Sobre livros, opiniões e espiritualidade

Primeiro peço desculpas pelo longo post, mas acredito que assuntos importantes, como abrir os olhos da população em geral para a magia negra, não devem ser tratados levianamente. Segundo, este post não tem intenção de ser sensacionalista, de atacar ao médium psicografo em questão ou  ao seu espírito guia – tenho por ambos grande admiração e li quase todos os títulos sob sua autoria. Terceiro, eu leio muito. Hoje em dia muito menos que antigamente, quando não era mãe e tinha mais tempo livre. Não tenho uma linha específica,  leio de tudo desde que a história seja boa, me faça passar o tempo com algo interessante, portanto não cultivo pré-conceitos à respeito de títulos ou autores. Dito isso, vamos ao que interessa…

Anteontem acabei folheando um livro que eu havia me recusado a comprar por conta principalmente do preço, mas também porque o conteúdo era apresentado em forma de perguntas e respostas, o que invariavelmente me cansa, a não ser que seja sobre um assunto que muito me interesse e que traga informações realmente relevantes. O livro em questão é Magos Negros, de Robson Pinheiro, “magia e feitiçaria sob a ótica espírita”. Capa linda, muito bem diagramado, papel excelente. Meu irmão comprou o livro para minha mãe, e eu resolvi folheá-lo.

O conteúdo é inspirado pelo espírito João Cobu, ou Pai João de Angola, espírito comunicante em quase todas as obras de Robson. Devo dizer que fiquei com vontade de conversar pessoalmente com o médium,  porque a quantidade de más interpretações é absurda. Aprendi através do processo de atendimento mediúnico que a informação é melhor e mais fielmente transferida ao consulente se o médium possui algum conhecimento sobre o assunto que o guia quer passar. Por exemplo, sou péssima com nomes e funções de ervas, um problema que tenho que sanar através de um curso mais cedo ou mais tarde. Sendo assim, acredito que deve ter sido muito difícil para Pai João conseguir transmitir a um médium de formação espírita kardecista, preocupado em não atacar os dogmas da FEB através de suas publicações (haja vista o sem número de notas de rodapé inseridas em cada um de seus livros), ensinamentos de cunho basicamente afroreligiosos.

Então o autor coloca como respostas de Pai João que Oxalá é o Orixá que rege o elemento Ar. Coloca também que os Orixás são simplesmente representações dos elementos da natureza e, por conseguinte, não incorporantes. Reafirma incessantemente que Deus é um só,  como se as religiões afrodescendentes fossem panteístas e, até certo ponto, atrasadas em suas crenças. Pai João diz inclusive que se fosse necessário fazer-se oferendas para essas representações de forças da natureza, que então religiões milenares na Europa e Ásia por exemplo,  religiões estas que acessam as mesmas forças naturais, que então essas demais religiões não conseguiriam acessar tais forças pois não fazem uso de oferendas para chegar a elas.

Só nesses exemplos, há inúmeros equívocos. Oxalá, Trono Masculino da Fé,  positivo e irradiante, é o senhor dos espaços e, segundo a gênese de Umbanda Sagrada, foi o primeiro a ser exteriorizado por Olorum (Deus). É Oxalá, através de seu fator cristalizador, que “junta” os demais elementos do Universo, atraindo-os e formando assim, estrelas e planetas para que então surja a vida. E como tempo e espaço andam sempre juntos, seu par magnético, feminino, negativo e absorvente é Oyá-Logunã, a Senhora que regula a maturação de tudo e todos através dos tempo. A gênese é alegórica, mas serve para nos passar conhecimentos herméticos através de linguagem simples e acessível. Para um iniciado, ela diz tudo; para um leigo, não passa de fantasia.

Oxalá e Oyá,  juntos, regem sobre a Fé, o primeiro dos 7 sentidos da Vida, pois sem fé nada cristaliza, nada vai em frente, nada cria raízes. A Fé através do Tempo torna-se Esperança, e é através dela que continuamos vivendo, trabalhando, amando, produzindo, aprendendo. Oxalá é, portanto, o orixá que rege sobre os elementos cristalinos, e não sobre o Ar. Neste caso, acredito que a falta de conhecimento do médium atrapalhou a comunicação de Pai João. O orixá regente do elemento Ar é Ogum, Trono Masculino da Lei, positivo e irradiante, aquele que põe ordem em nossas vidas através da regulagem do nosso caráter. Seu par magnético é Yansã, a Senhora dos Ventos, negativa e absorvente, aquela que paralisa em nós tudo aquilo que possa nos induzir ao erro, colaborando assim para direcionar nossos passos dentro da Lei Divina. Caminhando juntos, Yansã e Ogum são como a vela e o vento que direcionam o barco de nossas encarnações rumo à evolução.

As religiões afrodescendentes não são politeístas – acreditamos em um Deus único, criador de tudo o que existe, criador inclusive dos 7 Sentidos da Vida (que chamamos 7 Linhas de Umbanda), exteriorizados de Si através de sete mentais poderosíssimos, inteligentes e oniscientes, regentes e guardiões das forças naturais que formam e regulam o Universo em todas as suas dimensões. A saber, e segundo a Umbanda Sagrada, são mentais divinos a fé,  o amor, o conhecimento, a justiça, a lei, a evolução e a geração, cada um deles por sua vez gerando de si um par de Orixás reguladores, dando origem portanto à dualidade presente em toda a criação – luz e sombras, masculino e feminino, positivo e negativo, nascimento e morte. Portanto, para o Umbandista, não existem deuses – existem DIVINDADES, Tronos Divinos, sob às ordens e direção da Lei Maior e da Justiça Divina emanada por um único Deus, OLORUM. Tais mentais realmente não incorporam, uma vez que são divinos e estão muito além de nossa compreensão e alcance. No entanto, conforme a hierarquia de cada orixá descende na escala magnética em direção à dimensão espiritual, seus manifestadores naturais e espirituais tornam-se incorporantes, agentes especialíssimos no suporte e manutenção de nossas vidas e evoluções.  Então a informação de nosso amado Pai João está truncada e dá a impressão que Umbandistas e Candomblecistas não passam de iludidos panteístas, dizendo incorporar Deuses e forças naturais… sei que não foi esta a intenção, mas é exatamente assim que o leigo kardecistas ou espiritualista lerá a informação.

