As Cartas de Cristo – Parte 15

Carta 1 – Parte 15 – O PAI CONSCIÊNCIA CRIATIVA

(clique para ler no site do STUM)

Então eu soube que um mensageiro Divino havia vindo socorrer-me com um bom pão e carne – e com compaixão tinha me avisado que minha missão poderia não ser tão simples, apesar de todo o meu entusiasmo. Fiquei desanimado com seu aviso. Meu entusiasmo diminuiu. O caminho até a primeira vila pareceu interminável. Como uma mudança no pensamento humano produz mudança de ânimo!

Ocorreu-me que poderia “experimentar” novamente a verdade de tudo o que me havia sido ensinado pulando a borda de um precipício, o que encurtaria bastante a minha jornada. Quando estava a ponto de pular, ocorreu-me fortemente que eu tentava “provar” que meu tempo de iluminação havia sido real. Se eu precisava de tal prova, era porque estava duvidando e provavelmente me mataria; além do mais, haviam me mostrado que em qualquer situação poderia elevar meus pensamentos até o “PAI CONSCIÊNCIA CRIATIVA” e pedir por uma solução para qualquer problema. Com que rapidez me esquecia da Verdade!

Então rezei com grande fervor, pedindo perdão por minha fraqueza e por ser indulgente com minhas fantasias, buscando minha própria forma de fazer as coisas. Novamente, a resposta chegou como força renovada e maior firmeza no passo, enquanto escalava o terreno acidentado. Também percebi que cobria distâncias maiores tão rapidamente que parecia estar fora da contagem normal do tempo; e eu me encontrava em uma dimensão mais leve onde a experiência humana era elevada acima da pesada escravidão do esgotante gasto de energia. Caminhar era tão fácil quanto revigorante. Exultei pelo fato de ter encontrado a chave para uma “vida mais abundante”!

Um pouco depois, ao sentir-me mais à vontade, minha mente começou a vagar e pensei no encontro com o viajante e toda a bondade que ele me demonstrara. Mas também relembrei o aviso e novamente minha natureza anterior reafirmou-se e senti uma profunda rebeldia, uma vez que ele pretendia dizer-me como se passaria o meu trabalho. Decidi que ele não sabia nada a respeito do meu futuro e deixei de lado o seu aviso. “Pois”, pensei, “com meu conhecimento eu poderia realizar coisas que nenhum homem jamais havia feito antes”. Ao invés de lutar em uma vida difícil, eu poderia começar a acumular riquezas com facilidade, atrair seguidores por onde quer que fosse, compartilhar meus conhecimentos com eles e também aliviar um pouco as suas vidas. Eu poderia eliminar toda a dor e todo o sofrimento.

Enquanto considerava os muitos lugares que poderia visitar tão facilmente, senti-me tocando de leve a superfície do solo e elevando-me até alcançar o pico mais alto de uma montanha escarpada, dominando a região em volta. Tudo estava lá, diante de mim. Senti voltar o meu entusiasmo. Como seria simples reunir as pessoas e compartilhar todo o meu conhecimento com elas! Eu me tornaria poderoso, até mesmo famoso, como o homem que salvou a humanidade de todas as suas doenças e problemas. Eu ganharia a estima e o respeito de todos e deixaria de ser lembrado como um sujeito ocioso e inútil.

Com um tremendo choque, tudo o que eu havia acabado de aprender há tão pouco tempo, há apenas algumas horas, voltou-me à mente com grande força e clareza.

Eu não havia aprendido que a única maneira pela qual poderia prosperar seria abandonando minha própria vontade e retornando ao “PAI” para ter ajuda em tudo que eu empreendesse?

Então lembrei que a criação tinha seus próprios propósitos a cumprir. O processo de individualização havia criado o “puxar e empurrar”, o “dar e receber” no comportamento humano. Ainda que estas características humanas fossem a causa da grande angústia na vida das pessoas, não era essa mesma angústia que as obrigava a procurar melhores maneiras de viver a fim de encontrarem a verdadeira felicidade? Compreendi que os males da humanidade tinham seu lugar no esquema da existência humana.

Seria correto que eu trouxesse informação privilegiada às pessoas, para anular os efeitos do “processo de individualização”?

Percebi que eu pensava desde o “centro” de minha individualidade, o “ego” e era o impulso do ego que levantava barreiras entre a humanidade e o “Pai Consciência Criativa”. Portanto, meu “centro de desejo humano” teria que ser conquistado caso eu quisesse viver em perfeita harmonia com o “Pai”, como era minha sincera intenção. E assim eu seguia meu caminho, pensando a respeito do que poderia acontecer e como eu poderia superar da melhor maneira os impulsos que regiam a minha condição humana, a fim de permanecer no Fluxo de “Consciência do Pai”, da qual extrairia inspiração, orientação, soluções para os problemas, minha alimentação, saúde e proteção diários. De fato, percebi que enquanto eu permanecesse dentro deste “Fluxo diário de Consciência do Pai”, nenhum mal poderia aproximar-se de mim e cada necessidade minha seria atendida.

E o mais importante: a “Consciência do Pai”, trabalhando por meio de mim, faria tudo o que fosse necessário para ajudar as pessoas com tanta necessidade de cura e conforto. Em todos os momentos, eu deveria superar a minha rebeldia contra a dura realidade da existência para escutar a “voz interior” e submeter-me à “Vontade Maior” do “Pai”. Esta “Vontade Maior” era o “Amor Perfeito” dirigido unicamente para promover o meu bem maior. Seria uma tolice, pensei, continuar trilhando o caminho da “vontade própria” que até então ditava o meu comportamento.

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