Vida Física, por Zé Pilintra

zé pelintra

Engana-se aquele que pensa e vê a vida material como algo original. Também engana-se, e muito, aquele que acredita em tudo o que vê, ouve e experimenta na matéria.

A verdade é que a vida na matéria é cópia, e bem ruim, mal acabada, da verdadeira vida. Seu corpo é moldado não por seus pais, mas por você mesmo – sua centelha carrega todo o conhecimento acumulado em vidas e vidas de sua caminhada, e reflete em cada um de seus 7 corpos, inclusive no corpo material, tudo aquilo que você tem de bom e ruim.

Os traumas, os amores, as perdas, as dores, as tristezas, as alegrias, os encontros, os desencontros… o apego a algo ou alguém, o remorso por um erro perfeitamente perdoável mas que sua consciência te cobra além daquilo que deveria ser racional e devido. Enfim, tudo o que foi, e continua sendo, vivido, sentido, visto e ouvido forma sua personalidade em vida, faz com que você engorde, emagreça, cure-se ou adoeça, que seus cabelos percam a cor e o viço, que sua pele enrugue mais cedo ou mais tarde, que seus órgãos funcionem melhor ou pior do que deveriam.

Isso é muito facilmente explicado pelo fato de que somos todos, em última análise, energia. A matéria é nada mais do que um aglomerado de átomos, unidos por uma força, uma energia inteligente que determina forma e função. Se esta energia inteligente, onisciente e onipotente for adulterada por seu próprio corpo emocional ou mental, você adoecerá. Terá insônia. Comerá demais, ou de menos. Terá distúrbios psicológicos, chegando às raias da loucura. Atentará contra a própria vida ou a de outrem, consciente ou inconscientemente.

Não descuide, em momento algum, desta noção de realidade. Olhe a tudo e todos como o que são – passageiros. Tudo passa, porque é impossível manter uma mesma emoção, uma mesma vibração, um mesmo equilíbrio indefinidamente. E ao sabor de nossas emoções e pensamentos mudamos a maneira como nosso corpo reage ao mundo.

Então peço a cada um de vocês – cuidem-se. Prestem atenção ao que comem, ao que bebem, ao que fumam, ao que gozam, ao que pensam, ao que sentem, ao que falam, pois tudo vibra – e quando vibra altera a maneira como a energia e seus átomos se relacionam. O mago, ao dar ordens mágicas, envia vibração através dos movimentos, do pensamento, da vontade e de sua chave ativadora – e com isso muda a realidade. O médium, ao dar um passe, rearranja a energia do consulente e com isso muda a realidade. Entendam que esta é a realidade, e só porque a matéria não mostra estas reações imediatamente não quer dizer que não estejam ocorrendo em nível atômico e celular.

Estou sendo simplista, mas entendam que hoje, em seu planeta, há conhecimento suficiente para erradicar definitivamente a fome e a sede. Há conhecimento para curar, definitivamente e sem efeitos colaterais, cerca de 99% dos males físicos existentes. Há abundância de recursos materiais para que todos vivam em total harmonia e felicidade permanentemente. Então perguntem-se: porque nada disso é a sua realidade? Porque tanto sofrimento? Afora das razões óbvias da Lei de Causa e Efeito, há muito mais sujeira por debaixo do tapete e é imperativo que vocês acordem para a realidade.

Porque, por exemplo, os remédios chamam-se drogas? Porque é exatamente isso que eles são. Foram criados em laboratório para auxiliar e curar até certo ponto apenas, mas nada que acabe com o lucro de alguns poucos homens e mulheres que, iludidos que são, acham-se donos do mundo. A verdadeira cura, os verdadeiros remédios, já existem – mas curar nunca foi o ideal dessa gente. Curar não dá lucro, não dá poder, o que dá lucro e poder sobre as massas é a doença, a dependência química, a deturpação psicossomática, a dormência dos sentidos, o embotamento cerebral.

Cuidado, meus irmãos. Voltem-se, cada vez mais e sempre que puderem, aos conhecimentos mais antigos. Voltem-se às verdadeiras curas – às ervas, aos sons, às cores, aos minerais, aos alimentos ricos em fontes de tudo aquilo que o corpo físico necessita para sobreviver. Deixem de lado os prazeres passageiros que alguns tipos de comidas e bebidas manufaturados podem fornecer, principalmente se você sofre de algum mal crônico. Leiam as bulas de seus remédios e saibam que tudo aquilo que você ingerir no físico resultará em imediata alteração de frequência vibracional de seu espírito. Portanto, cuidem-se. Levem a cura sempre ao nível multifuncional, não se atenham somente ao que se vende nas farmácias.

Ouçam mais as avós, os avôs. Tomem mais chás. Bebam mais água. Comam mais frutas. O espírito não é nada num corpo entorpecido de químicos e fármacos destrutivos. Um ser espiritualizado precisa compreender o corpo físico como veículo de sua individualidade. Um milagre criado por nosso amado Pai Olorum, doado a todos nós como morada e abrigo durante nossa experiência neste planeta. Cuidem deste presente com carinho e desvelo diariamente.

