Sobre livros, opiniões e espiritualidade

Primeiro peço desculpas pelo longo post, mas acredito que assuntos importantes, como abrir os olhos da população em geral para a magia negra, não devem ser tratados levianamente. Segundo, este post não tem intenção de ser sensacionalista, de atacar ao médium psicografo em questão ou  ao seu espírito guia – tenho por ambos grande admiração e li quase todos os títulos sob sua autoria. Terceiro, eu leio muito. Hoje em dia muito menos que antigamente, quando não era mãe e tinha mais tempo livre. Não tenho uma linha específica,  leio de tudo desde que a história seja boa, me faça passar o tempo com algo interessante, portanto não cultivo pré-conceitos à respeito de títulos ou autores. Dito isso, vamos ao que interessa…

Anteontem acabei folheando um livro que eu havia me recusado a comprar por conta principalmente do preço, mas também porque o conteúdo era apresentado em forma de perguntas e respostas, o que invariavelmente me cansa, a não ser que seja sobre um assunto que muito me interesse e que traga informações realmente relevantes. O livro em questão é Magos Negros, de Robson Pinheiro, “magia e feitiçaria sob a ótica espírita”. Capa linda, muito bem diagramado, papel excelente. Meu irmão comprou o livro para minha mãe, e eu resolvi folheá-lo.

O conteúdo é inspirado pelo espírito João Cobu, ou Pai João de Angola, espírito comunicante em quase todas as obras de Robson. Devo dizer que fiquei com vontade de conversar pessoalmente com o médium,  porque a quantidade de más interpretações é absurda. Aprendi através do processo de atendimento mediúnico que a informação é melhor e mais fielmente transferida ao consulente se o médium possui algum conhecimento sobre o assunto que o guia quer passar. Por exemplo, sou péssima com nomes e funções de ervas, um problema que tenho que sanar através de um curso mais cedo ou mais tarde. Sendo assim, acredito que deve ter sido muito difícil para Pai João conseguir transmitir a um médium de formação espírita kardecista, preocupado em não atacar os dogmas da FEB através de suas publicações (haja vista o sem número de notas de rodapé inseridas em cada um de seus livros), ensinamentos de cunho basicamente afroreligiosos.

Então o autor coloca como respostas de Pai João que Oxalá é o Orixá que rege o elemento Ar. Coloca também que os Orixás são simplesmente representações dos elementos da natureza e, por conseguinte, não incorporantes. Reafirma incessantemente que Deus é um só,  como se as religiões afrodescendentes fossem panteístas e, até certo ponto, atrasadas em suas crenças. Pai João diz inclusive que se fosse necessário fazer-se oferendas para essas representações de forças da natureza, que então religiões milenares na Europa e Ásia por exemplo,  religiões estas que acessam as mesmas forças naturais, que então essas demais religiões não conseguiriam acessar tais forças pois não fazem uso de oferendas para chegar a elas.

Só nesses exemplos, há inúmeros equívocos. Oxalá, Trono Masculino da Fé,  positivo e irradiante, é o senhor dos espaços e, segundo a gênese de Umbanda Sagrada, foi o primeiro a ser exteriorizado por Olorum (Deus). É Oxalá, através de seu fator cristalizador, que “junta” os demais elementos do Universo, atraindo-os e formando assim, estrelas e planetas para que então surja a vida. E como tempo e espaço andam sempre juntos, seu par magnético, feminino, negativo e absorvente é Oyá-Logunã, a Senhora que regula a maturação de tudo e todos através dos tempo. A gênese é alegórica, mas serve para nos passar conhecimentos herméticos através de linguagem simples e acessível. Para um iniciado, ela diz tudo; para um leigo, não passa de fantasia.

