O fim de um ciclo…

Nossa Senhora incensou a Jesus Cristo,

Jesus Cristo Incensou aos filhos seus…

Eu incenso, eu incenso esta casa,

Na fé de Oxóssi, Ogum e Oxalá!

 

Hoje este ponto singelo não sai da minha cabeça, desde de manhã. Às 11:00, mais ou menos, recebi a notícia de que nosso amado Mestre havia feito sua passagem… 😦

 

Ontem, quando a página oficial de Rubens Saraceni nos pediu que orássemos para que ele fizesse sua passagem em paz, acendi meu Congá (altar) com lágrimas nos olhos e uma dor terrível no peito. Chorei por quase uma hora pedindo as bênçãos dos céus para aquele que sempre foi luz na Terra. Pedi amparo aos familiares que ficam, à comunidade que choraria sua falta.

Acendi o altar mas não pude ativar a tronqueira… estavam todos quietos lá. Guardiões e Guardiãs em silencioso respeito pela passagem daquele que, enquanto encarnado, foi quem mais os defendeu contra as injustiças que a ignorância semeia no mundo. Pediram-me mentalmente que os deixasse na penumbra… que não abrisse as cortinas nem acendesse as velas porque estavam de luto. Eu respeitei a dor deles, que também era minha.

Entendam: saber que a vida continua não nos exime de sentir saudades de alguém que se vai deste mundo. Somos todos humanos e a dor também nos visita.

Chorei ajoelhada frente à luz que se formou no altar. Eles estavam, e estão, em festa. Sentia-me pequena e egoísta por chorar daquela maneira… fui me acalmando e então sentei-me no banquinho baixo de madeira. Pedi mentalmente à minha amada vozinha que nos ajudasse a suportar a partida do Mestre. Ela sorriu marota, disse que o “menino do arco-íris” estava bem, que a Aruanda iria recebê-lo em festa, que eu sossegasse meu coração porque tudo ficaria bem… chorei mais ainda, e então fui me recordando da risada do Mestre Rubens.

Comecei a me lembrar nitidamente da risada dele. Mestre Rubens gostava de “brincar” e dizer “besteiras” em aula… muitas. E depois, ele ria… ria a valer. Às vezes ria tanto que perdia o ar… ahahahaha… era impagável! Nós ríamos junto, claro, porque a alegria dele era contagiante. Depois ele ficava sério e dizia “isso fica aqui entre nós, tá?”… e ria de novo. Para quem prestasse realmente atenção, entenderia que cada piada, cada comentário, na verdade tinha sempre um fundamento por trás, um ensinamento. Muitas vezes notávamos as nuances, as mudanças que ocorriam a ele em aula. Era palpável, para quem prestasse atenção, os momentos em que ele nos transmitia mensagens diretamente de guias e orixás, guardiões e guardiãs. Impossível não sentir-se um privilegiado ao assistir a esses momentos.

Em 2012 tive o prazer inenarrável de sagrar-me Sacerdotisa de Umbanda Sagrada sob o seu comando… e foi a Umbanda Sagrada que Pai Benedito de Aruanda nos deixou, através de seu maior médium Rubens Saraceni, que hoje pauta cada um dos meus dias. É nesta Umbanda que eu cresci como pessoa, como médium, como Maga. Foi nesta Umbanda que eu batizei a minha filha que, por milagre desta mesma religião, pôde nascer do meu ventre já desenganado pelos médicos da Terra.

Foi na Umbanda Sagrada, de Pai Benedito e Mestre Rubens, que eu me achei, que eu cresci, que eu reuni minha família, e que hoje eu tenho o prazer imensurável de servir a Deus e aos meus semelhantes com gratidão e carinho.

Mestre Rubens, nosso Pai Amado, é hoje luz na Aruanda. Mas, ainda assim, continuará sendo luz nos nossos corações – a cada aula ministrada no Brasil e no mundo, a cada livro lido aqui ou em qualquer lugar, a cada magia iniciada em favor do próximo, a cada fundamento ministrado e explicado com propriedade, o teu legado, Mestre, há de continuar sendo luz aqui na Terra também.

Este post não tem a intenção de homenagear a memória de Mestre Rubens Saraceni, simplesmente porque eu acho que não importa o que eu escreva, vai ser pouco perto da dimensão do trabalho e da doutrina que ele nos deixou aqui na Terra. Então este post é para deixar registrado no Tempo e no Espaço o meu agradecimento e o meu débito a este Mestre que mudou a minha vida e a minha fé. Mudou o meu conhecimento de mim mesma, do Universo e de Deus. Me ajudou a evoluir mais e melhor simplesmente pelo exemplo de sua postura e pelo conteúdo de sua obra.

Que nosso amado Pai Olorum te cubra de bênçãos. Que nossa amada Mãe Yemanjá te receba em sua barca diamantada e te dê momentos de descanso depois de tão árdua missão no mundo. Que nosso Pai Ogum Megê te abra os caminhos da evolução, agora na pátria espiritual. Que tua família consanguínea seja consolada dentro das possibilidades que o momento possibilita.

Que hoje todos saibam que a Umbanda chora a tua falta nesta nossa dimensão. Que tua seja a Paz da missão cumprida e dos bons frutos semeados.

