O Feminino é Belo, por uma Pombogira

O ideal feminino mudou, e continua mudando, durante os anos. Vide os quadros pintados na Renascença, Idade Média, as idolatradas Pinups dos anos 50, as magrelas dos anos 70, as gostosas dos 90 lideradas pela lindona Gisele Bündchen, e agora as marombadas/siliconadas dos anos 2000.

Mas, uma coisa é comum a todas as épocas a partir do momento em que a mídia tornou-se algo acessível (revistas, jornais, TV) – o ideal de beleza feminina passou a ser IMPOSTO a todas nós, dia e noite, noite e dia.

mulher

Lembro-me de ser chamada de Olívia Palito na escola. Sinceramente eu não gostava muito, mas não fiquei neurótica por conta disso. Muito provavelmente por conta da minha personalidade, nunca fui de dar muito crédito à opinião alheia – eu literalmente sou do tipo “to nem aí”. Ainda assim, o “fantasma” da magreza esquelética – eu cheguei a pesar 42 quilos, tendo 1,72 metro de altura – me perseguiu até a idade adulta. Mesmo tendo chegado aos saudáveis 63 Kg, já com bem mais de 30 anos de idade, eu continuei me vendo no espelho como MUITO magra. Daí comecei a perceber que as calças que sempre me serviram, não serviam mais, e então eu percebi que a minha visão de mim estava distorcida – eu já não era tão magra assim, mas os longos anos de assédio na escola continuavam na minha cabeça, me proibindo de me ver como eu era de verdade.

Foi trabalhoso tirar da cabeça que eu não era mais a Olívia Palito. Todo dia, a todo momento, repetindo para mim mesma que eu estava bem, saudável, bonita. Todo dia me olhando no espelho e tentando separar a ideia que eu fazia de mim daquilo que eu realmente era, daquilo que as pessoas viam e, geralmente, elogiavam em mim.

Agora, e principalmente por ter me tornado mãe, estou tentando reaprender a história de receber e fazer elogios. Até hoje, não sou boa em receber elogios, me sinto muito mal e muito sem graça… é um horror. Fazer um elogio sempre foi mais fácil… mas eu ainda sou sincera demais, crítica demais, chata demais comigo mesma para sair por aí elogiando aos 4 ventos.

Mas, porque este post?

Bom, se a diferença foi dura comigo, que era magrela, fico imaginando o que ela fez com as “gordinhas”. Tremo só de pensar… e me compadeço da falta de autoestima disseminada pela mídia como verdadeira epidemia mundial.

Tem também o fato de que minha filha, de 6 anos, desde que entrou na escola há um ano já sofre com os estereótipos sociais. Ela já sofre o tal chamado “bullying” (nome chique para um comportamento de merda) porque (a) “O seu estojo é feio porque não é igual ao de todo mundo”, sim eu comprei um estojo todo organizadinho, lindo, Faber Castell, rosa e cheio de borboletas para ela; as amiguinhas colocaram na cabecinha dela que o estojo era feio; depois de muito ouvi-la reclamar, e chorar, este ano comprei outro estojo, “igual” ao de todas elas. (b) “Você é feia porque não usa maquiagem nem gel no cabelo”, exato… e eu tive que explicar para minha filha que ela é bonita demais para precisar de maquiagem aos 5-6 anos de idade e que o cabelo dela é tão liso e brilhante que ela simplesmente não precisa de gel para mantê-lo disciplinado (essa briga, pelo menos, eu ganhei!). (c) “Você não faz parte do nosso grupo porque você vem de bermuda e não de shorts”, isso porque minha filha tem coxas grossas e em dias de calor, se ela usar shorts curtos, ela volta para casa toda se coçando, com assaduras, enquanto as amiguinhas são magrinhas, bem fininhas, e as perninhas nem roçam uma na outra. E por aí vai…

Então, minha gente, o propósito deste post é falar sobre autoestima feminina; é para todas as mulheres, moças e meninas que se acham feias, gordas, magras, brancas demais, negras demais, louras demais, ruivas demais, altas demais, baixas demais, etc, etc, etc.

Com a palavra, Senhora Rosa, Rainha da Encruzilhada:

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“Esse modelo, de abdomens negativos, seios inflados e duros, quadris redondos e de pele hiper lisa. Essa hegemonia de cabelos lisos, longos, claros e sem volume. Essa busca incessante pela aparência jovem, magra, alta e esguia, quase élfica. Todo esse modelo é, em si, uma falsidade. Uma falsidade disseminada pelos propagandistas, pelas mentiras do comércio a qualquer custo, pelo engano que a falta de conhecimento traz.

A mulher, em primeira instância, é a catalisadora do mistério do movimento ondulante. As curvas sinuosas fazem parte da natureza feminina, e é por isso que tende-se a achar que toda forma curva é bela, sensual, feminina. Sendo assim, a sábia mãe natureza dotou o corpo feminino com muito mais gordura que o masculino. Nossa capacidade de gerar a vida, alimentá-la, mantê-la e doá-la ao mundo é única, e nisto também a natureza foi, e é, sábia.

