As forças da natureza

A cantora Clara Nunes sempre louvou aos orixás e às forças da natureza em suas belas canções. Filha de Yemanjá, fazia questão de cantar suas melodias vestida sempre de branco, com flores e/ou conchas enfeitando os cabelos. Logo após seu falecimento, sua irmã dirigiu-se à Uberaba para tentar uma psicografia através de Chico Xavier. Clara transmitiu uma bela mensagem, falando inclusive como fora seu desencarne tão nova.

Em 1977, Clara Nunes lançou a música “As Forças da Natureza”. Me espanta a atualidade da letra desta canção… inspiração divina? Premonição? Impossível termos certeza no momento.

Mas é certo que Clara foi um espírito iluminado, amparada em sua caminhada terrena por seus espíritos guias, e destinada ao canto das raças e dos orixás. Odoyá Yemanjá! Salve Clara!

Seguem a letra e o vídeo da música. Enjoy!

Quando o Sol

Se derramar em toda sua essência

Desafiando o poder da ciência

Pra combater o mal

E o mar

Com suas águas bravias

Levar consigo o pó dos nossos dias,

Vai ser um bom sinal.

Os palácios vão desabar

Sob a força de um temporal

E os ventos vão sufocar o barulho infernal.

Os homens vão se rebelar

Dessa farsa descomunal,

Vai voltar tudo ao seu lugar

Afinal…

Vai resplandecer

Uma chuva de prata do céu vai descer,

O esplendor da mata vai renascer

E o ar de novo vai ser natural!

Vai florir,

Cada grande cidade o mato vai cobrir,

Das ruínas um novo povo vai surgir

E vai cantar afinal!

As pragas e as ervas daninhas,

As armas e os homens de mal,

Vão desaparecer nas cinzas de um carnaval!

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Saudades do Frank…

Uma das minhas grandes tristezas na vida é o fato de que Frank Sinatra morreu antes que eu pudesse vê-lo cantar ao vivo… sad, but true.

Hoje, não sei porque, acordei com essa música tocando na “caixola”:

Atentem para a voz… nenhum tremor, nenhuma falha… mesmo aos quase 70 anos de idade. Fantástico. Soa como veludo nos ouvidos.

A letra é de Paul Anka, baseada numa música originalmente francesa.

Sinatra, como bom sagitariano, canta My Way com o coração, uma vez que a música descreve exatamente a maneira de pensar, e viver, de um centauro. Nenhum de nós gosta de amarras; nenhum de nós gosta de normas e regras. Liberdade, igualdade e fraternidade, é o lema dos sagitarianos.

E assim eu deixo vocês hoje com essa pérola. A letra, na versão abaixo, foi traduzida por mim.

MY WAY

And now, the end is near, and so I face the final curtain.
My friend, I’ll make it clear, I’ll state my case of which I’m certain.

I’ve lived a life that’s full, traveled each and every highway.
But more, more than this, I did it my way.

Regrets I’ve had a few, but then again, too few to mention.
I did what I had to do, I saw it through, without exemption.

I planned each charted course, each careful step, along the byway.
And more, much more than this, I did it my way.

Yes, there were times I guess you knew when I bit off more than I could chew.
And with it all, when there was doubt, I ate it up and spit it out.
I grew tall through it all… and did it my way.

I’ve loved, I’ve laughed and cried, I’ve had my fill, my share of losing.
But now, as tears subside, I find it all so amusing.

To think I did all that, and may I say, not in a shy way.
No… no, not me! I did it my way.

For what is a man, what has he got?
If not himself, then he has not.
To say the things he truly feels, and not the words of one who kneels.

The record shows I took the blows and did it my way.

My way.

E agora, o fim se aproxima e eu encaro o descer da cortina.
Meu amigo, vou deixar claro, eu vou apresentar meu caso, do qual tenho certeza.

Eu vivi uma vida plena, viajei por todas as estradas.
Mas mais, mais que isso, fiz tudo do meu jeito.

Remorsos eu tive alguns, mas tão poucos que nem preciso mencioná-los.
Eu fiz o que precisava ser feito, até o fim, sem exceções.

Eu planejei cada percurso, cada passo cuidadoso por atalhos.
E mais, muito mais que isso, fiz tudo do meu jeito.

Sim, houve momentos em que eu acho que você percebeu que eu tive os olhos maiores que a barriga.
E mesmo assim, quando houve dúvida, eu engoli e cuspi.
Com tudo isso eu cresci… e fiz tudo do meu jeito.

Eu amei, eu ri e chorei. Eu fui pleno, e tive minha parcela de perdas.
E agora, quando o pranto se acalma, eu acho isso tudo muito divertido.

Pensar que eu fiz tudo isso, e devo dizer que não de uma maneira tímida.
Não… não, não eu! Eu fiz tudo do meu jeito.

Afinal, de que se trata um homem, o que ele possui?
Se não tem a ele próprio, então nada tem.
Ele diz aquilo que realmente sente, e não as palavras daquele que se ajoelha.
A história mostra que eu agüentei as porradas, e fiz tudo do meu jeito.