Saudades, Mestre. Saudades sempre. Nós não vamos nos esquecer do teu sorriso, da tua alegria, dos fundamentos que o senhor semeou em vida. Até a próxima…

mestre rubens

Sobre livros, opiniões e espiritualidade

Primeiro peço desculpas pelo longo post, mas acredito que assuntos importantes, como abrir os olhos da população em geral para a magia negra, não devem ser tratados levianamente. Segundo, este post não tem intenção de ser sensacionalista, de atacar ao médium psicografo em questão ou  ao seu espírito guia – tenho por ambos grande admiração e li quase todos os títulos sob sua autoria. Terceiro, eu leio muito. Hoje em dia muito menos que antigamente, quando não era mãe e tinha mais tempo livre. Não tenho uma linha específica,  leio de tudo desde que a história seja boa, me faça passar o tempo com algo interessante, portanto não cultivo pré-conceitos à respeito de títulos ou autores. Dito isso, vamos ao que interessa…

Anteontem acabei folheando um livro que eu havia me recusado a comprar por conta principalmente do preço, mas também porque o conteúdo era apresentado em forma de perguntas e respostas, o que invariavelmente me cansa, a não ser que seja sobre um assunto que muito me interesse e que traga informações realmente relevantes. O livro em questão é Magos Negros, de Robson Pinheiro, “magia e feitiçaria sob a ótica espírita”. Capa linda, muito bem diagramado, papel excelente. Meu irmão comprou o livro para minha mãe, e eu resolvi folheá-lo.

O conteúdo é inspirado pelo espírito João Cobu, ou Pai João de Angola, espírito comunicante em quase todas as obras de Robson. Devo dizer que fiquei com vontade de conversar pessoalmente com o médium,  porque a quantidade de más interpretações é absurda. Aprendi através do processo de atendimento mediúnico que a informação é melhor e mais fielmente transferida ao consulente se o médium possui algum conhecimento sobre o assunto que o guia quer passar. Por exemplo, sou péssima com nomes e funções de ervas, um problema que tenho que sanar através de um curso mais cedo ou mais tarde. Sendo assim, acredito que deve ter sido muito difícil para Pai João conseguir transmitir a um médium de formação espírita kardecista, preocupado em não atacar os dogmas da FEB através de suas publicações (haja vista o sem número de notas de rodapé inseridas em cada um de seus livros), ensinamentos de cunho basicamente afroreligiosos.

Então o autor coloca como respostas de Pai João que Oxalá é o Orixá que rege o elemento Ar. Coloca também que os Orixás são simplesmente representações dos elementos da natureza e, por conseguinte, não incorporantes. Reafirma incessantemente que Deus é um só,  como se as religiões afrodescendentes fossem panteístas e, até certo ponto, atrasadas em suas crenças. Pai João diz inclusive que se fosse necessário fazer-se oferendas para essas representações de forças da natureza, que então religiões milenares na Europa e Ásia por exemplo,  religiões estas que acessam as mesmas forças naturais, que então essas demais religiões não conseguiriam acessar tais forças pois não fazem uso de oferendas para chegar a elas.

Só nesses exemplos, há inúmeros equívocos. Oxalá, Trono Masculino da Fé,  positivo e irradiante, é o senhor dos espaços e, segundo a gênese de Umbanda Sagrada, foi o primeiro a ser exteriorizado por Olorum (Deus). É Oxalá, através de seu fator cristalizador, que “junta” os demais elementos do Universo, atraindo-os e formando assim, estrelas e planetas para que então surja a vida. E como tempo e espaço andam sempre juntos, seu par magnético, feminino, negativo e absorvente é Oyá-Logunã, a Senhora que regula a maturação de tudo e todos através dos tempo. A gênese é alegórica, mas serve para nos passar conhecimentos herméticos através de linguagem simples e acessível. Para um iniciado, ela diz tudo; para um leigo, não passa de fantasia.

Oxalá e Oyá,  juntos, regem sobre a Fé, o primeiro dos 7 sentidos da Vida, pois sem fé nada cristaliza, nada vai em frente, nada cria raízes. A Fé através do Tempo torna-se Esperança, e é através dela que continuamos vivendo, trabalhando, amando, produzindo, aprendendo. Oxalá é, portanto, o orixá que rege sobre os elementos cristalinos, e não sobre o Ar. Neste caso, acredito que a falta de conhecimento do médium atrapalhou a comunicação de Pai João. O orixá regente do elemento Ar é Ogum, Trono Masculino da Lei, positivo e irradiante, aquele que põe ordem em nossas vidas através da regulagem do nosso caráter. Seu par magnético é Yansã, a Senhora dos Ventos, negativa e absorvente, aquela que paralisa em nós tudo aquilo que possa nos induzir ao erro, colaborando assim para direcionar nossos passos dentro da Lei Divina. Caminhando juntos, Yansã e Ogum são como a vela e o vento que direcionam o barco de nossas encarnações rumo à evolução.

