Quem pode mais

Talvez eu já tenha contado esta história… em partes. Então, me perdoem se sou repetitiva.

Há 9 anos eu conheci uma casa de Umbanda Sagrada na zona sul de São Paulo. Na época, estava desempregada há 6 meses e os trabalhos como free lancer estavam rareando. As contas se avolumavam e o desespero aumentava todos os dias… nessas horas, a gente se agarra a Deus mais do que nunca, e foi isso que me levou à Casa do Pai Benedito.

Era dia de Gira de Ciganos. O cigano que me atendeu perguntou meu nome e quando eu disse “Sarah”, ele respondeu que eu havia chegado no dia certo… eu sorri, afinal Santa Sara é a protetora do Povo Cigano e ali estava eu buscando auxílio. Seis meses depois, já como frequentadora assídua da casa, passei por uma consulta com Seo 7 Ondas, que muito sabiamente me disse que eu deveria fazer um trabalho para Mãe Iemanjá, solicitando àquela Orixá que gerasse novas oportunidades em TODOS os campos da minha vida.

Para encurtar história, esta dita consulta ocorreu no início de Dezembro. Ao final de Janeiro comecei a namorar. No carnaval fiquei grávida. Em Março fui contratada e voltei a trabalhar. Em Abril estava casada… Ufa! Iemanjá não brinca em serviço. 🙂

Muitas idas e vindas depois desta consulta com o Marinheiro, e já com a vida totalmente mudada, me matriculei na segunda turma do Curso de Magia Divina das 7 Chamas Sagradas, e passei a frequentar a casa mais vezes na semana. Foi meu primeiro grau de Magia Divina… depois deste cursei mais 17 graus de magia, tanto na Casa do Pai Benedito, quanto no Colégio Tradição de Magia Divina.

Foi nesta mesma Casa de Fé que eu cursei a primeira turma do Curso de Teologia de Umbanda Sagrada – era um curso de seis meses, somente teórico. Fiz meu desenvolvimento mediúnico em 2009, junto com a segunda turma do mesmo curso, já com minha bebê pequenininha. Fui coroada Médium de Transporte por Pai Benedito de Aruanda. Comecei a frequentar as giras de atendimento como Cambone, mas em poucos meses comecei a ser chamada para atendimento. Primeiro com meu Exu Mirim, depois com Vó Benedita, depois com minha Pombogira… e quando vi estava atendendo em todas as giras, sendo coroada Médium de Atendimento da casa cerca de 3 anos depois daquela primeira Gira de Ciganos. Foi um tempo relativamente curto, mas muito bom, de muito aprendizado.

Cerca de um ano depois, já em 2011, Vó Benedita começou a solicitar-me o estudo do Sacerdócio Umbandista. Como todo “bom” médium, achei que era coisa da minha cabeça… afinal, eu não tinha essa missão na vida. As solicitações tornaram-se repetitivas. Pessoas, amigos, irmãos de fé – todo mundo, do “nada”, começou a brincar comigo, perguntando quando eu abriria a minha casa. Eu neguei de todas as maneiras possíveis, tenho que admitir. Mas a verdade é que, no fundo, eu sabia que era isso que eu tinha que fazer, que ajudar é que me fazia feliz, que era isso que me fazia me sentir útil e viva e que quando chegasse a hora, eu não teria escolha, porque eu tinha sim assumido esta tarefa bem antes de nascer.

E assim foi… no início de uma gira de atendimento em 2012, meu amado Pai de Fé, Claudio Ricomini, solicitou que eu e mais duas irmãs médiuns da casa cursássemos o Sacerdócio Umbandista no Colégio de Umbanda Sagrada de Pai Rubens Saraceni. Foram meses e meses de estudo, de dedicação. Muitas oferendas, muitos amacis. Aulas memoráveis que eu nunca, jamais hei de esquecer. Mestre Rubens realmente coroou nossa caminhada com a sua alegria, o seu conhecimento e a sua disciplina. A ele, sou imensamente grata.

Em 2013, no ano em que me formei Sacerdotisa, Vó Benedita começou a cobrar-me a abertura da Casa de Fé… vendi meu apartamento, compramos uma casa, reformamos. Depois seguiram-se as firmezas necessárias à abertura da casa – primeiro ao Guardião Exu, depois à Guia Chefe da Casa, por fim à Guia de Frente que também é minha Guardiã Pombogira. Muitos gastos, muito tempo, muita dedicação. A cada passo dado, um frio na barriga, um medo a mais… mas também uma força estranha, uma certeza, que me foi invadindo e tomando conta. A cada dúvida, uma única resposta: “segue em frente, estamos juntos”.

Muita gente há de me olhar e pensar “como ela consegue?”. Vou dizer a vocês: Eu não consigo, porque não sou eu.

É a Vó Benedita… é Seo Morcego.

É a Rosa, Seo Zé, a Carmen.

