E lá se foram as férias…

A piscina do Iberostar... uma delas, pelo menos.

Hoje é meu último dia de férias… estou deprimida… rs…

Brincadeira. Podia durar mais uma semaninha, é verdade. Mas estou de baterias recarregadas e pronta para mais alguns meses de batente. Desses 20 dias, passei 5 na Bahia, sob um sol maravilhoso, devo admitir. Saí de São Paulo na sexta e voltei na terça desta semana. Belah adorou a piscina do hotel, mas não curtiu a praia. Disse que queria limpar o pezinho, porque estava “sujo”. 😀

A estrutura do Iberostar é realmente impressionante. O hotel é enorme, bonito, bem equipado. Mas o papinho de All Inclusive é meio que pra inglês ver. O room service só serve das 11:00 às 5:00. E o café da manhã é servido até às 10:30. Se você sentir fome entre 10:30 e 11:00, senta e espera.

Além disso, sorvete só durante o serviço de refeições nos dois restaurantes self-service. Se seu filho quiser sorvete fora de hora, danou-se, não vai rolar.

Refrigerante? Água? Só com a governaça, não adianta pedir no room service porque também não vai rolar. Ou seja, você pede a comida num lugar e a bebida em outro… vai entender…

Papinha? Só aquelas pequenininhas, e mais baratas por sinal. Eles até fazem a papinha que você quiser, mas você tem ir até o restaurante pegar num horário específico, todos os dias. E ficar lá aguardando uns 10 minutos, pelo menos.

Água mineral na piscina? Nem pensar – traga a garrafinha do seu quarto, porque eles não servem. No mínimo, risível. Mas, entre mortos e feridos, salvaram-se todos. As fotos estão no Facebook para aqueles que são amigos.

Vista do nosso quarto.

Segunda a rotina volta ao normal… daí é hora de falar de política. 😉

Beijo no coração de todos.

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Vamos a la playa…

As águas quentes, e transparentes, do Mar do Caribe... ai, ai...

Férias! Uhuuuu!

A última vez em que saí de férias foi em 2003. Na época, viajei com uma amiga até Salvador e Morro de São Paulo. Foram 7 dias de muito sol, praias e descanso. Foi ótimo!

Depois disso, nunca mais viajei em período de férias. Primeiro porque viajava demais a trabalho, e quando chegava nas férias eu queria ficar em casa. Segundo porque quando perdi o emprego, fiquei sem condições financeiras.

Mas, passados esses dias “turbulentos”, eis que finalmente marquei férias para a família. Vamos eu, Diego e Belah até a Bahia novamente, desta vez para um resort na Praia do Forte.

Eu já visitei um resort desta mesma empresa – Iberostar, quando cobria reuniões com clientes na República Dominicana. O Iberostar Baiahybe é realmente um paraíso. No sistema all inclusive, você come, bebe e dorme a vontade sem se preocupar. Na época lembro-me de ter pago meros 130 dólares a diária, por um hotel esplêndido, às margens de um mar cor de turquesa de águas cálicas como uma banheira. Olha só:

Baiahybe

Agora nós vamos até o Iberostar Premium Praia do Forte passar 5 dias de muita descontração, acordando cedo por conta da Belah, e sem muita liberdade… rs…

Mas são os ossos do ofício. Prometo atualizar com fotos e histórios assim que possível. 😉

Cat Lovers

Gato descansando em sua suíte no hotel.

É, exato. Esse post é dedicado aos amantes dos felinos. Aqueles que consideram o gato o melhor amigo do homem… ou da mulher. Quantas vezes você quis viajar e não teve onde deixar seu gatinho? Ou talvez você seja daqueles que sempre quis um gato, mas tem receio de ficar preso por conta do bicho, não é?

Hotéis para cachorro tem de monte por aí, mas e os gatos? Porque a discriminação? Faça o teste, procure na Internet. Você não encontrará um único hotelzinho em São Paulo especializado em gatos. Se achar, me mande, eu não achei. Todos são originalmente hotéis para cães, que agora aceitam também gatos.

Mas quem tem um bichano sabe o quanto cheiros, barulhos e outras “peculiaridades” podem estressar o animalzinho, certo?

