Sejam como as abelhas…

flor de lotus

Existe uma passagem que a vó gosta muito, aquela que começa com “olhai os lírios do campo…”. Mas hoje eu quero que ocês olhem as abelhas, e não os lírios.

Prestem atenção à colméia em movimento – a rainha põe ovos sem cessar, até que sua vida termina e uma nova rainha nasce. Os zangões defendem a colméia, dando sua vida se assim for necessário. As operárias trabalham dia-e-noite, levando e trazendo pólem e outros componentes para a fabricação do tão valioso mel, na antigüidade conhecido como “ouro líquido”.

Percebam que a colméia funciona com perfeição. O consciente coletivo daqueles diminutos seres faz com que eles sigam seus instintos peculiares, mantendo assim a ordem, a saúde e a harmonia. Eles compreendem que, para o bem de cada UM, eles devem pensar primeiro no TODO.

Os conflitos são mínimos, se existirem. Por serem seres ainda sencientes, ou seja, sentem emoções mas não têm consciência de sua individualidade, cada uma das abelhinhas faz aquilo que nasceu para fazer. A rainha jamais se perguntará porque não pode ser um zangão. A operária jamais sentir-se-á oprimida por trabalhar de sol-a-sol. Um zangão jamais terá inveja de outro com um ferrão maior ou mais pontudo.

A força Divina existe nesses seres assim como habita cada um de vós. No entanto, há algo que os difere – a consciência individualizada, que aqui podemos chamar de ego.

O ego, em si, não é bom nem ruim. Como tudo no Universo, ele também tem seu propósito de ser – sua função é proteger o indivíduo. Em sua essência, ele deve reagir a tudo e todos que vierem a afrontar, ameaçar a existência individual de cada ser. Então, se uma palavra é dita e considerada ruim, dura, danosa àquele que a ouve, automaticamente o ego se põe em alerta e dispara todo o seu arsenal sobre aquele que proferiu tal palavra.

Mesmo que o outro tenha razão, o ego daquele que ouve não vê nada à sua frente, ele só sabe que precisa manter o indivíduo intacto. O ego é o resquício dos instintos animais no homem.

Mas… percebem que sua individualidade não está em perigo quando alguém lhe diz verdades? Percebem que ninguém deixa de ser aquilo que é por raciocinar e talvez mudar atitudes e conceitos? A evolução pede que o ser mude constantemente, mas o ego prende o indivíduo aos padrões pré-estabelecidos, no medo constante de ver sua personalidade dissolvida.

Mas o certo é que, quando revoltados, ferimos o outro na intenção de proteger nossa individualidade e acabamos por ferir-nos muito mais. As chagas abertas nos corpos emocional e espiritual a cada desequilíbrio causado por atos, palavras e pensamentos negativos são reais e extremamente danosas.

Vossos corpos são, assim como a colméia, uma comunidade de diminutos “seres”. Vossas células respondem aos comandos Divinos formando tecidos, ossos, órgãos, linfa, cabelos e muito mais. Vossos órgãos respondem a instintos protetores da vida e processam alimentos, sensações e emoções no intuito de manter a saúde e o equilíbrio constante desta “comunidade” complexa que cada um de vós é.

Assim também acontece nos sistemas solares, nas galáxias, nos universos e dimensões paralelas. Tudo se repete a mando da Inteligência Suprema.

Ainda assim, se observarem bem, só o homem, e seu ego, destrói por prazer. Só o homem consome mais do que necessita para sobreviver. Só o homem acredita que precisa impor-se sobre o seu semelhante. Só o homem alardeia suas verdades e deseja que todos o sigam e reverenciem. Só o homem ri e se compraz com o sofrimento alheio…

Minha mensagem de final de ano para ocês é simples: sejam um pouco mais como as abelhas. Um bom “operário” é feliz servindo sua comunidade, dando o melhor de si. Só aquele que consegue, em verdade e sentimento, cumprir seu papel de servidor pode então almejar o próximo nível, seja em sua casa, no trabalho, ou mesmo numa casa espiritual. Se ocês não aprenderem a servir, jamais ascenderão à “rainha de colméia”, porque o verdadeiro Mestre, o verdadeiro Líder, reconhece e dá valor a todos os demais degraus abaixo dele.

Ao invés de querer o que o outro tem, ao invés de falar do outro, de perder o tempo precioso de vossas vidas com a auto-piedade e os arroubos do ego, dêem o melhor de si naquilo que são e fazem HOJE. Não importa se ocês mandam ou são mandados, se servem ou são servidos, sejam realmente humildes de coração com a certeza de que cada coisa e criatura tem seu lugar e seu propósito na criação de nosso Pai Olorum.

Sejam como nossas amigas abelhas e espalhem no mundo o ouro líquido dos bons pensamentos e sentimentos, auxiliando a semear mais e mais flores sobre a Terra.

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Mensagem de Vó Benedita de Aruanda, inspirada em 11/12/2012.

 

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