Pequenas vitórias, grandes alegrias

Vitórias profssionais…

Há 15 dias, mais ou menos, a TI Especialistas entrou em contato comigo. Eles queriam que eu fosse articulista do site, contribuindo com meus conhecimentos na área de documentação de software e gestão de projetos de documentação. Aceitei o convite e, no dia 1° de novembro meu primeiro artigo foi publicado: Seja amigável, invista em documentação! Comprometi-me a escrever um novo artigo a cada duas semanas, e estou gostando muito de participar. O próximo artigo ja está no forno, só esperando a próxima segunda-feira… aguardem!

Vitórias pessoais…

Hoje recebi um email da Bookess, editora independente por onde publiquei meu livro Isabel. Eles queriam me avisar que o eBook de Isabel agora também está a venda na iStore! Os amantes de iPADs, iPHONEs e iPODs agora também podem adiquirir o livro em formato específico para seus aparelhos.

O livro ainda é apresentado em seu formato original, quando da minha primeira revisão. O livro novo, com a nova capa e revisão, pode ser adiquirido em formato eBook ou papel aqui.

Essas pequenas vitórias fazem a gente se sentir mais vivo, não é mesmo? 🙂

 

Simplicidade, por Pai Benedito de Aruanda

Ontem, Pai Benedito de Aruanda nos presentou com algumas sábias palavras. Dizia ele que a poluição na grande São Paulo não é somente material, de pó e agentes químicos, mas principalmente energética. Os portais naturais entre dimensões espirituais e a nossa, segundo ele, já estão tão densos que, se nós não abríssemos passagem aos nossos Guias através dos trabalhos religiosos, talvez eles nem mesmo conseguissem chegar até nós. Explicou-nos que a vida nas grandes cidades cobra muito de nós. Cobra que cada um de nós seja bem-sucedido, vencedor, bonito, bem-vestido, e por aí vai. Disse que isso cria cada vez mais pessoas insatisfeitas, cansadas, trabalhadores de 15-16 horas diárias que não conseguem mais dar valor à própria família, à própria casa, à própria fé. Por fim, Pai Benedito fechou a explanação com chave de ouro:

Vocês, fios, não nasceram para ganhar dinheiro. Ninguém nasce com esse propósito. A coisa mais importante que vocês tem é a casa de vocês, os seus familiares. Porque, vencer na vida sem família, não é vencer. Vencer sem saúde, não é vencer. Vencer sem fé, não é vencer. Isso é perder. Perder tudo que realmente tem valor na vida.

Nós todos, que trabalhamos em multinacionais, ou no trato com clientes diariamente, sabemos bem o que é isso. Sabemos bem o que são os prazos para ontem, a competição desenfreada que nos faz sentir pequenos, a falta de solidariedade, de paciência, de paz. Nós vivenciamos todos os dias horas intermináveis presos em engarrafamentos, ou lendo emails, ou mantendo-nos “informados” sobre um monte de histórias infelizes que só falam sobre o quanto os melhores chegam “lá” enquanto os “outros” ficam pelo caminho.

Pois eu lembrei de uma frase célebre hoje pela manhã, que diz mais ou menos assim:

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus…

Quando nosso irmão maior, Jesus, nos disse isso, não falava ele sobre a pobreza no sentido material de ser. Mas sim sobre aquele que é simples de espírito. Aquele que sabe que todas as ditas “riquezas” materiais vão ficar por aqui, e virar pó, enquanto que seu espírito será a única coisa viva e presente por toda a eternidade.

Então, meus irmãos, hoje eu quero alertá-los sobre a simplicidade. Vamos viver nessa cidade, nesse tempo, no meio desse “cascão” escuro de energias negativas, mas vamos lutar internamente por manter-nos nossa simplicidade de espíritos em evolução, e nada mais. Vamos nos lembrar do Mestre, vamos nos lembrar das sábias palavras de Pai Benedito, e vamos viver tentando não nos abalar com os absurdos que existem por aí. Vamos deixar que os “sonâmbulos” da materialidade se engalfinhem por dinheiro, posição, poder. E vamos nos ocupar daquilo que realmente interessa: nossa casa, nossa família, nossa saúde, nossa fé.