Oxalá e Oyá,  juntos, regem sobre a Fé, o primeiro dos 7 sentidos da Vida, pois sem fé nada cristaliza, nada vai em frente, nada cria raízes. A Fé através do Tempo torna-se Esperança, e é através dela que continuamos vivendo, trabalhando, amando, produzindo, aprendendo. Oxalá é, portanto, o orixá que rege sobre os elementos cristalinos, e não sobre o Ar. Neste caso, acredito que a falta de conhecimento do médium atrapalhou a comunicação de Pai João. O orixá regente do elemento Ar é Ogum, Trono Masculino da Lei, positivo e irradiante, aquele que põe ordem em nossas vidas através da regulagem do nosso caráter. Seu par magnético é Yansã, a Senhora dos Ventos, negativa e absorvente, aquela que paralisa em nós tudo aquilo que possa nos induzir ao erro, colaborando assim para direcionar nossos passos dentro da Lei Divina. Caminhando juntos, Yansã e Ogum são como a vela e o vento que direcionam o barco de nossas encarnações rumo à evolução.

As religiões afrodescendentes não são politeístas – acreditamos em um Deus único, criador de tudo o que existe, criador inclusive dos 7 Sentidos da Vida (que chamamos 7 Linhas de Umbanda), exteriorizados de Si através de sete mentais poderosíssimos, inteligentes e oniscientes, regentes e guardiões das forças naturais que formam e regulam o Universo em todas as suas dimensões. A saber, e segundo a Umbanda Sagrada, são mentais divinos a fé,  o amor, o conhecimento, a justiça, a lei, a evolução e a geração, cada um deles por sua vez gerando de si um par de Orixás reguladores, dando origem portanto à dualidade presente em toda a criação – luz e sombras, masculino e feminino, positivo e negativo, nascimento e morte. Portanto, para o Umbandista, não existem deuses – existem DIVINDADES, Tronos Divinos, sob às ordens e direção da Lei Maior e da Justiça Divina emanada por um único Deus, OLORUM. Tais mentais realmente não incorporam, uma vez que são divinos e estão muito além de nossa compreensão e alcance. No entanto, conforme a hierarquia de cada orixá descende na escala magnética em direção à dimensão espiritual, seus manifestadores naturais e espirituais tornam-se incorporantes, agentes especialíssimos no suporte e manutenção de nossas vidas e evoluções.  Então a informação de nosso amado Pai João está truncada e dá a impressão que Umbandistas e Candomblecistas não passam de iludidos panteístas, dizendo incorporar Deuses e forças naturais… sei que não foi esta a intenção, mas é exatamente assim que o leigo kardecistas ou espiritualista lerá a informação.

Por último, temos o tema das oferendas. Já falei sobre este tema no blog aqui, em resposta a outro autor que criticou a prática, e então não vou explicar de novo neste post. Mas vou ressaltar que as oferendas não são fruto das religiões afrodescendentes. Índia,  China, Europa… todos os países têm ou já tiverem religiões naturais. Nos templos budistas os fiéis ainda fazem ofertas de incenso e arroz, escrevendo seus pedidos de fim de ano em papel de arroz e queimando-os nas chamas das velas para que a fumaça leve seus pedidos aos céus. Da mesma maneira, hinduístas mantém templos às divindades do amor, da renovação,  da riqueza… e neles fazem oferendas com flores, frutas, velas, comida e bebida. Assim também faziam os antigos Celtas, tidos como uma das sociedades mais modernas de sua época, tendo inclusive instituído a igualdade entre os sexos e o divórcio, e que cultuavam as forças da natureza em altares dispostos em meio a florestas e círculos de pedras, alguns dos quais estão de pé até hoje. Até o catolicismo, tão contra a utilização de elementos, faz uso do incenso, velas e até da hóstia e do vinho como símbolos do corpo e do sangue de Cristo. Pai João fala muito acertadamente sobre a necessidade de não poluir a natureza através de nossas oferendas, assunto sobre o qual estamos sempre pedindo aos irmãos de fé que tomem ciência e limpem os locais após seus trabalhos, principalmente durante os festejos para Yemanjá. Mais uma vez percebe-se que a mensagem de Pai João passou pelo crivo de pré-conceito do médium, que passou a informação exatamente como a sociedade encara, sem fundamento ou estudo prévios.