Por último, temos o tema das oferendas. Já falei sobre este tema no blog aqui, em resposta a outro autor que criticou a prática, e então não vou explicar de novo neste post. Mas vou ressaltar que as oferendas não são fruto das religiões afrodescendentes. Índia,  China, Europa… todos os países têm ou já tiverem religiões naturais. Nos templos budistas os fiéis ainda fazem ofertas de incenso e arroz, escrevendo seus pedidos de fim de ano em papel de arroz e queimando-os nas chamas das velas para que a fumaça leve seus pedidos aos céus. Da mesma maneira, hinduístas mantém templos às divindades do amor, da renovação,  da riqueza… e neles fazem oferendas com flores, frutas, velas, comida e bebida. Assim também faziam os antigos Celtas, tidos como uma das sociedades mais modernas de sua época, tendo inclusive instituído a igualdade entre os sexos e o divórcio, e que cultuavam as forças da natureza em altares dispostos em meio a florestas e círculos de pedras, alguns dos quais estão de pé até hoje. Até o catolicismo, tão contra a utilização de elementos, faz uso do incenso, velas e até da hóstia e do vinho como símbolos do corpo e do sangue de Cristo. Pai João fala muito acertadamente sobre a necessidade de não poluir a natureza através de nossas oferendas, assunto sobre o qual estamos sempre pedindo aos irmãos de fé que tomem ciência e limpem os locais após seus trabalhos, principalmente durante os festejos para Yemanjá. Mais uma vez percebe-se que a mensagem de Pai João passou pelo crivo de pré-conceito do médium, que passou a informação exatamente como a sociedade encara, sem fundamento ou estudo prévios.

Ainda sob esta ótica, há muitos que criticam as oferendas com animais. A Umbanda não faz uso de animais em suas oferendas, não faz a chamada “matança”. Mas antes de criticar, pare e pense, quem é pior: o boi que é morto de forma desumana no matadouro para que você coma sua picanha no churrasco de domingo, ou o novilho morto de forma rápida e indolor durante um festejo, e depois cozido e distribuído para que todos comam? Atacar o Candomblé é fácil, difícil é parar para pensar primeiro…

Sobre os Magos Negros

Há sim, como bem lembrado por Pai João, aqeuels que acham que em sua vida tudo é “demanda”, tudo é magia negativa, quando na verdade a única coisa que negativa suas vidas são eles próprios, seus pensamentos e ações. Existem muitas pessoas assim.

No entanto, nossos Mestres de Magia nos contam que não há na face da Terra um único ser que não sofra, sofreu ou vá sofrer alguma vez na vida com o problema. Isso porque existem níveis e Níveis de Magia, tanto Branca quanto Negra. Quer conhecer Magia Divina de verdade e assim aprender a defender-se dessa verdadeira praga mundial? Estude. Leia. Inicie-se.

Pai João apenas “arranha” a superfície do assunto no livro de Robson, e de maneira extremamente simplista e limitada. Infelizmente, nesse ponto, eu creio que o livro presta um desserviço à sociedade, uma vez que não alerta as pessoas para o fato de que esse é o pior mal que ataca e atrasa nosso mundo em evolução. É esta corja que se acha dona do mundo por ter conhecimentos que a maioria trata como “crendice” ou “superstição” e que por isso mesmo continua atuando, fazendo e desfazendo de acordo com quem paga mais ou com o teor de suas simpatias e antipatias.

Essa corja há de ser extirpada do mundo, minha gente! E para isso, é necessário que haja estudo, dedicação, amor ao próximo de verdade. Não caia nessa história de que esse tipo de coisa não existe, que isso é coisa de gente ignorante… é só isso que esse povinho safado quer, que você continue ignorante e sem defesa.

Por fim, espero que todo médium psicografo compreenda que pesquisar e estudar e necessário, para a mensagem de seus superiores seja passada da melhor maneira possível. Escrever sobre fundamentos que se desconhece é, no mínimo, perigoso. Por tanto, Umbanda tem Fundamento e é preciso Estudar!

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Para saber mais:

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Neferari e o Guardião

Egito

Eu não confiava em homem algum. Mulher alguma era minha amiga. Sozinha, sentada nas escarpas daquele vale de lágrimas, eu chorava minha desdita e tentava concatenar os pensamentos. Onde estaria o grande Deus Osíris? Se ele pesara meu coração sem meu conhecimento, com certeza eu não teria passado no teste… sentia-o pesar e doer em meu peito, enquanto a sede queimava minha garganta.