É a Lili, o Pimentinha, a Iara.

É Seo Pena Branca, Seo 7 Barcas, Seo 7 Lanças.

É minha Mãe Iemanjá Cristalina, é Meu Pai Ogum Megê.

É Iansã de Balê e Obaluaê.

É Olorum…  e todos os Orixás, todos os Guias, Mestres, Mentores e Guardiões.

São eles gente… é deles este projeto, esta Casa, a minha coroa, a minha fé, a minha dedicação, a minha vida… é deles. Sem eles, nada disso existiria. É por eles a minha (aparente) calma, a minha disciplina, a minha certeza, a minha esperança. Porque eu creio, no fundo d’alma, na evolução do espírito através de suas várias existências e eu creio na Gênese Umbandista. Eu me lembro de muitas das minhas experiências anteriores e elas me ajudam a entender quem eu sou, porque eu estou aqui, e o que eu preciso para melhorar. Porque, como diz Vó Benedita, a fé pela fé não é nada; a fé pela fé, sem estudo, sem base, sem conhecimento, sem investigação, sem discernimento, é como castelo de areia – na primeira onda cai, desmancha, deixa de existir.

E é isso que eu quero passar pra frente. É nisso que eu acredito – que nós teremos um futuro melhor com pessoas melhores; pessoas com auto-conhecimento, que sabem de onde vêm e para onde vão. Pessoas boas, sadias de coração e alma. Não precisa ser perfeito, nem precisa ser Umbandista, precisa ser bom e querer ser melhor a cada dia, a cada passo dado. Precisa saber que tem defeitos e que precisa melhorar, porque esta é a razão da vida material neste planeta. As pessoas precisam resgatar isso de dentro delas. Elas precisam lembrar que existe algo além do acordar de manhã, trabalhar feito louco, enfrentar trânsito, comer qualquer porcaria, ganhar o insuficiente, e no outro dia repetir tudo de novo, esperando o final de semana, as férias, a aposentadoria, para ser feliz.

A vida não é isso, gente. A vida pode, e deve, ser melhor. É preciso parar, avaliar, arriscar uma vida diferente, uma vida com mais propósito, uma vida onde a gente pode se sentir feliz e realizado todo dia, não só no final de semana, não só nas férias.

É por isso que a Casa da Vó Benedita existe, e é pra isso que nós vamos trabalhar e ensinar. É com esta bandeira, a bandeira de Oxalá, Pai dos Mundos e Senhor dos Espaços Infinitos, que nós vamos auxiliar o próximo. E se nós mudarmos uma única vida para melhor, se nós salvarmos da tristeza e do desespero um único pai de família que seja, eu já me sentirei realizada.

Porque, segundo o ponto cantado que Vó Benedita tanto gosta, “Quem pode mais, é Deus”.

Pois que seja feita a vontade d’Ele.

Axé!

(A Casa da Vó Benedita está prevista para ser inaugurada ao público no próximo dia 08 de Julho, uma sexta-feira, com atendimentos semanais e gratuitos. Em breve, publicarei maiores informações.)

O Feminino é Belo, por uma Pombogira

O ideal feminino mudou, e continua mudando, durante os anos. Vide os quadros pintados na Renascença, Idade Média, as idolatradas Pinups dos anos 50, as magrelas dos anos 70, as gostosas dos 90 lideradas pela lindona Gisele Bündchen, e agora as marombadas/siliconadas dos anos 2000.

Mas, uma coisa é comum a todas as épocas a partir do momento em que a mídia tornou-se algo acessível (revistas, jornais, TV) – o ideal de beleza feminina passou a ser IMPOSTO a todas nós, dia e noite, noite e dia.

mulher

Lembro-me de ser chamada de Olívia Palito na escola. Sinceramente eu não gostava muito, mas não fiquei neurótica por conta disso. Muito provavelmente por conta da minha personalidade, nunca fui de dar muito crédito à opinião alheia – eu literalmente sou do tipo “to nem aí”. Ainda assim, o “fantasma” da magreza esquelética – eu cheguei a pesar 42 quilos, tendo 1,72 metro de altura – me perseguiu até a idade adulta. Mesmo tendo chegado aos saudáveis 63 Kg, já com bem mais de 30 anos de idade, eu continuei me vendo no espelho como MUITO magra. Daí comecei a perceber que as calças que sempre me serviram, não serviam mais, e então eu percebi que a minha visão de mim estava distorcida – eu já não era tão magra assim, mas os longos anos de assédio na escola continuavam na minha cabeça, me proibindo de me ver como eu era de verdade.

Foi trabalhoso tirar da cabeça que eu não era mais a Olívia Palito. Todo dia, a todo momento, repetindo para mim mesma que eu estava bem, saudável, bonita. Todo dia me olhando no espelho e tentando separar a ideia que eu fazia de mim daquilo que eu realmente era, daquilo que as pessoas viam e, geralmente, elogiavam em mim.

