Teresópolis

Lembro-me que na época dos desastres na região serrana do Rio de Janeiro, especialmente em Teresópolis, eu ficava vendo aquele monte de terra que havia descido (e desfigurado) as encostas e pensava: meu Deus… como é que vão achar todo mundo embaixo de toda essa terra?

Pois é, depois teve aquela cobertura sobre a briga do prefeito de Teresópolis com a Cruz Vermelha e a Igreja Católica, que eu comentei aqui neste outro post.

E depois tudo terminou, não foi? Não se fala mais nisso. Pois é… só que as buscas temrinaram mas os cadáveres estão lá embaixo, decompondo-se. E pelo que eu aprendi na escola, e depois na faculdade, terrenos destinados a lixões, por exemplo, tinham que receber avaliação constante, porque a decomposição de matéria orgânica penetra no solo e, se o lençol freático for atingido antes que o próprio terreno “filtre” esses agente tóxicos, já era: é epidemia na certa.

Então eu sugiro a vocês a leitura deste post do Bruno, que com certeza me fez lembrar da ameaça ainda escondida por baixo de toda aquela terra.

E para quem quiser verificar do que um cadáver em decomposição é capaz, assistam ao filme O Despertar de uma Paixão (The Painted Veil). É um romance muito bonito, tocante eu diria. O personagem principal é epidemiologista, e viaja com a esposa para a China na década de 30. A ignorância da população faz com que eles enterrem seus mortos próximos demais dos rios, e isso desencadeia a epidemia de cólera nas aldeias servidas por toda aquela água. A fotografia é lindíssima e o filme foi inclusive indicado ao Oscar.

Embora sem conexão aparente, eu me lembrava deste filme constantemente enquanto via as imagens de Teresópolis…

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