A limpeza, a alimentação, os pensamentos, os sentimentos, os exercícios, a meditação… todos são variáveis importantíssimas na manutenção da saúde e do bom funcionamento desse milagre que vocês chamam de corpo físico.

Despreocupar-se dele, tratá-lo sem consideração, entupi-lo de drogas, gorduras e químicos poluentes é atentar contra a Lei. Diminuir seu tempo de vida neste planeta por conta de seu descuido contigo mesmo é angariar dívida semelhante à do suicida que causa conscientemente a própria morte.

Pensem nisso. Cuidem-se.

Eu sou Zé Pilintra, Médico de Almas, a mando de nosso amado Pai Ogum.

(Na Terra vesti o branco e fui chamado de “Dotô”. Agora visto a cor do sangue e celebro a vida sob o amparo da Lei Divina. Hahaha…)

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Grata Seo Zé! É da Bahia!

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TPM… tocou, perguntou, morreu.

A diferença está na cara. É óbvia. Será?

Esses dias fomos almoçar eu e alguns colegas do trabalho. Éramos três moças e um único rapaz. Em meio ao papo normal de hora do almoço, surge o assunto “sobremesa”. Alguém vai pegar sobremeasa? E as meninas mais que depressa, não!

Eu, gorda, levanto e ponho num pratinho alguns morangos, pois prometi a mim mesma comer frutas de sobremesa. Mas, vai que o morango está meio azedinho, né? Acabei pegando duas colheradas generosas de chantilly e uma colher de doce de leite. Lá se foi minha promessa… 😦

Volto à mesa e o assunto passa a girar em torno dos doces, obviamente. E doce lembra o que? Chocolate. E chocolate lembra o que? TPM!

No meio de comentários do tipo “é inverno, por isso a gente come mais”, “eu não como muito chocolate, sou alérgica” ou “eu fico desesperada por doce”, nosso amigo sorri e larga a pérola:

– Eu tinha esquecido como é divertido almoçar só com as meninas… rs…

E nós três rimos de volta… fazer o quê?

Mas depois eu tive que dizer a ele que deve ser muito bom viver a vida linearmente, ao invés de ter de conviver com picos altos e baixos regulados sadicamente pelos seus hormônios. Sim, porque eu tenho certeza de que eles riem de mim enquanto eu sofro… malditos!

Na noite daquele mesmo dia vi o programa Alternativa Saúde, do GNT, dedicado ao assunto… TPM (essa meleca tá me perseguindo…). Não consegui ver tudo, mas achei interessante um médico antroposofista (alguém sabe o que é isso?) dizendo que quando a sociedade resguardava a mulher durante seu período menstrual não era por mera “ignorância”. O corpo feminino, durante esse período, fica infinitamente mais sensível, principalmente ao frio. A própria pele parece desenvolver terminações nervosas novas, ficando dolorida ao toque. Seios incham e dóem. Nós retemos muita água, e por isso precisamos colocar as pernas para cima de tempos em tempos. Dores de cabeça, sensibilidade extrema, necessidade de ingerir alimentos que supram, ao cérebro, elementos químicos mais necessários a este período, principalmente para produção de endorfinas… e daí a vontade louca de comer chocolate.

Deveríamos, segundo os especialistas, evitar comer alimentos gordurosos, ácidos, com temperos fortes, ou com sal. Viver uma vida tranqüila, fazendo exercícios físicos leves a moderados durante todo o mês, auxiliando a mente a sossegar e desestressar.

Agora, eu pergunto: meu, em que mundo esse povo vive?!?!

E last, but not least: qual seria o macho-man que suportaria tudo isso sorrindo, sem se abalar? Hein? Hein? Alguém se habilita?!?

Cricricricricricri

Ah, tá.

Teresópolis

Lembro-me que na época dos desastres na região serrana do Rio de Janeiro, especialmente em Teresópolis, eu ficava vendo aquele monte de terra que havia descido (e desfigurado) as encostas e pensava: meu Deus… como é que vão achar todo mundo embaixo de toda essa terra?

Pois é, depois teve aquela cobertura sobre a briga do prefeito de Teresópolis com a Cruz Vermelha e a Igreja Católica, que eu comentei aqui neste outro post.

E depois tudo terminou, não foi? Não se fala mais nisso. Pois é… só que as buscas temrinaram mas os cadáveres estão lá embaixo, decompondo-se. E pelo que eu aprendi na escola, e depois na faculdade, terrenos destinados a lixões, por exemplo, tinham que receber avaliação constante, porque a decomposição de matéria orgânica penetra no solo e, se o lençol freático for atingido antes que o próprio terreno “filtre” esses agente tóxicos, já era: é epidemia na certa.

Então eu sugiro a vocês a leitura deste post do Bruno, que com certeza me fez lembrar da ameaça ainda escondida por baixo de toda aquela terra.

