Saudades do Frank…

Uma das minhas grandes tristezas na vida é o fato de que Frank Sinatra morreu antes que eu pudesse vê-lo cantar ao vivo… sad, but true.

Hoje, não sei porque, acordei com essa música tocando na “caixola”:

Atentem para a voz… nenhum tremor, nenhuma falha… mesmo aos quase 70 anos de idade. Fantástico. Soa como veludo nos ouvidos.

A letra é de Paul Anka, baseada numa música originalmente francesa.

Sinatra, como bom sagitariano, canta My Way com o coração, uma vez que a música descreve exatamente a maneira de pensar, e viver, de um centauro. Nenhum de nós gosta de amarras; nenhum de nós gosta de normas e regras. Liberdade, igualdade e fraternidade, é o lema dos sagitarianos.

E assim eu deixo vocês hoje com essa pérola. A letra, na versão abaixo, foi traduzida por mim.

MY WAY

And now, the end is near, and so I face the final curtain.
My friend, I’ll make it clear, I’ll state my case of which I’m certain.

I’ve lived a life that’s full, traveled each and every highway.
But more, more than this, I did it my way.

Regrets I’ve had a few, but then again, too few to mention.
I did what I had to do, I saw it through, without exemption.

I planned each charted course, each careful step, along the byway.
And more, much more than this, I did it my way.

Yes, there were times I guess you knew when I bit off more than I could chew.
And with it all, when there was doubt, I ate it up and spit it out.
I grew tall through it all… and did it my way.

I’ve loved, I’ve laughed and cried, I’ve had my fill, my share of losing.
But now, as tears subside, I find it all so amusing.

To think I did all that, and may I say, not in a shy way.
No… no, not me! I did it my way.

For what is a man, what has he got?
If not himself, then he has not.
To say the things he truly feels, and not the words of one who kneels.

The record shows I took the blows and did it my way.

My way.

E agora, o fim se aproxima e eu encaro o descer da cortina.
Meu amigo, vou deixar claro, eu vou apresentar meu caso, do qual tenho certeza.

Eu vivi uma vida plena, viajei por todas as estradas.
Mas mais, mais que isso, fiz tudo do meu jeito.

Remorsos eu tive alguns, mas tão poucos que nem preciso mencioná-los.
Eu fiz o que precisava ser feito, até o fim, sem exceções.

Eu planejei cada percurso, cada passo cuidadoso por atalhos.
E mais, muito mais que isso, fiz tudo do meu jeito.

Sim, houve momentos em que eu acho que você percebeu que eu tive os olhos maiores que a barriga.
E mesmo assim, quando houve dúvida, eu engoli e cuspi.
Com tudo isso eu cresci… e fiz tudo do meu jeito.

Eu amei, eu ri e chorei. Eu fui pleno, e tive minha parcela de perdas.
E agora, quando o pranto se acalma, eu acho isso tudo muito divertido.

Pensar que eu fiz tudo isso, e devo dizer que não de uma maneira tímida.
Não… não, não eu! Eu fiz tudo do meu jeito.

Afinal, de que se trata um homem, o que ele possui?
Se não tem a ele próprio, então nada tem.
Ele diz aquilo que realmente sente, e não as palavras daquele que se ajoelha.
A história mostra que eu agüentei as porradas, e fiz tudo do meu jeito.

Do meu jeito.

(é ou não a maneira que todos nós gostaríamos de viver, hein?)

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