As religiões afrodescendentes não são politeístas – acreditamos em um Deus único, criador de tudo o que existe, criador inclusive dos 7 Sentidos da Vida (que chamamos 7 Linhas de Umbanda), exteriorizados de Si através de sete mentais poderosíssimos, inteligentes e oniscientes, regentes e guardiões das forças naturais que formam e regulam o Universo em todas as suas dimensões. A saber, e segundo a Umbanda Sagrada, são mentais divinos a fé,  o amor, o conhecimento, a justiça, a lei, a evolução e a geração, cada um deles por sua vez gerando de si um par de Orixás reguladores, dando origem portanto à dualidade presente em toda a criação – luz e sombras, masculino e feminino, positivo e negativo, nascimento e morte. Portanto, para o Umbandista, não existem deuses – existem DIVINDADES, Tronos Divinos, sob às ordens e direção da Lei Maior e da Justiça Divina emanada por um único Deus, OLORUM. Tais mentais realmente não incorporam, uma vez que são divinos e estão muito além de nossa compreensão e alcance. No entanto, conforme a hierarquia de cada orixá descende na escala magnética em direção à dimensão espiritual, seus manifestadores naturais e espirituais tornam-se incorporantes, agentes especialíssimos no suporte e manutenção de nossas vidas e evoluções.  Então a informação de nosso amado Pai João está truncada e dá a impressão que Umbandistas e Candomblecistas não passam de iludidos panteístas, dizendo incorporar Deuses e forças naturais… sei que não foi esta a intenção, mas é exatamente assim que o leigo kardecistas ou espiritualista lerá a informação.

Por último, temos o tema das oferendas. Já falei sobre este tema no blog aqui, em resposta a outro autor que criticou a prática, e então não vou explicar de novo neste post. Mas vou ressaltar que as oferendas não são fruto das religiões afrodescendentes. Índia,  China, Europa… todos os países têm ou já tiverem religiões naturais. Nos templos budistas os fiéis ainda fazem ofertas de incenso e arroz, escrevendo seus pedidos de fim de ano em papel de arroz e queimando-os nas chamas das velas para que a fumaça leve seus pedidos aos céus. Da mesma maneira, hinduístas mantém templos às divindades do amor, da renovação,  da riqueza… e neles fazem oferendas com flores, frutas, velas, comida e bebida. Assim também faziam os antigos Celtas, tidos como uma das sociedades mais modernas de sua época, tendo inclusive instituído a igualdade entre os sexos e o divórcio, e que cultuavam as forças da natureza em altares dispostos em meio a florestas e círculos de pedras, alguns dos quais estão de pé até hoje. Até o catolicismo, tão contra a utilização de elementos, faz uso do incenso, velas e até da hóstia e do vinho como símbolos do corpo e do sangue de Cristo. Pai João fala muito acertadamente sobre a necessidade de não poluir a natureza através de nossas oferendas, assunto sobre o qual estamos sempre pedindo aos irmãos de fé que tomem ciência e limpem os locais após seus trabalhos, principalmente durante os festejos para Yemanjá. Mais uma vez percebe-se que a mensagem de Pai João passou pelo crivo de pré-conceito do médium, que passou a informação exatamente como a sociedade encara, sem fundamento ou estudo prévios.

Ainda sob esta ótica, há muitos que criticam as oferendas com animais. A Umbanda não faz uso de animais em suas oferendas, não faz a chamada “matança”. Mas antes de criticar, pare e pense, quem é pior: o boi que é morto de forma desumana no matadouro para que você coma sua picanha no churrasco de domingo, ou o novilho morto de forma rápida e indolor durante um festejo, e depois cozido e distribuído para que todos comam? Atacar o Candomblé é fácil, difícil é parar para pensar primeiro…

Sobre os Magos Negros

Há sim, como bem lembrado por Pai João, aqeuels que acham que em sua vida tudo é “demanda”, tudo é magia negativa, quando na verdade a única coisa que negativa suas vidas são eles próprios, seus pensamentos e ações. Existem muitas pessoas assim.

No entanto, nossos Mestres de Magia nos contam que não há na face da Terra um único ser que não sofra, sofreu ou vá sofrer alguma vez na vida com o problema. Isso porque existem níveis e Níveis de Magia, tanto Branca quanto Negra. Quer conhecer Magia Divina de verdade e assim aprender a defender-se dessa verdadeira praga mundial? Estude. Leia. Inicie-se.

Pai João apenas “arranha” a superfície do assunto no livro de Robson, e de maneira extremamente simplista e limitada. Infelizmente, nesse ponto, eu creio que o livro presta um desserviço à sociedade, uma vez que não alerta as pessoas para o fato de que esse é o pior mal que ataca e atrasa nosso mundo em evolução. É esta corja que se acha dona do mundo por ter conhecimentos que a maioria trata como “crendice” ou “superstição” e que por isso mesmo continua atuando, fazendo e desfazendo de acordo com quem paga mais ou com o teor de suas simpatias e antipatias.

Essa corja há de ser extirpada do mundo, minha gente! E para isso, é necessário que haja estudo, dedicação, amor ao próximo de verdade. Não caia nessa história de que esse tipo de coisa não existe, que isso é coisa de gente ignorante… é só isso que esse povinho safado quer, que você continue ignorante e sem defesa.

Por fim, espero que todo médium psicografo compreenda que pesquisar e estudar e necessário, para a mensagem de seus superiores seja passada da melhor maneira possível. Escrever sobre fundamentos que se desconhece é, no mínimo, perigoso. Por tanto, Umbanda tem Fundamento e é preciso Estudar!

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Para saber mais:

Vida Física, por Zé Pilintra

zé pelintra

Engana-se aquele que pensa e vê a vida material como algo original. Também engana-se, e muito, aquele que acredita em tudo o que vê, ouve e experimenta na matéria.

A verdade é que a vida na matéria é cópia, e bem ruim, mal acabada, da verdadeira vida. Seu corpo é moldado não por seus pais, mas por você mesmo – sua centelha carrega todo o conhecimento acumulado em vidas e vidas de sua caminhada, e reflete em cada um de seus 7 corpos, inclusive no corpo material, tudo aquilo que você tem de bom e ruim.