E para quem quiser verificar do que um cadáver em decomposição é capaz, assistam ao filme O Despertar de uma Paixão (The Painted Veil). É um romance muito bonito, tocante eu diria. O personagem principal é epidemiologista, e viaja com a esposa para a China na década de 30. A ignorância da população faz com que eles enterrem seus mortos próximos demais dos rios, e isso desencadeia a epidemia de cólera nas aldeias servidas por toda aquela água. A fotografia é lindíssima e o filme foi inclusive indicado ao Oscar.

Embora sem conexão aparente, eu me lembrava deste filme constantemente enquanto via as imagens de Teresópolis…

Endometriose

Em janeiro de 2000 fui diagnosticada com endometriose. Na época estava casada com meu primeiro marido (que eu amorosamente apelidei de “falecido”, tá gentem?) já há 6 anos e resolvi que estava na hora de programar o crescimento da família. Logo de cara comecei a ter hemorragias intensas, às vezes 5 vezes ao dia… foi uma loucura. Andei de médico em médico, a maioria dizendo “é, acho que vamos ter que operar…”

Ah, gente, fala sério? Que tipo de médico fala “eu ACHO que vamos ter que operar” como quem diz “vamos ali na esquina tomar uma cervejinha?”… acreditem, ninguém merece. Por fim, com a ma-ga-vi-lha da Internet, eu achei o médico que daria fim às minhas dúvidas: Dr. Francesco Viscomi, que Deus o tenha. Sim, gentem, faleceu sim. O que é uma pena porque além de médico e cirurgião conceituadíssimo, era uma pessoa delicadíssima, daqueles que explicam tudo timtim por timtim e deixam a gente super confiante de que tudo dará certo. Realmente uma alma iluminada.

Bom, mas voltando à vaca fria, os focos de endometriose se encontravam em posição retro-vaginal, uma das mais complexas de se operar, fiquei sabendo mais tarde. Fiz duas vídeo-laparoscopias utilizando bisturi ultrassônico para não afetar as áreas adjacentes, uma em Janeiro e outra em Maio de 2000. Mesmo assim, segundo Dr. Viscomi, eu ainda tinha 10% de chances de continuar desenvolvendo a doença, a não ser que engravidasse o mais cedo possível. Ainda segundo ele, a gravidez poderia tanto ocorrer sem nenhum problema, como também poderia demandar tratamentos específicos — só realmente tentando pra saber.

Vai daí que, no final de 2000, ele diagnosticou que os focos de endometriose haviam retornado. Para quem não sabe, endometriose é uma doença que acomete 1 em cada 4 mulheres em idade reprodutiva. A doença acomete principalmente mulheres com maior escolaridade, que engravidam mais tarde (e portanto passam por mais ciclos menstruais antes da primeira gravidez), e que são normalmente mais estressadas por conta da vida que levam. A endometriose caracteriza-se por células do endométrio (parede interna do útero) que, durante o ciclo menstrual, acabam “escapando” para fora de seu local de origem e acabam por instalar-se e desenvolver-se em outras estruturas internas do organismo. O mais comum é que estes focos se formem próximos ao intestino, bexiga, reto. Mas podem também “viajar” e acabar se instalando nos pulmões, ou até mesmo no umbigo. Quando a paciente menstrua, as células de endométrio espalhadas pelo corpo “menstruam” junto, ou seja, sangram e multiplicam-se, causando grande desconforto e terríveis dores. Ou seja, é o inferno né gentem? Ninguém merece!

Bom, eu deveria ter feito nova cirurgia, mas optei por tentar tratamentos alternativos. Busquei a cromoterapia, à qual me submeti por um ano e adorei! As dores diminuiram, eu me divorciei (aos 29 anos), e nada de engravidar. Depois, em 2003, apaixonei-me loucamente por um colega de trabalho… e aí as coisas começaram a mudar drasticamente. Como esse relacionamento foi tumultuadíssimo, em meados de 2005, já não suportando mais aquela situação, decidi tentar a terapia. Procurei um médico que aplicasse TVP (terapia de vidas passadas), porque algo me dizia que aquilo tudo tinha raízes mais profundas. Dr. Osvaldo Shimoda foi meu terapeuta. Educadíssimo, muito bom profissional, explicou-me tudinho na primeira consulta, conversamos bastante. Em quatro sessões de regressão eu já sabia como e porque me sentia tão atraída pelo rapaz em questão… e também descobri o porquê da endometriose.

Num processo intenso de catarse, após o tratamento com TVP, eu passei a analisar meus sentimentos, e acabei por conseguir desvincular-me daquele relacionamento que tão mal me fazia. Parei de tomar as pílulas e as dores de endometriose sumiram como que por encanto!

Não digo com isso que o tratamento de doenças deve necessariamente passar por terapias alternativas e tal, mas resolvi contar a vocês este relato para que saibam que existe sempre uma luzinha no fim do túnel. Eu morria de dor, tinha cólicas horríveis, enxaquecas homéricas. Nunca achei que conseguiria ficar grávida. Hoje, minha filha está com nove meses já, e eu nem me lembro mais daquelas dores incessantes. Acreditei sempre que haveria uma explicação para tudo aquilo, e encontrei. Espero que a minha experiência sirva de base para muitas outras bem sucedidas.

See’ya!