Pois é. Há tempos atrás a britânica Abi Purser buscava um hotelzinho para deixar seu gato enquanto ela viajava e desapontou-se – não encontrou nada que lhe inspirasse confiança. E foi daí que ela mesma, amante incondicional dos felinos, abriu seu próprio negócio – o Longcroft Luxury Cat Hotel.

O hotel provê seus hospedes com suítes climatizadas (porque gato que é gato gosta de lugar quentinho, certo?), menu “a la cat” no jantar, e serviços de grooming (escovação, limpeza de orelhas, corte de unhas, etc.).

Os quartos são espaçosos, iluminados, todos possuem uma área para as brincadeiras dos bichanos, com lugar para escaladas, arranhadores, e caminhas fofas. Veja as fotos aqui.

As suítes são espaçosas, quentinhas, e temáticas!

Os preços começam com a diária simples de 15 libras e vão aumentando conforme o número de gatos e os serviços escolhidos. Um dos serviços que eu achei o máximo foi o de cartões postais do seu bichano, enviados por email, 3 vezes por semana, para que você saiba o quanto seu gato está se divertindo enquanto você está fora. Não é legal?

A iniciativa de Abi rendeu-lhe prêmio como uma das melhores empresas iniciadas por mulheres que também são donas de negócios próprios, em 2010. E aí, que tal abrir uma filial aqui em São Paulo? Alguém se habilita a investir? Eu adoraria! 😉

A velha casa de chá em Seul

Em fevereiro de 2003 estive em Seul, capital da Coréia do Sul. Foi minha primeira viagem internacional… e que viagem!

Pra começar que me puseram num vôo com duas escalas: uma em Chicago e outra em Tóquio, no Japão. Estava bem frio no hemisfério norte. De São Paulo a Chicago eu deveria demorar 10 horas, mas a viagem levou 14 – alguma coisa relacionada a nevascas atrasou o avião. Depois, fiquei 8 horas no aeroporto e voei mais 10 horas até Tóquio. De lá para Seul, seriam 3 horinhas apenas… mas o avião pousou e teve suas asas congeladas pelo frio intenso. Resultado: ficamos 4 horas parados no aeroporto.

Acabei chegando às 2 da matina no hotel em Seul.

Quando desembarquei no aeroporto, como já era madrugada, não poderia pegar o ônibus que fazia todo o roteiro de hotéis pela cidade. Então procurei por um táxi… imagina, todos falando coreano, e daí vem um doido, pega o carrinho onde estava minha mala e pede, num inglês bem ruim, para eu segui-lo que ele me levaria ao hotel… medo!

Mas, fazer o quê? O aeroporto estava praticamente deserto. O jeito é rezar. Entrei no táxi, e o cara começa a puxar papo naquele inglês macarrônico. Perguntou de onde eu era, e eu respondi que vinha do Brasil. Pra quê, né?

Brasil?! Ronaldo!

Afff… tio, me poupe… pensei comigo. Eu com sono, morrendo de cansada, sabendo que teria de acordar cedo pra trabalhar, e ainda tendo que ouvir essas coisas?

Aí, começa a me perguntar de família, se eu era casada, se tinha filhos… putz! Esse cara vai sumir comigo! Eu vou virar escrava branca e nunca mais ninguém vai saber de mim! Arcanjo Migel me ajude! (Pra quem não sabe, o anjo Miguel é o protetor dos viajantes).

Depois de quase uma hora rodando numa estrada deserta e bem escura pro meu gosto, nós entramos na faixa metropolitana de Seul, e logo depois estávamos no hotel.

Trabalhei muito nas duas semanas em que estive lá. Na média, foram mais ou menos 70 horas por semana. Mas, no final de semana, consegui passear um pouco. Conheci os street markets de Seul e suas peculiaridades – vende-se de tudo, de comida mal-cheirosa a casaco de pele. Fomos a Insadong, um distrito com lojas típicas, shoppings… provei um bolinho branco e doce, com recheio meio roxinho… muito bom! Mais tarde descobri que era bolinho de feijão.