Olhei para meus braços, mãos, pernas e pés. Estava coberta por chagas, arranhões, sujeira. Minha túnica funerária, antes branca e perfumada, agora era só andrajos. Meu corpo, ao que tudo indicava, ainda assim continuava excitante aos olhos de alguns dos seres que vez ou outra passaram por mim. Eles me machucaram e eu fugi deles, e agora só fico aqui em cima, no morro escarpado, onde a maioria não alcança por estarem já mutilados. Com certeza eu estava no inferno… mas eu não via as serpentes e Ammit parecia não ter ainda devorado minha alma, uma vez que eu continuava viva no além-túmulo. Qual direção deveria seguir? E porque nenhum dos deuses egípcios aceitava minhas preces?

Eu já não dispunha mais do ouro de meu pai. Nem poderia pedir aos servos que me preparassem uma bandeja de frutas para ofertar no templo. Como faria para ser então ouvida?

Depois de muito sofrer, chorar e pedir, decidi então que só me restava um último sacrifício a fazer: daria meu coração, aquele que tanto me pregara peças quando em vida, aquele que me fizera definhar em tristezas, ofereceria meu coração ao grande Deus Rá, senhor do sol e da vida, em troca do fim dos meus sofrimentos.

Durante o “amanhecer” de um daqueles dias sombrios, quando víamos apenas uma lúgubre claridade avermelhada, encarei o que eu pensava ser o grande disco solar naquela dimensão infernal, ajoelhei-me contrita e então fiz minha oferta:

– Ó grande Rá! Senhor do Sol e da Vida! Ouve a minha súplica! Eu, Neferari, ofereço-te meu coração em sacrifício! Ofereço-te meu coração e juro, por meu Kha, servi-lo por todo o sempre! Aceita meu coração e livra-me deste suplício! Apaga minha memória e livra-me da vergonha e da soberba! Lava minha alma em teus raios de luz, e aquece meu corpo espiritual para que eu não mais sinta frio, fome, sede ou dor. Leva-me para os teus domínios, ó Glorioso Rá! Faz de mim tua serva e hei de me sentir abençoada para todo o sempre!

Chorei muito enquanto fazia minha prece. A claridade, que durava apenas alguns instantes, foi se esvaindo. No lugar dela, uma tormenta iniciou-se. A chuva era fria e caía abundantemente. Encolhi-me e me deixei ficar ali, ao chão, enquanto a água parecia lavar minha feridas e meu pranto. Por fim, exausta, acho que adormeci.

Quando acordei, jazia em uma cama confortável, sobre tecidos que lembravam o mais puro linho. As cores variavam do negro ao roxo e ao lilás bem claro, com objetos de decoração em tons de dourado e prata aqui e ali. Na cabeceira da cama onde eu estava, reconheci o disco solar alado e meu coração sossegou. Chorei sentida e agradeci por ter sido acolhida como neófita. Quem sabe ali eu poderia ter a chance de aprender e, no futuro, ver novamente meu coração ser pesado contra a pluma? Quem sabe então ele não estaria tão leve quanto as nuvens no céu de verão?

Notei que estava nua, coberta por uma colcha muito macia. Olhei meus braços, minhas pernas, e tudo havia voltado praticamente ao normal. Vi que eu ainda guardava algumas marcas arroxeadas e pequenos arranhões, mas nada além disso. O cheiro do sândalo exalava por todos os lados e aquilo me trazia conforto e bem-estar. Vi uma bacia dourada junto a uma ânfora, e deduzi que serviria para lavar as mãos e o rosto. Ao lado da cama, uma mesinha baixa de madeira escura continha uma bandeja circular com nozes, figos, tâmaras e uvas. Havia dois pedaços pequenos de pão e uma ânfora com algo que se parecia com leite. Meu estômago reclamou e eu ataquei aquela refeição como nunca havia feito antes. Em meio àquele ataque de péssimos modos, fui interrompida por uma criada, ou pelo menos assim me pareceu. A moça era belíssima, e trajava-se de branco, à moda egípcia. Trazia braceletes dourados em ambos os braços, e os cabelos eram ruivos, descendo até pouco abaixo da cintura. Ela sorriu para mim e disse-me que o Mestre ficaria feliz em saber que eu já estava me alimentando.

– Mestre? Quem é ele, escrava? Quem é o teu Mestre, diga-me!

A moça sorriu mais uma vez:

– O Mestre é a resposta às nossas súplicas, irmã. E eu o sirvo por gratidão e não por ser sua escrava. Ele também me tirou do inferno, como fez com você.

Enrubesci pela noção de que aquela serva se achava no mesmo patamar que eu. E o que era pior – ela sabia sobre onde eu estivera. Será que teria me visto naqueles andrajos?

– Duvido muito que nossas condições sejam similares. De qualquer maneira, gostaria de saber se há algo que eu possa vestir e se podes me levar ao teu Mestre.

A moça gargalhou com gosto, enquanto jogava a cabeça para trás e punha as mãos na cintura de modo desdenhoso. Fiquei enraivecida com aquilo, mas tentei não demonstrar. Senti certa tontura, e acabei por me sentar novamente na cama, enquanto segurava minha cabeça que não parava de rodar. Naquele instante, ouvi uma voz profunda ribombar dentro do aposento:

– O que acontece aqui, Surya?

Ergui a cabeça e o vi. Era um homem alto, corpulento. A pele era branca, e os olhos e os cabelos muito negros. Usava barba e bigode, e portava sobre o corpo uma grande capa negra que deixava à vista apenas a ponta de seus sapatos.

– Ora, ora… se não é nossa hóspede que acordou?

Percebi que continuava completamente nua e rapidamente tentei me enrolar nas cobertas, mas perdi os sentidos e caí. Quando voltei a mim estava novamente sobre a cama. O homem que eu havia visto estava sentado num banco ao meu lado, olhando-me, enquanto estendia ambas as mãos sobre a minha testa. Feixes multi-coloridos de energia saíam de suas mãos, e eu sentia um calor gostoso me invadir. Quando aquilo finalmente parou, ele baixou as mãos, olhou para mim e sorriu um sorriso bonito de dentes muito brancos:

– E então Neferari, como se sente?

