Onde você deposita a sua fé?

O post de hoje é longo. É longo e é uma mistura de fragmentos de informação que me foram passados durante os últimos 10 dias, mais ou menos.

Primeiro, eu quero deixar bem claro que eu não sou conspiracionista. Ou seja, eu não sou do tipo que vê conspiração e um propósito escuso em tudo que ocorre no mundo.

Mas, por outro lado, eu sou uma pessoa crítica, inteligente (a meu ver), que já leu muito, já viajou muito, e já viu muita coisa por aí – tanto do lado de cá, quanto do lado de lá.

Ainda assim, acima de tudo que eu vou expor aqui, há uma coisa mais importante e mais viva que tudo: Deus e minha fé Nele.

Dito isso, sentem-se e enjoy the ride!

∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞ 

No final da semana passada me deparei com o link do filme ÁGORA, produção holywoodiana que conta com Rachel Weisz no papel principal interpretando Hipátia, a famosa filósofa e matemática grega que defendeu bravamente a grande biblioteca de Alexandria.

O filme, romanceado, conta os bastidores da vida de Hipátia, de seu servo Davus, e de Orestes, um de seus discípulos. Ambos apaixonam-se por Hipátia durante a emergente horda de cristãos que causam todo o tipo de discórdia e matança na antiga Alexandria, já dominada pelo grande império Romano.

Eu sugiro que assistam ao filme legendado aqui – são 2 horas de bom entretenimento, no mínimo. Mas, antes de assisti-lo, vamos a algumas ponderações.

Ontem à noite tive o prazer de assistir a esta entrevista com David Icke. Por mais que muito do que ele diga seja pautado numa visão mais, digamos, “materialista” de mundo; e levando em consideração que os ingleses e americanos não possuem, em nenhum nível, esta convivência que nós brasileiros temos com a espiritualidade, e por isso dão nomes dos mais esdrúxulos a simples situações de obsessão (seja ela espiritual, vibracional, energética, material, ou todas juntas), ele apresenta fatos e dados importantíssimos e muito relevantes para todos aqueles que sonham com um mundo mais igualitário, humano e decente.

Comentemos cada uma das 7 partes da entrevista (cada uma delas com cerca de 15 minutos de duração).

∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞

Parte 1 – Tudo é energia, tudo vibra.

David explica, nas palavras dele, que nossa vida dita “material” não passa de um holograma fictício, um mundo baseado no espectro de luz visível que nosso cérebro físico consegue decodificar.

Em outras palavras, a verdadeira vida não é esta aqui. Nós ESTAMOS físicos, nesta densidade, experienciando um corpo, uma vida neste planeta. Mas nós somos LUZ, energia, centelhas criativas emanadas diretamente da Fonte, de Deus. Quando assistirem, traduzam as palavras de David para a realidade espiritual, e vejam como tudo se encaixa. Vejam como todos nós falamos da mesma língua, utilizando termos diferentes.

Sugiro a leitura do Livro das Energias e da Criação, de Rubens Saraceni, para complementar o estudo.

Parte 2 – O lado negro da força

Nesta segunda parte, David faz alusão aos Arcontes, nome dado aos senhores do “submundo” pelos antigos gnósticos, neste caso nomeadamente encontrados em escritos que foram salvos da Grande Biblioteca de Alexandria, quando de sua distruição e do assassinato de Hipátia (por isso o link do filme no início do post). Os Arcontes, segundo os gnósticos, são seres não-humanos (David e muitos conspiracionistas os chamam de reptilianos) que vivem e se alimentam de nossas energias de medo, stress, mágoas, rancor, raiva, etc., ou seja, alimentam-se de energias negativas.

Traduzindo em miúdos, as grandes hierarquias do submundo astral, muito bem estruturadas e devotadas 24 horas por dia a não permitir que nem uma alma sequer neste mundo evolua e lembre-se de sua herança divina. E sim, eles alimentam-se de nossas energias negativas, de nossos medos, de nossas mágoas e rancores. E mais que isso, utilizam-se delas para criar os mais variados tipos de situações (David chama-as de holografias) para que nós não tenhamos tempo de nos preocupar com o que realmente importa: nossa essência, nossas almas, nossa vida real – a vida do espírito.