Entre cabeças de porco, monges budistas, lojas de lâmparinas e muito, muito jade (original) e ametistas (sintéticas), entramos por um beco que terminava numa portinha de meio metro de largura: uma velha casa de chá (depois fiquei sabendo que se chamava The Flying Bird Old Tea House). Nunca vi NADA igual! A portinha se abriu, subimos por uma escadinha caracol e acabamos num salão de mais ou menos uns 40 metros quadrados. Num dos cantos, mesinhas feitas de tocos de árvore, cadeiras, e pássaros! Pássaros que voavam soltos por dentro da lojinha de chá… lá fora, uma chuvinha fina e gelada caía. Lindo!

Tomamos chás de frutas, compramos alguns souvenirs (eu comprei inclusive um CD de música instrumental… muito bom!), e fomos embora.

Nunca mais me esqueci da lojinha de chá com seus pássaros multicoloridos. Coisas que você só encontra do outro lado do mundo, não é? 😉

The Flying Bird Old Tea House em Insadong, Seul

A Seul milenar...

E a Seul moderna, vista da janela do quarto do hotel.

E agora?

Quarta, 21 de Junho

Então, vocês lembram que eu não sabia que horas as reuniões começariam, certo?

Ok, voltei pro quarto e liguei (pela centésima vez) para o celular do gerente que eu devia encontrar aqui… Nada.

Muito bem, tive então a (brilhante) idéia de ligar para a menina que pediu os meus serviços, em Israel. Liguei e deixei recado. Eram 10 para as 8 da manhã. Resolvi esperar até as 8, e depois me dirigir ao escritório da empresa aqui na França, que fica bem próximo do hotel onde estou.

Como mágica, oito horas em ponto toca o telefone do quarto – era ela. Bingo!

Ela me disse que estava tentando entrar em contato com alguém que pudesse me informar alguma coisa e que não era para eu sair do quarto antes de falar com ela de novo.

Certo… fico eu lá sentadinha do lado do telefone. Mais 5 minutos e o gerente me liga, me informando que as reuniões tinham sido postergadas em um dia, é só começariam na quinta.

Aí, eu meio fula da vida, falei pra ele que estava tentando falar com ele desde ontem à noite… ele me disse que estava voando para a França na noite anterior. Aí eu disse que tinha ligado pra ele também bem cedo naquela manhã… ele, como bom israelense, me disse que era muito cedo pra ele atender o celular… FDP!!! Pensei comigo, a mula aqui pode acordar às seis da manhã e ficar esperando, mas ele não podia me atender nem um minuto…

Eu faço o que então?

Aí eu disse pra ele que provavelmente iria para a empresa, porque eu não tinha o adaptador pra ligar meu computador (vocês se lembram né?). E ele disse que estaria no escritório por volta das 11 da manhã… bom, desliguei o telefone e me preparei para descer e perguntar como chegar ao endereço indicado. O telefone tocou novamente – era a menina de Israel, me dizendo que não tinha conseguido falar com ninguém.

Eu então expliquei toda a situação pra ela, e ela me disse que eu deveria comprar um adaptador e colocar nas despesas porque a empresa me pagaria… muito bem, lá vou eu descer e perguntar ao recepcionista do hotel onde eu achava a porcaria do adaptador (se ele me falar que é só andar 10 minutos, eu juro que mato!).

Desci, perguntei… muito bem, tem um mercado na esquina do hotel, do outro lado da rua, que vende de tudo – desde roupas até comida. OK, lá vou eu. Cheguei lá na porta, estava fechado.

Voltei. Falei pro recepcionista que estava fechado, e ele me disse que as lojas em Paris abrem às nove… olhei no relógio e faltavam 10 minutos. Pensei em perguntar porque ele não tinha me dito isso antes, mas deixei pra lá… cérebro de passarinho!

Subi pro quarto e decidi descer quando fossem umas 9:15, só para ter certeza de que a loja estaria aberta. Me aconcheguei no sofá. Liguei a TV… tudo em francês, e eu sem entender uma vírgula… desliguei.

Quando abri os olhos de novo, eram 11:30 da manhã!!! Caramba!!! Apaguei!!!