Tentei me sentar mas o mundo girou novamente. Ele me auxiliou colocando uma almofada às minhas costas. Sentou-se na beirada da cama e passou levemente a mão sobre minha cabeça, como a ajeitar meus cabelos.

– Quem é você? Se você também é um servidor do grande Rá, porque veste-se assim? De onde vêm essas roupas estranhas?

O homem, a imitar sua serva, gargalhou alto enquanto pegava minha mão direita entre as suas. Beijou minha mão e foi como se uma descarga elétrica me atingisse. Levei um susto e quis retirar a mão, mas ele continuou segurando-a, enquanto olhava para mim de forma muito intensa e enigmática. Eu não consegui sustentar seu olhar, baixei os olhos e só consegui balbuciar:

– Não me machuque, por favor…

Chorei sentida, enquanto o homem segurava minha mão e me olhava. Ele tinha mãos macias e quentes, e aquele calor parecia me confortar e me dar abrigo. Será que era mau? Mas se era um demônio ou coisa assim, porque me salvara?

– Eu não sou um demônio, Neferari. – disse ele levantando-se da cama e caminhando em direção à porta. – Não para você. Aqui você ficará até que tenha consciência de seu novo estado de vida. Se quiser, poderá estudar comigo quando eu tiver tempo de lhe ensinar. Mas, lembre-se: engula seu orgulho. Aqui quem manda sou eu, e aquele que me desobedece perde direitos e ganha castigos, entendeu? Você, por enquanto, tem alguns direitos comigo, moça. Mas se permitir que seu ego atrapalhe seu aprendizado, muito em breve fará um estágio em minhas cavernas-presídio. Acredite: você não gostaria de lá. Agora, durma. Amanhã venho te ver novamente.

Ele fez um gesto com a mão esquerda no ar e eu simplesmente apaguei.

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(Trecho do livro que conta a história de Neferari, até sua redenção dentro das hostes de Umbanda. O livro ainda está em processo de desenvolvimento.)

As Cartas de Cristo – para Download

Há alguns meses comecei a publicação das Cartas de Cristo aqui no blog. Era um trabalho que demandava muito tempo, pois cada carta foi dividida em inúmeros capítulos e eu tinha que copiá-los e formatá-los um a um para posterior publicação. Com o trabalho diário e os cuidados com a família, isso ficou cada vez mais complicado de se fazer.

No entanto, a Almenara Editorial, tradutora das Cartas para o português e detentora dos direitos no Brasil, publicou todas elas para download aqui.

Não deixe de visitar o link e fazer o download de todas elas. Carregue no seu laptop, tablet ou celular. Vá lendo gradativamente os importantes ensinamentos que só poderiam partir de uma mente há anos luz de distância e evolução de nós próprios.

Este é o meu presente de Ano Novo para todos vocês. Que nós possamos ver e entender a verdade do Cristo em 2013. Que nós possamos finalmente viver em paz e harmonia duradouros.

Feliz 2013!

As Cartas de Cristo – Parte 79

Carta 5 – Parte 16 – O CONFLITO COM O EGO E A LIBERAÇÃO AO PODER CRIATIVO PAI-MÃE/VIDA

(clique para ler no site do STUM)

Eu vi que o “PECADO” era um conceito artificial, convenientemente idealizado por homens para descrever qualquer atividade humana que causava dor a outros. Era inevitável que todos os seres humanos, em algum momento, causassem algum tipo de aflição ou dor a outros por causa de sua tendência natural de “arrebatar” as coisas dos demais e de repelir com rudeza aos demais, a fim de conseguir o que querem da vida. Essa propensão humana de ferir os outros em nada “ofende” a CONSCIÊNCIA UNIVERSAL (Deus) – como afirmaram a religião Judaica e Cristã.

Somente a humanidade poderia compreender o significado da palavra “pecado”, uma vez que somente a humanidade e “toda a criação que está submetida ao ser humano” conheceria a dor, a privação e a miséria causados pelos dois IMPULSOS fundamentais da INDIVIDUALIDADE – Ligação – Rejeição – que estão ativos na “personalidade” humana.

O impulso inerente ao homem para proteger a sua própria individualidade o tinha feito estabelecer normas e leis para a sociedade humana. O “Poder Criativo Universal” – AMOR – não tinha absolutamente nada a ver com o estabelecimento de restrições, limitações, leis e juízos humanos.

Eu também vi que:

O “Poder Criativo Pai – Mãe” – VIDA – fluía continuamente através de todo o universo, e era a vida em minha mente, utilizando os impulsos gêmeos de pensamento e sentimento.

Assim, qualquer poderoso “pensamento ou sentimento imperfeito” podia alterar e mudar o “padrão de CONSCIÊNCIA” das coisas criadas.

Por outro lado:

Meu “pensamento”, quando estava completamente purificado dos impulsos gêmeos do “ego” – e totalmente receptivo ao “Poder Criativo Pai – Mãe” INTELIGÊNCIA/AMOR, reintroduzia a condição de “AMOR PERFEITO E INTELIGENTE”.

Consequentemente, uma condição que previamente tinha sido construída de modo imperfeito, como resultado de um “pensamento imperfeito”, podia voltar a uma condição de “Plenitude”, mudando as atitudes e pensamentos egocêntricos para aqueles de AMOR INCONDICIONAL.