Ainda sob esta ótica, há muitos que criticam as oferendas com animais. A Umbanda não faz uso de animais em suas oferendas, não faz a chamada “matança”. Mas antes de criticar, pare e pense, quem é pior: o boi que é morto de forma desumana no matadouro para que você coma sua picanha no churrasco de domingo, ou o novilho morto de forma rápida e indolor durante um festejo, e depois cozido e distribuído para que todos comam? Atacar o Candomblé é fácil, difícil é parar para pensar primeiro…

Sobre os Magos Negros

Há sim, como bem lembrado por Pai João, aqeuels que acham que em sua vida tudo é “demanda”, tudo é magia negativa, quando na verdade a única coisa que negativa suas vidas são eles próprios, seus pensamentos e ações. Existem muitas pessoas assim.

No entanto, nossos Mestres de Magia nos contam que não há na face da Terra um único ser que não sofra, sofreu ou vá sofrer alguma vez na vida com o problema. Isso porque existem níveis e Níveis de Magia, tanto Branca quanto Negra. Quer conhecer Magia Divina de verdade e assim aprender a defender-se dessa verdadeira praga mundial? Estude. Leia. Inicie-se.

Pai João apenas “arranha” a superfície do assunto no livro de Robson, e de maneira extremamente simplista e limitada. Infelizmente, nesse ponto, eu creio que o livro presta um desserviço à sociedade, uma vez que não alerta as pessoas para o fato de que esse é o pior mal que ataca e atrasa nosso mundo em evolução. É esta corja que se acha dona do mundo por ter conhecimentos que a maioria trata como “crendice” ou “superstição” e que por isso mesmo continua atuando, fazendo e desfazendo de acordo com quem paga mais ou com o teor de suas simpatias e antipatias.

Essa corja há de ser extirpada do mundo, minha gente! E para isso, é necessário que haja estudo, dedicação, amor ao próximo de verdade. Não caia nessa história de que esse tipo de coisa não existe, que isso é coisa de gente ignorante… é só isso que esse povinho safado quer, que você continue ignorante e sem defesa.

Por fim, espero que todo médium psicografo compreenda que pesquisar e estudar e necessário, para a mensagem de seus superiores seja passada da melhor maneira possível. Escrever sobre fundamentos que se desconhece é, no mínimo, perigoso. Por tanto, Umbanda tem Fundamento e é preciso Estudar!

==========================================

Para saber mais:

Aviso aos desavisados

Eu tenho amigos católicos.  Tenho amigos batistas. Tenho amigos judeus. Tenho até amigos ateus. Do mesmo modo, tenho amigos solteiros, homossexuais e heterossexuais. Tenho amigos negros, brancos, ruivos, japoneses, chineses. Tenho amigos que são doutores, mestres. Tenho outros que só tiraram o diploma do segundo grau. Tenho amigos casados, divorciados, separados, com filhos e sem. Tenho amigos que adotaram crianças e outros que fizeram um ou outro aborto.

Gosto de todos eles. São todos meus amigos, e se precisarem de mim, basta que me peçam – se estiver ao meu alcance ajudar, estenderei a mão com prazer. Porque eu sou assim. Porque desde criança eu aprendi que o respeito vem em primeiro lugar e que a gente não faz aos outros aquilo que nós não queremos para nós mesmos. Não sou nenhuma santa, apenas tento, todos os dias, lembrar-me disso, seja com relação a um animal, a uma planta, ou a uma pessoa. Aprendi assim e tento viver minha vida assim.

Aos 34 anos de idade encontrei uma religião que pensa como eu penso. Uma religião cujos valores estão pautados no respeito a tudo e a todos, e no serviço à humanidade como um todo, sem olhar cor, crédito,  crença, orientação sexual, ou conta bancária. Apaixonei-me por ela e trabalho agora, ainda mais, por disseminar essa maneira de viver, de respeitar o próximo,  porque agora além dos meus valores pessoais, eu tenho os meus valores religiosos a me guiar.

Pensando nisso, eu tento, na medida do possível, não postar ou publicar coisas que possam afrontar a religião ou os valores dos outros. Portanto, se você vem até esse blog ler alguns dos posts, respeite minhas opiniões e, principalmente, respeite a Umbanda Sagrada.