Croissant

Quarta, 21 de Junho

Fui dormir às 21:30 da noite passada, se vocês se lembram, tendo comido dois pedaços de uma pizza ruim pra dedéu. O interessante é que não havia nenhum rádio-relógio no quarto, e como eu não consegui carregar o celular… bom, a meleca estava feita.

Ok, vamos pro bom e velho Wake-up Call – no hotel onde eu estou existe este serviço. Você liga 81 e depois o horário que quer acordar. Por exemplo, 810715, faz com que o telefone desperte às 7:15 da manhã. Pois é, só que o quarto só tem um telefone, que fica na saleta. Tive que tirar o telefone da tomada e colocar no quarto. Depois coloquei o telefone pra despertar às 6:00, uma vez que eu não sabia a que horas as reuniões iriam começar.

Fui para cama e dormi quase que imediatamente. Acordei à meia-noite… droga! Sem sono nenhum… também, não era pra menos, no meu relógio biológico eram 7 da noite.

Fiquei rolando na cama feito peru no forno até às 4 da manhã… foi quando eu peguei no sono de novo.

E, logo em seguida, o telefone tocou – 6 horas. Que sono! Tomei banho, desci pro café… bom, daí é que eu fui ver o que os 9 euros valiam…

Foram os dois croissants mais caros que eu já comi na vida! Cheguei para tomar café às 7 da manhã, exatamente quando o serviço abria… olhei a bancada, na sequência: iogurte, manteiga, fatias de presunto (eu detesto presunto), queijo (um tipo só), queijo cremoso (pra passar no pão), água, suco de laranja, e… a máquina de café. Ué, acabou??? É, pois é. Me virei e vi uma cesta cheia de pães – croissants, baguetes, pão doce. Depois três tipos de sucrilho e leite. Acabou. C’est fini.

Ok, com tantas opções, deixa eu pensar… bom, vamos de croissant, uma vez que baguete na França é um pão duro pra dedéu, queijo cremoso, iogurte e suco. Está de bom tamanho! Para que mais?

É, só que eu podia comer tudo isso por 5 reais (talvez menos) e não 9 euros…

As tomadas!

Terça, 20 de Junho (putz, esse dia não acaba mais, não?)

Ok, ok… alguém já se preocupou com tomada quando vai viajar? Não? Pois devia…

Lá vou eu conectar meu laptop pra ver se a rede está funcionando, se eu vou conseguir mandar os emails que eu preciso mandar durante o trabalho aqui, etc. Bom, ligo o laptop, mas a bateria já era. Então pego o cabo de força e… bom, só se eu enfiar no nariz, porque as tomadas são todas diferentes aqui. Elas têm dois furos para pinos redondos, mais um pino, também redondo, que sai da própria tomada e que deve ser do fio terra, sei lá.

E agora? Como vou verificar o horário das sessões? E o celular? Como vou carregar?!? Merrrrde!

Bom, fácil, o hotel deve ter um adaptador… em Hong Kong tinha, em Seul tinha… em Paris tem que ter. Pois é, não tem. “Mas a senhora pode andar 10 MINUTOS até o centro comercial e comprar um…” ah, meu, porque todo mundo nessa cidade acha que eu vim pra cá andar? Que droga, me deixa! Eu não quero andar! NÃO QUERO!!! Eu nem comi ainda…

Bom, claro que eu não disse tudo isso pro cara, mas eu expliquei que estava sem dormir e com fome. Pedi o cardápio do PIZZA HUT pra poder pedir uma pizza e cair na cama. O cara, todo solícito, diz que tem uma pizzaria mais próxima e que se eu pedir de lá, chega mais rápido… tudo bem, vamos pedir de lá então.

Pois é, o mais rápido demorou 45 MINUTOS, e a pizza era uma droga!!! Mas a fome falou mais alto, eu comi e fui pra cama às 21:30 sem saber que horas teria que estar no cliente no dia seguinte, uma vez que não tinha conseguido falar em nenhum dos números de telefone que o israelense tinha me dado…

Botei o relógio pra despertar às 6 da matina e seja o que Deus quiser!!!