Somos todos Maiakovski

Poeta russo “suicidado” depois da revolução de Lênin.

Na primeira noite, eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.

E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.

(poema de autoria de Eduardo Alves da Costa, 1935 – No Caminho com Maiakovski)

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Me preocupa nossa condição… nossa condição de almas em evolução, de corpos perenes que um dia deixarão este mundo. Me preocupa o fato de que estamos anestesiados, como bem cita o poema acima. Malas de dinheiro… espermas no rosto… juízes que prendem, para outros imediatamente mandarem soltar. Hoje pode tudo.

Afinal de contas, eu não sou pobre, eu vivo bem a minha vida. Viajo nos fins de semana, nas férias. Meus filhos estão bem, estudam bem, comem bem. Tenho um bom emprego… Não sou mulher, nem ando de ônibus, não tenho que me preocupar com nada disso. E daí se soltaram mais um? Qualquer coisa, se der tudo errado, eu faço minhas malas eu vou-me embora do país!

Eu fico vendo e lendo essas coisas todas e me lembrando da última sexta-feira de trabalhos espirituais. Me lembrando das sábias palavras de alguém que sofreu no corpo os ditames da “lei do mais forte“. Ouvimos dela, que viveu sua última encarnação nesta Terra como escrava…

Fios… o mal prospera porque os bons são tímidos…

Ouvimos dela que é necessário sentir RAIVA para que as mudanças aconteçam. Ouvimos dela que é através deste sentimento, bem direcionado, que os grandes avatares da humanidade tentaram nos deixar seus exemplos… Jesus, Mahatma Ghandi, Mandela… tantos, tantos seimplesmente NÃO SE CONFORMARAM com o que estava errado e simplesmente lutaram pela mudança que queriam ver no mundo.

E então, me pergunto, quem, nesta hora, deixará a “timidez” de lado e compreenderá que é preciso ser a mudança que queremos ver no mundo? As pessoas não entendem, mas nós estamos em guerra… uma guerra travada na espiritualidade desde que o mundo é mundo, mas como ninguém vê, ninguém ouve, ninguém percebe, então ninguém faz absolutamente NADA. As pessoas se deixam levar pelas más vibrações dos ambientes que as cercam, das más companhias com as quais convivem – sejam encarnadas ou não, se deixam levar por séculos e séculos de cullto às suas más índoles e então se sentam e assistem a tudo, como verdadeiros zumbis.

Não entendem que é no nosso dia-a-dia, que é levantando-se contra as injustiças diárias que nós podemos mudar esse estado de coisas. Não compreendem que se você vê um idoso, uma mulher, uma criança, quem quer que seja, ser maltratado e você se cala, você é CÚMPLICE de toda essa corja! Que se você fala que quer um mundo melhor, mas você usa o seu “jeitinho” para tirar vantagem em tudo que conseguir, você é tão LADRÃO quanto todos os outros!

Perdi minha vida algumas vezes em prol daquilo em que acreditava. Lutei, morri. Falei o que ninguém queria ouvir, morri. Me neguei a fazer o que todos faziam, morri. E posso dizer a vocês – não me arrependo um palmo por nada disso. No entanto, de todas as vezes em que eu não tive lucidez suficiente para estar do lado correto… dessas me lembro com amargor. Dessas me pego pensando: porque não fiz isso? Porque não fiz aquilo? O preço da ignorância e da covardia é uma consciência latejando pelo resto da sua existência. E não existe nada pior do que isso.

Karma? Esqueçam. O karma não é nada se comparado ao sofrimento de milhares de almas que você poderia ter ajudado e não ajudou. Ou de uma única alma te olhando, pedindo auxílio, te estendendo a mão, e você vira as costas e não faz nada… isso, posso garantir, é o pior dos infernos.

E é da nossa condescendência que nascem os monstros. É dos nossos olhos fechados, das nossas bocas caladas, das nossas permissões veladas que, pouco a pouco, nascem as ditaduras, sejam elas de cunho político, social ou pessoal. É do nosso “não tenho nada a ver com isso” que reinam os arrastões, os estupros a cada 11 minutos, as malas de dinheiro.

7 de Setembro… Dia da INDEPENDÊNCIA do Brasil!

Independência do quê? Somos mais de 200 milhões de idiotas que acreditam ser independentes num país onde se trabalha 6 meses no ano para pagar impostos sem, no entanto, receber um mísero assento escolar de volta. Hoje, véspera de 07 de Setembro de 2017, somos mais escravos do que jamais fomos. Somos mais colônia do que jamais fomos. Somos mais SERVIS do que jamais fomos.

Somos um povo sem identidade, o povo do cada um por si. Um povo sem educação, sem cultura, sem passado. Um povo que mal lê, que não sabe falar o próprio idioma, um povo anestesiado à base de TV, churrasco, cerveja e futebol. Um povo fadado a ser para sempre “a pátria do futuro” de Juscelino. Somos a “pátria educadora” dos imbecis alfabetizados funcionais.