Agora, e principalmente por ter me tornado mãe, estou tentando reaprender a história de receber e fazer elogios. Até hoje, não sou boa em receber elogios, me sinto muito mal e muito sem graça… é um horror. Fazer um elogio sempre foi mais fácil… mas eu ainda sou sincera demais, crítica demais, chata demais comigo mesma para sair por aí elogiando aos 4 ventos.

Mas, porque este post?

Bom, se a diferença foi dura comigo, que era magrela, fico imaginando o que ela fez com as “gordinhas”. Tremo só de pensar… e me compadeço da falta de autoestima disseminada pela mídia como verdadeira epidemia mundial.

Tem também o fato de que minha filha, de 6 anos, desde que entrou na escola há um ano já sofre com os estereótipos sociais. Ela já sofre o tal chamado “bullying” (nome chique para um comportamento de merda) porque (a) “O seu estojo é feio porque não é igual ao de todo mundo”, sim eu comprei um estojo todo organizadinho, lindo, Faber Castell, rosa e cheio de borboletas para ela; as amiguinhas colocaram na cabecinha dela que o estojo era feio; depois de muito ouvi-la reclamar, e chorar, este ano comprei outro estojo, “igual” ao de todas elas. (b) “Você é feia porque não usa maquiagem nem gel no cabelo”, exato… e eu tive que explicar para minha filha que ela é bonita demais para precisar de maquiagem aos 5-6 anos de idade e que o cabelo dela é tão liso e brilhante que ela simplesmente não precisa de gel para mantê-lo disciplinado (essa briga, pelo menos, eu ganhei!). (c) “Você não faz parte do nosso grupo porque você vem de bermuda e não de shorts”, isso porque minha filha tem coxas grossas e em dias de calor, se ela usar shorts curtos, ela volta para casa toda se coçando, com assaduras, enquanto as amiguinhas são magrinhas, bem fininhas, e as perninhas nem roçam uma na outra. E por aí vai…

Então, minha gente, o propósito deste post é falar sobre autoestima feminina; é para todas as mulheres, moças e meninas que se acham feias, gordas, magras, brancas demais, negras demais, louras demais, ruivas demais, altas demais, baixas demais, etc, etc, etc.

Com a palavra, Senhora Rosa, Rainha da Encruzilhada:

♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥

“Esse modelo, de abdomens negativos, seios inflados e duros, quadris redondos e de pele hiper lisa. Essa hegemonia de cabelos lisos, longos, claros e sem volume. Essa busca incessante pela aparência jovem, magra, alta e esguia, quase élfica. Todo esse modelo é, em si, uma falsidade. Uma falsidade disseminada pelos propagandistas, pelas mentiras do comércio a qualquer custo, pelo engano que a falta de conhecimento traz.

A mulher, em primeira instância, é a catalisadora do mistério do movimento ondulante. As curvas sinuosas fazem parte da natureza feminina, e é por isso que tende-se a achar que toda forma curva é bela, sensual, feminina. Sendo assim, a sábia mãe natureza dotou o corpo feminino com muito mais gordura que o masculino. Nossa capacidade de gerar a vida, alimentá-la, mantê-la e doá-la ao mundo é única, e nisto também a natureza foi, e é, sábia.

A gordura protege e aquece nosso corpo, nos faz recipientes perfeitos para que a vida possa crescer e desenvolver-se dentro de nós. Nossos seios incham e esvaziam-se, também ao sabor dos hormônios que, em nós, são regulados pelas energias dispensadas pelas fases lunares. Infelizmente hoje, esses mesmos hormônios estão há muito sendo esquecidos e adormecidos, tratados como maléficos para a maioria da população feminina e substituídos por químicos poluidores do corpo e da mente.

Mal sabem estas moças que a razão do sexto-sentido feminino reside nesta nossa ligação com a energia lunar, a energia do sentimento, a energia que “infla” as águas no planeta… as águas Geradoras Divinas que são mães de todos nós, homens e mulheres.

Que belo foi o tempo em que o feminino era celebrado como Divino, belo e inatacável em suas virtudes…

A vocês, moças, deixo meu apelo: não se deixem enganar. A natureza é feita de diversidade. Toda a espécie que se torna uniforme, indistinta, sem diferenças, acaba por fenecer, porque a Vida tem como base a Criatividade e para criar o Grande Artista Divino não pode ser tolhido por regras que delimitem sua Criação.

Não se delimitem. Vocês são belas e perfeitas como as rosas. Olhem as rosas num jardim – nenhuma é igual à outra. Umas maiores, outras menores, umas com mais pétalas, outras com menos, umas mais vermelhas, outras menos, umas brancas, outras rosadas. Parecidas, sim, mas todas diferentes. Cada uma com qualidades e defeitos próprios mas, ainda assim, formam um lindo jardim.

