Fé no tempo

time

Eu não sou dona do tempo. Ninguém o é, assim como não detemos o comprimento, a largura, ou a espessura de algo. Mas, de todas as dimensões, o tempo (quarta dimensão) é a que mais incomoda.

Ele faz a gente envelhecer.

Ele distancia sonhos e metas de seus aspirantes.

Ele separa e junta por períodos nem sempre agradáveis.

Então eu tento pensar no tempo como uma dimensão mais próxima das outras. Sabe quando você pára na porta de um cômodo e em um passar de olhos é capaz de ver os quatro cantos, as paredes, e tem a exata noção de pequeno ou grande? Eu tento olhar o tempo assim quando ele me incomoda.

Tento fechar os olhos e ver o canto extremo, oposto a mim, no tempo. Eu, lá na frente. Quando algo me deixa muito ansiosa, ou me incomoda demais, eu fecho os olhos e imagino que já passou, imagino que eu estou lá no fim de tudo aquilo, desfrutando de algo melhor.

A sensação é absurdamente boa e os resultados são surpreendentes. Comecei a fazer isso quando estava na faculdade e trabalhava e estudava demais. Pensava sempre que aquilo tudo já tinha passado: aquela prova difícil, aquele cálculo complicado, aquele chefe sem-noção… costumava perguntar a mim mesma (e ainda me pergunto): que importância isso terá daqui 3 anos? Fechava os olhos e tentava imaginar os desdobramentos da questão, até que percebia o quanto tudo aquilo era pequeno demais para que eu me desgastasse tanto.

Vou dizer: nem sempre funciona. Nem sempre aquilo que eu imaginei realmente veio a acontecer. Muitas vezes foi melhor. E muitas vezes não foi do jeito que eu imaginei, mas eu percebi que havia sabedoria naquilo que a vida tinha me dado em troca.

Tem muita gente que me pergunta: como você não está surtando? E eu sorrio. O segredo tem duas metades: tratar o tempo como qualquer outra das 3 dimensões conhecidas e ter fé. Muita fé.

😉

Passado, Presente e Futuro

Chico Bento, de Maurício de Souza. O matuto mais legal da Turma da Mônica.

Eu me lembro do meu primeiro computador. Era um XT, com dois floppy drives, um de 5 ¼” e outro de 3 ½”. Os discos de 5 ¼” eram flexíveis, e para aproveitar melhor a capacidade de armazenamento nós, geeks de então, cortávamos a lingueta no lado direito do disco, para então poder virá-lo e gravar do outro lado da mídia…rs…

Eu fazia o penúltimo ano do curso de processamento de dados e difícil, naquela época, era programação em Cobol, Fortran e Assembly. Comecei com um sistema operacional chamado Cisne alguma coisa, e quando peguei o MS-DOS tive que decorar 10 páginas de comandos para a prova de sistemas operacionais… CD (change directory), MD (make directory), RD (remove directory)… mais todos os parâmetros possíveis e imagináveis para cada um deles. Não existia, no mundo Microsoft©, a tal interface gráfica para PC… e nós nunca havíamos sequer chegado perto de um Macintosh, computador pessoal da Apple©. Banco de dados era DBase III ou DBase III Plus, onde você determinava o campo, tamanho e o valor, nada mais.

Minha “máquina” tinha monitor de tubo (CRT) de fósforo verde. Editor de textos? Eu tinha um, mas não lembro o nome.

Dois anos depois, já quase na época da minha formatura, vendi o dinossauro, e comprei um AT, com monitor CRT colorido e sistema operacional Windows, que eu detestava por sinal, porque legal mesmo era digitar os comandos no ROOT.

Me lembro da estréia da Internet, com notícia veiculada no Fantástico. Lembro-me do âncora (acho que era o William Bonner) dizendo da preocupação mundial com a ativação daquela malha através de satélites… o nome? World Wide Web… coisa que eu vi, ouvi, e não entendi lhufas na época. Afinal, aquilo tudo estava a anos-luz de distância de mim e eu sinceramente achei que nem ia “pegar”.

