Doutrinar x encaminhar

Por algum tempo, durante a adolescência e início de minha vida adulta, freqüentei centros espíritas kardecistas. Nunca li todas as obras da doutrina, como o Evangelho, o Livro dos Espíritos, etc. Ou seja, aquele conjunto de obras que todo espírita iniciante é instruído a ler. Li trechos de alguns deles, mas tinha muito mais apreço pelos romances, principalmente os da Zíbia Gaspareto.

Mesmo assim, as sessões de Mesa Branca sempre me foram tediosas e insípidas. Achava interessantes as sessões de desobsessão, mas já presenciei muitos doutrinadores darem-se mal frente aos espíritos que tentavam, em vão, doutrinar.

Sempre tive a impressão de que, contra ladrão, assassino, déspota, estuprador, só a polícia. Em sendo assim, a maioria dos obsessores calavam-se simplesmente para não ter que continuar ouvindo a “ladainha” da doutrina espírita kardecista. Eram levados e dias, ou mesmo horas, depois estavam novamente grudados em seus desafetos. Ou seja, tudo em vão.

O doutrinador normalmente se dava mal porque o espírito obsessor, se bem informado, era capaz de colocar os componentes da mesa em posição de defesa da própria honra, tendo de explicar-se frente à assistência, que ouvia tudo aquilo calada.

Gostei quando percebi que a Umbanda, assim como a Magia Divina, não têm caráter doutrinador desses espíritos. Nossa “polícia”, formada pelos guardiões e guardiãs de esquerda, nem permite que a maioria deles sequer se expresse em uma casa de Umbanda – ou seja, eles nem passam da “porteira” e, os que passam, são detidos e encaminhados aos seus locais de merecimento na criação Divina.

Da mesma maneira, os mecanismos dos quais o Mago se utiliza não são mecanismos de doutrina, mas sim de encaminhamento. Uma vez sendo atendido por um Mago, o consulente se encontra dentro de um poderoso campo de forças, campo este sustentado e mantido pela própria divindade. O Mago sempre coloca-se como instrumento de Deus, e portanto é Ele, e somente Ele, quem decide e determina qual será o destino do obsessor ou de quaisquer outros espíritos, forças e energias ligadas ao consulente.

Os pedidos feitos pelo Mago são determinações mágicas, e possuem força e poder de realização, mas passam pelo crivo único do merecimento daquele para quem o trabalho mágico é feito.

Durante um trabalho de magia o que conta é que o Mago, naquele momento, está imbuído da chancela divina para atuar. Quando ativado e aberto o trabalho, o Mago passa a agir não como uma pessoa qualquer, mas como instrumento mágico vivo. Em sendo assim, não há como o obsessor discutir ou querer desvencilhar-se da situação, porque o Mago atua sob a Lei e a Justiça Divinas as quais não podem ser questionadas em momento algum.

Se for de merecimento daquele que está sendo atendido, tais espíritos serão encaminhados quase que automaticamente, e nada mais será dito. O trabalho é normalmente silencioso, dura uns 30 minutos, e traz grande benefício tanto para aquele que foi atendido quanto para o espírito que foi afastado, pois este será encaminhado ao seu lugar de direito e poderá continuar sua escalada evolutiva após ter tomado consciência de seus erros e acertos.

É por essas e outras que eu prefiro o jeito “mágico” de ser. 😉

Se você se interessou, leia, estude, questione, aprenda!

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