Os traumas, os amores, as perdas, as dores, as tristezas, as alegrias, os encontros, os desencontros… o apego a algo ou alguém, o remorso por um erro perfeitamente perdoável mas que sua consciência te cobra além daquilo que deveria ser racional e devido. Enfim, tudo o que foi, e continua sendo, vivido, sentido, visto e ouvido forma sua personalidade em vida, faz com que você engorde, emagreça, cure-se ou adoeça, que seus cabelos percam a cor e o viço, que sua pele enrugue mais cedo ou mais tarde, que seus órgãos funcionem melhor ou pior do que deveriam.

Isso é muito facilmente explicado pelo fato de que somos todos, em última análise, energia. A matéria é nada mais do que um aglomerado de átomos, unidos por uma força, uma energia inteligente que determina forma e função. Se esta energia inteligente, onisciente e onipotente for adulterada por seu próprio corpo emocional ou mental, você adoecerá. Terá insônia. Comerá demais, ou de menos. Terá distúrbios psicológicos, chegando às raias da loucura. Atentará contra a própria vida ou a de outrem, consciente ou inconscientemente.

Não descuide, em momento algum, desta noção de realidade. Olhe a tudo e todos como o que são – passageiros. Tudo passa, porque é impossível manter uma mesma emoção, uma mesma vibração, um mesmo equilíbrio indefinidamente. E ao sabor de nossas emoções e pensamentos mudamos a maneira como nosso corpo reage ao mundo.

Então peço a cada um de vocês – cuidem-se. Prestem atenção ao que comem, ao que bebem, ao que fumam, ao que gozam, ao que pensam, ao que sentem, ao que falam, pois tudo vibra – e quando vibra altera a maneira como a energia e seus átomos se relacionam. O mago, ao dar ordens mágicas, envia vibração através dos movimentos, do pensamento, da vontade e de sua chave ativadora – e com isso muda a realidade. O médium, ao dar um passe, rearranja a energia do consulente e com isso muda a realidade. Entendam que esta é a realidade, e só porque a matéria não mostra estas reações imediatamente não quer dizer que não estejam ocorrendo em nível atômico e celular.

Estou sendo simplista, mas entendam que hoje, em seu planeta, há conhecimento suficiente para erradicar definitivamente a fome e a sede. Há conhecimento para curar, definitivamente e sem efeitos colaterais, cerca de 99% dos males físicos existentes. Há abundância de recursos materiais para que todos vivam em total harmonia e felicidade permanentemente. Então perguntem-se: porque nada disso é a sua realidade? Porque tanto sofrimento? Afora das razões óbvias da Lei de Causa e Efeito, há muito mais sujeira por debaixo do tapete e é imperativo que vocês acordem para a realidade.

Porque, por exemplo, os remédios chamam-se drogas? Porque é exatamente isso que eles são. Foram criados em laboratório para auxiliar e curar até certo ponto apenas, mas nada que acabe com o lucro de alguns poucos homens e mulheres que, iludidos que são, acham-se donos do mundo. A verdadeira cura, os verdadeiros remédios, já existem – mas curar nunca foi o ideal dessa gente. Curar não dá lucro, não dá poder, o que dá lucro e poder sobre as massas é a doença, a dependência química, a deturpação psicossomática, a dormência dos sentidos, o embotamento cerebral.

Cuidado, meus irmãos. Voltem-se, cada vez mais e sempre que puderem, aos conhecimentos mais antigos. Voltem-se às verdadeiras curas – às ervas, aos sons, às cores, aos minerais, aos alimentos ricos em fontes de tudo aquilo que o corpo físico necessita para sobreviver. Deixem de lado os prazeres passageiros que alguns tipos de comidas e bebidas manufaturados podem fornecer, principalmente se você sofre de algum mal crônico. Leiam as bulas de seus remédios e saibam que tudo aquilo que você ingerir no físico resultará em imediata alteração de frequência vibracional de seu espírito. Portanto, cuidem-se. Levem a cura sempre ao nível multifuncional, não se atenham somente ao que se vende nas farmácias.

Ouçam mais as avós, os avôs. Tomem mais chás. Bebam mais água. Comam mais frutas. O espírito não é nada num corpo entorpecido de químicos e fármacos destrutivos. Um ser espiritualizado precisa compreender o corpo físico como veículo de sua individualidade. Um milagre criado por nosso amado Pai Olorum, doado a todos nós como morada e abrigo durante nossa experiência neste planeta. Cuidem deste presente com carinho e desvelo diariamente.

A limpeza, a alimentação, os pensamentos, os sentimentos, os exercícios, a meditação… todos são variáveis importantíssimas na manutenção da saúde e do bom funcionamento desse milagre que vocês chamam de corpo físico.

Despreocupar-se dele, tratá-lo sem consideração, entupi-lo de drogas, gorduras e químicos poluentes é atentar contra a Lei. Diminuir seu tempo de vida neste planeta por conta de seu descuido contigo mesmo é angariar dívida semelhante à do suicida que causa conscientemente a própria morte.

Pensem nisso. Cuidem-se.

Eu sou Zé Pilintra, Médico de Almas, a mando de nosso amado Pai Ogum.

(Na Terra vesti o branco e fui chamado de “Dotô”. Agora visto a cor do sangue e celebro a vida sob o amparo da Lei Divina. Hahaha…)

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Grata Seo Zé! É da Bahia!

