O valor de toda mulher, por uma Pombogira

sagrado feminino
É difícil explicar a vocês a dinâmica energética vigente no Universo. Talvez o mais simples seja dizer que tudo tem um par correspondente e inverso. Assim, o negativo precisa de um positivo. A luz precisa de trevas. A atração precisa da repulsão. O masculino de feminino.

Num tempo longínquo de vosso planeta foi plantada a ideia de que a energia feminina era frágil e sexualmente danosa. Graças principalmente às religiões monoteístas nascentes, distorceram-se ensinamentos milenares e atribuíram-se à mulher os piores vícios e defeitos.

Assim, em alguns locais do globo, cobre-se a mulher da cabeça aos pés porque é ela a culpada pela lascívia do homem, e não do macho que não sabe controlar seus instintos animalescos.

Em outros batizam-se as crianças para livrá-las do “pecado original” perpetrado por Eva quando “obrigou” Adão a comer do fruto proibido e depois repetido pelos pais quando da conepção daquela nova vida durante o ato sexual.

Em quase a totalidade dos locais no planeta a mulher foi (e ainda é) subjugada, maltratada, tratada como mercadoria, estuprada, violentada emocional, física e espiritualmente por centenas de anos… milhares foram as almas que desencarnaram em terrível estado de ira, revolta, dor e sofrimento por conta disso.

Muitos foram os homens que reencarnaram como mulheres, ou como escravos, ou como mulheres escravas, para então compreender que o respeito e o amor ao próximo é Lei que não deve ser esquecida.

Mais recentemente, formou-se grande movimento mundial pelo restabelecimento do papel da mulher na sociedade, com direitos e deveres similares aos masculinos. Muito ganhou-se com o movimento, mas muito também se perdeu.

Nas ânsia de ser “livre”, a mulher fez de si um objeto. Com a desculpa do “sou dona do meu nariz” e do “lavou está novo”, implantou-se o sexo sem compromisso, o maior sonho de qualquer homem no planeta.

Afinal, que valor vocês se dão? Que valores ensinam às suas filhas, sobrinhas, netas, afilhadas? É verdade ou não que, desde pequenas, essas meninas são bombardeadas por uma enchurrada de valores do tipo seja linda, seja perfeita de corpo, tenha um trabalho fora de casa mas mantenha uma casa impecável e uma família perfeita, seja livre material e sexualmente?

Ao implantar esse contexto irreal e estressante nas mentes das moças de todas as idades, criou-se o caos. Nunca a mulher cobrou-se tanto e foi tão infeliz. Outrora estava presa à família, ao patriarca, ao marido… hoje prende-se ao estereótipo que ela mesma criou para si de mulher autosuficiente que não precisa de ninguém para ser felize que é capaz de fazer tudo SOZINHA.

A cada tentativa de ser linda e perfeita, a menina encontra barreiras do tipo: não sou alta o suficiente, ou sou muito alta; não sou magra o suficiente, ou sou muito magra; não tenho cabelo liso o suficiente, ou tenho cabelo muito liso; etc, etc, etc.

Ao tentar ser livre e independente, a mulher se depara com o fato de que a sociedade não está pronta para esta pseudo-promiscuidade feminina porque o ideal vigente e inconsciente no Universo é o da dualidade – ou seja, não é possível termos dois gêneros no planeta com as mesmas atribuições, e a natureza feminina é a da pureza dos sentimentos, do amor, do carinho, do acolhimento, e não a do sexo desenfreado à guisa de “liberdade”.

Ou seja, vocês erram. Erraram com vocês e agora vocês erram consigo mesmas.

Uma mulher não é igual a um homem, nunca foi nem nunca será. Aliás, se me perguntassem, eu diria sem titubear que homem nenhum chega sequer aos pés de uma dama… ahahahaha… mas isso é coisa minha.

O fato é que os valores que vocês disseminam estão errados. Homens e mulheres deveriam ser criados e educados com os valores reais da vida: o respeito ao próximo e a si mesmos, o culto à sua própria espiritualidade e o autoconhecimento edificante e evolutivo.

Beleza? A beleza é muito subjetiva. O que atrai a uns, desgosta a outros. Nenhuma beleza é unânime e nem perpétua: dia mais, dia menos, fenece. Liberdade só existe para aquele que sabe o que quer, que se conhece profundamente e às suas necessidades e sentimentos, e que respeita a liberdade alheia. Se não for assim, o indivíduo será sempre um joguete: ora da sociedade, ora da família, ora do companheiro, ora dos filhos. Auto-estima e autoconhecimento andam lado a lado e são a chave para a real liberdade.