A gordura protege e aquece nosso corpo, nos faz recipientes perfeitos para que a vida possa crescer e desenvolver-se dentro de nós. Nossos seios incham e esvaziam-se, também ao sabor dos hormônios que, em nós, são regulados pelas energias dispensadas pelas fases lunares. Infelizmente hoje, esses mesmos hormônios estão há muito sendo esquecidos e adormecidos, tratados como maléficos para a maioria da população feminina e substituídos por químicos poluidores do corpo e da mente.

Mal sabem estas moças que a razão do sexto-sentido feminino reside nesta nossa ligação com a energia lunar, a energia do sentimento, a energia que “infla” as águas no planeta… as águas Geradoras Divinas que são mães de todos nós, homens e mulheres.

Que belo foi o tempo em que o feminino era celebrado como Divino, belo e inatacável em suas virtudes…

A vocês, moças, deixo meu apelo: não se deixem enganar. A natureza é feita de diversidade. Toda a espécie que se torna uniforme, indistinta, sem diferenças, acaba por fenecer, porque a Vida tem como base a Criatividade e para criar o Grande Artista Divino não pode ser tolhido por regras que delimitem sua Criação.

Não se delimitem. Vocês são belas e perfeitas como as rosas. Olhem as rosas num jardim – nenhuma é igual à outra. Umas maiores, outras menores, umas com mais pétalas, outras com menos, umas mais vermelhas, outras menos, umas brancas, outras rosadas. Parecidas, sim, mas todas diferentes. Cada uma com qualidades e defeitos próprios mas, ainda assim, formam um lindo jardim.

Resgatem o amor próprio, olhem-se no espelho e elogiem-se. O modelo que tentam vender a vocês não existe – foi criado pelo mercado, pelos computadores, pelos cirurgiões, pelos remédios…

Vocês são a luz do mundo, o Santo Graal está em vocês. Não permitam serem roubadas de sua beleza, de seu poder, sem lutar. Juntem-se, elogiem-se, criem suas filhas para gostarem de si como seres únicos, dotados dos dois maiores dons do Universo – amar incondicionalmente e gerar vida. Nada se faz no Universo sem Amor e Criatividade e nós, mulheres, somos as dispensadoras naturais desses dois mistérios primordiais!

Sejam guerreiras. Nós, as guardiãs da noite de todas as linhas de todos os Tronos Divinos, estamos com vocês!”

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Saravá Pombogira! Pombogira é Mojubá! Salve as forças femininas!

Onde você deposita a sua fé?

O post de hoje é longo. É longo e é uma mistura de fragmentos de informação que me foram passados durante os últimos 10 dias, mais ou menos.

Primeiro, eu quero deixar bem claro que eu não sou conspiracionista. Ou seja, eu não sou do tipo que vê conspiração e um propósito escuso em tudo que ocorre no mundo.

Mas, por outro lado, eu sou uma pessoa crítica, inteligente (a meu ver), que já leu muito, já viajou muito, e já viu muita coisa por aí – tanto do lado de cá, quanto do lado de lá.

Ainda assim, acima de tudo que eu vou expor aqui, há uma coisa mais importante e mais viva que tudo: Deus e minha fé Nele.

Dito isso, sentem-se e enjoy the ride!

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No final da semana passada me deparei com o link do filme ÁGORA, produção holywoodiana que conta com Rachel Weisz no papel principal interpretando Hipátia, a famosa filósofa e matemática grega que defendeu bravamente a grande biblioteca de Alexandria.

O filme, romanceado, conta os bastidores da vida de Hipátia, de seu servo Davus, e de Orestes, um de seus discípulos. Ambos apaixonam-se por Hipátia durante a emergente horda de cristãos que causam todo o tipo de discórdia e matança na antiga Alexandria, já dominada pelo grande império Romano.

Eu sugiro que assistam ao filme legendado aqui – são 2 horas de bom entretenimento, no mínimo. Mas, antes de assisti-lo, vamos a algumas ponderações.

Ontem à noite tive o prazer de assistir a esta entrevista com David Icke. Por mais que muito do que ele diga seja pautado numa visão mais, digamos, “materialista” de mundo; e levando em consideração que os ingleses e americanos não possuem, em nenhum nível, esta convivência que nós brasileiros temos com a espiritualidade, e por isso dão nomes dos mais esdrúxulos a simples situações de obsessão (seja ela espiritual, vibracional, energética, material, ou todas juntas), ele apresenta fatos e dados importantíssimos e muito relevantes para todos aqueles que sonham com um mundo mais igualitário, humano e decente.

Comentemos cada uma das 7 partes da entrevista (cada uma delas com cerca de 15 minutos de duração).

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Parte 1 – Tudo é energia, tudo vibra.

David explica, nas palavras dele, que nossa vida dita “material” não passa de um holograma fictício, um mundo baseado no espectro de luz visível que nosso cérebro físico consegue decodificar.

