As Cartas de Cristo – Parte 8

Carta 1 – Parte 8 – MEU BATISMO

(clique para ler no site do STUM)

Quando entrei na água do Rio Jordão para ser batizado por João, esperava sentir apenas alívio e a consciência de que pelo menos uma vez havia dado um passo positivo em direção à reforma de meu comportamento. Esperava sentir uma nova determinação para ir para casa e surpreender minha mãe e meus vizinhos com atitudes novas e amáveis em relação a eles.

O que realmente aconteceu quando João me batizou foi uma experiência completamente diferente de qualquer coisa que eu poderia ter imaginado possível. Senti uma grande onda de tremenda energia surgindo em meu corpo. Fiquei literalmente chocado com isso. Ao sair da água cambaleando, senti-me elevado em consciência de um modo extraordinário. Um grande fluxo de brilhante felicidade elevou-me a um estado de êxtase. Estava arrebatado e consciente de uma grande Luz. Tropeçando, me afastei do rio e fui caminhando e caminhando, sem saber onde estava indo. Continuei, e sem me dar conta, entrei no deserto.

Por favor, observe! MINHAS SEIS SEMANAS NO DESERTO foram um tempo de total limpeza de minha consciência humana. Velhas atitudes, crenças e preconceitos foram dissolvidos.

Chegou o momento de compartilhar com as pessoas receptivas tudo o que eu senti, “vi”, percebi e compreendi. (Para ajudar as pessoas a abandonarem a velha imagem de uma “divindade” bíblica, evitarei me referir a “Deus” por essa palavra e vou usar uma terminologia projetada para ampliar sua mente, para abraçar aquilo que “realmente é” para além de toda forma terrena, cor, som, emoção e compreensão. Esta terminologia se tornará cada vez mais significativa na medida em que você for perseverando na meditação e na oração).

O QUE EU SENTI QUANDO ESTIVE NO DESERTO

Fui elevado no interior de uma luz radiante e me senti maravilhosamente vibrante, vivo e com poder. Eu estava cheio de êxtase e alegria e sabia, sem dúvida alguma, que AQUELE PODER era o verdadeiro Criador, do qual todas as coisas criadas haviam recebido o seu ser.

Esta gloriosa harmonia interior, paz e sensação de perfeita realização, nada mais precisando ser acrescentado àquele belo momento, era a própria natureza da Realidade – o Poder Criativo – dando Vida à criação e à existência.

O que “vi”, compreendi e percebi quando estive no deserto.

Fui elevado dentro de outra dimensão de percepção consciente, que me permitiu ver a VERDADE com relação à vida e à existência. Vi, lúcida e claramente, o que era real e o que era falso no pensamento do homem.

Compreendi que aquele “Poder Criativo” que eu estava experimentando era infinito, eterno, universal, que preenchia todo o espaço além do céu, dos oceanos, da Terra e de todas as coisas vivas. Vi que AQUILO era o PODER MENTAL. Era o PODER CRIATIVO da MENTE.

Não havia ponto onde não existisse aquele “PODER CRIATIVO da MENTE DIVINA”. Percebi que a mente humana originava-se da DIVINA MENTE CRIATIVA, mas que era somente uma vela iluminada pelo Sol.

Às vezes, minha visão humana era tão espiritualmente elevada que eu podia ver através das pedras, da terra e da areia. Estas agora pareciam ser simplesmente “minúsculas partículas de brilho cintilante”.

Eu percebi que nada era realmente sólido!

Quando eu tinha momentos de dúvida de que aquilo pudesse ser assim, as mudanças no fenômeno deixavam de existir, e muito mais tarde eu descobri que: meus pensamentos, se fortemente impregnados de CONVICÇÃO, poderiam causar mudanças no “cintilar das partículas” (coisa que a ciência chama hoje de partículas carregadas eletricamente) e, portanto, produzir mudanças na aparência da pedra ou de qualquer outra coisa que eu estivesse estudando.

Foi naquele momento que compreendi o poderoso efeito que a CONVICÇÃO ou a FÉ inquebrantável tinham sobre o ambiente, ao exprimir um comando ou mesmo uma crença. E ainda mais impressionante foi a abertura de minha mente, a compreensão em “consciência cósmica” de que tudo o que havia testemunhado era realmente o “Poder Criativo” da Própria Mente Divina tornada visível no “cintilar das minúsculas partículas”. Além disso, a aparência de tudo poderia ser profundamente afetada pela atividade do pensamento humano.

Compreendi que não havia nada sólido no universo, que tudo o que era visível estava manifestando um “estado de consciência” diferente, que determinava a composição e a forma do “cintilar das partículas”.

Portanto, toda forma exterior era uma expressão da consciência interna.

Compreendi que a VIDA e a CONSCIÊNCIA eram a mesma coisa.

Era impossível dizer “Isto é VIDA” e “Aquilo é CONSCIÊNCIA”.

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