E, pra quem ainda não entendeu, segue…

Primeiro levaram os negros, mas não me importei com isso,
eu não era negro.

Em seguida levaram alguns operários, mas não me importei com isso,
eu também não era operário.

Depois prenderam os miseráveis, mas não me importei com isso
porque eu não sou miserável.

Depois agarraram uns desempregados, mas como tenho meu emprego
também não me importei.

Agora estão me levando, mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém,
ninguém se importa comigo.

Bertold Brecht (1898-1956)

Um feliz 7 de Setembro a todos os anestesiados! 😦

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Um sorriso me salvou

O local era a Judeia e a rua, no alto da cidade, era poeirenta. Em frente à casa onde morava, havia uma espécie de “sacada”- uma meia-lua que alargava a rua logo à frente do portão principal. A construção era grande, com pátios internos, cavalariças, fontes e jardins. Era um palacete e ali vivia Maximus, centurião romano, e sua esposa, a judia Ester, nascida de uma das famílias descendentes das 12 tribos. Ester chamou a atenção de Maximus desde a primeira vez que se viram e, embora tenha sido difícil conseguir a mão da moça em casamento, ele tudo fez para consegui-la.

Casaram-se. Ester sentia uma atração e um amor profundos pelo marido, mas se sentia na obrigação de odiá-lo, primeiro por ser ele um gentio, adorador de deuses pagãos; segundo porque era Romano, e Roma havia ocupado os estados judaicos, cobrando tributos, desterrando famílias e crucificando qualquer “traidor” que se interpusesse em seu caminho. Mas, ainda assim, seu coração amava aquele homem.

Maximus cobria Ester de todos os presentes e gentilezas possíveis. E, embora ele notasse a revolta em seu íntimo e a necessidade quase física que ela sentia de provocá-lo, Maximus sempre conseguia dobrar aquela mulher orgulhosa de suas crenças e origens. Ao final do primeiro ano de casamento, Ester se viu grávida do primeiro filho. Entrou em agonia – como podia ter sucumbido e se entregado tão fácil? Como permitira que aquele homem tomasse conta de sua vida e de seu coração daquela maneira? Como sua família pudera permitir tal heresia – uma filha de Israel casada com um Romano?! E ainda por cima, grávida!

Ester tinha ímpetos de abortar a criança, mas seu coração de mãe, e a barriga que começava a pronunciar-se, a enchiam de ternura por aquele bebê. Não havia contado a ninguém, nem mesmo o marido sabia. Pensava em livrar-se da criança, para logo depois suplicar perdão aos céus por ter sequer pensado em algo tão abominável. Então pensava em mentir, dizer que a criança não era de Maximus – queria vê-lo sofrer como deviam sofrer todos os filhos de Roma… mas logo em seguida pegava-o olhando para si com tamanha doçura e devoção que era impossível manter a mágoa que sentia. Ainda assim, não tinha coragem de contar a ninguém. A sogra suspeitava, sua mãe suspeitava, sua cunhada suspeitava… mas a todas negava a gravidez.

E então aconteceu o pior. Numa tarde em que Ester e Maximus discutiram além do normal, ele a empurrou quando ela tentava dar-lhe um tapa no rosto. Ester desequilibrou-se sobre uma mesinha de centro e caiu violentamente ao chão. Sentiu as contrações de imediato, e o aborto foi inevitável. Ela perdeu seu pequeno bebê aos três meses de gestação. Maximus, inconsolável, culpando-se por ter empurrado a esposa e pelo aborto da criança, passou a beber. Enterrou-se na bebida dia-a-dia, chegando sempre muito tarde e saindo sempre muito cedo. Não conseguia olhar para Ester, seu remorso e tristeza aumentavam quando via o rosto choroso da esposa. Então preferia não vê-la, não olhar para ela. Ao mesmo tempo, sentia raiva por ela não haver lhe contado, por ela não ter lhe dito que estava grávida. Porque ela não lhe contara nada?

Alguns meses após o ocorrido, Ester em profunda depressão se viu encostada à amurada em frente ao palacete. Às suas costas, a rua poeirenta; à sua frente uma queda de cerca de 12 metros até a via pública logo abaixo. Namorava a ideia de por fim à sua vida. Sentia-se infinitamente triste – perdera seu bebê e, ao mesmo tempo, o amor do homem que tanto a adorara… não conseguiria viver daquela maneira, sem que Maximus sequer a olhasse. Era demais para ela, e seu peito doída sem parar. Ouviu quando uma turba de gente subiu a rua em direção à praça central da cidade, que ficava alguns lances de degraus acima de sua casa. Olhou naquela direção e viu enquanto a pequena aglomeração se deslocava, notando que em meio ao vozerio, uma cabeça de homem se destacava. Não deu importância e virou-se novamente, fitando a queda além da amurada. Fechou os olhos enquanto as lágrimas desciam pelo rosto. Respirou fundo enquanto levantava o rosto em direção aos céus, pedindo perdão pelo que estava prestes a fazer. Mas foi então que ela o ouviu:

