Nascimento, morte… evolução.

Hoje faleceu a mãe de uma amiga querida. Uma amiga que acaba de tornar-se mãe – sua filhinha tem apenas 3 meses de idade. Uma amiga que me ligou cedinho para me contar que sua mãe a deixara e a seu irmão que, por sinal, é especial (nasceu com Síndrome de Down).

Chorei pela dor dela. Fiquei imaginando o que eu faria hoje sem minha mãe. Sei que a morte é só uma passagem, sei que a mãe dela continua existindo em outra dimensão, mas a dor de separar-se de alguém tão próximo, mesmo que por alguns anos apenas, é difícil. Muito difícil.

E foi nessa tristeza e nesse desespero que minha amiga me perguntou ao telefone: “Sarah, porque Deus me deu uma filha linda para logo em seguida tirar minha mãe?”.

E aí, o que dizer num momento desses? Ela parecia tão magoada com Deus… estava tão triste. Pensei comigo, ela não deveria pensar assim… mas como entender uma situação dessas?

Com certeza o tempo de vida da mãe dela acabara. Com certeza o nascimento da filha e a morte da mãe não foram um joguete de Deus. O Pai Celeste não brinca com os sentimentos de seus filhos. Então porque, não é mesmo?

Porque tudo tem começo, meio e fim. Porque a morte de um não impede o nascimento de outro. Porque a Vida não segue de acordo com nossos interesses pessoais, mas sim de acordo com um plano maior de Amor, Lei e Justiça. Um Plano Divino ao qual ainda não temos acesso, infelizmente.

Podemos não entender nada agora. Eu mesma não entendo uma série de coisas que me acontecem. Coisas dolorosas, difíceis de suportar. Mas tem um porém: eu confio. Nos momentos de maior desespero, eu peço, eu choro, eu rezo. Porque nós temos de ter um propósito maior que tudo isso. Maior que nascer, crescer, trabalhar, pagar contas, acumular bens, morrer. Nosso propósito deve ser Evoluir.

Evoluir – verbo intransitivo, sofrer evolução ou transformação; evolver, evolucionar, progredir. Atualizar-se no que diz respeito a idéias ou convicções.

Os espíritas acreditam que, antes de encarnar num novo corpo, o espírito passa por um processo de programação de suas principais realizações e aprendizados que deverá cumprir durante sua nova vida. Mais de 80% não conseguem cumprir nem metade. Uma vez na matéria, o véu do esquecimento encobre tudo, e a pessoa passa a evoluir segundo suas tendências mais fortes. Se é raivoso, é muito provável que terá problemas nessa área. Encontrará várias situações em que deverá suplantar essa tendência, podendo ter sucesso ou não. Será colocado numa família que o ajude a burilar seu temperamento, de preferência. E, segundo seu merecimento, terá um ou mais espíritos que tentarão guiá-lo e ajudá-lo, soprando-lhe ao ouvido as melhores opções, colocando em seu caminho exemplos e situações que deve seguir. Sempre que se deixar levar pelas tendências que deveria burilar, sentirá tristeza, remorso, sem saber bem porque. E isso tudo é somente uma das várias variáveis que farão parte da programção reencarnatória do indivíduo.

É claro que, para ter direito a programar conscientemente uma encarnação, o espírito deve ter um mínimo de evolução (conhecimento, mérito, fé, etc.). A grande maioria dos espíritos na Terra reencarna compulsoriamente, sem nem mesmo entender o que ocorreu. Suas reencarnações são programadas por Deus e suas divindades, e eles não têm condições de fazer parte do planejamento, infelizmente.

Atotô Obaluayê

Segundo a Umbanda Sagrada, o orixá Obaluayê é o regente da Evolução – o raio roxo/violeta da transmutação. Obaluayê é masculino, irradiante, de polaridade positiva e de natureza telúrica. Juntamente com Nanã (feminina, absorvente, de polaridade negativa e de natureza telúrico-aquática), rege os mistérios que envolvem a evolução dos seres. Obaluayê é considerado o Senhor de Todas as Passagens. Ou seja, para evoluir é preciso passar de um estado a outro, da ignorância ao conhecimento, do ódio ao amor, da descrença à fé, e por aí vai. Suas cores são o branco e o negro, juntamente com o roxo da ametista mais escura. É este orixá que abre os portais para nossa passagem quando de nosso nascimento ou morte. É a ele que se recorre quando queremos transmutação em nossas vidas, pois evoluir significa transmutar tudo aquilo que está desequilibrado.

Portanto, hoje, rezo e peço ao meu pai Obaluayê que abra as portas do nascimento espiritual à mãe de minha amiga. Que ela possa agora evoluir em outras dimensões, apesar da dor de seus entes queridos que aqui ficaram. E que mãe Nanã, com sua força decantadora, que a tudo aquieta e serena, possa olhar por esses corações doloridos e saudosos desta senhora que se foi. E possa esclarecê-los dos porquês divinos no tempo certo… que assim seja.

Desce, Pai Velho, desce, as suas flores estão no altar

Desce, Pai Velho, desce, estão seus filhos a lhe esperar.

Os seus filhos precisam de muita fé e transmutação,

Vem Obaluayê trazer a Divina Inspiração.

Ensina esse povo todo a lhe esperar de bom coração,

Ensina pra todos nós o que é Divina Inspiração.

Abre um portal de luz fazendo a cruz aqui neste chão,

E traz do Campo Santo todo amor, toda devoção.

Atotô Obaluayê! Saluba Nanã!

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Um pensamento sobre “Nascimento, morte… evolução.

  1. Olha eu gostei muito da materia e acho que deve-se conhecer as histórias de cada pessoa mas cada dia me surpriendo com a capacidade das pessoas que tudo pode ser positivo mas depende de cair em boas mão e aí eu me pergunto qual e aminha busca o mque tem minado a minha mente pos isto vai se refletir no meu dia a dia .Com minha casa meus familiares e amigos .

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