O azar da ignorância ou… sexta-feira 13

Eu acredito que a moral cristã, como apregoada durante séculos, só fez mal à humanidade. Esta idéia de que Deus é um senhor de barbas brancas sentado num trono lá no céu, e que o Diabo é o mal personificado, tentador, cercado de almas pecadoras eternamente no inferno, é o que mata nossa vida.

Perceba que, se eu, você, se todos nós, tivéssemos sido bombardeados, desde pequenos, com as idéias de que:

– Deus é energia pura, e vive em tudo, inclusive dentro de nós;

– Deus é apenas um nome que damos a algo ininteligível dentro de nosso atual grau de consciência;

– Deus é totalmente imparcial, uma vez que é energia pura, positiva, amor, criatividade infinitas. Portanto, Ele não pune ninguém;

– Nós somos responsáveis por TUDO aquilo que nos acontece na vida. Nossos pensamentos, nossos atos, nossas crenças e nossas palavras moldam e definem o mundo em que vamos viver;

– O “mal”, portanto, não é nada mais do que a personificação da nossa própria ignorância e falta de amor universal.

Imagine como o mundo seria? Imagine que tudo aquilo que nós pensamos e vibramos vira, em última instância, uma realidade. E quando mais e mais pessoas acreditam nas mesmas coisas, mais rápido, e mais forte, esta realidade se “materializa”.

Então, nesta sexta-feira 13, eu queria pedir um exercício diferente a vocês – vamos passar o dia vibrando algo bom. Qualquer coisa que seja: carinho por seus pais e/ou filhos; amor a Deus; compaixão pelos fracos, pelos oprimidos, pelos ignorantes; esperança por um mundo melhor, mais justo, menos poluído; enfim, qualquer coisa. Alegria, que seja.

Vamos nos esquecer dessa coisa de azar, de que a cor de um animal inofensivo possa trazer algo de ruim a quem quer que seja. Vamos erradicar de vez os pensamentos ruins, as tendências funestas que rondam, sem cessar, a nossa mente, dia após dia, noite após noite.

Deus não castiga você. O Diabo só existe na sua cabeça. O Céu é um estado de espírito, assim como o Inferno. Jesus foi um espírito encarnado (com uma missão sublime) assim como eu, você, todos nós. A Evolução é Lei natural da Vida… então vamos trabalhar a nós mesmos no sentido de evoluir… amando, estudando, tendo fé, sendo justos, sendo leais, gerando coisas boas a todo momento.

Orai e vigiai…” já dizia nosso irmão maior.

Namastê!

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Mais sobre o assunto:

Gatos – filtros naturais de energia

Os que acompanham o blog sabem que minha gata Nube falaceu em Dezembro último, vítima de um problema renal que atingiu ambos os rins. Em menos de dois meses, ela precisou ser sacrificada. Foi uma tristeza.

Como todos os outros acontecimentos em minha vida, eu sempre busco a orientação do Alto. Mas, na época, a tristeza foi tão grande, que ficou difícil ouvir as mensagens que me chegavam. Sei que meus mentores e guias estavam comigo, me deram força e proteção, mas foi difícil mesmo assim. Aliás, ainda é.

Esta semana acordei de madrugada e chorei muito, lembrando da minha Nube. O peito doía. E assim foi que meu mentor achou por bem explicar-me alguns mecanismos da Vida. A explicação é muito interessante, e acho que cabe dividir com vocês. Não diminui a perda, a saudade, e tudo mais… mas ajuda a compreender e racionalizar.