Vejam como tudo isso é contraditório: vocês cultuam ao máximo o materialismo do feminino, a liberdade sexual, os relacionamentos livres – e depois, quando são tratadas como mercadoria, se exaltam, choram, sentem-se um lixo. Mas, em verdade, quando foi que pararam e reinvindicaram seu posto de seres humanos ao invés de manequins de loja? Quando deixarão de preocupar-se tanto com o que lhes vem de fora e passarão a compreender que vocês são um complemento de forças na natureza? O positivo não existe sem o negativo, o yin precisa do yang, o que expande precisa ser retraído, e por aí vai.

Tudo no Universo é dual e vocês são parte desta dualidade. De nada adianta passar a vida em choque com aquilo que vocês são. Vocês são o yin; o negativo; o passivo; a energia que retrai, que cola, que dá o “visgo” para que as coisas todas não se partam e diluam.

Sem o estímulo feminino o masculino perde sua força. Mas se vocês teimam em ser menos mulheres, menos damas, porque reclamam quando eles se mostram menos homens e mais “animais”?

É o doce do feminino que abranda a rudez da natureza masculina. Vão a uma gira de esquerda e prestem atenção ao trabalho de uma Pombogira. Verifiquem seu olhar, seus gestos. Ela é altiva, sóbria, bela e faceira. Diante dela o mais soberbo dos homens se faz menino. Nenhum deles sustenta o olhar de uma Pombogira de Lei. Porque? Porque ela transpira amor de fato.

É simples: elas são o arquétipo exato do feminino. São fortes, mas com doçura. São lindas, mas cada uma dentro de seu arquétipo, sem regras, sem modelos pré-definidos. São livres porque conhecem seu lugar no mundo, conhecem sua força e seu poder, e não porque deitam-se com quem querem. Seu dançar é ondulante, assim como seu caminhar, mas elas nunca são vulgares.

Aprendam que o caminho do feminino na sociedade ainda é aquele que suas avós e bisavós trilharam… mas com uma diferença: a mulher não é menos do que o homem, nem é objeto de troca e prazer. Muito pelo contrário. A energia feminina é a cola da sociedade; é ela quem forma os novos indivíduos; é ela quem deve manter o lar como um local sagrado; é dela a manutenção da família, da cura através do alimento e do carinho, da educação, da limpeza tanto física quanto espiritual.

Voltem às suas naturezas íntimas. Busquem em si a energia que só pode existir dentro de um ser feminino. Potencializem a vossa força no mundo, não queiram atuar no campo masculino, mas sejam seus pares, seus complementos. Sejam mulheres novamente, e eles voltarão a ser homens.

Laroyê!

Eu sou Pombogira Rosa, Rainha da Encruzilhada, a mando de nossa amada Mãe Oxum.

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3 pensamentos sobre “O valor de toda mulher, por uma Pombogira

  1. EXTRAORDINÁRIO TEXTO,APRESENTANDO VERDADES BASEADAS NUMA SABEDORIA UNIVERSALISTA E INSOFISMÁVEL!!! laroyê, Pomba Gira Rosa da Encruzilhada,MAIS E MAIS ESTOU CERTA DE QUE,PARTICULARMENTE,POR SUAS INGENTES E DIFICÍLIMAS TAREFAS,OS SENHORES EXUS E AS SENHORAS POMBA GIRAS DE LEI MERECEM-NOS TOTAL APREÇO,RESPEITO,AMOR E AMIZADE!!! É UMA HONRA,UMA BÊNÇÃO SUBIDA E SABIDA PODER CONTAR COM TAIS SERES,TODOS NÓS,BUSCADORES DE LUZ E DE EVOLUÇÃO CONSCIENCIAL!!! SALVE, MAMÃE OXUM,COM SEU OLHAR DIVINAL E SERENO!!! PARABÉNS POR MAIS ESTA MATÉRIA!!! FELIZ 2013 PARA VOCÊS!!! continuem,na web,lendo psicografia Vida Eternamente Viva,ainda vai ser muito,muito mais conhecida a totalidade de seus ensinamentos.AXÉ!!!