Em outras palavras, a verdadeira vida não é esta aqui. Nós ESTAMOS físicos, nesta densidade, experienciando um corpo, uma vida neste planeta. Mas nós somos LUZ, energia, centelhas criativas emanadas diretamente da Fonte, de Deus. Quando assistirem, traduzam as palavras de David para a realidade espiritual, e vejam como tudo se encaixa. Vejam como todos nós falamos da mesma língua, utilizando termos diferentes.

Sugiro a leitura do Livro das Energias e da Criação, de Rubens Saraceni, para complementar o estudo.

Parte 2 – O lado negro da força

Nesta segunda parte, David faz alusão aos Arcontes, nome dado aos senhores do “submundo” pelos antigos gnósticos, neste caso nomeadamente encontrados em escritos que foram salvos da Grande Biblioteca de Alexandria, quando de sua distruição e do assassinato de Hipátia (por isso o link do filme no início do post). Os Arcontes, segundo os gnósticos, são seres não-humanos (David e muitos conspiracionistas os chamam de reptilianos) que vivem e se alimentam de nossas energias de medo, stress, mágoas, rancor, raiva, etc., ou seja, alimentam-se de energias negativas.

Traduzindo em miúdos, as grandes hierarquias do submundo astral, muito bem estruturadas e devotadas 24 horas por dia a não permitir que nem uma alma sequer neste mundo evolua e lembre-se de sua herança divina. E sim, eles alimentam-se de nossas energias negativas, de nossos medos, de nossas mágoas e rancores. E mais que isso, utilizam-se delas para criar os mais variados tipos de situações (David chama-as de holografias) para que nós não tenhamos tempo de nos preocupar com o que realmente importa: nossa essência, nossas almas, nossa vida real – a vida do espírito.

Aqui eu sugiro a leitura do livro A Marca da Besta, livro 3 da Trilogia das Sombras, de Robson Pinheiro. Atentem para o fato de que os hierarcas destas hordas de espíritos negativos se auto-intitulam “Dragões” que, sendo bem simplista, nada mais são do que répteis com asas…

Parte 3 – Devemos SABER e não PENSAR

Já é sabido em muitos ramos espiritualistas, cito principalmente o Budismo, que o coração é o verdadeiro motor do nosso corpo. O coração SABE, enquanto nossa mente meramente decodifica informações. No entanto, belíssima a explicação de David sobre como, a partir de um certo momento na história da humanidade, nós deixamos de SABER e passamos e PENSAR. O ser humano deixou de concentrar sua energia no chackra coronário e passou então a concentrar tudo no chackra esplênico, o processador das emoções no corpo. A partir daí, nós não sabemos mais, nós perdemos a conexão com o divino, com nossa centelha, com nossa essência que SABE tudo, vê tudo, compreende tudo, e passamos a processar informações puramente emocionais através de nosso cérebro físico, uma máquina falha que só consegue lidar com situações pré-existentes e que por isso entra num círculo vicioso de reações repetitivas e auto-destrutivas. David compara esse círculo vicioso a computadores e seus programas – fomos, até certo ponto, PROGRAMADOS desde a mais tenra idade a deixar de lado o coração que SABE, nossa essência, e nos vincular à mente, àquilo que nossa percepção de realidade física (que é diminuta se comparada à realidade espiritual) consegue processar.

Se quiser saber mais sobre o assunto, veja o filme Thrive no YouTube.

Parte 4 – Criam-se problemas, reações e soluções

David então nos diz mais. Ele nos apresenta aquilo que a mídia comercial não quer que ninguém saiba. Atentem para a história que ele cita de Muammar al-Gaddafi. O “ditador terrível” que foi morto pelas forças das Nações Unidas porque estava “matando seu próprio povo”. Depois procurem pela internet a versão real dos fatos e verifiquem a entrevista dada por John Perkins, que se intitula um economic-hitman (um matador de aluguel de economias).

A história da humanidade é permeada de episódios do gênero – uns poucos dominando civilizações inteiras. Sim, esse tipo de gente existe. Mas, embora eles se achem todo-poderosos e senhores da situação, movendo-nos como peões em um tabuleiro de partida já ganha, a verdade é que eles são somente a ponta do iceberg. Ligados a estas pessoas, estão hierarquias e mais hierarquias de seres trevosos incansáveis e inteligentíssimos que banqueteiam-se a cada assassinato perpetrado, a cada mentira contada, a cada roubo, a cada criança que chora sem assistência. São eles os grandes vilões da história. Por isso é importante que cada um de nós se dê conta de sua herança divina pois, como explica David sobre os “hologramas”, nós todos somos parte de um enredo maior. O todo reflete as partes, e as partes refletem o todo. Se nós estamos em conflito individualmente, nosso mundo continuará em conflito. Se nós temos medo individualmente, nosso mundo continuará vivendo no medo. O que está no micro, repete-se no macro, já dizia Hermes Trimegisto.