Os gatos, assim como todos os outros seres na criação, têm seu papel dentro da sociedade. Em primeira instância, todos os seres menores, “inferiores” ao ser humano, têm o papel de despertar em vocês a caridade, o amor, o respeito, e a proteção à vida. Eles, como seus irmãos menores, deveriam servir como um canal por onde vosso coração, vossa chama trina, pudesse despertar. Tendo desperto o amor incondicional a uma criatura não-humana, vocês então estariam dispostos a amar incondicionalmente quaisquer outras raças, aceitando a diversidade da criação com naturalidade e respeito.
Esse o papel primordial desses animais que se propõem a ser domesticados.
Ao invés disso, a sanha humana pelas emoções fortes, a falta de controle emocional, o orgulho desmedido por sua tão aclamada “racionalidade”, faz desses irmãos vítimas da brutalidade implacável do homo-sapiens, o “homem sábio”…
Mas, voltando aos gatos domésticos, eles possuem um poder muito importante – são filtros naturais, transmutadores de energias. Já é sabido por muitos dos estudiosos espiritualistas, e principalmente pelos povos mais antigos, que cães identificam e evitam locais onde a energia não é boa. Os gatos, no entanto, fazem o contrário – eles instintivamente buscam esses locais.
Uma vez atraídos por essas energias “ruins”, deitam-se e ali permanecem até que a energia se encontre renovada. São então os verdadeiros transmutadores da energia densa em suas casas.
Por ser assim, é compreensível que seus rins físicos sofram. Os rins, no físico, tem o mesmo papel – são os filtros de todo o “veneno” material que precisa deixar o corpo, liberando o sangue para fluir limpo, descontaminado.
Convencionou-se então dizer que a doença renal é “doença de gatos”, pois sua incidência na espécie torna-se realmente alta.
Se vocês não querem ver seu irmão gato sofrendo por conta de uma doença deste tipo, cumpram seu papel de guardiões dessas almas: tratem de limpar-se a si mesmos e ao ambiente onde vivem. Pratiquem o bem, mantenham os bons pensamentos, atitudes e palavras. Façam limpezas energéticas periódicas e contínuas. Isso manterá seu irmão felino saudável por mais tempo.
Nos ambientes das cidades grandes, esse conselho torna-se ainda mais importante. E, se você é trabalhador da espiritualidade, isso torna-se ainda mais sério. Compreenda que os ataques dirigidos à você serão, parcial ou totalmente, divididos ao seu irmão doméstico, seja ele cão, gato, ave, peixe, ou o que quer que seja.
É compreensível então que, por esta sua capacidade natural de filtro, os gatos tenham tornado-se os eleitos de muitos dos Magos e Bruxos de todos os tempos, certo? E ainda o são, embora muitos hoje não saibam explicar o porquê.
Portanto, meus irmãos, cuidem-se. E cuidem de seus irmãos domésticos. Eles são o exemplo mundial do amor incondicional. Mirem-se no exemplo deles, sempre.
Eu sou Ellon.

Descanse em paz, minha irmã

Dia 19 desse mês foi meu aniversário. Fiz 39 anos. Nesse mesmo dia, levei minha gata, Nube, ao hospital veterinário para internação. Ela estava com problemas para comer desde meados de Outubro, e já não comia nem bebia quase nada nos últimos 8 dias antes da internação.

Foi difícil. Nube sempre foi medrosa, e eu sabia o quanto seria sofrido para ela. O ultrassom mostou duas pedrinhas, uma em cada ureter, entre o rim e a bexiga. Ou seja, ela estava com ambos os rins comprometidos… gato não faz transplante; gato não faz hemodiálise; então, como salvá-la?

A única maneira seria rezar para que aquelas pedrinhas descessem até a bexiga. Então internei minha amiga, minha irmã. Eu já não dormia por conta disso há quatro dias, e naquela noite foi ainda pior. Alguns dias antes eu havia sido diagnosticada com uma conjuntivite que estava também muito forte, me dando muito trabalho. Eu estava com a visão embaçada, passava o dia todo sem conseguir ler, escrever, ver TV, ou mesmo trabalhar. Dirigir era difícil, então uma amiga me levou até o hospital veterinário.

Eu deixei a Nube lá. Era uma segunda-feira.

Na terça-feira, acordei com a certeza de que ela não voltaria. Pedi que minha mãe cortasse um pedaço de pano branco. Ela me perguntou “porque?”, e eu respondi: “é uma mortalha, mãe.

Saí de casa às 13:00, pois minha visita estava marcada para às 14:00. Fui sozinha, mesmo enxergando mal. Era algo que eu tinha que fazer só. Chorei todo o trajeto.

Meu coração doía, pesava. Respirei fundo, entrei no hospital, perguntei se eles poderiam antecipar a visita, mas não deu. Tive que aguardar dolorosos 45 minutos.

Depois uma veterinária me chamou e subimos juntas para o segundo andar. Ela me apresentou o resultado dos exames de urina da Nube, e eu mal prestei atenção – eu só queria vê-la.

A veterinária desceu e voltou com um “bercinho” em forma de cabeça de gato. Dentro, minha gata estava toda encolhida, deitada. Na pata direita a agulha do soro. No nariz, uma sonha nasogástrica para alimentação. No pescoço, aqueles cones de plástico para que ela não retirasse a sonda. Ela estava suja e totalmente apática. Não levantou a cabeça, não me olhou. Eu falei com ela e levei a mão para agradá-la, ela rosnou para mim. Aquilo doeu muito, porque eu vi os olhos dela marejados de lágrimas…

Eu continuei conversando com ela e agradando; ela relaxou, mas ainda assim não me olhou.

