Nossos irmãos, os animais

A literatura sobre o desenvolvimento da alma a partir da centelha divina é escassa e, muitas vezes, difícil de entender. Mesmo assim, encontramos, principalmente nos livros Espíritas, muitas elucidações sobre o assunto.

Eu gosto principalmente da teoria que mostra como uma centelha, a partir de sua criação totalmente ignorante, vai angariando consciência, conhecimento e forma através de eras incontáveis de existência. Me parece magnífica tamanha capacidade criativa e evolutiva, e esta é a teoria que cala mais fundo em meu coração.

Detalhes, existem muitos – desde aqueles que explicam como as abelhas, formigas e outras colônias formam um organismo único, de consciência coletiva, até o fato de que os animais em estado “doméstico” estão a um pulo de tornar-se almas conscientes, em estado inicial de evolução na forma humana.

E é sobre estes animais que ontem tive o prazer de ouvir nova lição. Deixo com vocês as palavras que ouvi e que, devo admitir, me trouxeram às lágrimas… não só pela beleza da explicação, mas principalmente pela carga de responsabilidade que nós, seus irmãos maiores, carregamos nos ombros sem muita consciência.

Estas almas que hoje habitam os corpos de gatos, cachorros, cavalos, coelhos, e de tantos outros animais ditos “domésticos” têm importante papel na vida humana, assim como vocês, humanos, desempenham um papel imprescindível na escala evolutiva deles.

Um animal “selvagem” vive num ambiente que pode-se definir como inóspito. Ali ele deve estar sempre alerta, porque sua vida depende do matar ou morrer. Torna-se quase impossível a um animal em tal etapa evolutiva, alterar sua essência anímica de forma a atingir estágios mais altos de evolução, sobretudo para aqueles que alimentam-se única e exclusivamente de carne.

Estes animais são regidos pelo sentir, pela vontade sem freios. O único freio que conhecem é o medo, ou seja, sua vida é toda pautada em instintos e emoções. No entanto, conforme modificam seus estados emocionais, a consciência anímica ancorada no chacra básico deve “subir” até o chacra cardíaco, e ali permanecer até que desenvolvam-se sentimentos que tomem o lugar da maioria de suas emoções instintivas.

Estes são seus irmãos domesticados. Num ambiente de paz e amor, o animal doméstico aprende, pelo exemplo energético dos humanos que o rodeiam, a domar seus instintos, a sentir gratidão, carinho, amor. Quantos não são os exemplos de cães, gatos ou cavalos, para citar alguns, que se deprimem e até mesmo deixam-se morrer ao perder um dono a quem devotam extrema lealdade?

Além disso, ao irem transmutando sua energia dentro de lares amorosos, ali tembém absorvem energias doentias de seus donos, muitas vezes evitando doenças ou até mesmo curando-as. Nessas ocasiões, sua energia, ainda extremamente ancorada na kundalini, consegue transmutar as energias mais densas do ambiente, proporcionando a seus donos agradável sensação de bem-estar e alegria.

Portanto, cuidado redobrado devem ter aqueles dentre vós a quem foram confiadas almas nesse estágio delicado da evolução. Lembrem-se que é através do seu amor, da sua energia de carinho, do seu equilíbrio emocional, que seu irmão doméstico conseguirá ancorar a consciência no chacra cardíaco e, dali, tomar posse de si mesmo através de lampejos de individualidade quando o chacra coronário iluminar-se com os primeiros lampejos de inteligência hominal.

Um animal tratado com carinho, vivendo num ambiente equilibrado e amoroso, terá encurtado, em muito, seu caminho evolutivo. Além disso, uma alma que desperta com gratidão, lealdade e amor no coração, sempre se lembrará daqueles que a auxiliaram a despertar nesse estado, não é?

Cuidado, então, com o descaso com a vida desses irmãozinhos. Pensem bem antes de colocar sob sua tutela uma alma neste estágio tão delicado. Não as abandonem ou maltratem, pois isso pode causar-lhes tamanha dor a ponto de retrocederem a formas mais instintivas de vida, além de causarem a vós próprios muitas dores morais no futuro.

