Simplicidade, por Pai Benedito de Aruanda

Ontem, Pai Benedito de Aruanda nos presentou com algumas sábias palavras. Dizia ele que a poluição na grande São Paulo não é somente material, de pó e agentes químicos, mas principalmente energética. Os portais naturais entre dimensões espirituais e a nossa, segundo ele, já estão tão densos que, se nós não abríssemos passagem aos nossos Guias através dos trabalhos religiosos, talvez eles nem mesmo conseguissem chegar até nós. Explicou-nos que a vida nas grandes cidades cobra muito de nós. Cobra que cada um de nós seja bem-sucedido, vencedor, bonito, bem-vestido, e por aí vai. Disse que isso cria cada vez mais pessoas insatisfeitas, cansadas, trabalhadores de 15-16 horas diárias que não conseguem mais dar valor à própria família, à própria casa, à própria fé. Por fim, Pai Benedito fechou a explanação com chave de ouro:

Vocês, fios, não nasceram para ganhar dinheiro. Ninguém nasce com esse propósito. A coisa mais importante que vocês tem é a casa de vocês, os seus familiares. Porque, vencer na vida sem família, não é vencer. Vencer sem saúde, não é vencer. Vencer sem fé, não é vencer. Isso é perder. Perder tudo que realmente tem valor na vida.

Nós todos, que trabalhamos em multinacionais, ou no trato com clientes diariamente, sabemos bem o que é isso. Sabemos bem o que são os prazos para ontem, a competição desenfreada que nos faz sentir pequenos, a falta de solidariedade, de paciência, de paz. Nós vivenciamos todos os dias horas intermináveis presos em engarrafamentos, ou lendo emails, ou mantendo-nos “informados” sobre um monte de histórias infelizes que só falam sobre o quanto os melhores chegam “lá” enquanto os “outros” ficam pelo caminho.

Pois eu lembrei de uma frase célebre hoje pela manhã, que diz mais ou menos assim:

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus…

Quando nosso irmão maior, Jesus, nos disse isso, não falava ele sobre a pobreza no sentido material de ser. Mas sim sobre aquele que é simples de espírito. Aquele que sabe que todas as ditas “riquezas” materiais vão ficar por aqui, e virar pó, enquanto que seu espírito será a única coisa viva e presente por toda a eternidade.

Então, meus irmãos, hoje eu quero alertá-los sobre a simplicidade. Vamos viver nessa cidade, nesse tempo, no meio desse “cascão” escuro de energias negativas, mas vamos lutar internamente por manter-nos nossa simplicidade de espíritos em evolução, e nada mais. Vamos nos lembrar do Mestre, vamos nos lembrar das sábias palavras de Pai Benedito, e vamos viver tentando não nos abalar com os absurdos que existem por aí. Vamos deixar que os “sonâmbulos” da materialidade se engalfinhem por dinheiro, posição, poder. E vamos nos ocupar daquilo que realmente interessa: nossa casa, nossa família, nossa saúde, nossa fé.

Com vocês, Colors of the Wind, a música tema do desenho Pocahontas da Disney. Eu amo essa música, porque ela exprime aquilo que eu sinto por dentro e que, infelizmente, ainda não posso vivenciar no dia-a-dia. Mas, um dia, eu tenho fé, chegaremos todos lá!

Aqui, a letra e a tradução da música:

You think I’m an ignorant savage,
And you’ve been so many places,
I guess it must be so…
But still I cannot see:
If the savage one is me
How can there be so much that you don’t know?
You don’t know…

You think you own whatever land you land on,
The Earth is just a dead thing you can claim.
But I know every rock and tree and creature,
Has a life, has a spirit, has a name.

You think the only people who are people,
Are the people who look and think like you.
But if you walk the footsteps of a stranger,
You’ll learn things you never knew, you never knew.

Have you ever heard the wolf cry to the blue corn moon?
Or asked the grinning bobcat why he grinned?
Can you sing with all the voices of the mountains?
Can you paint with all the colors of the wind?
Can you paint with all the colors of the wind?

Come run the hidden pine trails of the forest,
Come taste the sunsweet berries of the Earth.
Come roll in all the riches all around you,
And for once, never wonder what they’re worth.

The rainstorm and the river are my brothers,
The heron and the otter are my friends.
And we are all connected to each other,
In a circle, in a hoop that never ends.

How high will the sycamore grow?
If you cut it down, then you’ll never know.
And you’ll never hear the wolf cry to the blue corn moon.

For whether we are white or copper skinned,
We need to sing with all the voices of the mountains.
We need to paint with all the colors of the wind.

You can own the Earth and still,
All you’ll own is earth until
You can paint with all the colors of the wind.

Cores do Vento

Você pensa que eu sou uma selvagem ignorante
E já que você esteve em tantos lugares…
Eu acredito que você esteja certo.
Mas, ainda assim, não posso entender:
Se a selvagem sou eu,
Como pode haver tanta coisa que você desconhece?
Que você ignora…

Você pensa que é dono de qualquer terra onde pisa,
A Terra é só uma coisa morta que você pode tomar.
Mas eu sei que cada pedra, e árvore, e criatura
Tem vida, tem um espírito, tem um nome.

Você pensa que as únicas pessoas que são pessoas
São aquelas que se parecem e pensam como você.
Mas se você seguir as pegadas de um estranho,
Você aprenderá coisas que nunca imaginou, nunca soube.

Você já ouviu o lobo uivar para a lua cheia?
Ou perguntou ao lince porque ele rosna?
Você consegue cantar com as vozes das montanhas?
Ou pintar com todas as cores do vento?
Você consegue pintar com todas as cores do vento?

Venha correr pelas trilhas entre os pinheiros da floresta,
Venha provar a doçura das frutas da Terra.
Venha rolar sobre as riquezas que te cercam,
E desta vez, nem se perguntar o quanto elas valem.

A tempestade e o rio são meus irmãos,
A garça e a lontra são minhas amigas,
E nós estamos todos conectados
Em um círculo, em um laço sem fim.

Quão alto cresce o sicômoro?
Se você cortá-lo, nunca saberá.
E você nunca ouvirá o lobo uivar para a lua cheia.

Porque não importa se nossa pele é branca ou cor de cobre,
Nós precisamos cantar com todas as vozes da montanha,
Nós precisamos pintar com todas as cores do vento.

Você pode ser dono da Terra e, no entanto,
Tudo o que você tem será pó, até
Que você consiga pintar com todas as cores do vento.

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2 pensamentos sobre “Simplicidade, por Pai Benedito de Aruanda

  1. sempre leio seu blog, adoro as mensagens dos guias, tanto quanto as historinhas da pequena, já que tenho uma também! só lamento você não escrever mais vezes! =) grande abraço!

    • Oi Laís, obrigada pela visita!
      Eu também gostaria de escrever mais… mas conforme a minha pequena cresce, as responsabilidades aumentam, e o tempo fica mais curto.
      Mesmo assim, sempre que me sobra um tempinho, aqui estou. 😉

      Abraço,
      Sarah

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