Minha primeira real interação na internet foi uma conta de email Yahoo!, que tinha espaço de armazenagem limitado. Além disso, eu criei um perfil no ICQ (a sigla, em inglês, quer dizer “eu procuro você”), um sistema de troca quase instantânea de mensagens.

De lá pra cá, eu passei por inúmeras versões do Office e do Windows. Tenho 3 contas de email diferentes. Um laptop widescreen com um único drive de DVD, nada mais, graças às inúmeras portas USBs e aos dispositivos de armazenagem do tipo pen drive. A internet não só “pegou” como virou parte do meu ganha-pão, assim como do de muita gente.

Nunca mais usei uma única folha de cheques. Dinheiro? Só se for o de plástico, pra passar na maquininha de débito, não importa se é na padaria ou no teatro.

E se…

Agora, eu pergunto a vocês – o que acontece se um mega apagão atingir nosso planeta, como prevêem alguns astrônomos e profetas do apocalipse? Dizem, pelo que pude entender, que nossa estrela central, o Sol, está prestes a lançar uma massiva onda eletromagnética em direção à Terra, por conta de uma explosão solar imensa. Pode acontecer a qualquer minuto mas, segundo cálculos, é bem provável que ocorra de meados de 2012 para frente.

Se isso acontecesse, nossos satélites seriam, em sua maioria, desintegrados. Tudo, mas tudo mesmo, que depende de eletricidade, pararia. Tudo: seu carro, celular, TV, computador, portas eletrônicas, elevadores, aquecedores, ar condicionado, geladeiras… tudo. E, dizem, a coisa seria tão feia que nós demoraríamos MESES para restaurar apenas parte do estrago.

Agora, o mais óbvio: como é que a gente come nesse meio tempo? Eu não posso passar meu cartão na maquininha. E mesmo que eu fosse à padaria com o dinherio em espécie, os fornos são elétricos e o padeiro não teria feito pão. Nossos meios de transporte dependem de eletricidade para trafegar, e não poderiam transportar nenhum tipo de matéria prima ou recurso humano.

E nesse mundo caótico, sabe aquele matuto que mora na roça, cozinha no fogão à lenha, nunca ouviu falar de celular ou internet, e anda de carroça puxada pela mula? Pois é… parece que ELE é o homem do futuro minha gente…

Martin Cooper, o vovô da tecnologia celular

No dia 3 de Abril de 1973 (eu tinha menos de 4 meses de idade), o engenheiro eletro-eletrônico Martin Cooper fez a primeira ligação celular utilizando um aparelho que pesava pouco mais de um quilo e meio e cuja bateria durava apenas 20 minutos.

Martin Cooper, na época, era engenheiro da Motorola, uma empresinha americana pequena e sem muito futuro. Segundo o próprio, a AT&T, gigante das telecomunicações americana, foi pioneira na comunicação via células e havia entrado com um pedido ao governo norte-americano para que pudesse transmitir ligações telefônicas utilizando ondas de rádio. Só que a AT&T queria o monopólio do negócio, que ela aplicaria somente aos telefones instalados em carros.

Ou seja, para fazer uma ligação você teria que estar no seu veículo. Era meio que um telefone fixo, mas que se movia se o seu automóvel também se movesse (hahaha… fala sério!).

Martin Cooper achou aquilo um absurdo. Para ele as pessoas deveriam ter o poder de ser livres para ir e vir, e o telefone deveria ter a capacidade de acompanhá-las. Ele sonhava com algo como o comunicador utilizado pelo capitão Kirk em Jornada nas Estrelas, e não em fazer ligações a partir de seu automóvel!

Portanto, com a aprovação dos sócios proprietários da Motorola, ele criou o primeiro telefone realmente móvel. Sua primeira ligação ocorreu no meio da Sixth Avenue (Sexta Avenida) em New York.

Ele pegou aquele “tijolo” de telefone (protótipo Dyna-Tac, que deve ter originado o nome dos tão famosos Star-Tac, lembram?) e discou o número do chefe de pesquisas da AT&T na época. Quando o Dr. Joel S. Engel atendeu, ele disse algo do tipo “Dr. Engel, aqui quem fala é Martin Cooper. Eu estou te ligando do meio da Sexta Avenida, a partir de um telefone móvel celular de verdade.