Parte 6 – O início da solução

Acompanhe o raciocínio do David quando ele explica que não se pode continuar na zona de conflito. Compreenda que é preciso mover nossa percepção de realidade mudando nosso ponto de atenção desde o cackra esplênico de volta ao coronário. O que corresponde dizer: ao invés de REAGIR às emoções, vamos AGIR com sentimento, porque o coração SABE. É no coração que mora nossa centelha divina, nosso corpo átmico, nossa chama trina, aquela inquebrantável e indissolúvel morada do Criador em cada um de nós.

Depois, jogue fora todas as suas crenças baseadas num Deus punitivo e exterior a você – verifique que foi esse sistema de crenças que causou as maiores atrocidades já perpetradas pelos seres humanos neste planeta, e continua sendo assim até hoje. Deus, a Fonte, não é nada disso. Ele é energia em constante criação e movimento. E ele é VOCÊ. Lembre-se que o todo mora nas partes que o compõem. Se a Fonte é tudo, então cada um de nós somos a Fonte. Nós somos as Criadores em estado de dormência, iludidos, medrosos, achando que esta realidade material é tudo o que existe. Mas não é!

De novo, percebam como agem os chamados Parabolanos no filme Ágora. Percebam o terror, a dominação, a crueldade – isso pode realmente provir de um Deus onisciente? De uma Fonte de amor inesgotável?

Aqui eu sugiro a leitura dos livros O Guardião da Meia-noite, de Rubens Saraceni; Paraíso sem Adão, de J.W. Rochester; e (porque não?) Isabel, por Amor e Lágrimas, de minha autoria.

Parte 7 – O porvir

Ouça com atenção quando David diz “livre-se de seu sistema de crenças”. A sua crença não é você. A sua profissão não é você. A sua religião não é você. A vida que você leva não é você. Você é consciência suprema, luz, energia condensada na forma física, tendo uma experiência material. A sua crença, a sua profissão, a sua vida, a sua religião, são a experiência que o seu verdadeiro Ser está vivenciando. Com que intenção? A intenção é uma só: aprender, evoluir, voltar a SABER. Mas como evoluir se você tolhe as suas opções ao dizer “isso não”, “isso pode”, “isso sim”, “isso não pode”? Pare e faça como David sugere: escolha uma folha de papel em branco e ali deposite tudo aquilo que você SENTE ser real. Converse, leia, conheça, investigue. Verifique antes de dizer: “não pode ser, isso não é real”. E preste atenção quando David salienta que “esta força, este poder que nos manipula é tão somente o nosso poder do qual nós abrimos mão”. Quando você quiser de volta as rédeas da sua vida, quiser realmente ser responsável por aquilo que você vive, pensa, fala e age, neste momento, o poder estará de volta nas suas mãos.

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E, por fim, eu deixo aqui duas reflexões que eu gosto muito:

Não existe fé sem estudo, sem conhecimento. Fé sem conhecimento é vazio. Na primeira pedra do caminho, ela se quebra em mil pedaços.

Por Vó Benedita de Aruanda

A dúdiva é algo bom, é importante. Mas quando a dúvida suplanta a sua fé, ela te paraliza. E isso é ruim, porque uma das leis da Vida é a evolução constante. Então, duvide, mas mantenha sua fé acima de suas dúvidas, ou você ficará parado no meio do caminho.

Por Seo Tranca-ruas das Almas.

E lembre-se: Fé é um SENTIMENTO, um Sentido da Vida, e portanto ela mora no seu coração. Religião não é fé, religião é simplesmente o veículo com o qual você escolhe exteriorizar a sua fé. Cuidado com as escolhas que você anda fazendo… 😉

Nós nascemos para prosperar!

Em Outubro de 2011 meu irmão me enviou um link para o site do movimento norte-americano chamado Thrive (prosperar, florescer, crescer, desenvolver-se, ser bem sucedido). Este movimento é encabeçado por Foster Gamble, herdeiro da Procter & Gamble, que desde criança mostrou inclinações diversas daquelas ansiadas por sua família.

O movimento foi lançado oficialmente em Dezembro último, com a veiculação mundial do filme homônimo, inicialmente subtitulado em alguns poucos idiomas. O filme poderia ser transmitido por um valor de US$5,00 (cinco dólares americanos) na época, ou poderia-se comprar o DVD por cerca de 15 dólares.

Hoje o filme encontra-se facilmente no YouTube, na íntegra. E esta semana recebi o link do filme subtitulado em Português. Mas, afinal de contas porque eu estou fazendo propaganda gratuita de um documentário?

Vamos aos fatos:

Foster nasceu nos Estados Unidos e, por volta dos 12 anos de idade, enquanto observava o Sol brilhando através da janela de seu ônibus escolar, teve a nítica impressão de visualizar um campo eletromagnético ao redor do astro-rei.

Desde então aquela visão norteou sua vida e ele conseguia identificar a mesma formação ao redor de múltiplas estruturas, pessoas, plantas, frutas, etc.