Você pode não concordar, tudo bem, eu vou publicar seu comentário e vou te responder com a maior educação.  Mas nunca, jamais, em tempo algum, diga que só o “seu deus” salva. Porque para mim só existe um Deus e Ele está em TODAS as religiões. Afinal de contas Ele é nosso Pai, nos deu o livre arbítrio de chegar a Ele da forma que melhor nos servir, mesmo que sejamos ateus.

Não se atreva a vir aqui falar do demônio,  de satanás. Eu já disse mais de uma vez que não acredito nisso, e que os únicos demônios do mundo somos nós mesmos com nosso egoísmo e falta de caridade. Portanto, não se atreva a vir aqui falar dessa alegoria para manter crianças obedientes, ok?

Por fim, jamais fale mal dos orixás neste blog. Não diga que Eles são obras demoníacas,  porque você nem mesmo sabe o que fala. Eu sou médium de Umbanda, e se fosse só isso, eu provavelmente apagaria seu comentário e pronto. Mas, além disso, eu sou Sacerdotisa da minha religião. Eu fiz minha consagração aos 14 orixás da Umbanda Sagrada, entreguei minha vida ao serviço da caridade através Deles. Tenho, portanto, a obrigação de repudiar quaisquer comentários do tipo e de defender e minha religião frente e qualquer desavisado que me diga tais absurdos. Lembre-se de que eu não vou a nenhuma página católica falar mal de Jesus. Sendo assim,  não venha aqui falar mal dos orixás,  porque para mim eles têm exatamente e mesma importância que Jesus tem para você.  Não brinque com a minha fé.

Eu desejo que nesse final de ano todos nós aprendamos o respeito ao próximo,  de verdade. Que a gente aprenda que não importa o caminho escolhido, todos viemos da mesma Fonte, e todos, sem exceção,  voltaremos a ela um dia. Portanto, peço a Deus que todos nós aprendamos realmente a ser irmãos de caminhada – cada um a seu modo, mas todos juntos desejando o bem maior da humanidade.

Tenham um excelente Ano Novo! Axé!

Pensamentos e emoções moldam a realidade

A grandiosidade da Vida está em toda parte. E, no entanto, vocês continuam a viver em seus mundinhos…

Agem assim porque vivem dentro de um conceito de falsa segurança e felicidade material. Proponho a vocês um pequeno exercício:

Sentem-se num local calmo, e acalmem suas mentes. Fechem os olhos e vejam-se num local desértico. O sol brilhando, vocês e as areias douradas… mais nada. Imaginem-se aí por muito, muito tempo. Sentirão sede, fome, tonturas… a noite cairá, e então sentirão frio. E dias e noites suceder-se-ão e, embora nenhum de vocês chegue a morrer, o sofrimento, a solidão, a dor, são enormes. Voltem agora para sua realidade. Olhem à sua volta – o que tem mais importância dentro de tudo o que possuem? Do que sentiram mais falta? Tiveram tempo, enquanto estiveram no deserto, de pensar ou falar mal de algum semelhante? Sentiram-se superiores a algo ou alguém? A quem recorreram no momento do desespero?

Agora, mais uma vez, fechem os olhos. Imaginem-se sentados no meio da relva, cercados de árvores, flores e um riacho tranquilo. Borboletas que vêm e vão, enquanto animais de grande e pequeno porte os rodeiam, fazendo-lhes carinho e trazendo-lhes frutas saborosíssimas. O céu está azul e o sol brilha. Sintam o ar, o cheiro da relva, a brisa fresca. Acariciem o pelo macio de seus irmãos animais, que deitam suas cabeças tranqüilas em seu colo. Sentem a felicidade? A completude? A magia da vida que pulsa em tudo e todos? Sentem-se mais próximos de “Deus”?

Agora abram os olhos e voltem novamente à sua realidade. Façam a si próprios novamente as mesmas perguntas de antes.

Percebem agora a real verdade da Vida?

Pois bem, agora prestem atenção:

A hora final se aproxima, embora não tenha data para ocorrer. A onda cósmica, proveniente do pulso central do coração da galáxia, encaminha-se. Ela vem armada da Divina Inteligência Suprema, é nula em sua vibração e a tudo penetra. Ao encontrar cada um dos corações aqui presentes, ela polarizar-se-á. Seus corações darão polaridade ao pulso do coração central quando ambos encontrarem-se… mais uma vez demonstrando que vocês são parte de um Todo Divino e indivisível.