Martin Cooper conta que o concorrente ficou mudo do outro lado do telefone por alguns instantes. Por fim, refeito do susto, parabenizou-o pelo feito, e desligou.

E assim a história da telefonia mudou para sempre, e a Motorola tornou-se a gigante que é hoje.

Martin conta que, quando juntou-se à Motorola, assinou um contrato que estabelecia que qualquer invento seu seria entregue à empresa por 1 dólar. Mesmo assim, diz que não se arrepende pois a Motorola ofereceu-lhe subsídios para trabalhar e progredir, e era isso que o interessava.

Essa reportagem foi veiculada na GloboNews e eu tive o prazer de assistir ao programa ontem à noite. Vocês também podem ver o vídeo na página do programa Espaço Aberto Ciência e Tecnologia.

O que eu gostaria de ver em 2010

Alguns dos que prometem esse ano - The Guardians, Despicable me, Rango e Rio.

Eu geralmente vejo filmes para me divertir. É isso mesmo. Sabe aquele drama denso, super bem afamado pela crítica? Esquece, “tô fora”. Agora, também não me venha com comédias no estilo Debi e Lóide… ninguém merece! Sempre adorei animações. Talvez pelo fato de que eu adore desenhar desde pequena… ou porque é incrível saber o trabalho que dá fazer uma animação. Ou as duas coisas juntas.

Juntando tudo isso, eu sempre garimpo aqui e ali alguns trailers que me interessam e que eu gostaria (verifiquem o tempo verbal pós nascimento da Belah) de assistir. Ah, somem também o fato de que eu sou (meio) nerd… 🙂

Resolvi então dividir com vocês alguns trailers que eu acho promissores. Já falei sobre The Last Airbender aqui neste outro post, então este está fora.

  • Sinbad, the Fifth Voyage – tem muito pouca coisa no trailer ainda, então não dá pra saber como ficará. Mas a história é boa, e Sinbad é sempre um ícone, certo?
  • Tron Legacy – ge-ni-al. Só pelo trailer eu já fiquei doida pra ver. Os efeitos especiais são fantásticos. Destaque pro diálogo do filho de Flyn com o “pai” dele criado em computador.
  • The Sorcerer’s Aprentice – não adianta, eu gosto desse tipo de filme. Digam o que quiser, eu curto, gosto dos efeitos, gosto de ver como a arte imita a vida (embora a maioria dos mortais ache que tudo não passa de fantasia).
  • Legend of the Guardians, the Owls of Gahoole – lindo! Uma graça de animação. Destaque para as penas das aves… gente, parece de verdade pra valer.
  • Despicable me – hilário! Assistam todos os trailers e me digam se os diálogos não são demais. E os minions? São a coisa mais engraçada que eu já vi, sinceramente. Animação também.
  • Tangled – sabe a Rapunzel? Pois é, então, esqueça. Essa animação pelo jeito será muito, mas muito melhor que a historinha antiga da moça de cabelos de ouro presa na torre pela madrasta má.
  • Rango – com Johnny Depp fazendo a voz do camaleão desajeitado… achei o trailer muito legal. Destaque, de novo, para a pele escamosa do nosso amiguinho verde.
  • Rio – dos mesmos criadores de A Era do Gelo. Se passa nbo Rio de Janeiro e o nosso amiguinho arara azul é bem divertido. Destaque para a visão panorâmica do pão de açúcar com a orla do mar logo abaixo e, é claro, a trilha musical – perfeito!

E daí tem aqueles que todo mundo vai ver, né?

  • Harry Potter and the Deathly Hallows – gosto de ver o quanto essa galerinha amadureceu no cinema. Do primeiro filme até os atuais a atuação desses meninos ficou fantástica. Fora isso, eu gosto do gênero, como já disse, e me esqueço da vida vendo Harry.
  • The Chronicles of Narnia, The Voyage of the Dawn Treader – então… quem leu os livros diz que os filmes são ruins. Eu não li, então não sei dizer. Gostei bastante do primeiro, e achei bem legal o segundo. Com certeza quero ver esse também.