Aqui eu sugiro a leitura do livro A Marca da Besta, livro 3 da Trilogia das Sombras, de Robson Pinheiro. Atentem para o fato de que os hierarcas destas hordas de espíritos negativos se auto-intitulam “Dragões” que, sendo bem simplista, nada mais são do que répteis com asas…

Parte 3 – Devemos SABER e não PENSAR

Já é sabido em muitos ramos espiritualistas, cito principalmente o Budismo, que o coração é o verdadeiro motor do nosso corpo. O coração SABE, enquanto nossa mente meramente decodifica informações. No entanto, belíssima a explicação de David sobre como, a partir de um certo momento na história da humanidade, nós deixamos de SABER e passamos e PENSAR. O ser humano deixou de concentrar sua energia no chackra coronário e passou então a concentrar tudo no chackra esplênico, o processador das emoções no corpo. A partir daí, nós não sabemos mais, nós perdemos a conexão com o divino, com nossa centelha, com nossa essência que SABE tudo, vê tudo, compreende tudo, e passamos a processar informações puramente emocionais através de nosso cérebro físico, uma máquina falha que só consegue lidar com situações pré-existentes e que por isso entra num círculo vicioso de reações repetitivas e auto-destrutivas. David compara esse círculo vicioso a computadores e seus programas – fomos, até certo ponto, PROGRAMADOS desde a mais tenra idade a deixar de lado o coração que SABE, nossa essência, e nos vincular à mente, àquilo que nossa percepção de realidade física (que é diminuta se comparada à realidade espiritual) consegue processar.

Se quiser saber mais sobre o assunto, veja o filme Thrive no YouTube.

Parte 4 – Criam-se problemas, reações e soluções

David então nos diz mais. Ele nos apresenta aquilo que a mídia comercial não quer que ninguém saiba. Atentem para a história que ele cita de Muammar al-Gaddafi. O “ditador terrível” que foi morto pelas forças das Nações Unidas porque estava “matando seu próprio povo”. Depois procurem pela internet a versão real dos fatos e verifiquem a entrevista dada por John Perkins, que se intitula um economic-hitman (um matador de aluguel de economias).

A história da humanidade é permeada de episódios do gênero – uns poucos dominando civilizações inteiras. Sim, esse tipo de gente existe. Mas, embora eles se achem todo-poderosos e senhores da situação, movendo-nos como peões em um tabuleiro de partida já ganha, a verdade é que eles são somente a ponta do iceberg. Ligados a estas pessoas, estão hierarquias e mais hierarquias de seres trevosos incansáveis e inteligentíssimos que banqueteiam-se a cada assassinato perpetrado, a cada mentira contada, a cada roubo, a cada criança que chora sem assistência. São eles os grandes vilões da história. Por isso é importante que cada um de nós se dê conta de sua herança divina pois, como explica David sobre os “hologramas”, nós todos somos parte de um enredo maior. O todo reflete as partes, e as partes refletem o todo. Se nós estamos em conflito individualmente, nosso mundo continuará em conflito. Se nós temos medo individualmente, nosso mundo continuará vivendo no medo. O que está no micro, repete-se no macro, já dizia Hermes Trimegisto.

Parte 6 – O início da solução

Acompanhe o raciocínio do David quando ele explica que não se pode continuar na zona de conflito. Compreenda que é preciso mover nossa percepção de realidade mudando nosso ponto de atenção desde o cackra esplênico de volta ao coronário. O que corresponde dizer: ao invés de REAGIR às emoções, vamos AGIR com sentimento, porque o coração SABE. É no coração que mora nossa centelha divina, nosso corpo átmico, nossa chama trina, aquela inquebrantável e indissolúvel morada do Criador em cada um de nós.

