Caridade, por Vó Benedita

Tem momentos na vida que a gente tem vontade de fugir de tudo. Sei lá, se esconder debaixo da mesa e fazer de conta que sumiu. Esperar a poeira baixar. Congelar no tempo enquanto as coisas se resolvem por si. Todo mundo já passou por momentos assim. Eu já passei, inúmeras vezes.

Mas tem gente que leva essa vontade de sumir a sério demais, e acaba atentando contra a própria vida. Ou, às vezes, não chega a tanto, mas desenvolve um desequilíbrio qualquer, uma síndorme do pânico ou uma depressão terrível.

Na última quinta-feira de atendimento, quase todos os consulentes da Vó Benedita tinham este perfil. Ela repetiu uma “fórmula” de conselho interessante para todos eles. Achei que deveria (tentar) reproduzir aqui porque, acredito, pode ser de valia para outras pessoas que estejam passando pelo mesmo processo.

 

Os tempos são conturbados, difíceis. Mas voltem fios, se puderem, à Idade Média, quando qualquer desequilíbrio era tratado como coisa do demônio; quando os direitos de cada um eram medidos pelo peso do ouro que se carregava; quando o acesso à informação era restrito e adulterado. Ou então ocês voltem ao tempo da escravidão declarada, quando a cor da pele determinava o tipo de vida que ocês iam ter nesse mundo. Ou então, ocês vivam nesse tempo de ocês mesmos, mas pensem naquelas moças lá no Oriente Médio, tratadas como peso morto por suas famílias, usadas à exaustão, apedrejadas por qualquer coisa.

E depois ocês voltem às suas próprias vidas aqui, nesse país, nessa cidade, nesse tempo. Pensem – não é bom estar onde ocês estão hoje? Pesem a dádiva divina que ocês receberam por nascer num local em que o homem moderno tem, hoje, muitas facilidades. E, no entanto, ocês teimam em viver de forma infeliz.

Agora, chega. Percebam que não é o luxo que faz de vossa vida algo bom. Percebam que a felicidade total que ocês buscam aqui não pode ser alcançada, pois enquanto houver uma única alma em sofrimento no mundo, ninguém vai realmente ser feliz.

O Universo é uno, ocês estão todos ligados porque vieram todos da mesma fonte. A centelha divina que mora dentro de ocês é a mesma que põe mundos inteiros a girar; que cria estrelas; que gera a vida em todos os cantos do Universo. Tudo o que existe nesse mundo foi criado pelo Criador, inclusive ocês próprios. Como ocês podem se achar pequenos, fracos?

Antes de continuar com o teatro do “como eu sofro”, percebam que ocês, almas indolentes, vêm ao mundo pensando em viver bem, descansar, passar pela vida e só. Alguns até conseguem, é verdade. Mas, para a grande maioria, esse é o tempo do despertar. E infelizmente ocês só acordam quando “o calo aperta”, não é?

Não adianta chorar, fazer cara de coitado. Nenhum de ocês é coitado. Todos tem uma força infinita dentro de si, só falta acordar para isso. Essa força é luz pura, amor puro. Ela só desperta quando o ser realmente entende que dar de si pelo progresso da humanidade é a grande chave da felicidade.

Ocês tiveram infinitos exemplos todo esse tempo… de Jesus à Madre Teresa, todos deram de si. Vejam, não peço aqui que deixem seus caminhos, suas famílias, seus objetivos, por um propósito caritativo. Não, não é isso. Mas aquele que tem de tudo, nasceu bem, forte, perfeito, vê, ouve, fala perfeitamente e ainda assim sente uma tristeza infinita no peito, pense: o que está faltando?

A vó responde: CARIDADE. Passem duas, três horas de sua semana numa creche, fios. Ou num lar de idosos. Ou doem do seu trabalho para alguém que não possa pagar mas precise do seu serviço. Gaste um pouquinho do seu tempo toda semana com algo que engrandeça vossa alma e ocês vão perceber que a felicidade que ocês estavam buscando fora, na verdade, está dentro.

E quando ocês distribuem essa felicidade para outros, ela se multiplica. Ela envolve ocês, ela preenche aquele buraco no peito, ela mata aquele medo da vida que nenhum remédio consegue consertar. Ela gera uma luz que brilha dentro do coração, conforta, acalma, cura… e quando ocês chorarem de alegria por perceber quanto bem fizeram aos outros, aí sim ocês vão conhecer a verdadeira felicidade. Nesse dia, nenhum mal vai conseguir chegar perto de ocês.

Fazer caridade, ajudar ao próximo, é um vício difícil de abandonar, acreditem.

Mas, graças a Deus, é um vício que só faz bem. Tanto pra quem doa, quanto pra quem recebe.

Fiquem com Deus, meus fios. Que Jesus Cristo abençoe todos ocês.

Eu sou Vó Benedita de Aruanda, sob as ordens do Senhor da Fé nesse mundo.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s