Para eles, vós sois deuses. Portanto, sejam divinos em seu comportamento com esses irmãos.

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6 pensamentos sobre “Nossos irmãos, os animais

  1. Os animais são os seres que possuem o amor mais puro. Eles nos amam com tamanha intesidade e devoção que não se importam se nós estamos ou não com algum sentimento negativo em relação a eles ou alguma pessoa.
    Se um ser humano está triste ou magoado com o outro, o amor por aquela pessoa pode diminuir ou até acabar.
    Com os animais é diferente, se vc esté bravo, triste, irritado ou vai abandona lo, este vai continuar te amando sempre, independente do que quer que você faça, de quem você seja, do que você tenha, de que cargo ocupa no seu trabalho…
    Esse sim é o amor mais lindo que existe, o amor incondicional.
    E esse ser merece todo nosso respeito por ele existir e por ele amar ao ser humano como nenhum ser humano é capaz de amar o outro!

    • Oi Janaina,
      Obrigada pela visita.

      Sim, você tem razão quando diz que um animal continua nos amando apesar de quaisquer sentimentos mesquinhos que tenhamos. Mas esse mesmo animal, ao ser maltratado, também desenvolve medo, tristeza, decepção. Em sua mente ainda não compreende a malvadeza, uma vez que não é capaz de sentir raiva. O animal sente medo, mas raiva não. Ele não mata por esporte; não persegue nem tripudia; não tortura nem humilha.
      Por isso o Mestre nos aponta a importância de não magoarmos almas tão puras em estágio tão delicado de sua evolução.

      Obrigada pelo comentário!
      Namastê!

  2. Olá gostei muito do texto, estavamos passando por uma grande dificuldade em casa devido a uma doença de rins do meu pai já em estado avançado, no mesmo período minha cachorrinha começou a ter praticamente os mesmos sintomas que ele, infelizmente ontem 09/09/2013 ela faleceu, e ele esta melhor, de verdade não sei se foi apenas uma coinscidência mas ficamos bem impressionados, ela era a alegria da nossa casa um membro da nossa familia de verdade e estamos sofrendo muito, mas espero um dia poder reencontrar essa alma que nos fez tão bem por 10 anos…

    • Oi Paula! Que bom ouvir que seu pai está bem. E, sinceramente, eu acredito que nossos amores de 4 patas nos esperam sim do lado de lá! 🙂
      Ainda me lembro todos os dias da minha Nube… alguns dias eu sorrio, outros eu choro. A saudade diminui, mas acho que não passa nunca. A gente só aprende a conviver com ela.

  3. Ontem estava muito frio, por volta das 18:30h, mas eu estava só de bermuda e camiseta lá no pátio jogando bola pros meus cachorros brincarem. Sou obeso mórbido, sedentário, hipertenso… dd repente uma dor violenta me veio no meio do peito, só deu tempo de entrar em casa, comecei a ficar tonto e encostei na parede. A dor piorou e minha visão ficou toda cinza. Isso foi num intervalo de 30 segundos. De repente o meu cachorro mais sensível (Tuco) deu um grito e do nada eu melhorei completamente. De momento eu não entendi a ligação, até que maus tarde na cama (os três dormem na cama comigo rsrsrs) eu coloquei a mão no peito do Tuco pra empurrar ele pra baixo, posicioná-lo no lucar dele certinho, e ele deu um baita grigo. Como eu não usei força, vi que ele tava lesionado no peito. Ainda sem entender, pois ele não tinha se machucado jovando bola, acompanhei os dias seguintes, onde frequentemente ele gritava de dor quando tentava brincar com o mano mais velho, mesmo que brincadeira de leve. Durante duas semanas ele não correu mais atrás da bola, até tudo voltou ao normal. Será que ele absorveu, me curou de um infarto que eu ia sofrer por estar descuidado do frio?

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