As Cartas de Cristo – Parte 34

Carta 2 – Parte 16 – SEMEADURA E COLHEITA

(clique para ler no site do STUM)

Um homem gritou para mim:

– Diga-nos, Mestre, como podemos permanecer em paz com nossos vizinhos quando eles mesmos não vivem em paz conosco?

Sorri para ele e disse:

– Quando seu vizinho chega até você e diz que ele tem que viajar a alguma distância e não quer ir sozinho e pede para você ir com ele – o que você faz?

O homem riu:

– Se meu vizinho quisesse me levar para longe do que eu estivesse fazendo eu não ficaria satisfeito. Eu diria a ele para encontrar outra pessoa para ir com ele porque eu estava ocupado.

– E como se sentiria o seu vizinho? – perguntei.

O homem encolheu os ombros:

– Eu não sei.

– E na próxima vez que precisasse dele para fazer um favor a você, como ele responderia ao seu pedido?

O homem já não ria mais. Ele não respondeu. Outro homem disse:

– Ele irá xingar e dirá para você ir a outro lugar pedir ajuda.

Eu disse às pessoas:

– Ele respondeu acertadamente. E como ele se sentirá? E apontei para o homem que primeiro havia falado, sorrindo para ele.

Uma mulher gritou acima dos risos:

– Ele dirá, a todos aqueles que encontrar, como é miserável e egoísta o vizinho que ele tem. Talvez ele vá querer machucá-lo de alguma forma.

Houve gritos de concordância e eu assenti: – Sim, ele vai ter esquecido que uma vez foi pedir ao seu vizinho para caminhar com ele por uma ou duas milhas e este se recusou. Não verá a LEI da SEMEADURA e da COLHEITA trabalhar em sua vida. Ele a pôs em movimento quando se recusou a acompanhar seu vizinho e agora ele está colhendo o resultado de suas atitudes e ações. De que adianta ficar com raiva quando foi ele mesmo quem criou esta situação?

As pessoas riam e assentiam com a cabeça e falavam uns com os outros. Nunca antes eles haviam escutado tal conhecimento do comportamento humano. Havia aqui um ensinamento completamente novo.

Disse a eles:

– Aconselho que quando seu vizinho vier pedir a vocês para caminhar um pedaço de caminho com ele ou qualquer outra coisa que o deixe mais à vontade e feliz, que primeiro pensem sobre o que gostariam que ele fizesse por vocês se também tivessem uma necessidade. Como gostariam que ele respondesse ao seu pedido?

Um murmúrio varreu a multidão e pude ver que eles entenderam o que eu estava dizendo.

– De fato, se seu vizinho pedir para que o acompanhe por uma milha, façam isto com agrado e estejam dispostos a caminhar por duas milhas, se necessário. Quando recusam algo às pessoas, não percebem, mas enrijecem sua mente e corpo, para se protegerem da obrigação de fazerem qualquer coisa que não querem fazer. Colocam em tensão sua mente e corpo e o “Pai” também é tensionado e não pode fazer Seu TRABALHO AMOROSO dentro de vocês e é deste enrijecimento que surge a doença. Pode ser que encontrem alguém em extrema necessidade, que tenha frio ou esteja infeliz e que peça a vocês o manto. Não passem por ele olhando de longe.

Algumas pessoas riram. Sabiam que era isto o que fariam.

– Não. Entreguem a ele o seu manto e se ele realmente estiver com frio, também a sua túnica. E sigam o seu caminho e se alegrem.

– Alegrarmo-nos? – perguntou uma voz descrente.

Eu ri e disse:

– Sim, meu amigo – alegre-se! Primeiramente porque possuía uma túnica e um manto para dar e, logo, alegre-se por perceber que agora tem falta de uma túnica e manto, e o “Pai” dentro de vocês fará retornar em breve suas roupas de alguma forma surpreendente. No entanto, se entregar a túnica e o manto e continuar a caminhar, resmungando para si mesmo: “E agora, por que fiz isso? Fui um tolo. Agora, sentirei frio no lugar dele e as pessoas rirão de mim porque dei a ele minha túnica e manto e fiquei eu mesmo sem nada – e o que dirá a minha mulher quando eu chegar em casa”?

As pessoas concordavam e riam, apreciando a imagem do homem que dá a sua túnica e manto e em seguida lembra que coisa insensata fez a si próprio. Eu sabia que, muitas vezes, se privavam para ajudar os outros – e lamentavam sua generosidade logo depois.

Esperei por um momento e então falei em voz alta para conseguir plena atenção de todos:

Mas eu não disse que COLHEM o que PLANTAM? Não disse claramente que seus pensamentos, palavras e ações criam sua vida futura? Então o que querem SEMEAR para COLHER depois de terem dado a túnica e o manto ao estranho? Querem que seus presentes voltem novamente para vocês – ou querem ficar sem a túnica e o manto durante muito, muito tempo? Porque é isso o que acontecerá se continuarem seus caminhos irritados e chateados porque doaram suas roupas. Suas palavras e ações selarão, endurecerão como uma rocha, a pobreza que trouxeram para vocês por terem doado a túnica e o manto.

As pessoas já não riam nem sorriam mais, estavam muito caladas e escutando atentamente.

– Lembrem-se, primeiro façam aos outros o que gostariam que fizessem para vocês e então haverá paz e contentamento em sua mente e coração e o “Pai” poderá fazer o Seu AMOROSO TRABALHO em seu corpo, mente e coração. Doem e doem abundantemente e alegrem-se porque vocês têm presentes para doar aos necessitados e porque, enquanto estão doando, seus dons vão sendo restaurados da forma que mais necessitam. Doem com o coração contente, doem com confiança e com o conhecimento de que onde houver carência em suas vidas, assim fará o “Pai” o seu TRABALHO AMOROSO com abundância em vocês – e para vocês. Nada façam com o coração pesado, porque um coração pesado é o que continuarão tendo. Doem tudo com o espírito alegre, a fim de que tudo em suas vidas traga para vocês somente alegria e iluminação espiritual.

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