Pena Branca fala sobre Carma

Os trabalhos desta semana foram feitos na força dos caboclos, e portanto Seu Pena Branca foi meu guia atuante para os atendimentos. É importante ressaltar que os caboclos da linha Pena Branca são extremamente doutrinadores, e gostam de apresentar temas e esclarecimentos constantemente. Por conta de um atendimento que fiz, fiquei matutando nesta questão de carma, e Seu Pena Branca veio então em meu auxílio.

O carma não é aquilo que vocês acostumaram-se a falar assim, tão banalmente. Primeiro que, hoje em dia, a palavra tornou-se tão comum que vocês nem sequer param mais para compreender seu significado. Carma, em sua essência, não é algo ruim. Carma é tão somente algo sobre o qual a pessoa deve aprender. Mas não externamente, superficialmente. Quando eu digo aprender, quero dizer realmente apreender o sentido daquela lição de vida, e a transmutação de um padrão de comportamento para algo melhor e mais esclarecido. O carma é a base desta transformação, se for bem aproveitado. O homem já se encontra num estágio de evolução em que muito pouco sofrimento seria necessário para sua reforma íntima, uma vez que mais e mais meios de estudo, desenvolvimento e aprendizado se fazem presentes na esfera física. O problema é que a maioria de vocês, quando ouvem de um guia ou mesmo de um guru qualquer que aquilo que sofrem hoje é efeito de algum carma, sentam-se conformados sobre o problema, esperando que as “dores” cessem. Na verdade seu posicionamento deveria ser bem o oposto – se a raiz do problema é cármica, então deveria-se buscar a compreensão, o aprendizado, e posteriormente, a transmutação desta energia gerada de maneira errônea no passado, seja ele recente ou longínquo. Não cabe mais ao homem moderno sentar-se sobre seus problemas esperando que o sofrimento lhe remova o carma pretérito. Entendam: a verdadeira transmutação de algo ruim em bom só acontece quando existe a real compreensão, em todos os níveis – mental, emocional, espiritual, físico – do porque aquele mecanismo foi disparado. Esta compreensão leva o Ser ao perdão de si mesmo e de seus irmãos de caminhada, pois que o real agente do carma é a própria consciência. Então, quando ouvirem “fulano sofre porque numa outra vida fez isso ou aquilo”, pensem – qual aprendizado esta criatura está retirando deste sofrimento? Ele está despertando para a Verdade? Porque, se a resposta for negativa, seu sofrimento será, em muitos casos, vão.

Depois lembrei-me que Seu Pena Branca, durante o atendimento de ontem, repetiu as palavras de Jesus dizendo: “Conhece a verdade, e a verdade te libertará”. Meditei sobre as palavras de Seu Pena Branca e hoje resolvi visitar a internet a respeito do significado da palavra carma:

Carma ou karma (do sânscrito, traduzido como Karmam, e em pali, Kamma, “ação”) é um termo de uso religioso dentro das doutrinas budista, hinduísta e jainista, adotado posteriormente também pela Teosofia, pelo espiritismo e por um subgrupo significativo do movimento New Age, para expressar um conjunto de ações dos homens e suas consequências. Este termo, na física, é equivalente a lei: “Para toda ação existe uma reação de força equivalente em sentido contrário”. Neste caso, para toda ação tomada pelo Homem ele pode esperar uma reação. (…) Dependendo da doutrina e dos dogmas da religião discutida, este termo pode parecer diferente, porém sua essência sempre foca as ações e suas consequências.

Esta definição está na Wikipedia, e já percebemos que a admoestação de Seu Pena Branca com relação à falta de ação das pessoas quando o assunto é cármico, é bem acertada – carma quer dizer ação. Cabe a nós gerarmos a reação correta que anulará a ação pretérita equivocada.

Mas não é só isso. O budismo foi quem introduziu a palavra em primeiro lugar, e olha só a real definição de carma para eles (o grifo é meu):

No budismo, Kamma ou Karma é a palavra para “ato” ou “ação” e, nesse sentido, usa-se a palavra em textos mais antigos para ilustrar a importância de desenvolver atitudes e intenções corretas. Considera-se que por gerar carma os seres encontram-se presos ao samsara, e portanto a última meta da prática budista é extinguir o carma.

Viram? A meta do budismo é extinguir o carma, e não ficar sentado esperando que ele seja transmutado sozinho. E tem mais:

Alguns movimentos esotéricos costumam falar em karma no sentido de “conjunto de deméritos acumulados” e em dharma como “conjunto de méritos acumulados” (portanto o contrário de karma). Essa terminologia não é consistente com o uso tradicional das religiões orientais, principalmente porque Dharma significa ensinamento ou verdade em vez de mérito ou virtude.

Interessante né? Quanto mais eu leio, mais percebo o quanto eu sou mesmo ignorante das verdades eternas.

Namastê!

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