Obs.: Todos os trailers estão em inglês, sem legendas. Se procurar no YouTube é capaz de encontrar alguns já com legenda, com certeza. Sorry about that.

The Last Air Bender

O pequeno avatar em ação - suas tatuagens se acendem...

Então, alguém já assistiu um desenho chamado Avatar? É a história de um menino-monge que pode controlar todos os elementos – terra, fogo, água e ar.

Sinopse do desenho

Há cem anos (ou coisa parecida), ele nasce entre o povo do ar (todos monges) e é assinalado como o novo avatar, ou seja, aquele capaz de controlar todos os elementos. Só que o garoto, aos doze anos, não aceita a sua missão de vida, e foge. Algo acontece (o desenho não explica direito) e ele fica “congelado” no tempo, sendo descoberto um século depois (ou mais) por um casal de irmãos do povo da água, num momento crucial para toda a humanidade – a nação do fogo declarou guerra a todas as outras, querendo subjugá-las. E aí desenrolam-se todos os capítulos do desenho animado, com o nosso herói avatar fugindo e enfrentando inúmeros perigos ao lado de seus amigos da nação da água.

Avatar em 3D

E não é que agora filmaram em 3D a história do pequeno monge?

É isso mesmo: o filme é chamado The Last Air Bender, ou O Último Mestre do Ar. Os trailers mostram muita ação e efeitos de tirar o fôlego. O site em inglês tem muito mais informação que o traduzido, mas ambos têm os mesmos trailers e downloads, pelo que pude verificar.

Enjoy! 😉

Tron Legacy bike – aos nerds (com dinheiro) de plantão

A Inhabitat desta semana trouxe a notícia de que a famosa moto luminosa do filme cult Tron, e que agora também aparece na continuação Tron Legacy, será construída pela Parker Brothers Choppers, no estado da Flórida, EUA. Serão 5 motos prontas para rodar nas ruas e que serão vendidas no eBay por meros 35 mil dólares cada.

Os compradores também terão direito ao capacete estilizado que aparece no filme, embora ele não tenha sido aprovado como artigo de segurança por lá. E aí, tá esperando o que para dar seu lance?

A Tron Bike estará pronta para rodar nas ruas.

Tron

Eu me lembro de assistir Tron pela primeira vez na Sessão da Tarde. Eu devia ter já perto dos meus 13 anos, acredito. Achei o máximo aquela visão futurista, as luzes, o cara preso dentro do computador… foi fantástico. Devo dizer que tive que assistir mais umas duas vezes para conseguir entender tudo direito, mas o filme realmente foi um hit.

E as motos eram um capítulo à parte. Utilizadas pelos gladiadores computadorizados, viajavam em velocidades altíssimas e eram o sonho de qualquer pré-adolescente na época. Enfim, recomendo. Mas tem um porém: assistam com olhos de quem nunca tenha visto um filme com computação gráfica aplicada, por favor. 😉

Tron Legacy

Agora o cult Tron terá sua sequência exibida nos cinemas com data prevista para dezembro deste ano. As motos, por incrível que pareça, continuam super modernas e a sequência manterá o visual do filme anterior, para alegria dos velhinhos como eu… rs…

Em Tron Legacy, o filho do programador Kevin Flyn é sugado para dentro do computador enquanto pesquisa o misterioso desaparecimento de seu pai.

E aí, será que os dois saem de lá dessa vez?

Se Mr. Bean fosse…

Gente, eu ainda estou rindo do email que meu amigo Mesquita me mandou. Tinha que postar as imagens aqui. Infelizmente não sei a origem delas, se alguém souber, daremos os créditos.

 Se Mr. Bean fosse…

Primeiro os brasileiros Lula, Serra, Dilma e Gugu... perfeito!

Ahahahaha… o Serra e a Dilma são meus preferidos!

Depois os "imortais" Sílvio Santos, Michael Jackson, Bruce Lee e Slash!

Fala sério, o Michael não ficou perfeito?

E por fim as celebridades nerds Yoda e Spock... rs...

Realmente, quem fez isso tem muito talento. Palmas pra ele(a)! 🙂