– Não chores, Ester…

Assustada, Ester abriu os olhos e percebeu o gigante ao seu lado: devia ter cerca de 1,90m de altura. Era longuilíneo, de pernas e braços compridos, mas tinha um torso largo e aparentemente musculoso. Exalava masculinidade e força, embora tivesse os olhos mais doces que ela já havia visto. À moda judia, tinha os cabelos na altura dos ombros, a barba bem aparada, e vestia uma túnica clara. Por cima, um manto carmim denunciava que aquele não era um Judeu de classe baixa, mas sim um lorde. Ainda assim, não era típico que um homem se aproximasse de uma desconhecida e, além de tudo lhe dirigisse a palavra.

– Perdão, Ester, não quis assustar-te. – ele sorriu e Ester pensou ter visto um raio de sol acender-se sobre sua cabeça. – Mas é certo que o caminho que buscas não é o mais feliz.

O homem virou-se e segurou Ester em ambas as mãos, enquanto ela sentiu um calor invadir-lhe o corpo todo. Caiu em prantos, não conseguia não chorar… quem era aquele desconhecido que parecia ler seus pensamentos?

– A felicidade que buscas está dentro de ti. Deixa de lado as convenções da sociedade e agarra a oportunidade de ser feliz que a Vida te dá! Gentios, fariseus, romanos, judeus, que importa quem somos aqui se perante o Pai somos todos seus filhos, Ester?

O homem deu um passo à frente e colocou a destra sobre a barriga de Ester. Ela sentiu um formigamento no baixo ventre e logo depois uma alegria a invadiu como se tudo estivesse pronto para um novo milagre em sua vida.

– Vá, Ester. Sê feliz, porque é só isso que o Pai quer de ti.

Então ele beijou sua testa e se afastou. Enfiou-se em meio à pequena multidão que o aguardava e seguiu caminhando em direção ao centro da cidade. Ester ficou ali, parada, como se um raio a tivesse atingido. Como ele sabia? Como ele a conhecia? Quem era aquele homem que afrontava os costumes judaicos ao falar e tocar uma filha de Israel? Ester esqueceu-se completamente da ideia de suicídio. Voltou para casa e, naquela noite, esperou acordada por seu marido. Contou a ele o que vira e ouvira e, embora Maximus não tenha compreendido metade do que Ester falava, acabaram por fazer as pazes e uma certa alegria voltou ao lar.

Quase dois anos após aquele encontro, Ester dava à luz seu primeiro filho. Radiante, nunca esqueceu-se do encontro com o Judeu que, segundo lhe contaram, chamava-se Yoshua ben Yoseph*.

(*Jesus, filho de José)

 

Quem pode mais

Talvez eu já tenha contado esta história… em partes. Então, me perdoem se sou repetitiva.

Há 9 anos eu conheci uma casa de Umbanda Sagrada na zona sul de São Paulo. Na época, estava desempregada há 6 meses e os trabalhos como free lancer estavam rareando. As contas se avolumavam e o desespero aumentava todos os dias… nessas horas, a gente se agarra a Deus mais do que nunca, e foi isso que me levou à Casa do Pai Benedito.

Era dia de Gira de Ciganos. O cigano que me atendeu perguntou meu nome e quando eu disse “Sarah”, ele respondeu que eu havia chegado no dia certo… eu sorri, afinal Santa Sara é a protetora do Povo Cigano e ali estava eu buscando auxílio. Seis meses depois, já como frequentadora assídua da casa, passei por uma consulta com Seo 7 Ondas, que muito sabiamente me disse que eu deveria fazer um trabalho para Mãe Iemanjá, solicitando àquela Orixá que gerasse novas oportunidades em TODOS os campos da minha vida.

Para encurtar história, esta dita consulta ocorreu no início de Dezembro. Ao final de Janeiro comecei a namorar. No carnaval fiquei grávida. Em Março fui contratada e voltei a trabalhar. Em Abril estava casada… Ufa! Iemanjá não brinca em serviço. 🙂

Muitas idas e vindas depois desta consulta com o Marinheiro, e já com a vida totalmente mudada, me matriculei na segunda turma do Curso de Magia Divina das 7 Chamas Sagradas, e passei a frequentar a casa mais vezes na semana. Foi meu primeiro grau de Magia Divina… depois deste cursei mais 17 graus de magia, tanto na Casa do Pai Benedito, quanto no Colégio Tradição de Magia Divina.