Resgatem o amor próprio, olhem-se no espelho e elogiem-se. O modelo que tentam vender a vocês não existe – foi criado pelo mercado, pelos computadores, pelos cirurgiões, pelos remédios…

Vocês são a luz do mundo, o Santo Graal está em vocês. Não permitam serem roubadas de sua beleza, de seu poder, sem lutar. Juntem-se, elogiem-se, criem suas filhas para gostarem de si como seres únicos, dotados dos dois maiores dons do Universo – amar incondicionalmente e gerar vida. Nada se faz no Universo sem Amor e Criatividade e nós, mulheres, somos as dispensadoras naturais desses dois mistérios primordiais!

Sejam guerreiras. Nós, as guardiãs da noite de todas as linhas de todos os Tronos Divinos, estamos com vocês!”

♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥

Saravá Pombogira! Pombogira é Mojubá! Salve as forças femininas!

A Vida é Hierarquia

Se observarmos a natureza, de uma colônia de abelhas a uma floresta, duas coisas ficam patentes – a diversidade e a hierarquia. No mundo físico ainda reina a hierarquia do mais forte, ou seja, aquele que tem mais força física, ou mais força econômica, vence e se impõe. Assim coabitam todas as espécies, das bactérias aos humanos.

Mas será mesmo que isso só existe aqui no mundo físico?

Ilude-se quem acha que, ao não crer em hierarquias superiores, ao não crer na Fonte que chamamos Deus, ao não crer na Lei de Causa e Efeito, estará livre assim que conseguir deixar seu corpo físico na matéria. Que estado ilusório seria este em que a hierarquia não existe e cada um faz o que quer, quando quer, da maneira que quiser? E para que a alma encarnaria dezenas, centenas, milhares de vezes, senão para, por mérito evolutivo, subir a escada hierárquica da Vida?

A beleza da hierarquia divina está justamente aí: ninguém ascende um único grau ou degrau sem que tenha merecimento para isso. E seu merecimento será provado e comprovado pelas Leis Divinas, e não por algo ou alguém exterior a você. É sua melhoria íntima, é sua vibração energética, são seus atos, palavras e pensamentos que o promovem ou demovem na hierarquia divina. Não há suborno, não há propina… é você com você mesmo. É o tempo que você leva para aprender a realmente ser bom, não só consigo, mas com todos. É a calma e a fé que você mantém diante de situações estressantes e dolorosas. É a paz e o silêncio que você mantém diante da calúnia e da difamação. É a força e a razão que você usa na defesa não só dos seus, mas de todos aqueles que procuram por tua ajuda. É assim que a hierarquia divina funciona. Não adianta desacreditar: a energia de um ser superior a nós é envolvente, cativante, impossível de ser igualada a não ser por aqueles que dividem o mesmo grau vibratório onde ele se encontra.

Só quem já sentiu o amor, o calor, a luz emanada por um ser hierarquicamente superior pode compreender aquilo que eu digo. Não é algo que se possa fingir, como muitos apregoam por aí. E sim, hierarquia é algo natural, faz parte da Vida, pois sempre haverá alguém mais preparado que nós, da mesma maneira que sempre haverá aqueles que estão menos preparados e precisam de nossa ajuda.

Então, não adianta tentar fugir à regra. A Lei é simples: EVOLUA praticando o BEM a você e seus semelhantes. Não existem exceções. Tudo que você pensa, fala ou faz gera de si próprio energia. Se ela for positiva, te puxa para cima. Se ela for negativa, te puxa para baixo. Nada mais simples, e por ser simples é tão difícil de ser executado.

Cuidado com o que dizem por aí. O mundo físico é sim, ilusório. Mas não pensem que dele sairão aqueles que querem. Saem daqui aqueles que trabalharem para isso, aqueles que aprenderem a controlar-se, aqueles que desenvolverem sua empatia, sua bondade, sua generosidade, sua fé. Os demais, morrem duvidando, chegam ao astral como sonâmbulos, reencarnam em lapso de tempo pequeno e continuam nesse círculo vicioso… repetindo a todos que encontram que “Deus não existe”, que “esse mundo é uma ilusão”, que “é a elite que nos faz sofrer”, que “todas as religiões não prestam”, etc.

Pois eu digo: Deus existe, é energia pura, e está em tudo e todos; o Universo, e não somente nosso mundo, pertence a Ele e às hierarquias do astral, as quais nos protegem de nossa própria insanidade; e quem nos faz sofrer é nossa semeadura, nossos erros e desvios do caminho, porquanto semear seja livre, colher será sempre OBRIGATÓRIO.

Axé!

Neferari e o Guardião

Egito

Eu não confiava em homem algum. Mulher alguma era minha amiga. Sozinha, sentada nas escarpas daquele vale de lágrimas, eu chorava minha desdita e tentava concatenar os pensamentos. Onde estaria o grande Deus Osíris? Se ele pesara meu coração sem meu conhecimento, com certeza eu não teria passado no teste… sentia-o pesar e doer em meu peito, enquanto a sede queimava minha garganta.