Do meu jeito.

(é ou não a maneira que todos nós gostaríamos de viver, hein?)

You’re by far my favorite…

Eu ia postar isso só na quarta… mas não resisti. 🙂

Meu amore faz 30 anos no dia 30/03… cabalístico, não? Mas, com números ou sem, eu quero começar bem a semana desejando a ele mais 30 anos de muita saúde, amizade, amor e dindin no bolso! Uhuuuu!

Beijo amore… 😉

E para quem não entendeu, essa é a Sophie Madeleine que compôs essa música e remixou pessoas de várias partes do mundo (inclusive duas do Brasil!) cantando. Não ficou muito legal? A letra diz que “você é, de longe, meu favorito… e eu espero ser, de longe, também sua favorita“! 😀

Simplesmente amor…

Ontem eu vi esse filme de novo. No original, Love Actually, o filme é uma seqüência de histórias românticas aparentemente sem conexão. Para uns, o filme é uma perda de tempo, muito melado e sem graça. Para outros, como eu, um desfilar de histórias que poderiam acontecer com qualquer um. Adoro Hugh Grant no papel do primeiro ministro britânico. E amo Colin Firth no papel do escritor inglês que se apaixona por sua secretária portuguesa. Rodrigo Santoro também arranca suspiros, não por sua atuação, que foi mínima, mas por aparecer só de cueca numa das cenas do filme… rs…

Mas há uma coisa no filme que eu adoro mais que tudo… essa música:



É Songbird, de Eva Cassidy (1963-1996). Enjoy! 🙂

Coro da OSESP abre inscrições

A OSESP começou o processo anual de seleção para os coros infantil e juvenil. Para participar, não é necessário ter cantado em outros corais, saber ler partitura ou conhecer música de concerto. As inscrições vão até 25 de fevereiro e os testes para identificar o tipo de voz do candidato e sua aptidão para a música serão realizados entre 1º e 5 de março.
Seu filho, se for selecionado, terá aulas duas vezes por semana. Ouvirá música de fino trato.
Desenvolvolverá senso estético musical, disciplina, perseverança. Melhorará a postura, ficará mais desinibido. Além de melhorar a memória e os estudos (sim, quem estuda música tem mais facilidade com números, por exemplo).
Fará amigos, poderá fazer algumas viagens, e fará parte de uma das maiores Orquestras Sinfônicas do mundo… sem pagar NADA. O curso é gratuito.
Não é legal?
Então tá esperando o quê? Clique aqui para o coro infantil, ou aqui para o coro juvenil. Ah… se eu tivesse idade… 😦
Boa sorte!

Cuida bem de mim… em 2011!

Dava tudo para poder sentar nessa cadeirinha à beira do Mar do Caribe...

Final de ano… novos planos… novas esperanças.
Hoje estou a fim de sonhos.
Sonhos doidos, sonhos brandos…
Sonhos de brisa, de ventania, de vendaval.
Sonhos de mar, areia e ondas…

(Ah, essa minha veia poética…rs…)

Minha cara pra quê tantos planos? Se eu quero te amar, e te amar, muitos anos? Lembram dessa música? Di-vi-na…

Então, em nome dos planos e dos sonhos, eu deixo vocês com essa balada romântica, poética, melodiosa…
E que vocês todos tenham um ano cheio de sonhos… realizados, claro!

Com vocês, Nando Reis cantando Muito Estranho:

Moses supposes his toesies are roses…

No domingo fomos, eu, Diego e Belah, almoçar num restaurante aqui perto de casa. O restaurante tem várias TVs, que naquele dia estavam exibindo uma coletânea de vídeos antigos. De repente aparece Gene Kelly em sua mágica seqüência de Singin’ in the Rain:

E Belah fica como que estática, achando o máximo alguém dançando embaixo de toda aquela água. E comentou aquilo o resto do dia, até que eu perguntei se ela queria ver o moço dançando na chuva. E é claro que ela queria, né?

Peguei o DVD em casa e coloquei para tocar. E ela sentou-se no tapete e ficou como que hipnotizada, vendo o filme desde o começo. A cada moça que aparecia, ela dizia: “Que indo! Óia o vitido dela!”. Ou então: “Que indo! Óia o papato dela!”… e assim foi. Detalhe: o filme todo em inglês porque o DVD que eu tenho só tem áudio em inglês e espanhol.

A cada cena de dança e canto, ela se maravilhava, levantava, dançava junto. Falou durante o filme todo, comentários mil sobre sapatos, vestidos, chapéus. E por fim a cena que ela mais amou e me fez repetir mais de vinte vezes desde então – Gene Kelly sapateando na cena da aula de dicção:

Nessa parte ela simplesmente vai à loucura – bate os pezinhos no chão, bate palmas, chacoalha o corpinho… é engraçadíssimo de se ver.

Mas, realmente, quem pode discordar dela, não é mesmo?

Eu sou suspeita, porque já disse que os filmes dos anos 50/60 são meus preferidos. Agora estou pensando em apresentá-la a Maria em The Sound of Music. Será que ela vai gostar tanto quanto? 😉