Ser filho de Ogum

Hoje, 23 de Abril, é dia de São Jorge – na Umbanda é dia de nosso amado Pai Ogum. Hoje é feriado no Rio de Janeiro, mas não aqui em São Paulo.

Hoje é aquele dia em que as pessoas enchem nosso amado Pai com pedidos do tipo “livra-me de meus inimigos”, “me ajuda em minhas batalhas”, “derruba fulano”, “me afaste de siclano”, e por aí vai.

Na Umbanda Sagrada, Ogum é o par magnético de Iansã. Ambos regem sobre a linha da Lei de Umbanda – a Lei Maior de nosso amado pai Olorum, ou Deus, como queiram.

Ogum é um Orixá de natureza eólica, masculino, irradiante, de polaridade positiva; enquanto Iansã, seu par magnético, é feminina, absorvente, de polaridade negativa. Enquanto Ogum age no sentido de expandir, irradiar e ordenar todos os esforços feitos no mundo em prol da Lei Divina, não importando raça, credo ou gênero, Iansã age no sentido de aquietar, absorver, paralisar e redirecionar tudo e todos que afrontam esta mesma Lei.

Ogum não é somente o Pai das guerras e batalhas. Infelizmente foi associado somente a isso nas mentes das pessoas. Ele é Senhor da retidão de caráter. O Pai amoroso que nos abre os caminhos em todos os sentidos de nossas vidas, aquele que nos dá a força necessária para enfrentar nossa falta de moral, de fibra, de vontade de vencer. É ele a figura enérgica que nos dita como devemos nos portar diante do mais velho, do respeito à nossa família e às nossas raízes. É ele quem nos infere o dever de proteger o mais fraco, o mais ignorante, aquele irmão que bate à porta em busca da palavra amiga e do ombro consolador.

Num mundo onde a ética se encontra esquecida, é Ogum quem nos faz lembrar que nosso inimigo jaz dentro de nossas mentes, de nossos corações, de nossas falhas, de nossa moral torta, de nossos vícios em sociedade.

Ogum é o exemplo de amor à Lei e à Justiça, não essa coisa torta que a humanidade chama de código de ética, mas àquela que brota no coração da gente quando sabemos que o caminho a seguir é o caminho reto do auxílio, da solidariedade, da compaixão, do respeito não só ao próximo, mas a Deus acima de todas as coisas. É Ogum quem nos ajuda a enxergar que nosso Pai Maior, a Fonte de Tudo o que É, existe em cada irmão, em cada folha, em cada animal, em cada gota de água e portanto, merecem nosso respeito e nossa proteção.

Ogum é o arquétipo do homem que respeita, protege e dá valor à sua companheira; do pai presente que educa por meio do exemplo de moral e bons costumes; do avô que alegra a vida dos netos com uma sabedoria que só o tempo traz; do líder nato que gerencia através da mão firme, do caráter irretocável e do coração cheio de amor.

Ogum é o guerreiro que luta pelo amor e o respeito entre todas as criaturas a ser disseminado pela Terra.

É dever de todos aqueles que buscam sua evolução serem justos e bons, cultivar a boa moral e a retidão de caráter. No entanto, ser filho de Ogum numa encarnação ou em sua ancestralidade significa ser respeitoso, protetor e justo sempre. Significa ter a irradiação azul-índigo da Lei em constante foco sobre sua coroa, sabendo, a cada passo que se dá, se o que se faz está de acordo com as Leis Divinas ou não. No primeiro deslize, a consciência dos chamados Filhos de Ogum “grita” e incomoda até que voltem e consertem o desvio no caminho. Ser Filho de Ogum é viver sob a constante vigilância do General da Umbanda. E como todo bom general, Ogum não permite que um filho seu deslize ou saia do caminho reto da Lei.

 

Sabe aquele problema com seu filho indolente? Ou com o companheiro desrespeitoso? Ou aquela falha de caráter íntimo que teima em te atormentar? Pois hoje é dia de acender velas azuis-escuras, brancas e/ou vermelhas e pedir ao Pai da Lei que o auxilie a vencer essas batalhas.

 

Portanto, quero deixar hoje meu pedido ao meu Pai:

Pai, venho hoje pedir que sua espada brilhante envolva a tudo e a todos. Que sua energia marcial nos proteja, dando-nos o ensejo de praticar somente o bem.

Pai, corta os liames negativos que nos prendem ao baixo-astral. Sopra a brisa de um novo dia sobre nossos corações, indicando o caminho reto que devemos seguir.

Faz de nós espelhos de tua Lei, de tua Justiça, de tua retidão de caráter, de teu amor incondicional a tudo aquilo que é justo e bom. Sopra para bem longe de nós a discórdia, a maledicência, a maldade, o desrespeito. Corta com tua lâmina as paixões vãs, os egos inflados, as ilusões da matéria que nos induzem ao erro e retardam nossa evolução.

Cobre-nos com teu amor divino, dando-nos tua força e confiança hoje e sempre,

Amém.

Ogum Yê, meu Pai! Tens em mim tua filha, tua servidora em qualquer tempo e lugar, meu Pai. Guia-me e vigia hoje e sempre!

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Para saber mais:

Onde você deposita a sua fé?

O post de hoje é longo. É longo e é uma mistura de fragmentos de informação que me foram passados durante os últimos 10 dias, mais ou menos.