Depois, jogue fora todas as suas crenças baseadas num Deus punitivo e exterior a você – verifique que foi esse sistema de crenças que causou as maiores atrocidades já perpetradas pelos seres humanos neste planeta, e continua sendo assim até hoje. Deus, a Fonte, não é nada disso. Ele é energia em constante criação e movimento. E ele é VOCÊ. Lembre-se que o todo mora nas partes que o compõem. Se a Fonte é tudo, então cada um de nós somos a Fonte. Nós somos as Criadores em estado de dormência, iludidos, medrosos, achando que esta realidade material é tudo o que existe. Mas não é!

De novo, percebam como agem os chamados Parabolanos no filme Ágora. Percebam o terror, a dominação, a crueldade – isso pode realmente provir de um Deus onisciente? De uma Fonte de amor inesgotável?

Aqui eu sugiro a leitura dos livros O Guardião da Meia-noite, de Rubens Saraceni; Paraíso sem Adão, de J.W. Rochester; e (porque não?) Isabel, por Amor e Lágrimas, de minha autoria.

Parte 7 – O porvir

Ouça com atenção quando David diz “livre-se de seu sistema de crenças”. A sua crença não é você. A sua profissão não é você. A sua religião não é você. A vida que você leva não é você. Você é consciência suprema, luz, energia condensada na forma física, tendo uma experiência material. A sua crença, a sua profissão, a sua vida, a sua religião, são a experiência que o seu verdadeiro Ser está vivenciando. Com que intenção? A intenção é uma só: aprender, evoluir, voltar a SABER. Mas como evoluir se você tolhe as suas opções ao dizer “isso não”, “isso pode”, “isso sim”, “isso não pode”? Pare e faça como David sugere: escolha uma folha de papel em branco e ali deposite tudo aquilo que você SENTE ser real. Converse, leia, conheça, investigue. Verifique antes de dizer: “não pode ser, isso não é real”. E preste atenção quando David salienta que “esta força, este poder que nos manipula é tão somente o nosso poder do qual nós abrimos mão”. Quando você quiser de volta as rédeas da sua vida, quiser realmente ser responsável por aquilo que você vive, pensa, fala e age, neste momento, o poder estará de volta nas suas mãos.

∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞

E, por fim, eu deixo aqui duas reflexões que eu gosto muito:

Não existe fé sem estudo, sem conhecimento. Fé sem conhecimento é vazio. Na primeira pedra do caminho, ela se quebra em mil pedaços.

Por Vó Benedita de Aruanda

A dúdiva é algo bom, é importante. Mas quando a dúvida suplanta a sua fé, ela te paraliza. E isso é ruim, porque uma das leis da Vida é a evolução constante. Então, duvide, mas mantenha sua fé acima de suas dúvidas, ou você ficará parado no meio do caminho.

Por Seo Tranca-ruas das Almas.

E lembre-se: Fé é um SENTIMENTO, um Sentido da Vida, e portanto ela mora no seu coração. Religião não é fé, religião é simplesmente o veículo com o qual você escolhe exteriorizar a sua fé. Cuidado com as escolhas que você anda fazendo… 😉

Anúncios

2 pensamentos sobre “Onde você deposita a sua fé?

  1. Excelente matéria,parabéns!!! Deixo aqui uma definição de FÉ,apresentada por Joseph Murphy,a quem tenho na conta de grande Mestre de Sabedoria,em seu magnífico livro Telepsiquismo: A FÉ É UMA ATITUDE MENTAL,ATRAVÉS DA QUAL PENSAMOS DO PONTO DE VISTA DAS VERDADES ETERNAS.A FÉ PODE SER CONSIDERADA COMO UM SENTIMENTO DE CONFIANÇA E CERTEZA DE QUE NOSSAS ORAÇÕES SERÃO ATENDIDAS. NESTE SENTIDO,A FÉ NÃO É PRIVILÉGIO DE NENHUMA SEITA OU RELIGIÃO EM PARTICULAR,.NOSSA FÉ DEVE CONCENTRAR-SE NAS LEIS CRIATIVAS DE NOSSA MENTE..é VERDADE!!!

  2. Você vai gostar de ler os livros do Seth Materials. Dê uma olhada na internet, Jane Roberts.
    Tem até um youtube de uma seção dela com o Seth. Ele falava sobre a imaterialidade do universo já na década de 60. Muitos físicos teóricos da época foram fãs dele.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s