Minha mente era um “instrumento” do processo criativo total originário no UNIVERSAL.

Agora, eu que sabia que isso era assim – sabia espiritual, intelectual e emocionalmente, dei-me conta de que eu podia e devia dar passos para superar os IMPULSOS GÊMEOS do EGO que anteriormente governavam minha mente, com o fim de permitir que a REALIDADE DIVINA tivesse plena liberdade através de minha mente e meu cérebro.

Por isso houve uma luta entre o meu resistente Ego humano e minha “Consciência Pai – Mãe”, durante as estridentes tentações que experimentaria ao final de minha iluminação no deserto. Satanás não teve nada a ver com o cabo-de-guerra que ocorreu dentro de minha consciência.

A guerra foi travada entre os IMPULSOS GÊMEOS da INDIVIDUALIDADE – Ligação – Rejeição e a REALIDADE DIVINA que se fez conhecer para mim, como AMOR e VIDA INTELIGENTES Transcendente, mas ainda dentro de mim, que progressivamente absorveria minha individualidade cada vez mais, se eu meditasse continuamente e purificasse a minha consciência dos impulsos egoístas.

O que expus é uma descrição do conhecimento poderoso com o qual voltei a Nazaré.

Assim, o meu tempo de cura física, passado com minha mãe até que eu me restabelecesse, também foi um tempo de oração e de meditação, do qual extraí a inspiração e a força para consciente e conscienciosamente viver a NATUREZA do DIVINO ou REALIDADE UNIVERSAL.

Como você sabe, a NATUREZA do DIVINO, ou REALIDADE UNIVERSAL, é VIDA.

Quando ELA está ativa na criação – ou também podemos dizer – na “individualidade” da criação, ELA cresce, nutre, alimenta, regenera, cura, protege, assegura a sobrevivência, satisfaz as necessidades de tudo que foi criado, – tudo dentro de um sistema de perfeita harmonia, cooperação, lei e ordem. Esta é a “natureza” da VIDA. Toda a sua obra na criação se realiza de acordo com a NATUREZA UNIVERSAL – e a promoção do bem mais elevado de todos os seres vivos.

Se você pode compreender estas palavras perceberá porque voltei do deserto como um homem cheio de alegria, com um novo entendimento da beleza do mundo, com um sentimento de absoluta confiança e SABENDO que era possível controlar a aparência da “matéria”. Você sentirá comigo a euforia que senti por poder oferecer aos Judeus a gloriosa notícia de que o “Reino dos Céus” estava dentro deles. Tudo o que eles tinham a fazer era “encontrar” isso com a minha assistência, e suas vidas mudariam para sempre.

Deixo você com o mesmo conhecimento, o qual usado em oração e plenamente compreendido, pode mudar o curso da sua vida.

À medida que você ler, a sua consciência será elevada e ao buscar inspiração – ela virá até você.

Desejo que você compreenda, aspire, cresça e alcance. Relaxe em minha LUZ, pois, enquanto você lê, reflete, medita e ora, é absorvido em minha CONSCIÊNCIA CRÍSTICA, a qual se tornará cada vez mais clara para você ao e evoluir no Conhecimento Divino.

Que meu amor e minha fé em sua crescente sabedoria o envolvam.

As Cartas de Cristo – Parte 78

Carta 5 – Parte 15 – CRIANDO MATÉRIA E FORMA INDIVIDUAL

(clique para ler no site do STUM)

Agora é o momento de levá-lo de volta às minhas experiências no deserto, descritas na Carta 1.

Você deve lembrar que, quando fui ao rio Jordão para que João Batista me batizasse, eu era um rebelde, totalmente contrário aos ensinamentos dos Judeus que afirmavam que Jeová castigava os homens por seus pecados. Intuitivamente, sentia que aquele era um conceito falso e cruel, e o rejeitava.

Depois que me foi mostrada a Verdade sobre a criação, não podia compreender por que a Consciência Perfeita não criava seres perfeitos feitos à imagem de seu Criador Amor Inteligente.

Perguntei ao Criador – a “Consciência Universal” – por que a humanidade suportava tanto sofrimento e maldade. Então me foi mostrado com toda a clareza que todos os problemas que os humanos experimentavam surgiam do “ponto central” do eu (que a ciência agora chama de “ego”).

Este manifesta a si mesmo na “personalidade” como uma NECESSIDADE IMPULSIONANTE para defender-se da crítica ou do ataque físico/emocional, e uma NECESSIDADE IMPULSIONANTE semelhante de se afastar dos demais para chegar primeiro na corrida da vida.

Também se manifesta na “personalidade” como uma NECESSIDADE IMPULSIONANTE de adquirir tudo de melhor para si mesmo, apesar da oposição dos demais, e uma NECESSIDADE IMPULSIONANTE semelhante de agarrar-se às suas posses pessoais, sejam elas parentes, amigos, bens materiais ou conquistas, a despeito de toda a oposição.

Também me foi dado compreender que sem estes DOIS “impulsos do ser criativo” , fundamentais, eternos e inalteráveis, não haveria nenhuma criação.

Este é o segredo da criação – o segredo da existência e do “ser individual”.

Ao trabalharem juntos como equipe no mundo visível, separadamente, porém inseparáveis, estes impulsos gêmeos foram os meios pelos quais a substância da “matéria” em si foi criada desde a sublime “CONSCIÊNCIA UNIVERSAL”.

Um impulso de criatividade é o “Eu superior” da ATIVIDADE.

Este impulso de atividade é universal e procede de uma só fonte.

