Uma prece à Yemanjá

Fevereiro costuma ser o mês em que festejamos Yemanjá, a Rainha do Mar… a Mãe Maior, que acolhe a todos, padroeira do Brasil, assim como Nossa Senhora Aparecida.
Então, hoje eu resolvi parar e fazer um apelo à minha Mãe Querida.


Odoyá minha Mãe!
Amado Trono da Geração, ouve esta minha prece e abençoa meus pedidos, na medida do merecimento e das necessidades de cada um de nós…
Dai-nos o pão, mata nossa fome.
Dai-nos o respeito e o amor às crianças para que não cresçam sós, sem alimento, sem carinho, sem educação.
Dai-nos a solidariedade para que não haja mais sofrimento para o idoso, abandonado à própria sorte, cheio de problemas físicos e emocionais.
Dai-nos a compreensão para que os animais não nos sirvam mais de distração, seja em grandes parques de “diversão”, seja em exibições caseiras.
Dai-nos o conhecimento para que, em nome de uma pseudo-ciência, os seres vivos não sejam tratados como se não sentissem dor, não tivessem alma, nem sentimentos.
Dai-nos a caridade para que as árvores não sejam mais cortadas por ganância, ou as flores pisoteadas, ou suas águas poluídas.
Dai-nos a preocupação com o próximo e com nosso futuro para que a comida que vai para o prato de tantos pare de ser tratada com aditivos químicos, que adoecem o corpo e embrutecem a mente e a alma.
Dai-nos a iluminação e assim acabe com o desespero de tantos, pelo simples fato de não se entenderem como espíritos imortais.
Embora eu saiba, Mãezinha, que tudo isso é inevitável, pois são escolhas permitidas pelo livre arbítrio de cada um de nós, eu gostaria que tudo mudasse. Gostaria que todos acordassem. Gostaria que o véu de maya fosse simplesmente arrancado de nós e que todos, sem exceção, pudessem enxergar… e mudar seu modo de agir.
Por isso hoje eu desejo que todos se lembrem… que o mundo todo acorde. E que assim, minha Mãe, ninguém mais passe fome, ou frio, ou medo. Que ninguém mais sofra por abandono, ou pela cor da pele, ou pela raça, ou pela idade, gênero, ou pela crença religiosa, ou inclinação sexual.
Que ninguém mais pense ser um joguete do acaso, mero vaso de barro que, ao morrer, deixará de existir.
Que ninguém mais julgue-se acima do animal, ou do vegetal, ou do mineral, simplesmente por não compreender a linguagem de cada um deles.
Que ninguém mais precise trabalhar para ter um teto sobre a cabeça, um atendimento médico de qualidade, ou educação – que tudo isso nos seja garantido pelo simples fato de que é o básico para garantir a evolução do ser na matéria.
Que o trabalho seja pelo engrandecimento da humanidade, e não para empilhar bens que de nada nos servirão no futuro… que todos nós possamos aprender a servir e, servindo, sejamos abençoados pela abundância e pelo conforto que só Universo em sua grandeza pode nos fornecer.
Que haja Paz. Alegria. Amor.
Que sejamos todos, finalmente, irmãos… filhos do seu amor incondicional, minha Mãe.
Odoyá Yemanjá!
Amém.

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