A veterinária nos deixou a sós e foi buscar o Danoninho, para ver se a Nube reagia. Ela retornou e eu passei o dedo com a guloseima próximo do narizinho dela… nada.

Eu então tomei a decisão mais difícil da minha vida.

– Eu queria, por favor, que você acabasse com o sofrimento dela. Eu não quero mais ver minha gata assim…

A veterinária perguntou se eu estava certa daquilo, e eu, em prantos, disse que sim. Ela me explicou que a Nube jamais retornaria ao normal, e que a minha decisão era a maior demonstração de amor que eu poderia dar a ela. A veterinária me abraçou e saiu para buscar os papéis.

Eu tirei o cone da Nube. Chorei feito louca. Meu peito parecia que ia explodir de dor. Mas eu vi que os olhos dela me agradeciam, e isso me encheu de coragem. Eu continuei chorando e dizendo a ela que tudo ia acabar logo, que ela iria logo para casa, que o sofrimento estava no fim.

A veterinária voltou, eu assinei tudo, e ela pediu que eu aguardasse a clínica que viria fazer o procedimento. Eu agradeci e voltei a agradar e conversar com a Nube. Mais alguns minutos e uma outra veterinária entrou no consultório. Ela me explicou o procedimento e pediu para que eu tirasse a Nube do berço.

Eu segurei minha irmãzinha de pelos no colo, feito um bebê. Ela ronronava tranqüila. A veterinária aplicou a anestesia, e a Nube dormiu nos meus braços, enquanto eu a embalava suavemente feito uma criança. Baixinho, eu cantei enquanto a balançava para frente e para trás – “O velho Omolu vem caminhando devagar… o velho Omolu vem caminhando devagar… apoiado em seu cajado, ele vem nos ajudar… apoiado em seu cajado, ele vem nos ajudar.

Depois, a veterinária aplicou o remédio que fez o coração da Nube parar de vez. Foi tudo muito rápido, e ela foi-se embora em menos de trinta segundos.

Então eu pedi que ela retirasse os tubos e o soro e me deixasse a sós com minha irmãzinha por alguns minutos. Assim foi feito.

Eu estendi o pedaço de pano branco sobre a mesa. Deitei gentilmente o corpinho peludo dela sobre o tecido. Ageitei-a como se estivesse dormindo, e entre suas patinhas coloquei seu patinho de pelúcia, que a acompanhou a vida toda e que ela tratava como se fosse seu bebê. Clamei as tronos da evolução, da vida, da lei e da justiça. Pedi que Obaluaê abrisse seu portal de luz e a envolvesse. Pedi que Omolu, através de seus representantes, fizessem o seu desligamento e a protegessem para que seu corpo não fosse vítima de vampiros astrais. Pedi que todos os vestígios de dor, sofrimento, medo e doença fossem naquele momento transmutados e eliminados, e que seu corpo espiritual fosse totalmente restabelecido e reenergizado. Cruzei sua cabecinha, suas patas e suas costas com pemba branca. Acendi uma vela e irradiei o topo de sua cabecinha enquanto recitei um Pai Nosso. Apaguei a vela e a embrulhei com carinho. Abracei aquele embrulho e chorei terrivelmente – eu queria muito levá-la para casa, não queria que o corpinho fosse cremado na prefeitura. Mas, infelizmente, eu não tinha onde enterrá-la.

Beijei sua cabecinha e saí sem olhar para trás.

Só Deus sabe a dor, o sofrimento, a angústia que eu senti naquele dia. Só o tempo há de curar essa saudade.

Antes de ir embora, eu sussurrei no ouvido dela que, se ela pudesse, que voltasse para mim. Dizem por aí que a alma dos animais muitas vezes reencarna e dá “um jeito” de voltar para seus antigos donos. Eu gosto de acreditar que isso é verdade e que, um dia, aqueles grades olhos azuis vão me olhar de frente de novo.

Por ora, é adeus.

Que Deus a acompanhe, minha irmã. Você me amparou, me deu motivos para risos e alegrias incontáveis vezes. Foi minha companheira, minha guardiã. Respeitou meu espaço, meu silêncio, minhas ausências. Sempre me deu seu carinho e seu amor sem reservas. Sou-lhe grata infinitamente por tudo isso.

Agradeço a Deus por ter tido tão formidável amor e amizade durante os nove anos de sua formidável vida.