Foi nesta mesma Casa de Fé que eu cursei a primeira turma do Curso de Teologia de Umbanda Sagrada – era um curso de seis meses, somente teórico. Fiz meu desenvolvimento mediúnico em 2009, junto com a segunda turma do mesmo curso, já com minha bebê pequenininha. Fui coroada Médium de Transporte por Pai Benedito de Aruanda. Comecei a frequentar as giras de atendimento como Cambone, mas em poucos meses comecei a ser chamada para atendimento. Primeiro com meu Exu Mirim, depois com Vó Benedita, depois com minha Pombogira… e quando vi estava atendendo em todas as giras, sendo coroada Médium de Atendimento da casa cerca de 3 anos depois daquela primeira Gira de Ciganos. Foi um tempo relativamente curto, mas muito bom, de muito aprendizado.

Cerca de um ano depois, já em 2011, Vó Benedita começou a solicitar-me o estudo do Sacerdócio Umbandista. Como todo “bom” médium, achei que era coisa da minha cabeça… afinal, eu não tinha essa missão na vida. As solicitações tornaram-se repetitivas. Pessoas, amigos, irmãos de fé – todo mundo, do “nada”, começou a brincar comigo, perguntando quando eu abriria a minha casa. Eu neguei de todas as maneiras possíveis, tenho que admitir. Mas a verdade é que, no fundo, eu sabia que era isso que eu tinha que fazer, que ajudar é que me fazia feliz, que era isso que me fazia me sentir útil e viva e que quando chegasse a hora, eu não teria escolha, porque eu tinha sim assumido esta tarefa bem antes de nascer.

E assim foi… no início de uma gira de atendimento em 2012, meu amado Pai de Fé, Claudio Ricomini, solicitou que eu e mais duas irmãs médiuns da casa cursássemos o Sacerdócio Umbandista no Colégio de Umbanda Sagrada de Pai Rubens Saraceni. Foram meses e meses de estudo, de dedicação. Muitas oferendas, muitos amacis. Aulas memoráveis que eu nunca, jamais hei de esquecer. Mestre Rubens realmente coroou nossa caminhada com a sua alegria, o seu conhecimento e a sua disciplina. A ele, sou imensamente grata.

Em 2013, no ano em que me formei Sacerdotisa, Vó Benedita começou a cobrar-me a abertura da Casa de Fé… vendi meu apartamento, compramos uma casa, reformamos. Depois seguiram-se as firmezas necessárias à abertura da casa – primeiro ao Guardião Exu, depois à Guia Chefe da Casa, por fim à Guia de Frente que também é minha Guardiã Pombogira. Muitos gastos, muito tempo, muita dedicação. A cada passo dado, um frio na barriga, um medo a mais… mas também uma força estranha, uma certeza, que me foi invadindo e tomando conta. A cada dúvida, uma única resposta: “segue em frente, estamos juntos”.

Muita gente há de me olhar e pensar “como ela consegue?”. Vou dizer a vocês: Eu não consigo, porque não sou eu.

É a Vó Benedita… é Seo Morcego.

É a Rosa, Seo Zé, a Carmen.

É a Lili, o Pimentinha, a Iara.

É Seo Pena Branca, Seo 7 Barcas, Seo 7 Lanças.

É minha Mãe Iemanjá Cristalina, é Meu Pai Ogum Megê.

É Iansã de Balê e Obaluaê.

É Olorum…  e todos os Orixás, todos os Guias, Mestres, Mentores e Guardiões.

São eles gente… é deles este projeto, esta Casa, a minha coroa, a minha fé, a minha dedicação, a minha vida… é deles. Sem eles, nada disso existiria. É por eles a minha (aparente) calma, a minha disciplina, a minha certeza, a minha esperança. Porque eu creio, no fundo d’alma, na evolução do espírito através de suas várias existências e eu creio na Gênese Umbandista. Eu me lembro de muitas das minhas experiências anteriores e elas me ajudam a entender quem eu sou, porque eu estou aqui, e o que eu preciso para melhorar. Porque, como diz Vó Benedita, a fé pela fé não é nada; a fé pela fé, sem estudo, sem base, sem conhecimento, sem investigação, sem discernimento, é como castelo de areia – na primeira onda cai, desmancha, deixa de existir.

E é isso que eu quero passar pra frente. É nisso que eu acredito – que nós teremos um futuro melhor com pessoas melhores; pessoas com auto-conhecimento, que sabem de onde vêm e para onde vão. Pessoas boas, sadias de coração e alma. Não precisa ser perfeito, nem precisa ser Umbandista, precisa ser bom e querer ser melhor a cada dia, a cada passo dado. Precisa saber que tem defeitos e que precisa melhorar, porque esta é a razão da vida material neste planeta. As pessoas precisam resgatar isso de dentro delas. Elas precisam lembrar que existe algo além do acordar de manhã, trabalhar feito louco, enfrentar trânsito, comer qualquer porcaria, ganhar o insuficiente, e no outro dia repetir tudo de novo, esperando o final de semana, as férias, a aposentadoria, para ser feliz.