Com vocês, Colors of the Wind, a música tema do desenho Pocahontas da Disney. Eu amo essa música, porque ela exprime aquilo que eu sinto por dentro e que, infelizmente, ainda não posso vivenciar no dia-a-dia. Mas, um dia, eu tenho fé, chegaremos todos lá!

Aqui, a letra e a tradução da música:

You think I’m an ignorant savage,
And you’ve been so many places,
I guess it must be so…
But still I cannot see:
If the savage one is me
How can there be so much that you don’t know?
You don’t know…

You think you own whatever land you land on,
The Earth is just a dead thing you can claim.
But I know every rock and tree and creature,
Has a life, has a spirit, has a name.

You think the only people who are people,
Are the people who look and think like you.
But if you walk the footsteps of a stranger,
You’ll learn things you never knew, you never knew.

Have you ever heard the wolf cry to the blue corn moon?
Or asked the grinning bobcat why he grinned?
Can you sing with all the voices of the mountains?
Can you paint with all the colors of the wind?
Can you paint with all the colors of the wind?

Come run the hidden pine trails of the forest,
Come taste the sunsweet berries of the Earth.
Come roll in all the riches all around you,
And for once, never wonder what they’re worth.

The rainstorm and the river are my brothers,
The heron and the otter are my friends.
And we are all connected to each other,
In a circle, in a hoop that never ends.

How high will the sycamore grow?
If you cut it down, then you’ll never know.
And you’ll never hear the wolf cry to the blue corn moon.

For whether we are white or copper skinned,
We need to sing with all the voices of the mountains.
We need to paint with all the colors of the wind.

You can own the Earth and still,
All you’ll own is earth until
You can paint with all the colors of the wind.

Cores do Vento

Você pensa que eu sou uma selvagem ignorante
E já que você esteve em tantos lugares…
Eu acredito que você esteja certo.
Mas, ainda assim, não posso entender:
Se a selvagem sou eu,
Como pode haver tanta coisa que você desconhece?
Que você ignora…

Você pensa que é dono de qualquer terra onde pisa,
A Terra é só uma coisa morta que você pode tomar.
Mas eu sei que cada pedra, e árvore, e criatura
Tem vida, tem um espírito, tem um nome.

Você pensa que as únicas pessoas que são pessoas
São aquelas que se parecem e pensam como você.
Mas se você seguir as pegadas de um estranho,
Você aprenderá coisas que nunca imaginou, nunca soube.

Você já ouviu o lobo uivar para a lua cheia?
Ou perguntou ao lince porque ele rosna?
Você consegue cantar com as vozes das montanhas?
Ou pintar com todas as cores do vento?
Você consegue pintar com todas as cores do vento?

Venha correr pelas trilhas entre os pinheiros da floresta,
Venha provar a doçura das frutas da Terra.
Venha rolar sobre as riquezas que te cercam,
E desta vez, nem se perguntar o quanto elas valem.

A tempestade e o rio são meus irmãos,
A garça e a lontra são minhas amigas,
E nós estamos todos conectados
Em um círculo, em um laço sem fim.

Quão alto cresce o sicômoro?
Se você cortá-lo, nunca saberá.
E você nunca ouvirá o lobo uivar para a lua cheia.

Porque não importa se nossa pele é branca ou cor de cobre,
Nós precisamos cantar com todas as vozes da montanha,
Nós precisamos pintar com todas as cores do vento.

Você pode ser dono da Terra e, no entanto,
Tudo o que você tem será pó, até
Que você consiga pintar com todas as cores do vento.

Recordar é viver… eu ontem quis ser diferente

Ontem eu fui apresentada ao blog do DiVasca. E há alguns meses já, eu sigo a Ila Fox diariamente. São pessoas que fazem, do seu talento, seu sustento. E eu os admiro.

Sou arquiteta formada. Estudei 6 longos anos pagos com meu próprio trabalho. Foram anos difíceis, de muito estudo, muita ralação. Escolhi a arquitetura porque sempre desenhei muito bem, adorava criar.

Apaixonei-me pelo curso logo na primeira aula – História da Arquitetura Contemporânea, ministrada pelo Prof. José Roberto Cannizza. Nunca esqueci aquela aula, e foi ali que me decidi definitivamente pelo curso. Desenhando, projetando, eu nunca vi o tempo passar. Eu sempre me lembro da célebre frase “escolha algo que você gosta de fazer, e você não terá de trabalhar um único dia de sua vida”. Para mim, desenhar, era isso. Era o meu lazer, que eu sonhava tornar minha profissão.