Muito obrigada, Nube. Mamãe te ama hoje e sempre. Fique em paz.

Ode aos gatos

Fiz uma coletânea de frases interessantes falando (verdades) sobre gatos. Enjoy!

  • “O menor dos felinos é uma obra de arte.” (Leonardo da Vinci)
  • “O ideal da calma existe num gato sentado.” (Jules Reynard)
  • “O cão, eu sempre disse, é a prosa, o gato, é a poesia.” (Jean Burdeu)
  • “Se o homem pudesse cruzar com os gatos, isso melhoraria o homem e deterioraria o gato.” (Mark Twain)
  • “Mesmo quando gordos, os gatos conhecem instintivamente uma regra importante: quando estiver gordo, saiba se colocar em poses elegantes.” (John Weiz)
  • “Ninguém pode ser ‘dono’ de um gato, mas eles podem abençoá-los com sua companhia, se quiserem.” (Frank Engram)
  • “Os gatos raramente interferem com os direitos das pessoas. Sua inteligência os impedem de fazer coisas bobas que atrapalham a vida.” (Carl van Vechten)
  • “Os gatos foram colocados no mundo, para desaprovar o dogma de que todas as criaturas foram colocadas no mundo para servir ao homem.” (Paul Gray)
  • “A alma de Deus, pode aparecer dentro dos olhos de um gato.” (Provérbio Celta)
  • “A natureza dos gatos parece fundamentar-se no princípio de que nunca é ruim pedir o que se deseja.” (Joseph Wood Krutch)
  • “O homem é civilizado na medida em que compreende o gato.” (George Bernard Shaw)
  • “Existem muitas espécies inteligentes no mundo. E todas elas são possuídas por gatos.” (Anônimo)
  • “Um gato sempre chega quando você o chama. A não ser que ele tenha algo de mais importante para fazer.” (Bill Adler)
  • “Gatos amam mais as pessoas do que elas permitiriam. Mas eles têm sabedoria suficiente para manter isso em segredo.” (Mary Wilkins)
  • “Milhares de anos atrás os gatos eram adorados como deuses; e até hoje eles não esqueceram disso.” (Anônimo)
  • “Como qualquer um que já passou muito tempo com os gatos já sabe, os gatos têm enorme paciência com as limitações da mente humana.” (Cleveland Amory)

Meu primeiro bebê… tem pelos e 7 vidas

Nube nasceu no dia 1º de novembro de 2002, fruto de uma escapulida de sua “progenitora” aos arredores arborizados da residência onde morava no CTA (Centro Tecnológico Aeroespacial, em São josé dos Campos). A gata-mãe tinha raça (angorá) e pedigree. Então a dona não ficou muito satisfeita com a escapada de sua gata. Mesmo assim, cuidou dela até o parto, quando nasceram três gatinhos – duas fêmeas e um macho.

O macho logo encontrou alguém que o adotasse, mas as “meninas” ficaram por lá, dando trabalho e fazendo traquinagens…

Já cansada das estripulias das três, que incluiram subir à mesa e roubar nacos do presunto posto para o café, a dona lembrou-se de minha mãe e de sua predileção por gatos. A verdade é que, enquanto moramos em nossa casa no interior do estado, chegamos a ter, simultaneamente, quatorze gatos em casa. Era uma festa! Eu adorava e minha mãe queria morrer com o trabalhão que todos eles davam. Mas quem se importa com o trabalho se nós tínhamos risadas, diversão e carinho sem tamanho? Ah… que falta faziam uma câmera digital e um blog naquela época… tantas histórias perdidas…

Mas, voltando à dona da gata e à minha mãe. Elas eram amigas, professoras, e minha mãe foi visitá-la para ver as gatinhas. Encantou-se com todas, claro. Eu morava já em São Paulo na época, estava recém-divorciada, e já há algum tempo dizendo que pretendia adotar uma gata. Minha mãe achava um absurdo, porque eu viajava muito a trabalho, mas eu sentia uma falta imensa de ter um gato dentro de casa.

Eu dizia que queria uma gata branca, porque tinha sonhado com uma gata branca, de olhos muito azuis. E uma das gatinhas era exatamente assim, embora tivesse a ponta do rabo e as pontas das orelhas manchadas de cinza… mas os olhos… eram azuis como os de Elizabeth Taylor!

Minha mãe me ligou, me perguntou se eu queria a gatinha. Eu disse que queria, mas que ela seria a babá, ou seja, todas as vezes que eu viajasse, ela deveria vir para São Paulo cuidar da “mocinha” para mim.