Ele promoveu estudos, simpósios, e verificou que aquela era a base para uma energia limpa, inesgotável e gratuita. Energia esta que poderia mudar completamente a face do nosso planeta.

Mas foi então que ele verificou que inúmeras pessoas, antes dele, já haviam descoberto a mesma coisa. No entanto, foram sistemanticamente caladas, levadas à ruína, e algumas vezes até à morte…

Foster então dedicou 10 anos de sua vida montando todo o material do site, que foi condensado neste filme documentário. São duas horas de fatos horripilantes, e eu devo dizer que chorei várias vezes. O site tem muito mais informação, mas está todo em inglês.

As informações são chocantes, e tão absurdas que a gente chega a duvidar. Mas, se você é curioso como eu, verifique o que há na internet sobre as famílias Rotschild, Rockfeller, Morgan; verifique a FEMA, órgão norte-americano que se destina à “proteção” da população em tempos de crise; verifique expoentes da ciência, como Nicola Tesla; depois procure por informações sobre geradores e motores de energia eletro-magnética; depois busque informações sobre o que há de absurdo nas vacinas que nós damos aos nossos filhos; e depois verifique que existem milhares de estudos sobre curas de câncer, todas elas paradas, sem subsídio nenhum, porque não dá lucro para nenhuma empresa de medicamentos a cura efetiva de NENHUMA doença… quanto mais de algo deste tipo; e se não estiver satisfeito, verifique os efeitos nocivos do flúor na água que bebemos todos os dias e se pergunte porque somente os Estados Unidos, Canadá e o Brasil ainda continuam nos assassinando sileciosamente enquanto dizem tratar de nossos dentes (sim, todos os demais países já erradicaram o flúor dos componentes que podem ser colocados na água potável). E quando você cansar de ler e ver a quantidade absurda de informações que corroboram todo o documentário de Foster, faça como eu – fique puto! E divulgue a informação para o maior número de pessoas possível.

É possível viver mais e melhor. É possível trabalhar menos, gastar menos, comer melhor, ser mais saudável. É possível viver bem e em abundância sem termos que esgotar nossos recursos naturais, ou ferir animais e plantas no processo. Basta querer!

E como diz Foster em seu documentário – Nós nascemos para PROSPERAR!

Namastê!

Infantilidade blogueira…

Eu leio de tudo um pouco. Gosto de ler, gosto de confrontar minhas próprias crenças, minhas “verdades”.

Por isso visito alguns sites e blogs regularmente. Muitos deles publicam posts e matérias dos quais discordo, mas mesmo assim, acho importante ler, investigar, entender. Enfim, exercitar a mente e a liberdade de expressão.

Mas existem coisas recorrentes sendo discutidas ultimamente – ou talvez sempre tenham sido discutidas e eu que nunca percebi – que me fazem realmente perceber o quanto o ser humano é ilógico. A maioria de nós simplesmente embarca e vai com o restante da “boiada”. Está na moda, é o que basta.

As discussões infindáveis sobre OVNIS, seres extraterrestres, tecnologia ET, etc., me deixam de cabelo em pé. Para que essas pessoas querem que os “governos do mundo” liberem a “verdade” sobre esses avistamentos, contatos, etc.?

Minha gente, percebam – mais de 90% da população terrestre não tem condições, ou não acredita, que são espíritos encarnados. Para eles, morreu, acabou. A maioria esmagadora da população mundial crê em Deus e o Diabo, no Céu e no Inferno, se acha eximida de quaisquer responsabilidades sobre suas próprias vidas. São o que chamamos “crianças espirituais”, vivem sob o véu de maya, na ilusão da materialidade. E gostam disso.

Depois, grande parte deste percentual não tem o que comer, onde dormir, não sabem ler, não tem acesso à Internet, TV, rádio… Entendem a disparidade? Entendem a futilidade total e descabida dessas discussões estéreis?

Nós não deveríamos nos preocupar em discutir, e resolver, o problema da fome no NOSSO mundo? Nós não deveríamos nos preocupar com as milhares de crianças abandonadas, sem-teto, sem pão, sem carinho, no NOSSO mundo?

Que me importa se há outros orbes habitados no Universo, se nós não conseguimos conviver pacificamente entre nós mesmos? Se nós, habitantes da Terra, não conseguimos “falar a mesma língua”, se eu não respeito e cuido do meu irmão terrestre, que dirá de alguém que venha de fora?

Se nós temos preconceito pela cor da pele, sexo, religião, crença, enfim, se nós não conseguimos aceitar as nossas próprias diferenças, imaginem se uma diversidade de mundos e seres se revelasse a nós?

De nada adianta almejar a pós-graduação se você nem cumpriu o ensino fundamental ainda.

Vamos aprender a ser “humanos” antes de querermos ser cidadãos do Universo. Vamos aprender a nos respeitar e a cuidar de nosso planeta com responsabilidade e civilidade. Vamos nos ocupar com a limpeza da nossa atmosfera, com a produção de energia limpa e renovável, com a educação espiritual de nossa população, com a erradicação da fome, do medo e da ignorância.