Olhei para meus braços, mãos, pernas e pés. Estava coberta por chagas, arranhões, sujeira. Minha túnica funerária, antes branca e perfumada, agora era só andrajos. Meu corpo, ao que tudo indicava, ainda assim continuava excitante aos olhos de alguns dos seres que vez ou outra passaram por mim. Eles me machucaram e eu fugi deles, e agora só fico aqui em cima, no morro escarpado, onde a maioria não alcança por estarem já mutilados. Com certeza eu estava no inferno… mas eu não via as serpentes e Ammit parecia não ter ainda devorado minha alma, uma vez que eu continuava viva no além-túmulo. Qual direção deveria seguir? E porque nenhum dos deuses egípcios aceitava minhas preces?

Eu já não dispunha mais do ouro de meu pai. Nem poderia pedir aos servos que me preparassem uma bandeja de frutas para ofertar no templo. Como faria para ser então ouvida?

Depois de muito sofrer, chorar e pedir, decidi então que só me restava um último sacrifício a fazer: daria meu coração, aquele que tanto me pregara peças quando em vida, aquele que me fizera definhar em tristezas, ofereceria meu coração ao grande Deus Rá, senhor do sol e da vida, em troca do fim dos meus sofrimentos.

Durante o “amanhecer” de um daqueles dias sombrios, quando víamos apenas uma lúgubre claridade avermelhada, encarei o que eu pensava ser o grande disco solar naquela dimensão infernal, ajoelhei-me contrita e então fiz minha oferta:

– Ó grande Rá! Senhor do Sol e da Vida! Ouve a minha súplica! Eu, Neferari, ofereço-te meu coração em sacrifício! Ofereço-te meu coração e juro, por meu Kha, servi-lo por todo o sempre! Aceita meu coração e livra-me deste suplício! Apaga minha memória e livra-me da vergonha e da soberba! Lava minha alma em teus raios de luz, e aquece meu corpo espiritual para que eu não mais sinta frio, fome, sede ou dor. Leva-me para os teus domínios, ó Glorioso Rá! Faz de mim tua serva e hei de me sentir abençoada para todo o sempre!

Chorei muito enquanto fazia minha prece. A claridade, que durava apenas alguns instantes, foi se esvaindo. No lugar dela, uma tormenta iniciou-se. A chuva era fria e caía abundantemente. Encolhi-me e me deixei ficar ali, ao chão, enquanto a água parecia lavar minha feridas e meu pranto. Por fim, exausta, acho que adormeci.

Quando acordei, jazia em uma cama confortável, sobre tecidos que lembravam o mais puro linho. As cores variavam do negro ao roxo e ao lilás bem claro, com objetos de decoração em tons de dourado e prata aqui e ali. Na cabeceira da cama onde eu estava, reconheci o disco solar alado e meu coração sossegou. Chorei sentida e agradeci por ter sido acolhida como neófita. Quem sabe ali eu poderia ter a chance de aprender e, no futuro, ver novamente meu coração ser pesado contra a pluma? Quem sabe então ele não estaria tão leve quanto as nuvens no céu de verão?

Notei que estava nua, coberta por uma colcha muito macia. Olhei meus braços, minhas pernas, e tudo havia voltado praticamente ao normal. Vi que eu ainda guardava algumas marcas arroxeadas e pequenos arranhões, mas nada além disso. O cheiro do sândalo exalava por todos os lados e aquilo me trazia conforto e bem-estar. Vi uma bacia dourada junto a uma ânfora, e deduzi que serviria para lavar as mãos e o rosto. Ao lado da cama, uma mesinha baixa de madeira escura continha uma bandeja circular com nozes, figos, tâmaras e uvas. Havia dois pedaços pequenos de pão e uma ânfora com algo que se parecia com leite. Meu estômago reclamou e eu ataquei aquela refeição como nunca havia feito antes. Em meio àquele ataque de péssimos modos, fui interrompida por uma criada, ou pelo menos assim me pareceu. A moça era belíssima, e trajava-se de branco, à moda egípcia. Trazia braceletes dourados em ambos os braços, e os cabelos eram ruivos, descendo até pouco abaixo da cintura. Ela sorriu para mim e disse-me que o Mestre ficaria feliz em saber que eu já estava me alimentando.

– Mestre? Quem é ele, escrava? Quem é o teu Mestre, diga-me!

A moça sorriu mais uma vez:

– O Mestre é a resposta às nossas súplicas, irmã. E eu o sirvo por gratidão e não por ser sua escrava. Ele também me tirou do inferno, como fez com você.

Enrubesci pela noção de que aquela serva se achava no mesmo patamar que eu. E o que era pior – ela sabia sobre onde eu estivera. Será que teria me visto naqueles andrajos?

– Duvido muito que nossas condições sejam similares. De qualquer maneira, gostaria de saber se há algo que eu possa vestir e se podes me levar ao teu Mestre.