“Atividade” é um movimento na CONSCIÊNCIA, e CONSCIÊNCIA em movimento.

O outro impulso criativo possui, em sentido figurado, duas faces olhando em direções opostas. Elas são:

LIGAÇÃO – REJEIÇÃO

Puxar para >>>>>> o eu <<<<<< afastar desde

também conhecido como

ATRAÇÃO – REPULSÃO

Atrair para >>>> o EU <<<<<<< repelir desde

na CONSCIÊNCIA.

Estes são os ÚNICOS meios pelos quais a existência terrena é realizada.

O universo inteiro é uma manifestação do “Poder Criativo” ativo nestes Impulsos Gêmeos do SER FÍSICO – criando “matéria” e forma individual.

Este é um dos “segredos” fundamentais do universo.

Eu vi que o “núcleo” da “Personalidade” ou “ego”, como agora é chamado, tinha sido criado como:

“O GUARDIÃO da PERSONALIDADE” e estava irresistivelmente gravado com o impulso magnético para assegurar a PRIVACIDADE e SOBREVIVÊNCIA, para proteger a condição do “Eu superior” individual.

Isso foi conseguido usando as duas faces do segundo Impulso do Ser LIGAÇÃO – REJEIÇÃO para assegurar a individualidade.

A face da LIGAÇÃO arrasta, extrai, atrai, exige, puxa, compra, agarra, se prende às pessoas e às posses que busca. Esse IMPULSO cria uma ilusão de segurança nas relações e nas posses. É o “instrumento” da “CONSCIÊNCIA MÃE” que inspira a construção de famílias, comunidades e nações. Ele pode produzir beleza, alegria, harmonia e amor. Ele também pode destroçar vidas e destruir comunidades quando é “dirigida pelo Ego”.

A face da REJEIÇÃO repele, joga para o lado, afasta, evita todas as coisas – pessoas, animais, posses – que ela não queira. O IMPULSO de REJEIÇÃO cria a ilusão de intimidade e segurança. Esse é o IMPULSO que promove as rupturas nas famílias, nas relações, nas comunidades e nas nações. Ele é supostamente orientado para salvar vidas, assegurando proteção e intimidade, mas é uma força destrutiva quando seu direcionador é o “Ego”.

Sem esses dois IMPULSOS GÊMEOS do SER, todas as coisas permaneceriam sempre mescladas umas às outras na eternidade imutável do “PODER CRIATIVO UNIVERSAL” em equilíbrio.

Sem esses IMPULSOS GÊMEOS, não haveria nenhuma interação entre “dar e receber” e “puxar e empurrar”, necessários para a criação de milhões de experiências pessoais, a partir das quais avança e evoluciona a “personalidade”.

Portanto, o problema da “personalidade dirigida pelo ego”, do qual padecem todas as coisas vivas e a humanidade, era e é um fato irrevogável e inevitável da criação. Qualquer outraexplicação é puro mito.

Eu vi que o que os homens chamam “PECADO”, era o resultado direto da interação dos impulsos de Ligação – Rejeição na natureza humana.

Os Impulsos de Ligação – Rejeição constituem o disfarce emocional/mental utilizado por todas as entidades individuais criadas, incluindo as aves e os animais. Você vê esses impulsos funcionando em toda a natureza – inclusive na vida das plantas.

Os Impulsos de Ligação – Rejeição dirigiam/dirigem o comportamento em direção à sobrevivência de todas as entidades na criação.

Não houve nenhuma escapatória dos Impulsos de Ligação – Rejeição.

Esses Impulsos Gêmeos foram a fonte efêmera de todo o conforto “mundano”, prazer e “felicidade”– e também a fonte de toda enfermidade, miséria e privação no mundo.

Entretanto, além disso – subjacente, transcendendo e interpenetrando tudo, estava/está a VIDA – nascida da EXPLOSÃO da CONSCIÊNCIA UNIVERSAL, sendo o próprio fundamento e fonte da consciência terrena – assim como a Consciência “Pai – Mãe” é criativa, também o PENSAMENTO do homem é criativo, pois “o pensamento e o sentimento” são o exercício e a união dos instrumentos gêmeos da Consciência “Pai – Mãe”.

Desse modo, esses impulsos de “Ligação – Rejeição” na personalidade individual tornam-se também altamente criativos, na medida em que determinam – e tornam visíveis – as “formas de consciência” das coisas desejadas” e das “coisas rejeitadas”.

Este é o segundo “segredo” fundamental do Universo.

 

As Cartas de Cristo – Parte 77

Carta 5 – Parte 14 – OS IMPULSOS PAI/MÃE COMO BASE DA VIDA

(clique no site do STUM)

A criação é o produto dos IMPULSOS PRIMÁRIOS funcionando de maneira individual e em conjunto – causando impressões um sobre o outro, satisfazendo necessidades inerentes gravadas na consciência. Essas necessidades são, de início, as de aumentar e experimentar a autoexpressão, levando em seguida a uma maior separação, para restaurar um sentido de segurança interna e de conforto – e ser reunido na harmonia da CONSCIÊNCIA UNIVERSAL. Dessa força impulsora para uma harmonia reunida do ser, veio o impulso masculino-feminino de reunião para recuperar a bem-aventurança que está oculta na consciência da alma.

Você poderia fazer uma analogia do parágrafo anterior com o hábito dos pais de saírem para trabalhar de manhã e voltarem esperançosamente à noite para o conforto e reunião familiar, onde eles repõem as forças para aventurarem-se a sair novamente na manhã seguinte e enfrentar o mundo.