Era fevereiro e eu estava de viajem marcada para Seul. Voltaria para casa no meio do carnaval. Minha mãe levou a pequena para o apartamento dela, vacinou-a e recebeu um atestado da veterinária permitindo que a gatinha viajasse com ela no ônibus para São Paulo, dentro de sua caixa de transporte. Ligou-me da veterinária para saber que nome ela deveria por no atestado.

[eu] – Nube… é Nube o nome dela.

[minha mãe] – Núbia?

[eu] – Não, mãe… Nube… N-U-B-E. Significa “nuvem” em espanhol.

Nube exibe suas "formas" para a câmera... rs...

Minha pequena nuvenzinha (com 1,3 Kg na época) viajou quase duas horas até chegar ao meu apartamento em São Paulo. Ali se aclimatou durante uma semana antes que eu chegasse da Coréia do Sul.

Tornou-se meu bebê, minha fonte constante de carinho e afeição. Quando chegava em casa, tinha mania de não acender as luzes. Ligava o rádio, punha um CD para tocar, e daí ia acendendo as velas decorativas pela sala, na cozinha… ou então deitava-me no sofá para ler, e ela deitava sempre aos meus pés, ronronando.

Quando tomava banho, ela sentava sobre a tampa do vaso sanitário e ficava me olhando… acho que tinha receio que eu morresse afogada com tanta água.

Quando punha roupa na máquina para lavar, ela sentava sobre a máquina e ficava lá chacoalhando no “embalo” do motor.

Natal e Ano Novo ela se sentava no parapeito da varanda (meu apartamento recebeu redes de proteção, viu gentem?) para olhar os fogos de artifício junto comigo e quem mais estivesse em casa.

Minhas roupas pretas nunca mais se livraram dos pelos brancos. Nem o sofá. Nem a cama. Nem as cadeiras da sala de jantar. A gata que era quase totalmente branca foi mudando de cor, mescalndo tons de cinza e bege por todo o corpo… virou “nuvem de chuva” como diz minha mãe. 😀

Enfim, foram dias tranquilos os que eu dividi só com minha amiga Nube, dos quais muitas vezes tenho saudades.

Belah e sua irmã de pelos

Depois veio a gravidez, e o obstetra me perguntou:

[médico] – Você já decidiu o que vai fazer com sua gata?

[eu] – Como assim?

[médico] – Sarah… gatos são perigosos para mulheres grávidas. Transmitem doenças…

[eu] – Doutor, você não está entendendo. Minha gata é minha primeira filha. Eu estou carregando agora meu segundo bebê, entende? Além disso, minha gata não sai do apartamento, tomou todas as vacinas e só come ração. Não existe nenhum motivo pra eu me desfazer dela.

[médico, percebendo que nunca ia me separar da gata] – OK, Sarah… então deixe que sua mãe cuide da caixinha de areia dela enquanto você estiver gestando, por favor.

E assim foi. E minha filha nasceu. E a primeira palavra que a Belah disse foi “caaataaaa” para chamar a gata… 😀

Cat Lovers

Gato descansando em sua suíte no hotel.

É, exato. Esse post é dedicado aos amantes dos felinos. Aqueles que consideram o gato o melhor amigo do homem… ou da mulher. Quantas vezes você quis viajar e não teve onde deixar seu gatinho? Ou talvez você seja daqueles que sempre quis um gato, mas tem receio de ficar preso por conta do bicho, não é?

Hotéis para cachorro tem de monte por aí, mas e os gatos? Porque a discriminação? Faça o teste, procure na Internet. Você não encontrará um único hotelzinho em São Paulo especializado em gatos. Se achar, me mande, eu não achei. Todos são originalmente hotéis para cães, que agora aceitam também gatos.

Mas quem tem um bichano sabe o quanto cheiros, barulhos e outras “peculiaridades” podem estressar o animalzinho, certo?

Pois é. Há tempos atrás a britânica Abi Purser buscava um hotelzinho para deixar seu gato enquanto ela viajava e desapontou-se – não encontrou nada que lhe inspirasse confiança. E foi daí que ela mesma, amante incondicional dos felinos, abriu seu próprio negócio – o Longcroft Luxury Cat Hotel.

O hotel provê seus hospedes com suítes climatizadas (porque gato que é gato gosta de lugar quentinho, certo?), menu “a la cat” no jantar, e serviços de grooming (escovação, limpeza de orelhas, corte de unhas, etc.).