A vida não é isso, gente. A vida pode, e deve, ser melhor. É preciso parar, avaliar, arriscar uma vida diferente, uma vida com mais propósito, uma vida onde a gente pode se sentir feliz e realizado todo dia, não só no final de semana, não só nas férias.

É por isso que a Casa da Vó Benedita existe, e é pra isso que nós vamos trabalhar e ensinar. É com esta bandeira, a bandeira de Oxalá, Pai dos Mundos e Senhor dos Espaços Infinitos, que nós vamos auxiliar o próximo. E se nós mudarmos uma única vida para melhor, se nós salvarmos da tristeza e do desespero um único pai de família que seja, eu já me sentirei realizada.

Porque, segundo o ponto cantado que Vó Benedita tanto gosta, “Quem pode mais, é Deus”.

Pois que seja feita a vontade d’Ele.

Axé!

(A Casa da Vó Benedita está prevista para ser inaugurada ao público no próximo dia 08 de Julho, uma sexta-feira, com atendimentos semanais e gratuitos. Em breve, publicarei maiores informações.)

Um Abraço Dado…

Quero te abraçarMeu último post foi há 9 meses atrás. Neste meio tempo, mudei de casa, de trabalho, de cargo. Minhas atribuições aumentaram exponencialmente, porque compreendi que meus propósitos e minha tarefa espiritual passa obrigatoriamente pela construção de uma base material.

A mudança é difícil porque as preocupações me mantém longe do estado de espírito ideal para a canalização das mensagens. Muitas vezes elas chegam em momentos em que eu não posso parar e, quando finalmente tenho um tempo para mim, não consigo mais lembrar de todo o teor da mensagem. Mas é o preço a se pagar por dedicar-se um pouco mais à carreira profissional.

Vó Benedita, Seo Morcego, Seo Zé Pilintra… todos são companheiros inseparáveis e continuam a me passar informações e ensinamentos preciosos. Aprendi a encarar o meu dia-a-dia como parte do meu Sacerdócio – a cada nova amizade, a cada novo encontro, há sempre uma oportunidade de auxiliar, de ser útil, de passar aos outros um pouco da fé e da confiança que, aos poucos, cresceram em mim.

Há pouco mais de um mês me foi anunciada a necessidade de iniciar meus trabalhos como Sacerdotisa de Umbanda. Ainda não tenho casa própria para tanto, mas ainda assim os amigos se oferecem, as oportunidades chamam, e a gente segue em frente com a tranquilidade de quem se sente apoiado constantemente por forças que poucos compreendem. Ao que tudo indica, será no mês de Maio o primeiro encontro dos trabalhadores da Casa da Vó Benedita… e aos poucos estou recebendo os detalhes.

Um deles, me chegou através desta mensagem… Vó Benedita, incorporada nesta sua médium, explicava à assistência, mais ou menos assim:

“Na natureza, tudo é energia. Até aquilo que a gente acha que é matéria, é energia. E energia é vibração, movimento, ritmo, pulsação. A gente vibra o tempo todo porque somos tudo formado por energia, por partículas pequenas de luz que brilham constantemente, igual o coração do Pai Olorum. Quando o coração do Pai Olorum bate, ele vibra uma onda de energia tão grande, mas tão grande, que essa onda é chamada de Onda da Vida… porque ela cria Vida. É do pulsar, do bater do coração de Nosso Amado Pai Olorum que surge toda a Vida no Universo. Não existe NADA, nenhuma mísera partícula de poeira, que não tenha sido gerada através da vibração desse coração poderoso do nosso Amado Pai. Num é lindo, fios? Essa velha acha lindo isso… hihihi…

Essa pulsação, essa vibração, continua existindo em tudo que é gerado a partir do Pai Criador de Tudo. Mesmo vivendo fora desse coração puro e poderoso, cada um de nós carrega bem lá dentro um pedacinho, uma Centelha, uma centésima infinita parte do Pai que nos mantém vibrando o tempo todo. Uns vibram com mais harmonia, outros com menos. Uns brilham mais, outros menos… mas, mesmo assim, todos continuam nesse pisca-pisca como estrelinhas divinas espalhadas pela Criação… é assim que o Pai sabe de tudo, vê tudo, conhece tudo. O Pai é Todo-Poderoso porque suas criaturas se espalham pelo Universo e vibram constantemente enviando a Ele suas energias, numa troca constante de informação e conhecimento.