  2. Sarah, muito apreciei esta mensagem,acerca do valor de toda mulher,pela Senhora Pombogira Rosa Rainha da Encruzilhada. uma mensagem admirvel,irretorquvel,irreprochvel porque apresenta verdades universais,sob a tica de uma preciosa e sbia Guardi de Oxum – por isso,vibrando na linha do Amor,do feminino puro,do maternal genuno,com toda a fora da beleza e com toda a beleza da fora pura. Apenas quero aqui consignar o fato de que – e isto h de ser conhecido por essa Guardi – existem mulheres que,como Espritos imortais,inserem-se no formato comportamental de andrginos psquicos. So mulheres enquanto encarnadas,relacionam-se normalmente com homens,s que valorizam muito coisas como fora,poder,potncia,erudio,genialidade,atributos comumente considerados mais masculinos. As mulheres psiquicamente andrginas respeitam crianas,seres vivos em geral,s que NO tm instinto ou vocao maternal, no tm chamamento para serem cuidadoras ou mes. Uma mulher,andrgino psquico,entre cuidar de uma creche e governar um pas,ir preferir este ltimo – ela tem atributos tidos por masculinos,mas no masculinizada,no e,digamos, ” grosseirizada” tentando parecer com o homem,em seu lado bruto,grosseiro,rude.A mulher andrgino psquico sabe ser doce e feminina,mas no tanto,tanto quanto uma mulher cuja essncia espiritual sequer imagine o que seja o androginato psquico. O fato que,EM ESSNCIA, estamos acima e alm de relativismos,polaridades ou adjetivaes de sentido subjetivo. Sobre a beleza,TODAS as senhoras pombogiras que j vi,por desenhos,imagens captadas mediunicamente, so LINDAS,seus corpos (astrais,claro) so esculturais. Pergunto – existe pomba gira, mulher guardi e psicloga astral,cuja aparncia esteja FORA do padro universal de beleza (mulher esbelta)?? Uma mulher pode ser considerada linda,bela,mesmo fora do padro de beleza esttica? Refiro-me aparncia,no a contedos morais espirituais interiores,pois,no plano fsico,de fato,h mulheres fisicamente lindas,s que interiormente…. nem tanto, fato. Uma das obras mais interessantes que conheo aqui na web,e que aborda tambm este assunto o romance psicografia Vida Eternamente Viva,apresentando como uma personagem importante uma mulher,ou melhor,um Ser reencarnado novamente como mulher,agora portadora de androginato psquico. Sarah,aps ler este e mail,ficarei contente se me escrever,ok? AX KSMICO PRA VOC!!!

    Date: Fri, 4 Jan 2013 13:25:07 +0000 To: syntureytt@hotmail.com

    • Olá, Synture, como vai? Agradeço, uma vez mais, seu comentário.

      Rosa explica que todo ser, na matéria, tem seu papel dentro da sociedade. O que determina a personalidade psíquica do ser é tão somente sua bagagem astral, ou seja, todo o conhecimento e experiências que o ser já vivenciou desde sua criação por Deus e as necessidades que ainda possui de aprendizado. Assim, existem seres femininos que vêm ao mundo vivenciar experiências de mando, poder. Estão aqui para aprender a lidar com o poder dentro da energia feminina, um poder exercido através do amor e do cuidado com o semelhante. Muitas desviam-se, uma vez que o aprendizado do poder, do mando, é um dos mais difíceis de se concretizar satisfatoriamente, certo?
      Além disso, diz ela, é fato que todo e qualquer espírito em equilíbrio apresentará formas esbeltas. Isto ocorre porque o equilíbrio Universal rege a forma dos seres também. E o padrão cada vez mais diáfano vibrará no ser enquanto este evolui. Raro será encontrar um ser em equilíbrio que se apresente acima do peso, ou velho, ou doente, uma vez que isso é coisa da matéria, e não do espírito. A obesidade, seja em que nível exista, é um desequilíbrio — uma doença espiritual que se concretiza como compensação na matéria. Não existe, portanto, necessidade de manter-se tais formas em espírito. Mesmo seres de outros orbes, quando em espírito, mantém características e vibrações de seres longilíneos, quase etéricos. Este é o padrão no Universo, pois o “peso” não é coisa que a consciência desencarnada deva carregar em sua evolução. Muito pelo contrário — há de cultivar-se a leveza cada vez mais enquanto crescemos espiritualmente.
      Outro ponto — a obesidade e as gorduras muito se devem aos desequilíbrios alimentares ainda existentes no globo. Culpas, medos, traumas, bem como uma alimentação baseada em energias animais (carnes de todos os tipos) e artificiais (corantes, adoçantes e outros), aliados ao fato de que cada vez mais o homem se afasta dos exercícios e da natureza, faz com que o ser encarnado afaste-se também do padrão universal de magreza e tonicidade muscular.
      Já dizia aquele eternizado como Hermes Trimegisto, o “três vezes grande”: Assim como em cima, é embaixo; assim como no macro, é no micro. Os seres distanciam-se da Vida programada pelo Criador, e assim criam para si todos os tipos de distorções físicas e mentais. Este é o ponto a ser trabalhado.
      Laroyê!
      Gostei da explicação, Synture. É sempre bom aprender com elas. Agradeço, uma vez mais, o contato. 😉
      Um abraço,
      Sarah

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