Cuidado com o que dizem por aí…

Hoje estava lendo um material postado por um médium (ou canal, como queiram). O material provinha de uma mensagem (ou canalização) ditada em viva-voz por um dos espíritos que acompanham esse médium durante um de seus cursos em Lisboa, Portugal. Ele trabalha bastante no meio, dando cursos de “ancoragem” espiritual em vários níveis, reiki, etc.

A primeira vez que ele realmente me chamou a atenção foi quando ele anunciou um tal curso de Orixá Reiki. Segundo ele, sempre que ele dava os cursos de Reiki, entidades com aparência de índios, pretos-velhos e outros se apresentavam à sua visão mediúnica e trabalhavam com ele, ajudando as pessoas. E daí ele desenvolveu essa “técnica” de trabalho do reiki amparada por entidades que se autodenominam associadas ao panteão africano – as divindades que na Umbanda e no Camdomblé são denominadas Orixás.

Eu sempre li os artigos desse médium, porque sempre achei muita coisa boa, muita coisa interessante, no meio de tudo que ele escreve. Mas hoje me assustei com as declarações da entidade, não porque elas não sejam verdadeiras, mas porque podem confundir pessoas menos esclarecidas.

A entidade diz que seres de luz não precisam de velas, de entregas, nem de nada disso, numa alusão bastante clara às práticas religiosas afro-brasileiras. Eu, como Umbandista, me sinto no direito de redarguir e explicar:

Realmente, um Orixá não precisa de nada disso. Um Guia de Luz, muito menos. Somos nós, os encarnados, e os espíritos perdidos nos diversos níveis negativos, quem precisam. Entendam que a energia de um Orixá, de um guia com alto grau de elevação espiritual, é por demais “rarefeita” para penetrar nosso campo. Nós somos espíritos em evolução, encarnados em corpos materiais. Somos bombardeados constantemente por energias das mais densas, e muito poucos, diria uma minoria ínfima, poderiam dizer-se totalmente equilibrados e livres de interferências, certo?

Então como uma energia assim tão pura pode penetrar nosso campo com maior eficiência e finalidade? Fazemos isso através dos elementos. Ao utilizarmos uma flor, a chama de uma vela, um alimento, um cristal, uma pedra, uma cor… tudo isso produz vibração elemental que, em contato com a vibração espiritualizada do Orixá ou do guia, altera sua frequência, tornando-se mais facilmente absorvida por nossos espíritos e corpos. Se não fosse isso, o Orixá poderia simplesmente projetar a energia em nossa direção, mas com o “cascão” que nos cerca, quanto dessa energia benfazeja nós poderíamos absorver de fato?

E vocês dirão – ok, mas eles não são divindades? Não estão num plano muito mais alto que o nosso? Então porque eles não tem o poder de dissipar e penetrar nesse campo, limpando tudo e todos num piscar de olhos? Eu respondo simplesmente que sim, eles tem esse poder, mas não tem esse direito. Nosso livre-arbítrio, nossas escolhas, nosso pensamento, nossas faltas, nossas palavras e atos, tudo isso dita quanto de energia divina pode ser absorvida por nós. Interferir no livre-arbítrio alheio significa endividar-se perante a Lei Divina, e nenhum Orixá jamais faria isso.

Portanto, não se pautem pelo que alguns dizem por aí de modo tão enfático e definitivo. A falta de conhecimento sobre o assunto, e a necessidade de rotular que essas pessoas tem as faz precipitarem o julgamento. Há muitas variáveis nesse sistema, e a que dita todas as normas é a Lei Divina, imutável e aplicável a todos igualmente. Semelhante atrai semelhante, energia atrai energia, vibração atrai vibração.

Somos todos ligados a essas emanações divinas, através de nosso chackra coronário. Recebemos suas emanações diretas vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. No entanto, nós não nos apercebemos delas. Se fôssemos equilibrados o suficiente para percebê-las e recebê-las com consciência de propósito, nós também não precisaríamos de velas, nem de entregas, nem de nada disso. Mas… daí também já não estaríamos mais nesse mundo, certo? Ou seja, ainda temos muito que labutar… e aprender.

Quanto à declaração desse cidadão, queria colocá-lo dentro de uma mandala do fogo e fazer um trabalho completo de boa magia para que ele veja do que algumas velas são capazes quando bem utilizadas por um Mago de Luz… será que ele topa? Rs…

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2 pensamentos sobre “Cuidado com o que dizem por aí…

  1. Amiga você se recorda de uma mensagem que Seu 7 nos passou no final de um trabalho agora em Outubro ou Setembro, não lembro bem ao certo. Ele disse além de tudo o que você colocou e esclareceu, que certas práticas nossas hoje estão sendo necessárias para auxiliar as entidades a aproximar-se da nossa dimensão em função da densidade que envolve o nosso planeta, alguns países e até mesmo algumas cidades em específico, criando com isso uma camada difícil de ser transposta por eles. Isso por conta das energias que nós emanamos, das nossa vibrações mais densas e pesadas que acabam conflitando com a sutileza energética deles e se não fossem os preparos do médiuns desenvolvidos, os preparos de uma casa para realizar sua gira e a sintonia que assumimos quando nos unidmos no propósito dos nossos trabalhos, os mesmos teriam muitas dificuldades em atingir nossa dimensão ou mesmo dispenderiam de muita energia.
    Encaixa perfeitamente aquele esclarecimento dado por ele ao que você esclaresse aqui.
    Tudo tem o seu propósito e nada melhor do que sabê-los e conhecê-los para melhor entendê-los.

    • Oi Li! Lembro sim, perfeitamente. É exatamente isso que você falou. O problema é quando uma pessoa aparentemente “instruída” chega para dar um curso em Portugal, incorpora uma entidade “de luz”, e sai dando depoimentos desse tipo sem embasamento nenhum… adivinha o que acontece né? Nós viramos os bárbaros ignorantes da história.
      Mas agora tudo que eu vier a ler e for bobagem, vou postar o esclarecimento. As pessoas precisam acordar para certas coisas. E nós precisamos defender nossa religião da ignorância alheia.

      Obrigada pela visita. E pelas palavras sábias! 😉

      Beijão!

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