Nós só almejamos ao espaço, ao oculto, porque aquilo que está de fronte aos nossos olhos é ruim, nos causa sofrimento. Pois se está ruim, devemos resolver – fomos nós mesmos que criamos isso tudo. E agora queremos que alguém venha de fora e limpe a nossa “sujeira”?! Somos 7 bilhões de sonâmbulos… vamos acordar!

Neste dia, tenho certeza, faremos parte da comunidade universal. Por enquanto, somos como um vírus – nós nos multiplicamos e crescemos, e vamos destruindo tudo à nossa volta no processo… Sad, but true.

Nossos irmãos, os animais

A literatura sobre o desenvolvimento da alma a partir da centelha divina é escassa e, muitas vezes, difícil de entender. Mesmo assim, encontramos, principalmente nos livros Espíritas, muitas elucidações sobre o assunto.

Eu gosto principalmente da teoria que mostra como uma centelha, a partir de sua criação totalmente ignorante, vai angariando consciência, conhecimento e forma através de eras incontáveis de existência. Me parece magnífica tamanha capacidade criativa e evolutiva, e esta é a teoria que cala mais fundo em meu coração.

Detalhes, existem muitos – desde aqueles que explicam como as abelhas, formigas e outras colônias formam um organismo único, de consciência coletiva, até o fato de que os animais em estado “doméstico” estão a um pulo de tornar-se almas conscientes, em estado inicial de evolução na forma humana.

E é sobre estes animais que ontem tive o prazer de ouvir nova lição. Deixo com vocês as palavras que ouvi e que, devo admitir, me trouxeram às lágrimas… não só pela beleza da explicação, mas principalmente pela carga de responsabilidade que nós, seus irmãos maiores, carregamos nos ombros sem muita consciência.

Estas almas que hoje habitam os corpos de gatos, cachorros, cavalos, coelhos, e de tantos outros animais ditos “domésticos” têm importante papel na vida humana, assim como vocês, humanos, desempenham um papel imprescindível na escala evolutiva deles.

Um animal “selvagem” vive num ambiente que pode-se definir como inóspito. Ali ele deve estar sempre alerta, porque sua vida depende do matar ou morrer. Torna-se quase impossível a um animal em tal etapa evolutiva, alterar sua essência anímica de forma a atingir estágios mais altos de evolução, sobretudo para aqueles que alimentam-se única e exclusivamente de carne.

Estes animais são regidos pelo sentir, pela vontade sem freios. O único freio que conhecem é o medo, ou seja, sua vida é toda pautada em instintos e emoções. No entanto, conforme modificam seus estados emocionais, a consciência anímica ancorada no chacra básico deve “subir” até o chacra cardíaco, e ali permanecer até que desenvolvam-se sentimentos que tomem o lugar da maioria de suas emoções instintivas.

Estes são seus irmãos domesticados. Num ambiente de paz e amor, o animal doméstico aprende, pelo exemplo energético dos humanos que o rodeiam, a domar seus instintos, a sentir gratidão, carinho, amor. Quantos não são os exemplos de cães, gatos ou cavalos, para citar alguns, que se deprimem e até mesmo deixam-se morrer ao perder um dono a quem devotam extrema lealdade?

Além disso, ao irem transmutando sua energia dentro de lares amorosos, ali tembém absorvem energias doentias de seus donos, muitas vezes evitando doenças ou até mesmo curando-as. Nessas ocasiões, sua energia, ainda extremamente ancorada na kundalini, consegue transmutar as energias mais densas do ambiente, proporcionando a seus donos agradável sensação de bem-estar e alegria.

Portanto, cuidado redobrado devem ter aqueles dentre vós a quem foram confiadas almas nesse estágio delicado da evolução. Lembrem-se que é através do seu amor, da sua energia de carinho, do seu equilíbrio emocional, que seu irmão doméstico conseguirá ancorar a consciência no chacra cardíaco e, dali, tomar posse de si mesmo através de lampejos de individualidade quando o chacra coronário iluminar-se com os primeiros lampejos de inteligência hominal.

Um animal tratado com carinho, vivendo num ambiente equilibrado e amoroso, terá encurtado, em muito, seu caminho evolutivo. Além disso, uma alma que desperta com gratidão, lealdade e amor no coração, sempre se lembrará daqueles que a auxiliaram a despertar nesse estado, não é?

Cuidado, então, com o descaso com a vida desses irmãozinhos. Pensem bem antes de colocar sob sua tutela uma alma neste estágio tão delicado. Não as abandonem ou maltratem, pois isso pode causar-lhes tamanha dor a ponto de retrocederem a formas mais instintivas de vida, além de causarem a vós próprios muitas dores morais no futuro.

Para eles, vós sois deuses. Portanto, sejam divinos em seu comportamento com esses irmãos.