A moça gargalhou com gosto, enquanto jogava a cabeça para trás e punha as mãos na cintura de modo desdenhoso. Fiquei enraivecida com aquilo, mas tentei não demonstrar. Senti certa tontura, e acabei por me sentar novamente na cama, enquanto segurava minha cabeça que não parava de rodar. Naquele instante, ouvi uma voz profunda ribombar dentro do aposento:

– O que acontece aqui, Surya?

Ergui a cabeça e o vi. Era um homem alto, corpulento. A pele era branca, e os olhos e os cabelos muito negros. Usava barba e bigode, e portava sobre o corpo uma grande capa negra que deixava à vista apenas a ponta de seus sapatos.

– Ora, ora… se não é nossa hóspede que acordou?

Percebi que continuava completamente nua e rapidamente tentei me enrolar nas cobertas, mas perdi os sentidos e caí. Quando voltei a mim estava novamente sobre a cama. O homem que eu havia visto estava sentado num banco ao meu lado, olhando-me, enquanto estendia ambas as mãos sobre a minha testa. Feixes multi-coloridos de energia saíam de suas mãos, e eu sentia um calor gostoso me invadir. Quando aquilo finalmente parou, ele baixou as mãos, olhou para mim e sorriu um sorriso bonito de dentes muito brancos:

– E então Neferari, como se sente?

Tentei me sentar mas o mundo girou novamente. Ele me auxiliou colocando uma almofada às minhas costas. Sentou-se na beirada da cama e passou levemente a mão sobre minha cabeça, como a ajeitar meus cabelos.

– Quem é você? Se você também é um servidor do grande Rá, porque veste-se assim? De onde vêm essas roupas estranhas?

O homem, a imitar sua serva, gargalhou alto enquanto pegava minha mão direita entre as suas. Beijou minha mão e foi como se uma descarga elétrica me atingisse. Levei um susto e quis retirar a mão, mas ele continuou segurando-a, enquanto olhava para mim de forma muito intensa e enigmática. Eu não consegui sustentar seu olhar, baixei os olhos e só consegui balbuciar:

– Não me machuque, por favor…

Chorei sentida, enquanto o homem segurava minha mão e me olhava. Ele tinha mãos macias e quentes, e aquele calor parecia me confortar e me dar abrigo. Será que era mau? Mas se era um demônio ou coisa assim, porque me salvara?

– Eu não sou um demônio, Neferari. – disse ele levantando-se da cama e caminhando em direção à porta. – Não para você. Aqui você ficará até que tenha consciência de seu novo estado de vida. Se quiser, poderá estudar comigo quando eu tiver tempo de lhe ensinar. Mas, lembre-se: engula seu orgulho. Aqui quem manda sou eu, e aquele que me desobedece perde direitos e ganha castigos, entendeu? Você, por enquanto, tem alguns direitos comigo, moça. Mas se permitir que seu ego atrapalhe seu aprendizado, muito em breve fará um estágio em minhas cavernas-presídio. Acredite: você não gostaria de lá. Agora, durma. Amanhã venho te ver novamente.

Ele fez um gesto com a mão esquerda no ar e eu simplesmente apaguei.

=======================================

(Trecho do livro que conta a história de Neferari, até sua redenção dentro das hostes de Umbanda. O livro ainda está em processo de desenvolvimento.)

Fé no tempo

time

Eu não sou dona do tempo. Ninguém o é, assim como não detemos o comprimento, a largura, ou a espessura de algo. Mas, de todas as dimensões, o tempo (quarta dimensão) é a que mais incomoda.

Ele faz a gente envelhecer.

Ele distancia sonhos e metas de seus aspirantes.

Ele separa e junta por períodos nem sempre agradáveis.

Então eu tento pensar no tempo como uma dimensão mais próxima das outras. Sabe quando você pára na porta de um cômodo e em um passar de olhos é capaz de ver os quatro cantos, as paredes, e tem a exata noção de pequeno ou grande? Eu tento olhar o tempo assim quando ele me incomoda.

Tento fechar os olhos e ver o canto extremo, oposto a mim, no tempo. Eu, lá na frente. Quando algo me deixa muito ansiosa, ou me incomoda demais, eu fecho os olhos e imagino que já passou, imagino que eu estou lá no fim de tudo aquilo, desfrutando de algo melhor.

A sensação é absurdamente boa e os resultados são surpreendentes. Comecei a fazer isso quando estava na faculdade e trabalhava e estudava demais. Pensava sempre que aquilo tudo já tinha passado: aquela prova difícil, aquele cálculo complicado, aquele chefe sem-noção… costumava perguntar a mim mesma (e ainda me pergunto): que importância isso terá daqui 3 anos? Fechava os olhos e tentava imaginar os desdobramentos da questão, até que percebia o quanto tudo aquilo era pequeno demais para que eu me desgastasse tanto.

