Do porque certos argumentos não funcionam…

Segunda à noite. Belah sobre o trocador, depois de tomar banho, segurando uma bonequinha enquanto eu penteio o cabelo dela.
[eu, tentando penteá-la] – Belah, vira pra cá, filha…
[Belah, com raiva porque não queria parar de brincar] – Ah! Eu não quero pentear o cabelo!
[eu, tentando apaziguar os ânimos] – Belah… pra ter cabelo compridinho feito o da mamãe, filha, tem que pentear… lavar… cuidar direitinho, entendeu? Senão é melhor raspar a cabeça e ficar igual seu tio, careca.
[Belah, sorrindo] – Mamãe… o titio tem que cortá o cabelo igual meu goido.
[eu, rindo também] – Ah… seu tio tem que cortar o cabelo igual o papai?
[Belah] – É.
[eu, querendo explicar o processo] – Então, filha… mas o titio não tem cabelo igual o papai, coração. O titio é careca porque o cabelo dele caiu. Ele perdeu o cabelo, não tem mais…
[Belah, finalmente olhando pra mim, horrorizada] – Onde, mamãe? Onde o titio pedeu o cabelo, mamãe?!
[eu, tentando segurar o riso, uma vez que ela estava relamente com dó do tio, os olhos marejados] – Não, filha… olha… não é isso… o titio foi perdendo o cabelo ao longo do tempo, entende? Os fios de cabelo foram caindo desde que ele era mocinho, novo ainda. Não é que caiu tudo de uma vez, num lugar só, entende? Foi caindo… não tem como procurar, juntar e por de volta, coração.

Nota mental – cuidado com as explicações e comparações que você apresenta às crianças… elas serão sempre literais.

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Uma forma eu sou…

Existe um programa na Discovery Kids chamado Mister Maker. Minha filha foi apresentada a ele bem cedo, uma vez que ela se encantou com as quarto formas que dançavam ao som de uma música bobinha e repetitiva.

Ela nem falava direito, mas já se agitava e ria alto quando via as formas dançando… e o tempo passou. Há alguns dias atrás, Belah, do alto de seus quase 3 anos de vida, transformou aquelas formas em família e deu a cada um de nós um papel fidedigno:

[Belah] – Mamãe, você é o etângulo. E a vovó é o cículo

[eu, querendo ver onde aquela história ia chegar] – E o papai, quem é?

[Belah, rindo] – Papai é o cuadado!

[eu, rindo junto] – Ah! E você é o triângulo, Belah?

[Belah, apontando para a própria barriga] – A Belah é o tiângulo! Amaelo! E você é o etângulo vemelho! Gandão! E o papai é o cuadado azul! Azul! Fofinho! E a vovó é o cículo osa! Osa! Hahahaha…

Pelas associações, eu estou bem na fita, porque o retângulo parece ser o chefe da turma, é alto e magrinho. Já o quadrado e o círculo… vai saber, né? Deixa pra lá…

Uma forma eu sou! Lálálálá…

Às vezes falha – Parte II

Hoje pela manhã levantei, troquei minha filha, tomei banho, me arrumei. Fui pra sala tomar café. Cadê meu celular?

Depois de 40 minutos procurando pelo celular, inclusive tendo descido à garagem e vasculhado meu carro de cima abaixo, lembrei que eu podia ligar para o meu próprio número e assim ouvi-lo tocar.

Ele estava na cozinha, sobre a bancada…

Porque será que o cérebro da gente falha, hein?

Resultado: home office para não perder o treinamento das 11:00. 😦

Bom dia para vocês.

(Para mais “falhas”, clique aqui.)

Belah e seu primo Barney

Cena: domingo à noite, eu vestindo pijama na Belah para ela dormir e o pai batendo papo com ela enquanto eu faço todo o trabalho duro (ôôô… vidinha besta…rs…).

[Belah, falando mais que a boca] – Papai, vô fazê um desejo!

[Diego, sem entender nada] – Ãh?!

[Belah] – Vô fazê um desejo de vela, papai.

[Eu, também sem entender] – Como assim, filha? Explica pro pai direito, explica…

[Belah, rindo] – Um desejo de bolo, papai!

[Diego, juntando as peças] – Ah, você vai fazer um desejo no bolo de aniversário? Você vai apagar a velinha e fazer um desejo, é isso?

[Belah, achando o máximo a idéia] – É! A Belah vai fazê um desejo de vela no bolo de Minnie!

[Diego] – Ah, tudo bem. Quando a Belah fizer aniversário o papai compra um bolo de Minnie pra você fazer seu desejo, tá bom?

[Belah, mudando totalmente o assunto] – Não, papai… o aniversáio é do meu pimo Báney.

Eu e Diego trocamos olhares e rimos.

[Diego, rindo] – Ok, então se o Barney é seu primo, quer dizer que o pai dele é meu irmão?

[Belah, com suas “sacadas geniais”] – Não, papai… é da mamãe!