Portanto, o processo de criação da AUTOEXPRESSÃO UNIVERSAL, levou bilhões de anos no tempo para cumprir-se.

Depois do Big Bang, o Processo Criativo Pai – Mãe dividiu-se em duas energias diferentes que continuamente trabalharam separadas e em conjunto, independentes mas mutuamente retidas, para funcionarem juntas, tendo características ou “naturezas” individuais – e diferentes funções. Portanto, a sua carga de trabalho foi/é diferente, ainda que indivisível.

Você já sabe, e por um processo de meditação deve ter entendido plenamente, qual a “natureza” do ”Pai” e da ”Mãe” no equilíbrio da Dimensão Universal. Brevemente, a “natureza” do “Pai” é a de ser ativo, criativo e de realizar a obra da criatividade. Também é uma condição do “Eu original” e da existência individualizada. Todo ser vivo, desde uma bactéria até um hipopótamo, tem um forte sentido de “Eu original” e a necessidade de protegê-lo.

A “natureza” da “Mãe” é a de dar forma ao “plano” da consciência elétrica iniciado pelo “Pai Inteligência” unindo as partículas elétricas.

A consciência “Pai” e “Mãe” – os IMPULSOS PRIMÁRIOS – estão ambos em equilíbrio – e são da NATUREZA da DIMENSÃO UNIVERSAL e, consequentemente, quando eles criam a forma individual, levam ao final a obra da NATUREZA da DIMENSÃO UNIVERSAL. Esta é: Crescimento – Prover alimento e nutrição – Cura – Proteção – Satisfação das necessidades em um sistema coerente de Lei e Ordem… SOBREVIVÊNCIA.

As energias de CONSCIÊNCIA “Pai” e “Mãe” são IMPULSOS, ambos retidos na DIMENSÃO UNIVERSAL e, quando são liberados do equilíbrio, realizam poderosamente a obra da criação. Além disso, considere a magnitude de sua obra na criação por todo o mundo. Os impulsos “Pai/Mãe” impulsionam cada nível de criação desde a formação dos elementos, a molécula e a célula viva – até o magnífico mamute. Eles também trabalham instintivamente dentro dos pais, impulsionando-os a unirem-se, conceberem, carregarem e criarem a sua prole.

Alguns pais se ausentam depois do nascimento de seus descendentes, sejam eles ovos, filhotes ou seres humanos. Estes são os pais cujo sentido de “Eu original” é maior que seu instinto inato de paternidade.

É neste ponto que você deve se tornar plenamente consciente do significado de IMPULSO.

Pode ser que você ache que esta é “uma forma de criatividade muito nebulosa”. Porém se refletir durante algum tempo, talvez se dê conta, no final, de que nenhum ser humano, animal ou inseto, nem mesmo uma planta, empreende alguma atividade na dimensão material sem uma pressão interior da “consciência” – a qual é o “impulso” . Este pode ser o de virar-se para o Sol, correr, comer, trabalhar, dormir, fazer compras, ter um filho. Sempre o “impulso” precede a atividade – inclusive a de piscar os olhos.

E mais, não há nenhum impulso que inicie uma atividade que não esteja dirigida por algum propósito. As plantas giram as flores e as folhas para captar os raios do Sol necessários ao seu crescimento, as pessoas correm para manter a forma, comem para satisfazer a fome, trabalham para ganhar a vida, dormem para escapar das tensões e recarregar as suas energias, vão às compras para se suprir de alimentos – tudo direcionado para a sobrevivência e o conforto pessoal.

Então, os IMPULSOS são a REALIDADE por trás e dentro da criação.

Se toda a matéria voltasse a sua forma original de partículas elétricas, os Impulsos Universais ficariam intactos e no final dariam forma a outra criação. Os IMPULSOS são para sempre. Entretanto, as partículas elétricas na “matéria” viva estão aqui hoje e amanhã terão desaparecido – mas a alma continua.

Você pensa com os impulsos elétricos no cérebro. Você sente com os impulsos magnéticos em seu sistema nervoso. Estes últimos centram e unificam os impulsos elétricos em um todo unificado. Sem a “ligação magnética” em seu sistema você seria apenas movimento sem conhecimento.

As Cartas de Cristo – Parte 76

Carta 5 – Parte 13 – A UNIÃO DO MASCULINO E FEMININO EVOLUINDO DAS ESPÉCIES VIVAS

(clique para ler no site do STUM)

A CONSCIÊNCIA UNIVERSAL foi DESPEDAÇADA! A VONTADE e o PROPÓSITO, “Pai” INTELIGÊNCIA e “Mãe” AMOR NUTRIÇÃO, foram explodidos para trabalharem de maneira independente, mas também conjuntamente. Os seus respectivos “instrumentos” foram a Eletricidade e o Magnetismo.

Da explosão do EQUILÍBRIO veio a GRANDE INTENÇÃO DE AUTOEXPRESSÃO.

“A Consciência Universal do SER” – se converteu no:

Impulso da consciência individualizada do “Eu” demandando autoexpressão.

A VIDA e o “Eu original”* são sinônimos na dimensão da “matéria”.

Eles se converteram na consciência da “matéria”.

É Pai – Inteligência >> e >> Mãe – Amor

O impulso de movimento >>> O impulso de Propósito
– nutrição – sobrevivência.

Visto como eletricidade >>> Visto como Magnetismo

>>na Matéria<<

Comece a imaginar a explosão da CONSCIÊNCIA! Do CONHECIMENTO!

