O médium e sua família

A comunicação mediúnica nem sempre é tarefa fácil. São inúmeros os livros, principalmente do Chico Xavier, que explicam como o espírito passa anos treinando para ser capaz de transmitir suas mensagens de maneira coesa e consistente aos encarnados.

O véu que nos separa da vibração mais rarefeita é difícil de transpor e, se isso não bastasse, ainda encontramo-nos assoberbados de tarefas diárias, preocupações, responsabilidades mil…

Poucos são aqueles que encontram uma maneira de dedicar alguns minutos do dia à pausa, a uma pequena meditação, uma conversa consigo e com seus amparadores. Para quem é pai/mãe então, mais difícil ainda se torna a tarefa.

E foi assim que ontem passei grande parte do dia com frases na cabeça. Primeiro veio-me uma seqüência de palavras: médiummagomedíocre. Depois, uma mensagem bonita sobre o (mau) comportamento daqueles que, como eu, são estudantes espirituais e convivem, diariamente, com a espiritualidade.

Mas o tempo passou e eu ainda não consegui me lembrar das palavras exatas, infelizmente. Sei que era Seo Zé Pilintra o mensageiro, pois sempre tento identificar o comunicante.

Então, vou tentar transmitir para vocês o que me foi dito ontem. As falhas, se existirem, são minhas, é claro. 😉

Cidadão nasce no mundo e já se considera importante. Não que cada um de nós não seja importante no mundo – não, não… nós todos temos nossa importância. Mas a maioria das pessoas se considera acima do bem e do mal. Médium, então, quando ouve seu guia dar consultas, sempre vê os defeitos alheios, mas nunca pára para pensar que aquela mensagem, aquele toque, aquele puxão de orelha, poderia muito bem servir ao próprio umbigo de vez em quando.

Quantos de vocês têm toda a paciência do mundo com o consulente mas, quando chegam em casa, não têm a capacidade de dedicar alguns minutos de seu tempo ao companheiro(a) ou aos filhos? E quantos de vocês são extremamente tolerantes com os erros alheios, desde que não aconteçam dentro de suas próprias casas?

Quantos mantêm o sigilo sobre as consultas dadas por seus Guias, mas na primeira oportunidade falam mal de seus companheiros, de seus filhos, de seus pais e irmãos? Aqueles mesmos que vocês um dia prometeram amar e respeitar até que a morte do corpo viesse…

Ahahaha… quanta mediocridade. Acaso acham que, por seus préstimos como médiuns e/ou magos, se isentam da parcela de culpa pelos problemas que criam ao agir desta maneira? E o pior: a cada nova pedra no caminho, mais e mais culpam os demais, aqueles que deveriam ser seu esteio, sua fortaleza em casa, seu projeto primeiro de reconstrução moral e emocional.

Que pena… e que imbecilidade. Pois hoje eu digo a vocês, estudantes do oculto, que a cada lágrima derramada pelos seus por conta de vossos atos impensados, milhares serão as chagas abertas em seus corpos fluídicos do lado de cá, e mais difícil será vossa senda na carne. De nada adiantará servir ao Altíssimo dentro de um centro, de um terreiro, de uma igreja, ou onde quer que seja, se em seus lares forem os algozes, os criadores de caso, os juízes.

Lembrem-se que nasceram na família que precisavam nascer; casaram-se com aqueles que foram colocados em seus caminhos para ajustarem-se; trouxeram ao mundo aqueles que precisavam nascer como vossos filhos. São seus desafetos de outrora? Sim, muito provavelmente. Mas a vocês, que é dado o conhecimento, também é cobrada uma postura de acordo. Se conhecem o desenrolar da Lei de Causa e Efeito, porque continuam a causar as próprias chagas? Porque continuam a empurrar o jarro de barro ladeira abaixo, se sabem que, cedo ou tarde, há de se espatifar?

Parem. Reavaliem. Uma coisa é magoar um estranho, ou mesmo um amigo. Outra coisa é magoar um filho, um pai, uma mãe, um companheiro que você jurou proteger e amparar. Lembrem-se disso, obreiros do Altíssimo. E salvem suas vidas de maiores dissabores.

Saravá o povo do branco!

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