[Diego, rindo mais ainda] – Ah! Da sua mãe! Ou seja, sua mãe é a irmã do dinossauro, sei, sei…

[Eu, já prevendo onde tudo ia levar] – Diego, fica quieto…

[Diego, rindo muito] – Mas foi ela quem disse que você é irmã do dinossauro, ué… automaticamente a dinossaura aqui é você… ahahahahahahaha…

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Barney de pelúcia que canta “Amo você” – não sei, foi presente da madrinha.

DVD Cante com o Barney – R$ 19,90 na Saraiva

Seu marido e sua filha dizendo que você é parente, em primeiro grau, de um dinossauro – não tem preço.

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Para tudo mais existe MasterCard, minha gente… MasterCard.

Do porque a gente se ferra com as crianças de hoje…

Mamãe: 38 anos, pós-graduada, trilíngue

Belah: 2 anos e 5 meses… e todos os neurônios available.

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Cena: Todos os brinquedos jogados pelo chão da sala.

[mamãe, indignada] – Belah… quem fez isso? Mamãe acabou de juntar seus brinquedos, filha…

[Belah, de costas para a mamãe] – Foi a Nube.

(pra quem não sabe, Nube é a gata…)

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Cena: Mamãe sai dois minutos do escritório para uma merecida pausa no toilet. Quando volta, Belah está sentada na cadeira, com as mãozinhas sobre o teclado do laptop.

[mamãe, quase tendo um AVC] – Belah… o que você está fazendo aí, filha?

[Belah, olhando fixamente para a tela do computador] – To vendo email.

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Cena: Mamãe está arrumada para sair para o trabalho, e dirige-se à porta da rua.

[mamãe, virando-se para despedir-se dos que ficam] – Beijo coração… brinca direitinho com a vovó, viu? Mamãe volta logo, prometo.

[Belah, acenando a mãozinha enquanto olha para a TV] – Mamãe, vai trabalhar, vai… traga um presente pra Belah.

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Precisa dizer mais alguma coisa? Ah, tá…

Notas mentais… que minha filha me obriga a fazer

Belah e a vovó estão brincando. De repente, do nada, Belah começa um papo muito estranho:

[Belah] – Eu não quero ver o titio Cáudio não…

[vovó, sem entender bem de onde surgiu aquilo, mas dando corda mesmo assim] – Não? Mas você gosta tanto do filho dele, o João Pedro…

[Belah] – Eu gosto do João Pedo… ele binca na sala com a Belah… mas o titio Cláudio tem um bocão…

Nota mental: dizer pro Cláudio sorrir menos quando a Belah estiver por perto.

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Belah está assistindo Sid, o Cientista. De repente, vira para a vovó e pergunta:

[Belah] – Vovó, o que é menino?

[vovó, engolindo em seco] – Bom, o Sid é menino… a Gabriela é menina. Você é menina. A mamãe é menina e o papai é menino…

[Belah, dando uma risadinha de canto da boca] – Vovó… você tá me enrolando…

Nota mental: dizer ao pai da Belah que ele deve explicar a ela o que é um menino… sem enrolação.

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Belah, papai e mamãe foram tomar um café no Fran’s. Logo na entrada havia um totem com cartões do tipo Johnny Walker. Na altura dos olhos dela havia uma sequência de cartões com uma foto de um rapaz deitado, musculoso, sem camisa, vestindo apenas uma calça jeans justa. Acho que o cartão era de propaganda do jeans, não sei bem.

Belah pegou um cartão desses e ficou olhando fixamente o moço sem camisa. Mamãe, do alto de sua ginorância adulta, comenta:

[mamãe] – Ah, sua danadinha… gostou do moço, foi?

[Belah, com carinha de choro] – Mamãe… o moço pedeu a camisa! Tadinho… pedeu a camisa, mamãe!

[mamãe, tentando remediar a situação] – Não, não, meu amor, ele está com calor, viu? Por isso ele vestiu só a calça…

Nota mental: não abrir a boca quando não for chamada… as coisas nunca são o que parecem.

Nem tudo é o que parece…

Duas estátuas estão num parque: uma é de um homem nu e a outra de uma mulher nua. Ambas estão frente a frente, olhando-se, por mais de cem anos, com apenas um pequeno caminho ao centro a separá-las quando, num belo dia, um anjo desce do céu e, com um único gesto, traz as duas estátuas à vida. E o anjo diz a elas:

[anjo] – Como reconhecimento por terdes sido tão pacientes durante mais de cem verões tórridos e gélidos invernos, vós recebereis a dádiva da vida por exatos 30 minutos para fazerdes aquilo que quiserdes.

Ele olha para ela, ela olha para ele, e ambos saem correndo para trás dos arbustos.  O anjo aguarda pacientemente enquanto os arbustos sacodem e risadinhas se fazem ouvir. Após 15 minutos, os dois retornam, ofegantes e sorrindo. O anjo então diz:

[anjo] – Vós ainda tendes 15 minutos… gostaríeis de fazer de novo?

[ele] – Vamos?

[ela] – Vamos! Vamos sim! Mas desta vez vamos mudar de posição. Desta vez eu seguro o pombo e você caga na cabeça dele!

O QUE VOCÊS ESTAVAM PENSANDO???

(Traduzido do site Imagine.)