Para ajudá-lo a parcialmente visualizar o que ocorreu no momento do Big Bang, tente lembrar algum momento em que você também experimentou uma explosão em sua consciência. Isso ocorre quando você dedica todo o seu “ser” para alcançar algum objetivo importante. Você está a ponto de se engajar na execução de seus planos, em um estado de excitada antecipação – e alguma circunstância banal ou uma pessoa insensível o impede de realizar os objetivos que são tão caros ao seu coração. Como você se sentiria? A sua concentração seria dividida e você explodiria. Aqui, novamente, devo pedir ao meu Canal para enumerar alguns exemplos do que quero dizer em termos humanos, pois mesmo a “menor consciência terrena” é extraída da CONSCIÊNCIA UNIVERSAL.

– Imagine que você está no aeroporto, entusiasmado e preparado para desfrutar de férias inesperadas em um lugar distante. Ao chegar ao balcão de viagens, descobre que não existem documentos para você – não há passagens, não há informação de reserva para o voo e nem de hospedagem – embora tenha pago tudo com cartão de crédito. Como você se sentiria?

– Você está vestido com um traje muito caro, aguardando para jantar com alguns clientes importantes e está a ponto de concluir um grande contrato milionário. O garçom derruba um prato de comida quente sobre você. Como você se sentiria?

– Após fazer compras, você se dirige ao estacionamento e descobre que as rodas e as portas do seu carro foram roubadas – em pleno dia! Como você se sentiria?

– Com compaixão, você abre o porta-moedas para dar algumas ao mendigo inválido que choraminga; porém o homem se atira com força, rouba sua carteira e sai correndo como um atleta. Como você se sentiria?

Em todas estas circunstâncias você teria uma forte consciência de iniciativa em sua mente. A sua cabeça estaria cheia com um plano para sair e fazer alguma coisa, para realizar um certo propósito – pacificamente. A sua intenção estaria entrelaçada com o seu propósito – portanto, em equilíbrio – mas observe que sua tensão crescia na expectativa de se aproximar do seu objetivo. Quanto maior a tensão – maior a explosão.

De fato, você estaria no mesmo estado que a CONSCIÊNCIA UNIVERSAL/CONHECIMENTO INTENÇÃO “Pai” INTELIGÊNCIA em equilíbrio com “Mãe” PROPÓSITO, para dar o ser e a forma ao plano que você tem a intenção de criar.

Você pode imaginar o caos mental/emocional que se seguiria após sua explosão, a incapacidade de pensar com clareza, os pensamentos que viriam, um após o outro, exigindo expressão – nenhum deles sensato ou lógico?

Tente compreender que VOCÊ – uma forma individualizada – é o microcosmo do macrocosmo.

Você é a cabeça de um alfinete expressando a CONSCIÊNCIA/CONHECIMENTO UNIVERSAL, – seja quando, em equilíbrio, medita aquietando o pensamento, – seja como consciência ativa, quando pensa e sente, projeta e cria.

Portanto, se você puder relacionar a sua minúscula explosão de consciência com a explosão dos “céus”, terá uma pequena ideia do caos que se seguiu – momentaneamente – tanto na DIMENSÃO UNIVERSAL – quanto nos éons de tempo, dentro da nova expansão criada na dimensão “matéria”, ainda em seu estado sem forma.

Assim, muitos de vocês terão que reorganizar totalmente suas ideias a respeito da criação.

Ela iniciou em uma condição de caos total. OS IMPULSOS UNIVERSAIS foram divididos. Não havia um projeto para dirigir ou controlar o início da individualidade. Os IMPULSOS estavam ainda sem nenhuma “forma consciente” ou direção. Eram IMPULSOS NATURAIS para realizar certas funções impulsivas, distintas na CONSCIÊNCIA; porém, não estavam inteligentemente dirigidos para um específico movimento ou ligação, por nenhuma Força Diretiva superior. Eles estavam sós. IMPULSOS DA CONSCIÊNCIA/CONHECIMENTO separados e perdidos, capazes de receber impressões. Porém, não havia outras impressões para receber além daquelas do caos interior do “movimento – atividade” da eletricidade e da “ligação – repulsão” do magnetismo.

E este CAOS de CONSCIÊNCIA foi manifestado na criação como caos de partículas.

Nessa expansão do caos de partículas elétricas, entretanto, existia a consciência primordial do “Eu superior”.

Não importando qual fosse o caos, o “Eu superior” veio através da Intenção “Pai” para deslocar-se, tomar o controle, criar.

O “Eu superior” tomou forma inicial em uma carga positiva de energia elétrica. Converteu-se em força “Eu” dominante sob a forma de um próton com seus satélites de carga elétrica negativa – sobre o qual a “Mãe” Propósito de ligação foi ativada, sob a forma de uma carga elétrica positiva encontrando-se com uma carga elétrica negativa.

Eles “se afeiçoaram”, como se poderia dizer de dois seres – masculino e feminino evoluídos das espécies vivas – e se uniram.

A “Mãe” Propósito de repulsão foi ativada quando pareceu provável que duas cargas elétricas positivas ou duas negativas iriam se encontrar e reagir negativamente – ela se interpôs e as separou – exatamente como a sua parte fêmea evoluída, uma mãe, separaria a dois brutos turbulentos e agitados a ponto de envolverem-se em uma briga.

Essa foi a única forma de consciência/conhecimento no caos durante muitíssimo tempo – ainda que o tempo não tenha nenhuma importância no reino da matéria em si. O tempo somente tem importância quando há um contato de conhecimento consciente entre cargas elétricas, resultando em ligação ou repulsão; quando há uma progressão de aproximações e eventos que ocorrem; e quando há propósitos a serem alcançados.

Fora disso, o tempo não tem sentido.