A polaridade que suas vibrações derem a este pulso, selará seus destinos. Seu planeta, e todos os demais orbes alcançados pelo poder da Onda Cósmica serão alterados, física e energeticamente, espiritual e consciencialmente. O mesmo acontecerá com todas as formas de vida, não importando onde se encontrem, no momento em que forem beijadas pela Luz proveniente das partículas da Grande Onda da Vida.

 

Portanto, cuidado.

Usem cada um dos dias que ainda sobram para melhor potencializar seus dons divinos. Calem as palavras e parem os atos que só trazem o sofrimento, a discórdia, o desequilíbrio, a desunião. Olhem seus irmãos como o que são – cópias exatas de vocês mesmos, cheios de falhas e acertos, tentativas e erros. Todos vocês têm “telhados de vidro”, então refreem os desejos de atirar a “primeira pedra”.

Estabilizem seus emocionais, percebam que suas vidas são mais do que somente a matéria do mundo. Quanto mais estudo e conhecimento tiverem, mais será cobrado de vocês. Muitos de vocês dizem sorrindo: Irei ao inferno feliz. Pois eu lhes digo: não haverá inferno mais neste mundo que os abrigue – se não mudarem no íntimo, serão degredados. A dor da saudade permanecerá por muito tempo em seus corações, se perderem a derradeira chance de tornarem-se herdeiros do Novo Mundo.

Portanto, calem-se! Se nada há de bom no que têm a dizer, não digam. Se os pensamentos que assomam às suas mentes são inúteis, livrem-se deles!

 

Orai e vigiai… sempre dizia o Mestre. Porque vocês ainda não foram capazes de compreender? Suas mentes geram pensamentos carregados magneticamente, e estes são potencializados pelas partículas elétricas geradas pelas emoções que vocês sentem e alimentam em seus corações.

Seus corações, ao contrário do que vocês pensam, é uma usina em constante pulsação que emite essas ondas eletromagnéticas – união de pensamento e emoção/sentimento – que se expandem até alcançar outras de igual teor e intensidade. Assim, emitindo e atraindo seus iguais, seus pensamentos e emoções moldam seu mundo, suas experiências, seu futuro.

 

Ou seja, vocês criam sua realidade. Todos vocês. Corrijam o curso de suas vidas, palavras e pensamentos, enquanto há tempo.

Amai-vos, verdadeiramente, uns aos outros, como o Mestre tanto pediu. Já é tempo de compreender que não há outra via para o engrandecimento e evolução da humanidade que não passe pelo verdadeiro Amor ao próximo.

Adonai!

As Cartas de Cristo – Parte 64

Se você ainda não leu as cartas anteriores, comece pela Carta 1.

♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥

Carta 5 – Parte 1 – ENSINAR A VERDADE DA EXISTÊNCIA

(clique para ler no site do STUM)

Eu, o CRISTO estou escrevendo esta CARTA 5 para definir claramente a REALIDADE oculta, à qual também me referirei como o “UNIVERSAL” e o “DIVINO”, a fim de ajudá-lo a abrir sua mente à compreensão de que, enquanto você é um indivíduo, AQUELE QUE LHE DEU O “SER” E A “INDIVIDUALIDADE” é, em SI MESMO, – Universal – Eterno – Infinito – Onipresente, sem princípio nem fim.

Para o bem das pessoas que resolverem ler a Carta 5 antes das Cartas anteriores, as quais relatam minha vida e meus verdadeiros ensinamentos enquanto estava na Terra, direi que meu verdadeiro eu, “Jesus” CRISTO, não deve de nenhuma maneira ser confundido com o “Jesus” retratado no Novo Testamento.
Uma vez que meus ensinamentos originais foram difundidos e muito mal-interpretados por todo o mundo na forma dos quatro Evangelhos, é minha intenção começar a ensinar a VERDADE da EXISTÊNCIA, explicando o verdadeiro significado de minha terminologia original citada nos Evangelhos. Isso é necessário para desfazer, e finalmente eliminar da consciência das pessoas, os mal-entendidos que têm persistido, assim como a má informação dada às gerações de buscadores espirituais desde que vivi na Terra.

