Martin Cooper, o vovô da tecnologia celular

No dia 3 de Abril de 1973 (eu tinha menos de 4 meses de idade), o engenheiro eletro-eletrônico Martin Cooper fez a primeira ligação celular utilizando um aparelho que pesava pouco mais de um quilo e meio e cuja bateria durava apenas 20 minutos.

Martin Cooper, na época, era engenheiro da Motorola, uma empresinha americana pequena e sem muito futuro. Segundo o próprio, a AT&T, gigante das telecomunicações americana, foi pioneira na comunicação via células e havia entrado com um pedido ao governo norte-americano para que pudesse transmitir ligações telefônicas utilizando ondas de rádio. Só que a AT&T queria o monopólio do negócio, que ela aplicaria somente aos telefones instalados em carros.

Ou seja, para fazer uma ligação você teria que estar no seu veículo. Era meio que um telefone fixo, mas que se movia se o seu automóvel também se movesse (hahaha… fala sério!).

Martin Cooper achou aquilo um absurdo. Para ele as pessoas deveriam ter o poder de ser livres para ir e vir, e o telefone deveria ter a capacidade de acompanhá-las. Ele sonhava com algo como o comunicador utilizado pelo capitão Kirk em Jornada nas Estrelas, e não em fazer ligações a partir de seu automóvel!

Portanto, com a aprovação dos sócios proprietários da Motorola, ele criou o primeiro telefone realmente móvel. Sua primeira ligação ocorreu no meio da Sixth Avenue (Sexta Avenida) em New York.

Ele pegou aquele “tijolo” de telefone (protótipo Dyna-Tac, que deve ter originado o nome dos tão famosos Star-Tac, lembram?) e discou o número do chefe de pesquisas da AT&T na época. Quando o Dr. Joel S. Engel atendeu, ele disse algo do tipo “Dr. Engel, aqui quem fala é Martin Cooper. Eu estou te ligando do meio da Sexta Avenida, a partir de um telefone móvel celular de verdade.

Martin Cooper conta que o concorrente ficou mudo do outro lado do telefone por alguns instantes. Por fim, refeito do susto, parabenizou-o pelo feito, e desligou.

E assim a história da telefonia mudou para sempre, e a Motorola tornou-se a gigante que é hoje.

Martin conta que, quando juntou-se à Motorola, assinou um contrato que estabelecia que qualquer invento seu seria entregue à empresa por 1 dólar. Mesmo assim, diz que não se arrepende pois a Motorola ofereceu-lhe subsídios para trabalhar e progredir, e era isso que o interessava.

Essa reportagem foi veiculada na GloboNews e eu tive o prazer de assistir ao programa ontem à noite. Vocês também podem ver o vídeo na página do programa Espaço Aberto Ciência e Tecnologia.

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