Primeiro, eu quero deixar bem claro que eu não sou conspiracionista. Ou seja, eu não sou do tipo que vê conspiração e um propósito escuso em tudo que ocorre no mundo.

Mas, por outro lado, eu sou uma pessoa crítica, inteligente (a meu ver), que já leu muito, já viajou muito, e já viu muita coisa por aí – tanto do lado de cá, quanto do lado de lá.

Ainda assim, acima de tudo que eu vou expor aqui, há uma coisa mais importante e mais viva que tudo: Deus e minha fé Nele.

Dito isso, sentem-se e enjoy the ride!

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No final da semana passada me deparei com o link do filme ÁGORA, produção holywoodiana que conta com Rachel Weisz no papel principal interpretando Hipátia, a famosa filósofa e matemática grega que defendeu bravamente a grande biblioteca de Alexandria.

O filme, romanceado, conta os bastidores da vida de Hipátia, de seu servo Davus, e de Orestes, um de seus discípulos. Ambos apaixonam-se por Hipátia durante a emergente horda de cristãos que causam todo o tipo de discórdia e matança na antiga Alexandria, já dominada pelo grande império Romano.

Eu sugiro que assistam ao filme legendado aqui – são 2 horas de bom entretenimento, no mínimo. Mas, antes de assisti-lo, vamos a algumas ponderações.

Ontem à noite tive o prazer de assistir a esta entrevista com David Icke. Por mais que muito do que ele diga seja pautado numa visão mais, digamos, “materialista” de mundo; e levando em consideração que os ingleses e americanos não possuem, em nenhum nível, esta convivência que nós brasileiros temos com a espiritualidade, e por isso dão nomes dos mais esdrúxulos a simples situações de obsessão (seja ela espiritual, vibracional, energética, material, ou todas juntas), ele apresenta fatos e dados importantíssimos e muito relevantes para todos aqueles que sonham com um mundo mais igualitário, humano e decente.

Comentemos cada uma das 7 partes da entrevista (cada uma delas com cerca de 15 minutos de duração).

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Parte 1 – Tudo é energia, tudo vibra.

David explica, nas palavras dele, que nossa vida dita “material” não passa de um holograma fictício, um mundo baseado no espectro de luz visível que nosso cérebro físico consegue decodificar.

Em outras palavras, a verdadeira vida não é esta aqui. Nós ESTAMOS físicos, nesta densidade, experienciando um corpo, uma vida neste planeta. Mas nós somos LUZ, energia, centelhas criativas emanadas diretamente da Fonte, de Deus. Quando assistirem, traduzam as palavras de David para a realidade espiritual, e vejam como tudo se encaixa. Vejam como todos nós falamos da mesma língua, utilizando termos diferentes.

Sugiro a leitura do Livro das Energias e da Criação, de Rubens Saraceni, para complementar o estudo.

Parte 2 – O lado negro da força

Nesta segunda parte, David faz alusão aos Arcontes, nome dado aos senhores do “submundo” pelos antigos gnósticos, neste caso nomeadamente encontrados em escritos que foram salvos da Grande Biblioteca de Alexandria, quando de sua distruição e do assassinato de Hipátia (por isso o link do filme no início do post). Os Arcontes, segundo os gnósticos, são seres não-humanos (David e muitos conspiracionistas os chamam de reptilianos) que vivem e se alimentam de nossas energias de medo, stress, mágoas, rancor, raiva, etc., ou seja, alimentam-se de energias negativas.

Traduzindo em miúdos, as grandes hierarquias do submundo astral, muito bem estruturadas e devotadas 24 horas por dia a não permitir que nem uma alma sequer neste mundo evolua e lembre-se de sua herança divina. E sim, eles alimentam-se de nossas energias negativas, de nossos medos, de nossas mágoas e rancores. E mais que isso, utilizam-se delas para criar os mais variados tipos de situações (David chama-as de holografias) para que nós não tenhamos tempo de nos preocupar com o que realmente importa: nossa essência, nossas almas, nossa vida real – a vida do espírito.

Aqui eu sugiro a leitura do livro A Marca da Besta, livro 3 da Trilogia das Sombras, de Robson Pinheiro. Atentem para o fato de que os hierarcas destas hordas de espíritos negativos se auto-intitulam “Dragões” que, sendo bem simplista, nada mais são do que répteis com asas…

Parte 3 – Devemos SABER e não PENSAR

Já é sabido em muitos ramos espiritualistas, cito principalmente o Budismo, que o coração é o verdadeiro motor do nosso corpo. O coração SABE, enquanto nossa mente meramente decodifica informações. No entanto, belíssima a explicação de David sobre como, a partir de um certo momento na história da humanidade, nós deixamos de SABER e passamos e PENSAR. O ser humano deixou de concentrar sua energia no chackra coronário e passou então a concentrar tudo no chackra esplênico, o processador das emoções no corpo. A partir daí, nós não sabemos mais, nós perdemos a conexão com o divino, com nossa centelha, com nossa essência que SABE tudo, vê tudo, compreende tudo, e passamos a processar informações puramente emocionais através de nosso cérebro físico, uma máquina falha que só consegue lidar com situações pré-existentes e que por isso entra num círculo vicioso de reações repetitivas e auto-destrutivas. David compara esse círculo vicioso a computadores e seus programas – fomos, até certo ponto, PROGRAMADOS desde a mais tenra idade a deixar de lado o coração que SABE, nossa essência, e nos vincular à mente, àquilo que nossa percepção de realidade física (que é diminuta se comparada à realidade espiritual) consegue processar.

