As Cartas de Cristo – Parte 46

Carta 3 – Parte 10 – A PERMANENTE CONSCIÊNCIA DE NOSSA PRÓPRIA CONDIÇÃO MENTAL/EMOCIONAL

(clique para ler no site do STUM)

Primeiro aconteceu o episódio da figueira. Tinha fome e fui em direção à árvore, não esperando verdadeiramente encontrar frutas porque não era a estação de figos. Ao ver que a busca era “infrutífera”, amaldiçoei a figueira. Vinte e quatro horas depois, ela havia murchado até as raízes.

Foi uma experiência chocante. Era a primeira vez que minhas palavras tinham causado dano a algo. Contudo, mostrou claramente a meus discípulos o poder do PENSAMENTO para o bem ou para o mal. Demonstrou que quanto mais espiritualmente evoluída é uma pessoa, maior é o impacto de suas palavras no meio ambiente.

Aproveitei a oportunidade para explicar aos meus discípulos que eu tinha me comportado de maneira irrefletida, como o faz a maioria dos homens e mulheres que, tendo grandes expectativas, não consegue o que quer. Essas pessoas costumam reagir com raiva, lágrimas e até com palavras fortes que podem ou não significar um “desejar mal” ou maldizer a pessoa que tenha negado o que eles desejavam. Eles já tinham visto por eles mesmos o que a minha maldição tinha causado à figueira. Agora deveriam compreender que tendo uma forte convicção, poderia ser concedido a eles qualquer coisa que pudessem desejar ou imaginar, mas também deveriam estar constantemente conscientes de sua própria condição mental – emocional. Não deveriam guardar rancor dos outros, mas sim perdoar rapidamente – do contrário, poderiam causar muito mal àqueles com quem estivessem ressentidos… E isto seria devolvido a eles no devido tempo, como a colheita do que semearam. E mais ainda, tal como é a semeadura, assim é a colheita. Sabia que o que eu tinha causado à figueira inevitavelmente retornaria para mim de uma ou outra maneira.

Então levei os meus discípulos para o Templo. Muitos anos tinham se passado desde que eu tinha estado lá e sabia que minha visita serviria para desencadear os acontecimentos que levariam à minha crucificação. Algumas pessoas me reconheceram e comecei a ensinar em resposta a seus pedidos. Foram se juntando mais pessoas e os agiotas se amontoaram, começando a reclamar. Seus gritos e queixas barulhentos interromperam a linha de meu pensamento enquanto ensinava.

De repente, a cólera tomou conta de mim. Havia ali pessoas sérias que me rodeavam e desejavam ouvir palavras de VIDA, as quais em breve não poderia mais pronunciar, e ali estavam mercadores que viviam vendendo animais para os sacrifícios que não beneficiavam ninguém. Aqueles homens somente traziam dívidas e miséria às pessoas. Senti o sangue subir-me à cabeça, empurrei as mesas espalhando o dinheiro e expulsei do Templo os homens de coração duro.

Então houve uma tremenda comoção de gritos e lamentações. Alguns brigavam para apanhar o dinheiro. Os mercadores amaldiçoaram-me chamando-me de malvado, dizendo que eu fazia o trabalho de Belzebu e outros mil demônios mais. Os Sacerdotes, os Fariseus e todas as pessoas que valorizavam os sacrifícios do Templo vieram correndo para averiguar a causa do barulho e da confusão.

Ouviram a história dos mercadores e se sentiram tão ofendidos com meus atos que se lançaram aos gritos em condenações e lamentos para assim impressionar os Sacerdotes, cada um protestando mais alto do que seu vizinho, demonstrando seu horror pelo que eu tinha feito. Nunca antes tinha se visto tal coisa no Templo. Até mesmo aqueles que antes tinham me escutado estavam incomodados pela minha obstinação e se perguntavam que tipo de homem eu poderia ser. Estavam juntos vendo os acontecimentos quando os Sacerdotes e Fariseus se aproximaram e os convenceram de que eu tentava destruir tudo aquilo no que acreditavam, pregando um “Deus” falso, totalmente contrário a qualquer coisa que tinham ouvido falar nas sinagogas. Os Sacerdotes passaram a eles a sua própria raiva ultrajada e convenceram-nos de que meu pecado também os contaminaria, se continuassem a dar ouvidos às minhas loucuras.

Aos poucos, as pessoas se convenceram de que eu era uma má influência e que deveriam afastar-me do caminho antes que eu pudesse transtornar a paz do país e atrair a ira do governador romano sobre toda a Palestina.

Meus discípulos, envergonhados pelo que eu tinha feito, sigilosamente deixaram o lugar e esconderam-se entre as ruelas a alguma distância do Templo. Quando mais tarde regressaram para onde eu estava, demonstraram claramente que estavam profundamente incomodados com meus atos. Perguntavam-se se eu tinha perdido o juízo, ou se tinha ficado louco profetizando minha morte e depois fazendo aquelas coisas que provavelmente a provocariam. Foi nesse momento que Judas, aquele que nunca havia abandonado verdadeiramente suas crenças judaicas, começou a duvidar de que eu fosse verdadeiramente o Messias. Fazia três anos que eu ensinava o povo e não se via nenhum sinal de que o domínio Romano se enfraquecia. Três anos e as pessoas não estavam mais perto da felicidade que eu havia prometido. E agora parecia que estava a ponto de converter-me num perturbador da paz, fazendo cair a ira de Roma sobre suas cabeças. Judas ficou sabendo que o Sumo Sacerdote Judeu queria se desfazer de mim e então ofereceu seus serviços para me identificar, quando assim fosse pedido.

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