Infelizmente, na época, a Internet estava engatinhando. Ter um site era coisa de doido. Blogs não existiam, e conta de email tinha uns 150 Kb de armazenamento.

Meu trabalho de graduação foi a adequação do Shopping Center Vale à nova Lei de Acessibilidade, que definia os mínimos requerimentos para o acesso de deficientes físicos às instalações comerciais, públicas, etc.

A administração do shopping, na época, nem quis me receber. Dois anos depois de formada, o shopping todo estava adequado à nova lei – tudo que eu havia definido no meu Trabalho de Conclusão de Curso foi instalado no shopping. Por exemplo, eu projetei um elevador, quadrado e com painéis de vidro, num certo local. Eles fizeram o elevador exetamente naquele local, só que redondo, sem vidros. Usaram o projeto, nunca me pagaram, nem me avisaram. Meu trabalho está lá, na biblioteca da faculdade, para comprovar o fato. Mas direito autoral no Brasil é piada, e a ética tirou férias faz tempo e não tem planos de voltar ao país.

Ainda estudante, em meu penúltimo ano de curso, fiz um estudo de reforma e logomarca para uma sorveteria que ficava em frente ao Parque Santos Dumont, também em São José dos Campos. O estudo ficou tão bom que o cara usou o projeto, mudou um pouquinho a logomarca, e aplicou tudo, numa boa. O único problema é que ele nunca me pagou nem me deu a mínima. Com a reforma, ele acabou vendendo a sorveteria, que valorizou-se pela nova definição de cores, marca, etc. E eu nunca mais o vi… mas tive que engolir esse sapo e ver o meu projeto lá todas as vezes que passava em frente ao parque. E o que é pior: eu morava bem perto.

Eu era muito boa no que fazia, essa que é a verdade. Talvez se tivesse me formado há menos tempo até tivesse tido mais acesso, mais informação, mais condições de levar meu trabalho adiante. Mas da maneira como as coisas eram, foi impossível. Pagar contas, comer, vestir, eram imposições da vida às quais eu não podia me furtar. Acabei por enveredar pelo caminho das línguas, tradução, editoração e redação técnica.

Não me entendam mal, eu gosto do que faço. Do mesmo jeito que adorava desenhar, eu amo escrever. Mas não posso me furtar a um sentimento de nostalgia, e até de certa tristeza e frustração, quando me lembro da prancheta, do nanquim, dos lápis de cor, do giz pastel, da aquarela… até hoje me lembro do cheiro característico da borracha apagando os traços de grafite no papel. Ou das horas gastas desmontando as canetas nanquim e lavando pacientemente todo o mecanismo para que não secassem e deixassem de funcionar. Eu tinha um calo monstro no dedo… ossos do ofício… rs…

Mas o que eu queria deixar registrado aqui é que as pessoas, quando vêem uma logomarca, um projeto, um estudo de cores, a maioria tende a pensar que aquilo tudo saiu do nada. Como se o arquiteto, o ilustrador, ou o designer tivessem simplesmente agitado uma varinha e magicamente aquilo tudo apareceu exatamente como foi pedido, exatamente como elas queriam. Na verdade, quanto melhor o profissional, quanto mais antenado, mais capaz, mais criativo, melhor será o trabaho funal, e mais as pessoas terão a sensação errada de que aquilo tudo saiu sem esforço.

Mas não é assim. Por trás de um bom profissional de criação existem anos de estudo. Milhares de horas gastas lendo, olhando, estudando outros profissionais, tendências, materiais, processos, etc. A vida de um profissional de criação é quase tão doida quanto a de um médico – o estudo é constante, as mudanças de métodos e materiais também, a quantidade de grana e tempo gasta na atualização constante é enorme, enfim… tudo para que, quando alguém pague por seu trabalho, aquilo flua de maneira quase “mágica”.

Lembrem-se disso quando admirarem uma sala bem decorada, um quadro que te inspire, uma roupa de bom corte, um sapato lindo, um anel deslumbrante, ou mesmo a marca da bebida que você mais gosta. Tudo isso é fruto de muito estudo e dedicação, e não saiu de graça.