Se quiser saber mais sobre o assunto, veja o filme Thrive no YouTube.

Parte 4 – Criam-se problemas, reações e soluções

David então nos diz mais. Ele nos apresenta aquilo que a mídia comercial não quer que ninguém saiba. Atentem para a história que ele cita de Muammar al-Gaddafi. O “ditador terrível” que foi morto pelas forças das Nações Unidas porque estava “matando seu próprio povo”. Depois procurem pela internet a versão real dos fatos e verifiquem a entrevista dada por John Perkins, que se intitula um economic-hitman (um matador de aluguel de economias).

A história da humanidade é permeada de episódios do gênero – uns poucos dominando civilizações inteiras. Sim, esse tipo de gente existe. Mas, embora eles se achem todo-poderosos e senhores da situação, movendo-nos como peões em um tabuleiro de partida já ganha, a verdade é que eles são somente a ponta do iceberg. Ligados a estas pessoas, estão hierarquias e mais hierarquias de seres trevosos incansáveis e inteligentíssimos que banqueteiam-se a cada assassinato perpetrado, a cada mentira contada, a cada roubo, a cada criança que chora sem assistência. São eles os grandes vilões da história. Por isso é importante que cada um de nós se dê conta de sua herança divina pois, como explica David sobre os “hologramas”, nós todos somos parte de um enredo maior. O todo reflete as partes, e as partes refletem o todo. Se nós estamos em conflito individualmente, nosso mundo continuará em conflito. Se nós temos medo individualmente, nosso mundo continuará vivendo no medo. O que está no micro, repete-se no macro, já dizia Hermes Trimegisto.

Parte 6 – O início da solução

Acompanhe o raciocínio do David quando ele explica que não se pode continuar na zona de conflito. Compreenda que é preciso mover nossa percepção de realidade mudando nosso ponto de atenção desde o cackra esplênico de volta ao coronário. O que corresponde dizer: ao invés de REAGIR às emoções, vamos AGIR com sentimento, porque o coração SABE. É no coração que mora nossa centelha divina, nosso corpo átmico, nossa chama trina, aquela inquebrantável e indissolúvel morada do Criador em cada um de nós.

Depois, jogue fora todas as suas crenças baseadas num Deus punitivo e exterior a você – verifique que foi esse sistema de crenças que causou as maiores atrocidades já perpetradas pelos seres humanos neste planeta, e continua sendo assim até hoje. Deus, a Fonte, não é nada disso. Ele é energia em constante criação e movimento. E ele é VOCÊ. Lembre-se que o todo mora nas partes que o compõem. Se a Fonte é tudo, então cada um de nós somos a Fonte. Nós somos as Criadores em estado de dormência, iludidos, medrosos, achando que esta realidade material é tudo o que existe. Mas não é!

De novo, percebam como agem os chamados Parabolanos no filme Ágora. Percebam o terror, a dominação, a crueldade – isso pode realmente provir de um Deus onisciente? De uma Fonte de amor inesgotável?

Aqui eu sugiro a leitura dos livros O Guardião da Meia-noite, de Rubens Saraceni; Paraíso sem Adão, de J.W. Rochester; e (porque não?) Isabel, por Amor e Lágrimas, de minha autoria.

Parte 7 – O porvir

Ouça com atenção quando David diz “livre-se de seu sistema de crenças”. A sua crença não é você. A sua profissão não é você. A sua religião não é você. A vida que você leva não é você. Você é consciência suprema, luz, energia condensada na forma física, tendo uma experiência material. A sua crença, a sua profissão, a sua vida, a sua religião, são a experiência que o seu verdadeiro Ser está vivenciando. Com que intenção? A intenção é uma só: aprender, evoluir, voltar a SABER. Mas como evoluir se você tolhe as suas opções ao dizer “isso não”, “isso pode”, “isso sim”, “isso não pode”? Pare e faça como David sugere: escolha uma folha de papel em branco e ali deposite tudo aquilo que você SENTE ser real. Converse, leia, conheça, investigue. Verifique antes de dizer: “não pode ser, isso não é real”. E preste atenção quando David salienta que “esta força, este poder que nos manipula é tão somente o nosso poder do qual nós abrimos mão”. Quando você quiser de volta as rédeas da sua vida, quiser realmente ser responsável por aquilo que você vive, pensa, fala e age, neste momento, o poder estará de volta nas suas mãos.

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E, por fim, eu deixo aqui duas reflexões que eu gosto muito:

Não existe fé sem estudo, sem conhecimento. Fé sem conhecimento é vazio. Na primeira pedra do caminho, ela se quebra em mil pedaços.

Por Vó Benedita de Aruanda

A dúdiva é algo bom, é importante. Mas quando a dúvida suplanta a sua fé, ela te paraliza. E isso é ruim, porque uma das leis da Vida é a evolução constante. Então, duvide, mas mantenha sua fé acima de suas dúvidas, ou você ficará parado no meio do caminho.

Por Seo Tranca-ruas das Almas.