Vou dizer: nem sempre funciona. Nem sempre aquilo que eu imaginei realmente veio a acontecer. Muitas vezes foi melhor. E muitas vezes não foi do jeito que eu imaginei, mas eu percebi que havia sabedoria naquilo que a vida tinha me dado em troca.

Tem muita gente que me pergunta: como você não está surtando? E eu sorrio. O segredo tem duas metades: tratar o tempo como qualquer outra das 3 dimensões conhecidas e ter fé. Muita fé.

😉

104 anos de Umbanda…

Hoje eu queria dividir com vocês meus quase 40 anos de vida em algumas linhas de texto. Não porque eu queira que vocês digam “olha só, como ela é especial”, mas sim porque eu queria que, através da minha historinha, as pessoas enxergassem um pouquinho mais à frente do nariz… vamos lá.

Eu nasci no interior paulista. Nasci prematura, com vários problemas de saúde – tive uma miopia absurdamente alta, chegando aos 21 graus; cheguei a uma quase leucemia; dormia à base de remédio tarja preta até quase 5 anos. Apesar de tudo isso, da precariedade da cidade onde nasci, da falta de dinheiro, da não-existência de internet, etc., minha mãe foi constantemente intuída e eu fui cuidada por excelentes médicos, tanto físicos quanto espirituais.

A primeira cirurgia espiritual que fiz foi para driblar a leucemia iminente, e funcionou, porque o problema sumiu. Foi um Caboclo o “cirurgião”, embora não saiba até hoje o nome da entidade, porque o centro era Kardecista… mas eu vi o espírito que me operou, e sei que era um índio muito alto e forte.

Depois, sucederam-se os contínuos passes, porque eu era uma criança constantemente assediada: à noite, no meu quarto, via vultos, baratas, insetos, vampiros, lobisomens, tudo saindo debaixo da minha cama… o que para algumas crianças é apenas imaginação, no meu caso era assédio espiritual mesmo. E eu não dormia, chorava, e fazia xixi na cama. Então, remédio tarja preta era a solução… até que eu não conseguia mais andar direito.

Frente à perda de forças nas pernas, minha mãe parou imediatamente o tratamento “da Terra” e continuou somente com o tratamento espírita. Os Guardiões de esquerda foram meus salvadores – fecharam o portal embaixo da minha cama, puseram-se dentro do meu quarto e me guardaram, noite após noite, sem nada dizer. Eu os via e tinha medo deles – aqueles homens altos em suas capas negras que deslizavam pelo quarto como se não tivessem pés… rs… Mas, ainda assim, eles me protegeram.

Com mais idade, passei a ter sonhos muito lúcidos… vidas e vidas descortinavam-se à minha frente. Os tremores eram constantes, o suor excessivo também. Muito alta, magrela, “CDF” – hoje eu seria “nerd”, usando óculos fundo-de-garrafa, eu nunca fui o modelo de beleza que as meninas gostariam de ser aos quinze anos. Ainda assim, comecei a namorar cedo, casei aos 21, divorciei-me aos 29. Neste período todo, trabalhei muito, acordei antes do sol nascer, dormi tarde, cuidei da minha casa, lavei e passei muita roupa, estudei muito e me pós-graduei.

 

Ou seja, eu NUNCA tive uma vida fácil… não desta vez. E, no entanto, eu NUNCA culpei ninguém pelos meus problemas. Eu reclamei sim, eu desejei uma vida mais fácil, menos complicada. Mas eu sempre soube que, se alguém podia transformar a minha vida difícil em algo mais simples, esse alguém era EU. Não era Deus, nem meus pais, nem ninguém. Era EU a chave.

 

Porque eu digo isso? Porque, se você quer abraçar a UMBANDA como sua religião, entenda que ela não tem pózinho mágico. Ela não resolve seus problemas. Ela ajuda, ela te dá forças, ela te dá esclarecimento, ela te dá recursos para se tornar alguém melhor… mas, a CHAVE é VOCÊ. Se você fizer a sua parte, ela faz a dela; se você não fizer, ela te chuta a bunda.

 

Hoje, eu continuo não tendo uma vida muito fácil. Mas eu viajei quatro continentes, eu falo três idiomas, eu já li mais livros na vida do que cabem no meu apartamento; eu sou mãe, esposa, funcionária de multinacional, arquiteta, tradutora, escritora, médium… eu sou UMBANDISTA. A Umbanda é parte de mim, uma parte muito importante. É ela que me sustenta hoje na minha caminhada. Aquele buraco que eu sentia quando sentava no avião com destino ao outro lado do mundo… desapareceu. Aquela tristeza, os tremores, a tontura, o desequilíbrio… tudo, foi embora. E, quando volta, eu sei me livrar deles. Hoje, acredito, eu ajudo tanto quanto sou ajudada. Eu não tenho dúvidas de quem eu sou, de onde eu vim e de para onde eu quero ir.