Hoje quero deixar aqui meu abraço especial a todos os profissionais de criação que ainda continuam mantendo-se com seu talento. Parabéns, vocês são verdadeiros guerreiros! 😉

Às vezes falha – Parte II

Hoje pela manhã levantei, troquei minha filha, tomei banho, me arrumei. Fui pra sala tomar café. Cadê meu celular?

Depois de 40 minutos procurando pelo celular, inclusive tendo descido à garagem e vasculhado meu carro de cima abaixo, lembrei que eu podia ligar para o meu próprio número e assim ouvi-lo tocar.

Ele estava na cozinha, sobre a bancada…

Porque será que o cérebro da gente falha, hein?

Resultado: home office para não perder o treinamento das 11:00. 😦

Bom dia para vocês.

(Para mais “falhas”, clique aqui.)

Mais um no forno…

Meu primeiro romance, intitulado Isabel, por Amor e Lágrimas, foi baseado em experiências vividas durante um tratamento regressivo que fiz a vidas passadas. Como parte do meu tratamento, tive que colocar para fora tudo o que tinha visto e ouvido, e assim nasceu o livro. Demorei um ano para terminá-lo, e quase dois anos para ter coragem de colocá-lo à venda pela Bookess.

Agora, mais de um ano depois de tê-lo feito, eu estou a meio caminho do término de meu segundo romance, A Maldição do Diamante Rosa. Ao contrário do primeiro, este não é um romance baseado em fatos reais, mas antes uma obra de ficção que começou com um post de grande repercussão entre as meninas que visitam este blog.

Devido aos pedidos de muitas, não consegui largar a história que começou como uma brincadeira, e o livro foi tomando corpo e consistência.

Então, àqueles mais afoitos que quiserem ter uma prévia do conteúdo, as primeiras 44 páginas estão disponíveis para leitura no site da Bookess. Palpites, comentários e elogios são muito bem-vindos!

Enjoy! 😉

Access denied

Aqui não, seu mosquito... sai pra lá!

E hoje na empresa, aos 45 do segundo tempo, chega um email com considerações de não-conformidade com a política interna de segurança. Um dos pontos ressaltados, foram os vasinhos com plantas sobre as baias e seus pratinhos com água que, segundo nossa segurança, podem significar risco à saúde, inclusive proliferação de insetos, como o mosquito da dengue. Detalhe: nós trabalhamos com ar condicionado ligado e as janelas ficam sempre hermeticamente fechadas.

Além disso, a entrada no prédio é restrita, e o acesso ao nosso andar mais restrito ainda. Considerando isso tudo, eis que nosso digníssimo colega de trabalho tem uma epifania, levanta-se e diz:

[Geraldo] – Mas como que o mosquito da dengue vai entrar aqui se ele não tem crachá?

CASE CLOSED.

“Quem é Spock?”

Spock em sua saudação característica.

Vida longa e próspera… e muito prazer.

Melissa, eu me chamo Spock. Tenho sobrenome, mas ele é impronunciável por vocês, humanos. Sou vulcaniano. No meu planeta, Vulcan, tudo é regido pela razão. Há muito tempo nós erradicamos as emoções de nosso convívio, pois elas nos incitavam às guerras e ao ódio. Por isso, você deve imaginar o quanto é difícil para eu lidar com espécies como a humana.

No entanto, tenho que lidar comigo mesmo todos os dias. Minha mãe era de sua espécie. Juntei-me à Frota Estelar à revelia da vontade de meu pai. Sou Oficial de Ciências da nave USS Enterprise, e vivo constantemente sob o peso do conflito entre minha herança humana (a emoção e a intuição) e vulcaniana (a razão e a lógica). Mesmo assim, para vocês humanos, eu pareço ser totalmente lógico e destemido.

Estou aqui para desejar-lhe vida longa e próspera em sua nova jornada… rumo ao desconhecido… indo… onde nenhum homem… jamais foi…

Este post é uma homenagem de despedida à nossa amiga muito querida, Melissa, que passou num concurso público (uhuuu!) e em breve nos deixará saudades. Vida longa e próspera, Melissa! Tudo de bom procê!  😀

P.S.: Pra quem não entendeu, ela não sabia quem era o Spock… rs…