Muda, oh, Homem!

Houve um tempo em que magia, ciência e espiritualidade eram três aspectos de um único estudo. O mago nada mais era do que aquele que compreendia como a realidade poderia ser alterada através de sua vontade, do uso correto de certos elementos físico-químicos, e de certos Verbos programadores e iniciadores de ações.

Grandes avanços, tanto tecnológicos quanto espirituais alcançaram-se. Mas o homem tornou-se cego e surdo às palavras de seu coração. Ansioso por mais e mais poder temporal, deixou de lado a variável que dava equilíbrio, justiça e senso a tudo o que fazia e falava – esqueceu-se cada vez mais que era um espírito em ascensão e focalizou sua busca naquilo que era material e finito.

Fez-se o desequilíbrio. O triângulo da alta magia foi quebrado – antes mente, matéria e espírito, passaram-se ao estudo de somente dois destes elementos. Mais e mais afastaram-se das verdades eternas e da Fonte que os havia criado.

O Homem esqueceu-se que a Vida é equilíbrio. A Vida é Magia. Sem o equilíbrio necessário para a sustentação da magia da vida, tudo se desagrega. O Ser deixa sua integralidade e passa a vagar pelo mundo feito um autômato, embriagado pelos prazeres que sua vida, cada vez mais curta, pode proporcionar-lhe.

Pobre do Homem. Pensa estar em si a resposta para tudo, mas quando olha para dentro, sente-se vazio. As respostas não estão mais lá, pois há muito deciciu cortar, por vontade própria, sua conexão com a Fonte. Vê a tudo como extraordinário, nega a tudo que sua “ciência” finita e embrutecida não consegue explicar em sua miopia constante e exagerada.

Até quando esses “grandes homens” julgar-se-ão acima do bem e do mal? Esquecem-se que já houve, nesta Terra, muitos outros “grandes”. A todos foi dado o mesmo fim – a cova fria e profunda, a noite das esferas negativas vinculadas a este orbe. Muitos ainda lá estão, aguardando nova oportunidade para reverterem o mal causado durante séculos, muitas vezes milênios.

Oh, Homem! Pára enquanto há tempo. Olha para o lado e estende a mão ao irmão que chora de fome e sede. Dá dos teus bens a quem precisa, abre teu coração a quem sofre. Faz de tua vida o ministério do mágico viver, e verás o quão grande tu és! Abre os olhos agora, Homem, enquanto ainda os tem para ver. Estende teus braços em auxílio enquanto ainda os controla com desenvoltura. Não espera chegar o tempo em que tudo será tirado de ti, em que somente o choro será teu companheiro e a dor tua mestra.

Que farás do ouro acumulado quando nada mais houver que sacie tua fome e tua sede? Que uso terá a seda e o fausto quando teu corpo se encher das chagas incuráveis de teu ódio e de teu egoísmo?

Chega, Homem! Aprende que não importa o que faças ou digas, não é tua a Lei que impera no mundo. Aprende que antes de serdes Senhor do mundo, hás de ser senhor de teus medos, de teus anseios, de tua volúpia, de tua maldade. Domina a estes antes de querer o domínio de um centímetro sequer neste mundo, pois tudo o que usas e detens aí tem Dono – a Inteligência Suprema te vigia e há de cobrar-te!

Os tempos são chegados. Muda, Homem! Muda e mudarás o teu mundo! Transforma tua realidade. Faz de tua casa o paraíso na Terra enquanto ainda há tempo!

Adonai.

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Um pensamento sobre “Muda, oh, Homem!

  1. Excelente matéria,texto muito bem elaborado,apresentando conteúdos de grande seriedade e de universal valor. Parabéns pór este trabalho, kin 165!!! Sigamos,em nosso desiderato de servirmos à Luz e à Lei Maior,cada qual em sua linha de atuação. Deus te abençoe,sempre e para sempre!!!

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