 

Se você gosta de reclamar, de viver a vida da vítima, de colocar a culpa dos seus problemas nos outros… talvez a Umbanda não seja para você. Porque, mais cedo ou mais tarde, dentro da Umbanda, você será obrigado a MUDAR, a CRESCER. Você será confrontado com os seus erros e acertos, com as suas dúvidas e certezas, com aquilo que você “acha” que sabe da Vida… E, como dizia o saudoso Chico Xavier, quem não vai pelo amor, vai pela dor…

 

Muita gente diz que religião é ilusão, que fé é para os ignorantes, os sonâmbulos. Eu digo a eles que sentem frente um preto-velho e ouçam, sem questionar. Abram o coração e sintam a energia, e tentem, se puderem, não se emocionar. Ouçam a risada dos Guardiões e não tremam, se conseguirem (rs…). Recebam o passe do Caboclo com seu palavreado simples e neguem a leveza de alma que sentirão depois do atendimento. E depois digam que tudo não passou de ilusão… é só isso – a Umbanda fala por si, não preciso falar por ela.

 

A minha gratidão às falanges de Umbanda que fizeram tanto por mim, mesmo antes de eu saber que meu lugar era aqui, ao lado deles. O meu muito obrigada aos meus Guias que me guardaram, me intuíram, me guiaram até o lugar certo, na hora certa, para que a minha missão de vida se iniciasse.

 

Em Dezembro eu faço 40 anos de vida e pouco mais de 5 anos de Umbanda. Saravá aos meus irmãos de Fé, saravá aos meu Guias, Mestres e Mentores espirituais. De tudo que eu vivi na vida até aqui, esta, sem dúvida, é a melhor parte… é a parte que eu levo comigo para onde for. 🙂

 

Saravá os 104 anos da UMBANDA!

No dia do Amigo, palavras do meu guardião AMIGO…

A menina queria escrever sobre amigos… pois eu vou ditar à moda Exu.

Quer saber quem é seu amigo? Caia. Caia bem fundo. Fique na completa e total obscuridade. E então clame por auxílio. Nessa hora, você saberá realmente quem são seus amigos…

Invariavelmente, eles vêm nessa ordem:

Primeiro, Deus. O Criador de tudo que é vive dentro de você e jamais o abandona. Ele é sua força, seu Norte, sua consciência. Ele é seu ponto de partida e seu destino final. Ele é seu maior e melhor amigo.

Segundo, suas forças. Mesmo aquele que não cultua os Sagrados Orixás é abençoado por suas forças divinas que o sustentam, amparam e acolhem. Sem Eles, o ser perderia sua identidade, suas aspirações, sua força e coragem na Vida. Suas forças naturais te dão a vontade de viver, o impulso à evolução, o sentimento de “raiva” necessário para transpor os momentos difíceis e vencer as batalhas da existência. Suas forças espirituais o seguem há muito tempo. Estão contigo a todo momento, e bem antes do seu nascimento já estavam ao seu lado te dando conselhos, direcionamento, suporte emocional, mental e físico. São eles as almas queridas que se importam e querem vê-lo livre, afinal, da roda encarnatória.

E terceiro, sua família. Quando digo família, refiro-me a dois grupos – sua família carnal, formada por seus pais, filhos, irmãos, tios, tias, primos, marido, esposa; e sua família espiritual, formada por “almas afins” que vibram na mesma frequência e portanto identificam-se e acolhem-se mutuamente. Pelo menos um integrante de alguma dessas “famílias” há de te responder… e geralmente é aquele que tem contigo maior afinidade espiritual/vibracional.

E agora, pergunto: eu citei aí as aparências? O dinheiro? O carro? A casa na praia? A festa de arromba?

Imbecil é aquele que pensa que sua Vida define-se pelo lado material da questão. Vocês todos são almas em experiência transitória na carne. Urge que todos vocês destinem um pouco mais de tempo às questões espirituais e menos às futilidades da existência material.

Eu, como Guardião à esquerda, sou o primeiro a dizer: divirtam-se! Mas também serei o primeiro a dizer: Fodam-se! (assim mesmo, com letra maiúscula… hahahaha…) Pois os avisos estão por todos os lados e só não vê quem não quer ver!

Portanto, pensem bem no valor que dão a cada coisa na Vida… avaliem suas prioridades, revejam prós e contras de atitudes, palavras e pensamentos. Mudem. Evoluam.

Assim, quem sabe, um dia poderei chamar a todos vocês de meus Amigos.

Hahahahaha…

Eu Sou Exu Morcego, Guardião da Lei e do Amor no ponto de forças negativo da Mãe Universal Mineral.

=============================================

Laroyê, Seo Morcego! Seo Morcego é mojubá!

Obrigada, meu AMIGO. Sou-lhe infinitamente grata por ter-me na conta de filha e acolher-me sob suas “asas”.