Mas ocês vão se perguntar: nem todo mundo vibra luz, então como pode? Pois eu digo que todos vibramos luz, fios. Alguns em maior intensidade, outros numa frequência tão pequenininha que ela parece nem existir mais. Mas a luz, uma vez emanada do Nosso Amado Pai, jamais pode ser apagada, fios, jamais. Ela pode ficar fraquinha, fraquinha, pequenininha… mas sumir, isso num acontece não. Porque quando a luz do Pai some, a Morte acontece e a centelhinha volta ao Pai Amado, mergulha naquele coração imenso, e deixa de Ser. É como se fosse uma reciclagem, sabe fios? Pra ocês entenderem melhor, é como ouro – ocês pode misturar ele com o que quiser, ele pode inclusive mudar de cor por conta disso, mas jamais vai de deixar de ser o metal precioso que é. Hihihi… é assim, fios, é assim…

É por isso que hoje a Vó vai explicar procês porque um abraço dado de bom coração é mais que um abraço, é uma bênção! Vosso coração físico fios é a morada dessa energia do Pai Maior. É ele o reflexo físico dessa vibração de amor que o Pai colocou em cada um de nós quando nos gerou. A cada pulsação desse coração físico, cada uma das células vibram, e a energia gerada emana no extra-físico, fazendo da sua aura, do seu envoltório energético, uma capa luminosa que atrai tudo e todos em volta. É aquela pessoa que todo mundo quer ficar perto, né fios? Aquela pessoa com quem é bom conversar. Aquela pessoa que parece que expande e espalha alegria por onde passa. É a energia pura do coração do Pai Maior.

Mas quando esse coração entristece, enrijece, se atrapalha, aí é quando a doença aparece, o pânico toma conta, e aquela dor no peito não passa por mais que a gente tome remédio, né fios? É aquela coisa que parece que tem uma mão enorme apertando o coração da gente… dói fios, dói. Mas a natureza é sábia… e quando ocê abraça um irmão de verdade, assim, de frente, de peito aberto, esse seu coração entra em sintonia automática com o coração do outro. E quando isso acontece os dois corações se conversam, sabe fios? É automático porque foi assim que eles foram programados pra ser, fios. Então eles se conversam e eles tentam se regular um ao outro. Um vai acalmando o outro, um vai remodelando o outro e quando ocê menos espera o seu coração já está batendo melhor, fios. A tristeza continua lá, mas de repente ela deixa de estar assim tão pesada. A preocupação continua, mas ocê compreende que ocê não está só no mundo, que tem gente boa pra te ajudar a levantar se ocê cair.

É por isso que bebê gosta tanto de ficar perto do coração da mãe, fios. É por isso que quem se ama tem tanta necessidade de abraçar… é porque o coração conversa quando a gente se abraça de verdade. E quando o coração conversa, ele cura. Mesmo sem a gente perceber, ele cura.

Então a partir de hoje, quando o nêgo velho ou a nêga velha te abraçar no final da consulta, ocê entenda que o abraço faz parte da cura, fios, faz parte da troca. E quando ocês tudo ouvir a canção que diz que um abraço dado é uma bênção… aí ocês hão de lembrar dessa nêga que vos fala e hão de sorrir por dentro, porque nesse momento esse coração da nêga há de abraçar cada um de ocês.

Fiquem em paz, fios. A Vó Abençoa e Abraça todos ocês em nome do nosso amado Pai Olorum.

Que a próxima Lua Grande nos traga muitos abraços de bom coração! Hihihi…

Atotô!

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Dica minha: Enquanto Vó Benedita me passava esta mensagem, mostrou-me nitidamente uma imagem energética brilhante e linda. Não consigo reproduzi-la, mas ela era muito similar  ao padrão chamado popularmente de TORUS. Para saber mais, procurem e pesquisem pelo padrão de energia chamado TORUS, um padrão em que toda a vida planetária se baseia e vibra. 😉

TORUS_CORES

Além disso, tem esses links aqui:

 

O fim de um ciclo…

Nossa Senhora incensou a Jesus Cristo,

Jesus Cristo Incensou aos filhos seus…

Eu incenso, eu incenso esta casa,

Na fé de Oxóssi, Ogum e Oxalá!

 

Hoje este ponto singelo não sai da minha cabeça, desde de manhã. Às 11:00, mais ou menos, recebi a notícia de que nosso amado Mestre havia feito sua passagem… 😦

 

Ontem, quando a página oficial de Rubens Saraceni nos pediu que orássemos para que ele fizesse sua passagem em paz, acendi meu Congá (altar) com lágrimas nos olhos e uma dor terrível no peito. Chorei por quase uma hora pedindo as bênçãos dos céus para aquele que sempre foi luz na Terra. Pedi amparo aos familiares que ficam, à comunidade que choraria sua falta.

Acendi o altar mas não pude ativar a tronqueira… estavam todos quietos lá. Guardiões e Guardiãs em silencioso respeito pela passagem daquele que, enquanto encarnado, foi quem mais os defendeu contra as injustiças que a ignorância semeia no mundo. Pediram-me mentalmente que os deixasse na penumbra… que não abrisse as cortinas nem acendesse as velas porque estavam de luto. Eu respeitei a dor deles, que também era minha.

