Tomando decisões… por Estrela do Fogo

Algumas pessoas se dizem indecisas, ou dizem ter problemas para tomar decisões, e portanto ficam protelando coisas na vida até que não haja mais condições de imobilidade. Na verdade, elas não têm problemas para tomar decisões: elas têm problemas para arcar com a reponsabilidade advinda da decisão que tomaram. Não querem escolher, porque escolher significa ficar com algo para abrir mão de outra coisa… e essas pessoas têm medo da perda.

Se uma mulher fica grávida e não quer o bebê, ela tem duas opções: deixar que a criança nasça e doá-la em adoção; ou abortar, ou seja, matar a criança ainda no ventre. Em ambos os casos, ela deverá arcar com a dor moral, com seus próprios sentimentos, com a reação do Universo em contrapartida a decisão tomada, etc.

Se uma pessoa decide que não quer mais um relacionamento, ela pode simplesmente “empurrar com a barriga” até que não haja mais condições de sustentar aquela situação; ou ela pode sentar-se, dialogar, e resolver de uma vez por todas a situação. Em ambos os casos sofrerá, sentirá saudades, culpa, dor, medo.

Mas vejam que em todas as situações existe sempre a chamada “decisão certa”: aquela decisão que a pessoa é capaz de racionalizar, ponderar de maneira que a perda seja mínima, colocar seus próprios quereres de lado, avaliar o todo e não somente as partes que lhe interessam, levar em consideração a dor alheia e não somente a sua própria.

Agir com tamanha lucidez leva tempo… e coragem. Aquele que diz não conseguir tomar decisões, no fundo, no fundo, tem medo de responsabilizar-se pelo resultado e, mais do que isso, não aceita errar. Seu orgulho é tanto que julga não necessitar fazer escolhas na vida, a não ser aquelas que lhe sejam agradáveis. Sua soberba é tamanha que pensa não precisar sofrer esse tipo de situação e, no entanto, desenvolve todo o tipo de somatização, da úlcera nervosa ao câncer letal.

O ser desperto toma suas decisões, e aceita suas responsabilidades. Simples assim. Não tem medo de bater no peito e dizer: eu escolhi assim.

Infelizmente as religiões de cunho católico têm, há milhares de anos, rebaixado o ser humano a simples expectador da vida. Se fulano nasceu em berço de ouro foi porque Deus assim quis. Se siclano é cego, foi castigo Divino. Pecou? Confesse, reze e pague… que Deus perdoa.

Quanta ignorância!

O único dono do destino da humanidade é a própria humanidade. O que o homem errou, ele mesmo deverá consertar. O que ele mentiu, ele mesmo deverá desdizer. Onde ele pecou, ele mesmo deverá voltar sobre suas próprias pegadas e ali ressarcir seu desafeto na mesma medida.

Portanto, decidam-se por serem donos de suas próprias vidas. Decidam-se pelo despertar, pela responsabilidade ética, pelo amor incondicional. Decidam-se pela Luz.

Eu sou Cabocla Estrela de Fogo. Okê arô!

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