Recordar é viver… eu ontem quis ser diferente

Ontem eu fui apresentada ao blog do DiVasca. E há alguns meses já, eu sigo a Ila Fox diariamente. São pessoas que fazem, do seu talento, seu sustento. E eu os admiro.

Sou arquiteta formada. Estudei 6 longos anos pagos com meu próprio trabalho. Foram anos difíceis, de muito estudo, muita ralação. Escolhi a arquitetura porque sempre desenhei muito bem, adorava criar.

Apaixonei-me pelo curso logo na primeira aula – História da Arquitetura Contemporânea, ministrada pelo Prof. José Roberto Cannizza. Nunca esqueci aquela aula, e foi ali que me decidi definitivamente pelo curso. Desenhando, projetando, eu nunca vi o tempo passar. Eu sempre me lembro da célebre frase “escolha algo que você gosta de fazer, e você não terá de trabalhar um único dia de sua vida”. Para mim, desenhar, era isso. Era o meu lazer, que eu sonhava tornar minha profissão.

Infelizmente, na época, a Internet estava engatinhando. Ter um site era coisa de doido. Blogs não existiam, e conta de email tinha uns 150 Kb de armazenamento.

Meu trabalho de graduação foi a adequação do Shopping Center Vale à nova Lei de Acessibilidade, que definia os mínimos requerimentos para o acesso de deficientes físicos às instalações comerciais, públicas, etc.

A administração do shopping, na época, nem quis me receber. Dois anos depois de formada, o shopping todo estava adequado à nova lei – tudo que eu havia definido no meu Trabalho de Conclusão de Curso foi instalado no shopping. Por exemplo, eu projetei um elevador, quadrado e com painéis de vidro, num certo local. Eles fizeram o elevador exetamente naquele local, só que redondo, sem vidros. Usaram o projeto, nunca me pagaram, nem me avisaram. Meu trabalho está lá, na biblioteca da faculdade, para comprovar o fato. Mas direito autoral no Brasil é piada, e a ética tirou férias faz tempo e não tem planos de voltar ao país.

Ainda estudante, em meu penúltimo ano de curso, fiz um estudo de reforma e logomarca para uma sorveteria que ficava em frente ao Parque Santos Dumont, também em São José dos Campos. O estudo ficou tão bom que o cara usou o projeto, mudou um pouquinho a logomarca, e aplicou tudo, numa boa. O único problema é que ele nunca me pagou nem me deu a mínima. Com a reforma, ele acabou vendendo a sorveteria, que valorizou-se pela nova definição de cores, marca, etc. E eu nunca mais o vi… mas tive que engolir esse sapo e ver o meu projeto lá todas as vezes que passava em frente ao parque. E o que é pior: eu morava bem perto.

Eu era muito boa no que fazia, essa que é a verdade. Talvez se tivesse me formado há menos tempo até tivesse tido mais acesso, mais informação, mais condições de levar meu trabalho adiante. Mas da maneira como as coisas eram, foi impossível. Pagar contas, comer, vestir, eram imposições da vida às quais eu não podia me furtar. Acabei por enveredar pelo caminho das línguas, tradução, editoração e redação técnica.

Não me entendam mal, eu gosto do que faço. Do mesmo jeito que adorava desenhar, eu amo escrever. Mas não posso me furtar a um sentimento de nostalgia, e até de certa tristeza e frustração, quando me lembro da prancheta, do nanquim, dos lápis de cor, do giz pastel, da aquarela… até hoje me lembro do cheiro característico da borracha apagando os traços de grafite no papel. Ou das horas gastas desmontando as canetas nanquim e lavando pacientemente todo o mecanismo para que não secassem e deixassem de funcionar. Eu tinha um calo monstro no dedo… ossos do ofício… rs…

Mas o que eu queria deixar registrado aqui é que as pessoas, quando vêem uma logomarca, um projeto, um estudo de cores, a maioria tende a pensar que aquilo tudo saiu do nada. Como se o arquiteto, o ilustrador, ou o designer tivessem simplesmente agitado uma varinha e magicamente aquilo tudo apareceu exatamente como foi pedido, exatamente como elas queriam. Na verdade, quanto melhor o profissional, quanto mais antenado, mais capaz, mais criativo, melhor será o trabaho funal, e mais as pessoas terão a sensação errada de que aquilo tudo saiu sem esforço.

Mas não é assim. Por trás de um bom profissional de criação existem anos de estudo. Milhares de horas gastas lendo, olhando, estudando outros profissionais, tendências, materiais, processos, etc. A vida de um profissional de criação é quase tão doida quanto a de um médico – o estudo é constante, as mudanças de métodos e materiais também, a quantidade de grana e tempo gasta na atualização constante é enorme, enfim… tudo para que, quando alguém pague por seu trabalho, aquilo flua de maneira quase “mágica”.