Quando estive na Terra para descrever a Realidade por trás e dentro da existência, usei deliberadamente o termo “Pai” ao referir-me a “Deus”. Tive duas razões para fazê-lo.

Em primeiro lugar, como expliquei na Carta 1, quando recebi a iluminação no deserto, pude ver que os conceitos que descreviam o Criador do universo, conforme “revelado” pelos profetas Judeus, eram completamente errôneos.

Em segundo lugar, me foi permitido perceber com clareza – e compreender plenamente – a verdadeira natureza do Criador. Dei-me conta de que era uma natureza parental, – a de satisfazer as necessidades da criação de maneira específica e bem definida, semelhante a um pai-mãe. De fato, vi que os impulsos parentais, presentes em todos os seres vivos, eram extraídos diretamente do Criador e que a origem de todo o amor e dos impulsos parentais era também a origem da vida e da existência em si.

Também “vi” que a criação era uma manifestação visível dos Impulsos Criativos Universais do Ser e que, portanto, podia chamar a humanidade de descendência do Criador. Por esta razão, era totalmente natural que falasse do “Pai” ao referir-me ao Criador, pois, para mim, isso é o que realmente o Criador é, em todos os aspectos – e sobretudo “Pai – Mãe”. Porém, considerando a insistência judia em relegar a mulher a uma posição subordinada na vida diária, me referi somente ao “Pai” para evitar a resistência judia e para ganhar a sua aprovação para o novo termo. Também idealizei o termo “Pai” para ajudar os Judeus a perceberem que seu conceito de Jeová, e a rigidez das leis judias, eram totalmente errôneos. Também ao utilizar um novo termo – o “Pai” – para descrever o Criador – o Impulso Criativo – por trás e dentro da existência, esclarecia que havia trazido um ensinamento completamente novo, oposto à crença estabelecida em um “Deus” que rejeitava certas pessoas e que enviava para elas merecidos desastres como castigo.

Quero que você compreenda plenamente que em nenhuma parte do Novo Testamento foi dito claramente que eu estava trazendo uma instrução completamente oposta aos ensinamentos do Antigo Testamento. Portanto, não se pode confiar, aceitar ou crer no Novo Testamento como uma verdadeira narração de minha vida e ensinamentos.

Um relato verdadeiro e preciso de minha personalidade, minha natureza iluminada, minhas atitudes emocionais e meus ensinamentos em si, teriam amplamente esclarecido que as antigas formas de religião judaica e meus ensinamentos iluminados eram completamente opostos em todos os aspectos.

A religião judaica possuía conceitos extremamente materialistas. Entretanto, existem escritos por meio dos quais os Judeus espiritualmente iluminados alcançaram, e continuam alcançando, uma percepção mística de nossa FONTE do SER.

Estes, em vista de seu estado mental transcendente, devem ser profundamente honrados e respeitados.

Mas, quando os escritos dos profetas atingiram o homem e a mulher comum, transmitiram uma mensagem diferente, controladora, que era puramente humana e falsa. Nenhum controle do “bem” ou do “mal” é exercido por um “Deus que está acima”. Se fosse assim, o mundo não estaria em um estado tão espantoso de transtorno e miséria.

Eu trouxe um novo ensinamento, destinado exclusivamente a tornar as pessoas conscientes da universalidade e do amor – a natureza inerente e transcendente – d’ “AQUELE” – QUE TROUXE TODA A CRIAÇÃO PARA A MANIFESTAÇÃO VISÍVEL.

As Cartas de Cristo – Parte 17

Carta 1 – Parte 17 – PADRÕES EMOCIONAIS

(clique para ler no site do STUM)

Os padrões emocionais podem ser tão prejudiciais ao seu bem-estar como um todo quanto o seu esquema mental. Seu esquema mental, juntamente com seus padrões emocionais, são suas ferramentas criativas. Estes dois juntos criam o necessário esboço para as futuras posses, acontecimentos e circunstâncias. Estas FERRAMENTAS CRIATIVAS trabalham em sua vida, quer você tenha a intenção ou não.

