As Cartas de Cristo – Parte 23

Carta 2 – Parte 5 – O TRABALHO NATURAL DE CURA

(clique para ler no site do STUM)

Coloquei as mãos sobre a cabeça do rapaz e rezei sabendo, e silenciosamente dando graças com todo o coração, que o “Pai” VIDA fluiria pelas minhas mãos para dentro de seu corpo. Desta forma o trabalho de cura se realizaria. Senti um calor extremo e um formigamento em minhas mãos e o Poder vertendo para seu frágil corpo. Fui inundado por uma alegre gratidão. Como era grandioso e maravilhoso o “Pai Vida”, quando liberado para fazer o seutrabalho natural de cura! Sua mãe e seu pai, olhando ansiosos para ver o que aconteceria a seguir, seguravam a mão um do outro e observavam com muita atenção. Quando eles viram a cor do seu filho mudar, do branco para um rubor mais sadio, exclamaram com espanto e alegria. Depois de algum tempo, o rapaz levantou seu olhar para mim, dizendo claramente:

– Agradeço, estou bem melhor agora. Estou faminto e quero algo para comer!

Sua mãe riu de felicidade e o abraçou apertado, mas estava um pouco apreensiva.

– Não posso dar comida a você, filho meu. O médico ficaria zangado.

Ela havia sido avisada para não dar comida a ele, somente água. Eu sorri e disse:

– Ele está curado. Pode dar pão e vinho a ele, que não fará mal!

Seu pai, Zedekias, estava maravilhado de alegria e gratidão. Depois de abraçar o seu amado filho, voltou-se para mim e apertou minhas mãos calorosamente. Ficou dando tapinhas em meus ombros enquanto balançava sua cabeça, incapaz de falar devido às lágrimas que escorriam por sua face. Quando ele finalmente se recompôs, entrou no salão e falou às pessoas que lá estavam:

– Meu filho, quase morto, recuperou a plenitude da vida novamente!

Suas palavras foram recebidas com gritos de alegria, entusiasmo, incredulidade, questionamentos, risadas e felicitações. A mãe do rapaz ficou parada, com um sorriso estampado na face.

Depois disso, não foi mais necessário buscar por acomodações. Quando Zedekias disse aos atônitos “consoladores” que o garoto estava curado e o próprio jovem apareceu na porta sorrindo e pedindo novamente por comida, todos os “consoladores” rodearam-me e convidaram-me às suas casas. No entanto, preferi ficar com o pai do garoto, que agora dizia estar cheio de perguntas a fazer-me. Ele esperava que eu pudesse respondê-las.

Depois de colocar o vinho e a comida sobre a mesa, todos foram convidados a comer até saciarem-se. Zedekias sentou-se e formulou sua primeira pergunta. Ele disse:

– Você fez algo que nenhum sacerdote ou médico poderia fazer. A cura vem somente de Deus. Embora seja um desconhecido, percebo que você deve vir de Deus.

– Sim, respondi. E as pessoas murmuraram assombradas.

– Esta doença que veio ao meu filho era um castigo por algo que eu tenha feito de errado no passado? E como eu poderia cometer um pecado tão grave que Deus quereria levar meu único filho?

Muitas das pessoas que escutaram estas palavras acenaram com a cabeça.

– Você fez a pergunta que mais quero responder, Zedekias. Deus nos dá a VIDA e a existência do ser. Ele não iria arrancá-la de nós como um homem arrancaria um tesouro de outro só porque está zangado com ele. Esta é a maneira como a humanidade se comporta, não Deus. E Deus não está sentado em um trono em algum lugar do céu, como fazem os reis humanos que se sentam em seus tronos e governam o seu povo. Esta é a maneira humana de proceder, uma crença humana – não a verdade. A maneira de proceder de Deus vai muito além do que a mente humana pode conceber ou sonhar. Somente eu “vi” “Aquele que nos trouxe a existência” e sei que ELE não é o tipo de “Deus” que os Rabinos ensinam. Vi que ELE é o “Perfeito Amor”, e por esta razão eu prefiro falar do “Pai”, pois eu vi que Ele trabalha dentro de cada ser vivo, mantendo-o num bom estado de saúde assim como um pai humano trabalha para manter seus filhos bem alimentados, vestidos e protegidos dentro do abrigo de um lar. Eu O “vi” dentro de todas as coisas do mundo.

– Como pode ser isso? – perguntou um homem duvidando.

– Não é possível para um “ser” individual, de qualquer tipo, estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Mas o ar está em todo lugar ainda que não se possa ver. No entanto, sabemos – sem dúvida alguma – que ele é muito real e muito importante para nossa existência. Se o ar não existisse e não pudéssemos respirá-lo, morreríamos. Não podemos ver o movimento do ar que chamamos de vento, mas vemos que ele agita as folhas e conduz as nuvens no céu. Por isso sabemos que o ar está acima de nós, ao nosso redor e que é forte. E agora pergunto: qual é a parte mais real e mais valiosa do homem – seu corpo ou sua mente?

Alguns respondiam que era o seu corpo, caso contrário não teriam lugar na terra, não poderiam trabalhar, não poderiam ser vistos, não seriam conhecidos. Outros diziam que sua mente era mais importante do que seu corpo. Ao que eu respondi:

– A mente é a parte mais importante do homem, uma vez que sem sua mente ele não teria o comando do seu corpo. Ele não poderia comer, beber, dormir, mover-se, planejar, não poderia viver. Contudo, não podemos ver a mente. Simplesmente sabemos que temos uma mente por causa dos pensamentos que ela produz e porque os pensamentos elaboram algum tipo de ação em nossas vidas. Acreditamos que a mente funciona por meio do cérebro. Sim, é assim que funciona! Senão como poderia o cérebro, que nasceu da carne, produzir pensamentos, sentimentos, ideias e planos? Agora deve estar ficando claro para vocês que é assim que o “Pai” está presente em todas as coisas; “Ele” é a mente que dirige a “mente” humana, fazendo Seu grande trabalho dentro de cada ser vivo. Sabemos que é assim, porque vemos as maravilhas da sua obra. Vemos o crescimento das crianças, vemos o alimento que comem ser milagrosamente convertido em outra substância que os nutre e os faz crescer. Como isso acontece não sabemos, nem sequer podemos imaginar. Mesmo que soubéssemos, ainda assim continuaríamos sem saber o que acionou tão importante processo de vida dentro dos corpos vivos de cada espécie. Vejam de que forma tão maravilhosa os corpos de cada espécie são formados e criados propositalmente, de forma expressa para transformar o tipo de alimento que se come em energia para nutrir ossos, sangue e carne.

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