Lembrem-se disso quando admirarem uma sala bem decorada, um quadro que te inspire, uma roupa de bom corte, um sapato lindo, um anel deslumbrante, ou mesmo a marca da bebida que você mais gosta. Tudo isso é fruto de muito estudo e dedicação, e não saiu de graça.

Hoje quero deixar aqui meu abraço especial a todos os profissionais de criação que ainda continuam mantendo-se com seu talento. Parabéns, vocês são verdadeiros guerreiros! 😉

A nova Lei Áurea

Princesa Isabel do Brasil, Biblioteca Nacional

Hoje é 13 de Maio… Dia da Abolição da Escravatura. Como será que a Princesa Isabel se sente hoje?

Em algum momento da história, a humanidade resolveu acreditar que a cor da pele valia mais que o caráter. Calmamente, tirou famílias inteiras de suas casas, suas localidades, seus países, seu continente. Separou-as – mães de filhos, maridos de esposas, irmãos de irmãos. E como pneus velhos, amontoou-os nos porões mal-cheirosos dos navios negreiros.

Ali, almas antes altivas, orgulhosas, burilaram sua raiva, seu medo, seu ego e orgulho. Sob o peso da fome, da doença, dos maus-tratos e da chibata, milhares de espíritos, agora encarnados em corpos com a belíssima cor do alabastro, deixaram de ser pessoas, e passaram a ser tratados como objetos.

Não tinham sentimentos, nem alma, segundo seus “donos”. Serviam, trabalhavam, e tornavam a servir. A maioria desencarnava em total desespero, passando a obsedar seus antigos algozes na carne. A magia negra proliferava nas senzalas, assim como o chicote cortava sua pele suada pelo trabalho intenso.

Feliz do negro, ou da negra, que era admitido para trabalhar na Casa Grande – pelo menos ficaria longe do sol e das caminhadas extenuantes. Triste da negra que nascesse bela – tornar-se-ia joguete sexual de seu senhor, com certeza.

Eu devo lhes dizer que, ainda hoje, não posso conceber tamanha barbaridade. Eu compreendo que, na onisciência divina, a escravidão foi o modo encontrado para “dobrar” o orgulho de infinitas almas devedoras da Lei. No entanto, me falta alcance para compreender como um ser humano pode olhar para outro e achar que, por conta de suas diferenças físicas, este ou aquele seja inferior.

Lembro-me de visitar, numa de minhas viagens ao Caribe, um antigo castelo transformado em museu. Lá, numa sala ampla, havia inúmeros desenhos de época, retratando a maneira correta de tratar-se os negros de então. Sobre as bancadas, em exposição, estavam os “instrumentos” utilizados para adestrar e acalmar e/ou prender aquelas pessoas. Eu chorei. Pedi licença e saí. Por mim, aquilo tudo poderia ser simplesmente destruído e enterrado. Para que lembrar-se de uma época tão bárbara?

Mais uma vez, não me espanto de que haja no mundo almas que precisam de um tratamento daquele para pagar suas dívidas com a Lei e a Justiça divinas. O que me espanta é que hajam (sim, no presente) pessoas, seres humanos, que se dispõem prazerosamente a tratar um outro indivíduo daquela maneira. Aí está a tristeza, a meu ver. Porque a sabedoria divina possui inúmeros mecanismos de cobrança para aqueles que se desquilibram, e ela não precisa que o ser humano transforme-se em algoz por isso. No entanto, foi nisso que nos transformamos.

Hoje, a escravidão acabou… pelo menos formalmente. Mas nós continuamos tratando outros seres vivos como se eles existissem simplesmente para nosso bel prazer. Já foi ã Orlando ver as baleias no Sea World? E ao zoológico, já foi? Visitou os acampamentos indígenas aqui, no Brasil, ou mesmo as reservas nos Estados Unidos? Sabe como são tratados os milhares de chineses que produzem seu iPOD, ou sua calça jeans?

É… a verdade é que escravos existem aos montes, infelizmente. São “necessários” para manter a economia girando. E, hoje em dia, não é a cor da pele que os define, mas sim sua classe social, ou sua incapacidade de defesa frente a uma humanidade que deveria acolher tudo e todos como parte da crição divina – da areia da praia à neve nas montanhas.

Nós somos parte desse mundo. Se nosso desenvolvimento “civilizado” depende da tristeza, da doença, do medo, da ignorância, da fome, do frio e da angústia de muitos, podemos nos julgar melhores que os escravocratas do século XIX?

Uma nova Lei Áurea se faz necessária – mas agora ela deve esclarecer e determinar que somos todos (homem, animal, vegetal, mineral) parte da criação divina e que devemos nos respeitar e nos cuidar como irmãos que somos.

Nesse dia haverá festa em Aruanda. E todos os brancos, negros, índios, naturais, elementais e demais seres da criação divina hão de viver melhor e mais felizes.

Adorê as almas! Salve os pais e mães pretos-velhos!

Eu deixo vocês hoje com o trecho da ópera Nabucco, de Giuseppe Verdi, intitulado Coro dos Escravos Hebreus. Enjoy!