É muito mais difícil descobrir as suas atitudes emocionais profundamente arraigadas, conscientes ou subconscientes, do que reconhecer o seu condicionamento mental. As pessoas podem estar submetidas a padrões emocionais negativos e serem completamente inconscientes disso, uma vez que estes esquemas são encobertos momento a momento pelas emoções decorrentes da rotina diária.

Para descobrir quais são os seus reais padrões mentais, faça a você mesmo as perguntas das linhas a seguir e seja totalmente honesto. Tentar esconder a verdade sobre seus padrões emocionais é apenas enganar a si e se privar de alcançar o estado de existência feliz para o qual está destinado. Como você realmente se sente em relação à VIDA? Quero que você escreva para si mesmo uma calorosa e compassiva carta, dizendo exatamente como você se sente ao responder as perguntas seguintes.

Você está feliz em estar vivo ou preferiria poder deixar de viver? Se a sua verdadeira resposta é a segunda, então você tem uma atitude negativa em relação à vida e há uma guerra contra si mesmo em um nível profundo. Você sabe, conscientemente, que tem que continuar a sua vida cotidiana, mas em seu nível mais profundo você gostaria de deixá-la. A guerra interior o impede de atrair tudo o que você poderia estar experienciando com um padrão emocional positivo.

Como você realmente se sente em relação aos seus parentes? Há alguma hostilidade oculta que você não quer admitir ou que você não sabia existir? Como você se sente a respeito do seu emprego, colegas, entretenimento, outras raças, etc.?

Anote todas as descobertas a respeito de você mesmo e guarde-as em um lugar seguro. Este trabalho que você faz é para você mesmo – apenas para o seu próprio benefício. Você não faz isso para ser uma pessoa melhor, ou para agradar a “Deus”, ou para ganhar a aprovação das outras pessoas. Você faz este trabalho para remover os bloqueios internos existentes, que impedem o seu desenvolvimento espiritual e a felicidade definitiva.

Se você decidir mudar a sua vida lendo estas Cartas diariamente, encorajo você a datar e guardar em lugar seguro a carta que escreveu. Releia-a depois de um ano e alegre-se com as grandes mudanças que terão ocorrido em seu esquema mental. Você perceberá também que terão se produzido mudanças nas circunstâncias de sua vida.

Lembre-se de que a oração e a meditação focadas inteiramente no seu Criador trarão a você novas forças e iluminação, as quais mudarão seus sentimentos e seu ambiente. Quando estiver rezando, nunca ponha o foco nos seus problemas – sempre peça pela solução correta. Deixe que o Criador traga até você a solução certa, que a sua mente humana é incapaz de elaborar.

Por exemplo, nunca diga ao “Pai” Criador o quanto você está doente. Concentre-se no Poder que você está recebendo imediatamente em sua condição (mesmo que a sua consciência esteja muito densamente humana para senti-lo), agradeça pelo rápido restabelecimento e acredite nisso.

Quando você “agradece”, está aceitando, reconhecendo, acreditando e impregnando em sua própria consciência a percepção de que a sua prece agora descansa com o “Pai Consciência Amorosa” e está sendo “processada” para a visível manifestação no devido tempo e na hora certa. Quando estive na Palestina, agradecia constantemente por todo o trabalho antes de realizá-lo.

Nunca reze e logo saia do aposento dizendo às pessoas como você se sente mal, ou como está terrível a situação pessoal ou nacional. Se você já pediu ao Pai Criador para resolver os seus problemas financeiros ou de saúde, não seria um insulto a Ele continuar levantando condições negativas passadas? Você desfaz imediatamente o trabalho em que o Pai Criador está engajado.

Se na sua mente, depois da prece, as condições antigas ainda não se tornarem condições negativas do passado, então volte a fazer a oração até que você possa descartá-las da sua mente e possa realmente acreditar que tudo está sendo solucionado de forma Divina – naquele mesmo instante. Retorne uma e outra vez a agradecer pelos benefícios que você está pedindo. Eles seguramente se materializarão.