Seo Zé Pelintra fala sobre Mediunidade e Estudo

Ontem, enquanto tomava banho de manhã, Seo Zé me inspirou essa “aula” sobre mediunidade e estudo. Tudo por conta do fato de que eu ando cansada, pensando em parar um pouco os estudos depois que terminar os dois cursos que estão em andamento aos finais de semana… 🙂

Tentei lembrar tudo que ele me explicou. Espero ter sido o mais fiel possível.

Salve Seo Zé! É da Bahia!

A dinâmica de incorporação é relativamente simples – através de finíssimos cordões energéticos, o espírito guia liga-se aos centros de força do médium, passando a “controlar” muitas de suas faculdades. Autalmente quase não se vêem médiuns inconscientes, ou seja, aqueles que perdem a personalidade durante o transe mediúnico. A quase totalidade dos médiuns atuais é consciente, ou pelo menos semi-consciente. Nesse estado, o médium e o espírito guia “dividem” o controle do corpo carnal, de seus pensamentos, da fala, etc. Se for de necessidade do espírito guia, ele pode “apagar” a consciência do médium, deixando-o inconsciente, mas normalmente isso não é preciso.

A mediunidade consciente obriga justamente o médium a tomar consciência de uma série de questões. Por exemplo, se o médium não conhece nada sobre ervas, o espírito guia dificilmente conseguirá passar a receita de um banho, chá, ou qualquer outro “remédio” baseado na força da energia vegetal. Da mesma maneira, se o médium carece de informação sobre o poder energético dos minerais, o espírito guia não conseguirá explicar ao consulente como proceder nesse sentido.

Tudo, absolutamente tudo aquilo que o médium possui de conhecimento é utilizado pelo espírito guia quando de sua incorporação. Assim, se o médium, por exemplo, fala outro idioma, o espírito guia poderá também comunicar-se utilizando-se dessa linguagem. Entendam – o comando vem do espírito guia, mas o filtro é o médium. Mais especificamente o cérebro físico do médium, seus valores morais, sua educação. Se o orixá incorporado deseja girar para direita, mas o médium teima em permanecer parado, então parado ele ficará. Talvez o orixá até o derrube, tamanha a energia e o choque de vontades, mas provavelmente não acontecerá o giro. Se o médium tem algum tipo de preconceito contra um tipo de tratamento ou outro, o espírito guia dificilmente conseguirá sugestioná-lo a falar sobre o assunto com o consulente, porque inconscientemente o médium barrará a mensagem. Percebem como é tênue, e firme, a linha que separa a ambos?

Da mesma forma a comunicação com o consulente é feita utilizando-se o vocabulário próprio do médium. Se o médium tem um vocabulário pobre, o espírito guia ficará tolhido em sua comunicação, muitas vezes tendo dificuldades em passar sua mensagem.

Portanto, um médium bem preparado é um médium que estuda, lê, e busca conhecimento a todo instante. É aquele que presta atenção aos seus guias não só durante os trabalhos espirituais, mas também no dia-a-dia, pedindo conselhos e orientações, aprendendo a aquietar a própria mente para “ouvi-los” melhor. Quanto mais houver esta sinergia, esta constância de troca de informações e inspiração, mais fácil se dará o processo de incorporação.

Também é importante atentar para o fato de que a necessidade de estudo constante auxilia principalmente o médium que, através do estudo, vai pouco a pouco transformando-se de dentro para fora, tornando-se mais tolerante, mais compreensivo, mais passivo e menos reativo, mais confiante porque compreende o trabalho de seu guia espiritual. E no meio disso tudo, a Fé em Deus e na sua Onisciência aumenta e se fortalece.

Portanto, cansados ou não, atarefados ou não, estudar é preciso. Sempre.

Folgas são permitidas, e necessárias, para o descanso do corpo material e da mente, mas acomodação nunca! Axé filhos de fé de Umbanda!

Bonito não é mesmo? Eu agradeci a mensagem… e o puxão de orelha…rs… 😀

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2 pensamentos sobre “Seo Zé Pelintra fala sobre Mediunidade e Estudo

  1. Perfeito, compartilho desta mesma política de estudo e aprimoramento constante do médium. Importante ressaltar sempre que Médium e Guia formam uma “terceira energia” que desempenha os trabalhos espirituais.

    Aqueles que tolhem os médiuns de estudar e os entrega a própria sorte com o aprendizado somente passado pelos guias espirituais, acaba por subjugar o progresso individual de cada um, fechando a porta do conhecimento e permitindo o caminho pautado pela ignorância e pela dúvida.

    Infelizmente, temos muitos dirigentes formados à “moda antiga” que não além de não transmitir conhecimentos aos seus filhos, ainda, não permitem que estes estudem. Tal medida além de extremamente egoísta, traduz a insegurança do dirigente em temer que algum filho saiba mais do que a sí próprio.

    Isso quando não falam em nome da tal “inconsciência” usando-se dos guias para inibir o médium e até mesmo ameaça-lo. O que é absurdo, pois com toda certeza, nunca um guia espiritual de elevada luz proibirá seu médium de buscar o conhecimento. Ao contrário, o estimulará a isso.

    Prender o estudo e o aprimoramento do médium traz um karma sem proporções, devemos nos lembrar de um velho ditado de autoria desconhecida ” Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

    • Olá Fernando,

      Obrigada pela visita e pelo comentário. O trecho citado por você é parte de um dos diálogos do livro O Pequeno Príncipe, de autoria do aviador e escritor francês Antoine de Saint-Exupéry.
      Volte sempre.
      Namastê!

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