Entendam: saber que a vida continua não nos exime de sentir saudades de alguém que se vai deste mundo. Somos todos humanos e a dor também nos visita.

Chorei ajoelhada frente à luz que se formou no altar. Eles estavam, e estão, em festa. Sentia-me pequena e egoísta por chorar daquela maneira… fui me acalmando e então sentei-me no banquinho baixo de madeira. Pedi mentalmente à minha amada vozinha que nos ajudasse a suportar a partida do Mestre. Ela sorriu marota, disse que o “menino do arco-íris” estava bem, que a Aruanda iria recebê-lo em festa, que eu sossegasse meu coração porque tudo ficaria bem… chorei mais ainda, e então fui me recordando da risada do Mestre Rubens.

Comecei a me lembrar nitidamente da risada dele. Mestre Rubens gostava de “brincar” e dizer “besteiras” em aula… muitas. E depois, ele ria… ria a valer. Às vezes ria tanto que perdia o ar… ahahahaha… era impagável! Nós ríamos junto, claro, porque a alegria dele era contagiante. Depois ele ficava sério e dizia “isso fica aqui entre nós, tá?”… e ria de novo. Para quem prestasse realmente atenção, entenderia que cada piada, cada comentário, na verdade tinha sempre um fundamento por trás, um ensinamento. Muitas vezes notávamos as nuances, as mudanças que ocorriam a ele em aula. Era palpável, para quem prestasse atenção, os momentos em que ele nos transmitia mensagens diretamente de guias e orixás, guardiões e guardiãs. Impossível não sentir-se um privilegiado ao assistir a esses momentos.

Em 2012 tive o prazer inenarrável de sagrar-me Sacerdotisa de Umbanda Sagrada sob o seu comando… e foi a Umbanda Sagrada que Pai Benedito de Aruanda nos deixou, através de seu maior médium Rubens Saraceni, que hoje pauta cada um dos meus dias. É nesta Umbanda que eu cresci como pessoa, como médium, como Maga. Foi nesta Umbanda que eu batizei a minha filha que, por milagre desta mesma religião, pôde nascer do meu ventre já desenganado pelos médicos da Terra.

Foi na Umbanda Sagrada, de Pai Benedito e Mestre Rubens, que eu me achei, que eu cresci, que eu reuni minha família, e que hoje eu tenho o prazer imensurável de servir a Deus e aos meus semelhantes com gratidão e carinho.

Mestre Rubens, nosso Pai Amado, é hoje luz na Aruanda. Mas, ainda assim, continuará sendo luz nos nossos corações – a cada aula ministrada no Brasil e no mundo, a cada livro lido aqui ou em qualquer lugar, a cada magia iniciada em favor do próximo, a cada fundamento ministrado e explicado com propriedade, o teu legado, Mestre, há de continuar sendo luz aqui na Terra também.

Este post não tem a intenção de homenagear a memória de Mestre Rubens Saraceni, simplesmente porque eu acho que não importa o que eu escreva, vai ser pouco perto da dimensão do trabalho e da doutrina que ele nos deixou aqui na Terra. Então este post é para deixar registrado no Tempo e no Espaço o meu agradecimento e o meu débito a este Mestre que mudou a minha vida e a minha fé. Mudou o meu conhecimento de mim mesma, do Universo e de Deus. Me ajudou a evoluir mais e melhor simplesmente pelo exemplo de sua postura e pelo conteúdo de sua obra.

Que nosso amado Pai Olorum te cubra de bênçãos. Que nossa amada Mãe Yemanjá te receba em sua barca diamantada e te dê momentos de descanso depois de tão árdua missão no mundo. Que nosso Pai Ogum Megê te abra os caminhos da evolução, agora na pátria espiritual. Que tua família consanguínea seja consolada dentro das possibilidades que o momento possibilita.

Que hoje todos saibam que a Umbanda chora a tua falta nesta nossa dimensão. Que tua seja a Paz da missão cumprida e dos bons frutos semeados.

Saudades, Mestre. Saudades sempre. Nós não vamos nos esquecer do teu sorriso, da tua alegria, dos fundamentos que o senhor semeou em vida. Até a próxima…

mestre rubens

Ciganos na Umbanda

Gypsy Moth, por Josephine Wall

Gypsy Moth, por Josephine Wall

A visão que temos do povo cigano é a visão romântica herdada de lendas e mitos, amplamente divulgados principalmente pelos povos europeus. Mas historicamente há muito pouco registrado sobre este povo basicamente porque sua tradição sempre foi oral, o que praticamente proibia que seu conhecimento ancestral fosse escrito ou gravado. Do que se tem notícia, a origem cigana remonta à Índia, mais especificamente aos povos chamados ROMA. Rom, na língua cigana, significa “homem”.