E lembre-se: Fé é um SENTIMENTO, um Sentido da Vida, e portanto ela mora no seu coração. Religião não é fé, religião é simplesmente o veículo com o qual você escolhe exteriorizar a sua fé. Cuidado com as escolhas que você anda fazendo… 😉

As Cartas de Cristo – para Download

Há alguns meses comecei a publicação das Cartas de Cristo aqui no blog. Era um trabalho que demandava muito tempo, pois cada carta foi dividida em inúmeros capítulos e eu tinha que copiá-los e formatá-los um a um para posterior publicação. Com o trabalho diário e os cuidados com a família, isso ficou cada vez mais complicado de se fazer.

No entanto, a Almenara Editorial, tradutora das Cartas para o português e detentora dos direitos no Brasil, publicou todas elas para download aqui.

Não deixe de visitar o link e fazer o download de todas elas. Carregue no seu laptop, tablet ou celular. Vá lendo gradativamente os importantes ensinamentos que só poderiam partir de uma mente há anos luz de distância e evolução de nós próprios.

Este é o meu presente de Ano Novo para todos vocês. Que nós possamos ver e entender a verdade do Cristo em 2013. Que nós possamos finalmente viver em paz e harmonia duradouros.

Feliz 2013!

Parabéns, Allan Kardec

Passeio muito entre os blogs espiritualistas e de nova era por aí. Já li muita coisa boa, e muita, mas muita, coisa ruim. Os que mais me incomodam, devo admitir, são aqueles que, embora preguem que a mudança no mundo se faz necessária, também fazem questão de dizer que Deus, A Fonte, é uma ilusão e que todos os grandes avatares da humanidade foram, ou são, artifícios de alguma raça extra-terrestre que nos quer dominar por completo. A maioria desses sites e blogs é bem pessimista e fica alardeando rumores de destruição, matança, guerras e outros horrores entra dia, sai dia.

Em alguns deles, inclusive, já li ataques à pessoa de Allan Kardec. Não sou Espírita, mas já freqüentei muitos centros de “mesa branca” como se costuma chamar por aí. Também já passei os olhos por quase todas as obras do autor, e todas possuem muitas informações importantíssimas, e de cunho científico, sobre magnetismo, fisiologia do espírito, reencarnação, etc.

Dão a Kardec a alcunha da maçon mancomunado com as Elites Mundiais que apregoam a tal Nova Ordem Mundial. Pregam, estes sites, que estamos vivendo numa ilusão e que nada disso aqui na tridimensionalidade é real. Minha primeira reação seria dizer: sente pelado sobre um formigueiro e depois tente dizer que a dor não é real…

Mas eu logo realinho os sentimento e digo o seguinte: por um lado, têm razão essas pessoas; a vida material na tridimensionalidade é ilusória, porquanto que o espírito é eterno e nossa real vida está “além”. No entanto, ao mergulhar no corpo de carne, o espírito tem por obrigação melhorar-se a contento, revendo e repassando fatos, amizades e inimizades até que se considere apto a conviver permanentemente numa dimensão onde sentimentos e emoções governam por completo sua vida e a dos demais.

Façamos um exercício – imaginemo-nos sem o corpo físico, numa dimensão onde tudo aquilo que vibramos (seja por pensamento, fala, emoções ou sentimentos) atraímos IMEDIATAMENTE. Quantos de nós conseguiriam ter equilíbrio emocional suficiente para não criar problemas para si nos primeiros 5 minutos de vida num local assim? Eu tenho minhas dúvidas se eu conseguiria, sinceramente…

Há que se entender então que o corpo de carne e a tridimensionalidade não é castigo ou prisão ao qual estamos lançados por algum capricho energético da natureza – o corpo físico é o invólucro que permite a você, a mim, a todos nós convivermos de maneira menos turbulenta enquanto treinamos mente e emoções. O corpo físico é um presente para a alma atormentada que, de outra maneira, atrairia para si todos os horrores que sua própria consciência cria a cada segundo.

Então para que inventar histórias e demover de sua grandeza aquele a quem devemos tanto por ter tido a capacidade, a coragem, a inteligência e a sagacidade necessárias para desvendar o mundo espiritual e trazer-nos informações tão incrivelmente valiosas?

Faço minhas as palavras de muitos Guardiões de Umbanda: Não blasfemem!

Allan Kardec não foi e nem é santo. Também não foi e nem é livre de erros. Mas, enquanto esteve aqui encarnado entre nós dedicou sua vida aos estudos e, mais tarde, à ciência do espírito. Era ateu e não possuía religião alguma mas, como cientista, foi impecável, pois colocou de lado quaisquer dogmas ou pré-conceitos e trouxe luz onde antes havia as trevas da ignorância. Kardec não criou religião alguma e sempre manteve a bandeira de pesquisador e nada mais quando o assunto era o espírito. Mas como toda alma brilhante, em muito pouco tempo apoderaram-se de seus escritos e fizeram dele um “líder religioso”. Apesar de Kardec sempre ter defendido que o estudo dos espíritos estava apenas começando com aquele seu trabalho, e que seus livros e publicações deveriam ser constantemente revistos, hoje suas obras foram colocadas em um pedestal e ai daquele que ouse discordar de algo… uma pena realmente, posto que o grande cientista sempre desejou que seus estudos não estagnassem.

Hoje, 03 de Outubro, comemoramos o nascimento deste grande espírito na Terra. Quero deixar aqui meu agradecimento ao seu espírito crítico, à sua coragem, aos seus erros e acertos, pois foi ele o precursor do livre pensamento espiritualista.

Parabéns Prof. Rivail. Que nasçam ainda muitos mais como o senhor!

 

Para quem quiser saber mais sobre a história deste incrível homem da ciência: