunicação, embora uma sempre se sobressaia de acordo com nosso temperamento. Esse tipo de comunicação que se sobressai é nossa comunicação primária, mas também temos a secundária e a adjetiva.

O “pulo do gato”, segundo ela, é que nós consigamos identificar qual é o tipo de comunicação primária de nosso interlocutor, e assim utilizarmos essa identificação para adequar nossa maneira de nos comunicar a ela.

E aí, alguém acha que consegue?

Para mais informações, acesse o site www.thinkfeelknow.com (em inglês). Você pode fazer o teste online para descobrir seu tipo de comunicação primária, basta pagar US$39,95. Dependendo da sua profissão, é um investimento razoável, né não?

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