Na Índia foram amplamente caçados, principalmente pelos Ingleses. Expulsos de suas terras, iniciaram sua migração passando por dentro da Rússia e Oriente Médio, depois pelos países europeus, espalhando-se então por toda a Europa e, tardiamente, pelas Américas.

Se formos colocar em números, é certo afirmar que o povo cigano foi mais perseguido e sacrificado que os próprios judeus. Infelizmente, a história não mantém registros oficiais dessa chacina cultural. Para o Europeu, branco, preso a valores que condenavam a alegria, a liberdade, o feminino, os oráculos, a cura com ervas, etc., a cultura do povo cigano era um verdadeiro atentado ao pudor, uma quebra constante das regras e ritos mantidos pela Igreja Católica, que não via maneira de apoderar-se da riqueza material e cultural daquele povo.

Espalharam-se mitos e lendas sobre um povo que era basicamente pacífico, que cultuava Deus como uma energia que permeava tudo e todos, e que possuía conhecimentos ancestrais muito mais valiosos do que os dogmas religiosos de então. Todo o conhecimento de magia, oraculismo, cura, etc., do povo cigano perdeu-se, encontrando-se disponível apenas nos registros imemoriais do Tempo.

A língua Romani tem muito do Indi, mas só é ensinada dentro das famílias que ainda mantém suas tradições. O canal por assinatura TLC mantém alguns programas que mostram famílias Romanis atuais em suas vidas nos Estados Unidos – “Meu Grande Casamento Cigano” é um deles. Terrível, decadente… mas vale como comparativo e como reflexão sobre como se destrói um povo e suas tradições.

Os Ciganos na Umbanda

O povo cigano dentro da Umbanda é categorizado como parte da Linha do Oriente, onde também podemos classificar alguns guias espirituais que trabalham nas linhas de cura (hindus, chineses, etc.) e até da esquerda (guardiões e guardiãs que se auto-denominam “Ciganos”, “do Oriente”, etc.). Foram acolhidos dentro das falanges umbandistas e trabalham sob a irradiação de Oroiná, orixá feminina da justiça, absorvente e negativa em sua polaridade.

Os ciganos trabalham muito bem em muitas frentes: corte de demandas, curas, prosperidade, amor. Temos ciganos e ciganas de todas as irradiações, mas eles transitam de um assunto ao outro com incrível facilidade e flexibilidade. Trabalham muito bem com metais (facas, punhais, moedas, caldeirões, tachos, correntes, ferraduras, etc.), pedras e cristais, todos os tipos de vegetais, frutas e flores. Usam desde leques, lenços, saias e chapéus, até guizos, pandeiros, tapetes, cordões e fitas em seus passes magnéticos. Riscam pontos utilizando pembas de todas as cores, e alguns poucos manipulam inclusive a cor negra de Exu.

Adoram tudo o que é colorido, vivo, alegre. As cores e nuances do fogo lhes são muito atraentes, assim como muitas velas acesas. Nas oferendas, podemos usar muitas flores; frutas secas (damascos e tâmaras, por exemplo) e todos os tipos de nozes; fitas, lenços e toalhas coloridos; chás (principalmente de hortelã e de frutas) aromatizados com paus de canela e/ou cravos; frutas frescas (as melhores são as maçãs, as uvas e as ameixas vermelhas, morangos e cerejas); sucos e ponches de fruta ou de vinho tinto; champanhe; água mineral; pães caseiros; tachos de cobre ou caldeirões dourados; velas de todas as cores, menos pretas; punhais, facas, adagas, correntes, pulseiras e anéis; copos ou taças decorados, de vidro ou de metal; alguidares ou caldeirões cheios de brasas bem vermelhas, ou com álcool combustível aceso; pequenas fogueiras. Nas vestimentas os ciganos normalmente pedem lenços que amarram no pescoço, na cintura e/ou na cabeça, enquanto as ciganas normalmente pedem saias rodadas e coloridas, xales e lenços. Alguns ainda são capazes de ativar os desenhos de um tapete, criando espaços mágicos maravilhosos e com múltiplas aplicações, uma vez que incluem várias cores e formas.

Os locais de firmeza dos ciganos serão normalmente aqueles mais condizentes com a irradiação com a qual trabalham – caminhos de terra, matas, clareiras, campos abertos, bases de pedreiras, margens de rios e cachoeiras, e até mesmo na praia.

Uma dica interessante que a Carmen manda a todos: Os ciganos prezam muito pela união da família, a harmonia entre os casais, o cuidado e o respeito com as crianças e os idosos dentro de casa. Portanto, a firmeza dos ciganos pode conter casinhas de madeira, gesso, porcelana ou metal, que ficam imantadas com a força desta proteção e depois podem ser levadas para dentro de casa como objeto decorativo e tornam-se portais absorventes das energias desarmonizadoras que tentam separar os membros da família, e expansor de amor e comunhão entre todos, constantemente.