Os quartos são espaçosos, iluminados, todos possuem uma área para as brincadeiras dos bichanos, com lugar para escaladas, arranhadores, e caminhas fofas. Veja as fotos aqui.

As suítes são espaçosas, quentinhas, e temáticas!

Os preços começam com a diária simples de 15 libras e vão aumentando conforme o número de gatos e os serviços escolhidos. Um dos serviços que eu achei o máximo foi o de cartões postais do seu bichano, enviados por email, 3 vezes por semana, para que você saiba o quanto seu gato está se divertindo enquanto você está fora. Não é legal?

A iniciativa de Abi rendeu-lhe prêmio como uma das melhores empresas iniciadas por mulheres que também são donas de negócios próprios, em 2010. E aí, que tal abrir uma filial aqui em São Paulo? Alguém se habilita a investir? Eu adoraria! 😉

E viva os gatos!

Nube - minha fiel amiga de pelos há 7 anos.

Existe um conceito antigo por aí que diz que “o cachorro é o melhor amigo do homem”. Acredito que, quando foi proferido pela primeira vez, as pessoas moravam em casas, com grandes quintais, e dependiam do animal como auxiliar na caça de outros animais; guarda da residência e de seus moradores; além, é claro, de amigo fiel.

Mas, os tempos mudaram. Canso de ver minha rua coberta de xixi de cachorro. As calçadas fedem xixi o dia todo, e pela manhã são lavadas insistentemente pelos porteiros e faz-tudo dos prédios. Muitas vezes jogam criolina… eca! O cheiro é nauseante, acho que prefiro o xixi mesmo. Além disso, os animais que vejo passeando na rua são imensos – golden retrievers, pastores alemães, labradores –, pouquíssimos de pequeno ou médio porte como poddles e fox paulistinhas.

Agora, não me entendam mal: eu ADORO cachorros também. Adoro. Se eu tivesse mesmo uma chácara, com lugar para o bicho brincar, correr, crescer e se divertir. Agora, obrigar o coitado a viver num apartamento de 100 metros quadrados é um pouco demais, né não? Será que essas pessoas não pensam neles, nos pobres bichinhos? Eu morro de pena, sinceramente.

Por isso, quero aqui apresentar uma opção: arrume um gato. Isso mesmo. A maioria das pessoas acha o gato um animal arisco, traiçoeiro, falso… quando na verdade não é nada disso. Gatos têm temperamentos, como têm os cães. Um ragdoll, por exemplo, é um gato que deve sempre ficar em casa, por ser excessivamente dócil. Excelente companhia para uma criança, desde que ela saiba ter amor pelo bichinho, porque se for muito pequena, poderá inclusive matar o coitado do gato. Se você quer um gato menos “boboca”, escolha um gigante como o maine-coon e faça de conta que você tem um pequeno leão da montanha em casa. Quer alguém mais brincalhão? Que tal um siamês?

Existem também inúmeras ONGs e centrais que recolhem animais, tratam, vacinam e depois os doam àqueles que queriam adotá-los e amá-los. Eles já vêm castrados e com a saúde em dia, só falta você escolher o seu!

Gatos são dóceis e amorosos com seu dono. O bichano dormirá no pé da sua cama em noites frias. Se você trabalha em casa, no computador, ótimo – gato adora sentar ao lado da gente, na mesa de trabalho, ou no sofá, e assim manter-se próximo o suficiente para que você saiba que ele é seu companheiro. Ele não lambe sua cara, mas ronrona (gatos ronronam, não têm asma, tá?) quando você chega, e se enrosca em suas pernas. Brinca com qualquer bolinha de papel que você atirar ao chão. Dá mordidinhas de leve na sua mão enquanto esfrega as bochechas peludas em você. Minha gata, inclusive, caça pernilongos… rs…

Mas, atenção: trate bem do seu bichinho, seja ele qual for. Dê todas as vacinas, mantenha-o limpo, castrado e seguro. Distribua vasilhas de água pela casa, no caso de gatos, e deixe sua vasilha de comida sempre cheia – ao contrário dos cachorros, os gatos comem pequeninas porções durante todo o dia. Prefira as rações premium – elas são mais caras, mas seu bichano não terá problemas com bolas de pelo, pedras nos rins, dentes que caem ou mesmo catarata.

A atenção e o amor que você der ao seu amigo felino lhe será devolvida em dobro, pode apostar. E o que é melhor – você não precisa levá-lo pra passear e ele não vai feder sua casa nem as calçadas da rua… 🙂